sexta-feira, 1 de julho de 2011

CAZUZA

O cara nasceu poeta. Escreveu lindos versos.
Eu protegi seu nome por amor, sob o codinome beija-flor!
Quem não gostaria de ter o seu nome protegido por tão lindo codinome?
E os segredos de liquidificador!
Somente uma cabeça como a desse cara, poderia imaginar esse tipo de confissão!
Fez protesto, em relação às drogas, mas sucumbiu a elas! Quem não se lembra do esquálido Cazuza, mostrando toda a sua magreza em público. Naquele espetáculo, havia uma forma de dizer:  Jovens cuidado!
E as questões sexuais? Amar foi seu verbo preferido. Amar homens e mulheres, sem preconceitos. Declarar esse amor aos ventos e aos mares, deixando os mais conservadores assustados com esse garoto.
Teria sido ele um anti-herói?
Em cima de um palco se expõem, na maior campanha contra a AID’s que já vimos acontecer. Um grande exemplo para a sociedade! Até onde  podemos chegar quando as regras são quebradas!
Irreverente! Corajoso! Instigante! Inteligente!
Será que toda a droga, que já era malhada antes dele nascer, foi estocada prá ele?
Caju foi um homem que ser perdeu, tentando se encontrar. Acredito que sua passagem pela Terra não foi em vão! Que ter nascido daquela mulher foi uma predeterminação, para que outras vidas pudessem ser salvas.
Lucinha, conhecida como a mãe do Cazuza, cuida de muitas crianças, permitindo que elas possam ser respeitadas e aceitas pela sociedade, sem preconceitos.
Ele veio ao mundo para que essas crianças pudessem sobreviver!
Um menino poeta que viveu tão rapidamente que nem deu tempo de viver plenamente!
Cazuza foi um maior abandonado, que não conseguiu fazer o tempo parar, para inventar o seu amor pelo mundo. Um exagerado, cheio de ideologias que sempre sonhou em fazer sempre o melhor para o dia nascer feliz!
Querido Cazuza,  a emoção acabou ...
Que coincidência é o amor ...
 A “sua” música nunca mais tocou ...
Menino poeta, eu quero proteger seu nome por amor...
Em um codinome beija-flor!
Sua presença eternizou-se nos vôos dos pássaros!
Rápidos! Suaves!
Bailarinos!
Você  sonhou acordado!
Nos encantou com sua arte...
Nos emocionou com sua coragem ...
Quando você partiu
Eu prendi meu choro
Não deixei aguar o bom do amor.
Garoto, você nos encantou
Não quero mais mentir
E nem fingir
Não vou mais proteger seu nome
Vou declarar ao mundo o meu amor.

                        Edison Borba


BULLYING

– UM GRAVE PROBLEMA SOCIAL.
Bullying um fenômeno bastante instigador. Há dias os meios de comunicação noticiam os diversos casos de bullying, que estão acontecendo na nossa cidade, estado, país e no mundo. Situações constrangedoras  envolvendo crianças, jovens e adultos. Uma  epidemia! Há várias preocupações sobre esse fenômeno: as jurídicas, as psicológicas, as criminais, as sociais entre tantas. Infelizmente, as Unidades de Ensino tem sido os ambientes onde o bullying, é mais observado. Por esse motivo, todos os que labutam nessa área precisam analisar, discutir e obter informações exaustivas sobre esse fenômeno. Acreditamos que é preciso haver uma ação conjunta da sociedade, no sentido de estudar profundamente para entender e buscar formas de ação educativa para cuidar não só das vítimas, mas também dos “algozes”. Ambos precisam de ajuda. Nossa sociedade vive um momento onde as ações inovadoras e empreendedoras, são cada vez mais colocadas como sendo o caminho para melhorarmos as condições de vida da Terra. Porém, o que acontecerá com as crianças e jovens que experimentam situações de bullying, quando se tornarem adultas? Como obtermos bons cidadãos e profissionais competentes  se em  suas vidas houverem cicatrizes deixadas por praticarem ou sofrerem ações agressivas, ou seja, o bullying? No pensamento de Ramsey Clark, advogado americano; podemos traduzir os malefícios desses atos:

“Um direito não é o que alguém dá a você, é o que ninguém pode lhe tirar”.
Quando alguém é submetido a uma ação violenta, como o bullying, tira-se dessa pessoa aquilo que lhe é mais sagrado - a liberdade.
Através de alguns depoimentos, podemos perceber o quanto esse fenômeno prejudica à sociedade como um todo. Não se trata de um fato isolado e que acontece num determinado local e época. As marcas são eternas.Os prejuízos sociais são aterrorizantes.
Anônimo 1: “fui vítima de bullying praticamente em toda minha vida escolar. Foram anos terríveis, eram xingamentos dos colegas, e até por parte de alguns professores, que faziam vista grossa para o caso.  Até hoje, passados quase 27 anos, guardo isso dentro de mim”.
Anônimo 2: “em relação aos colegas,eram xingamentos e rejeições. Tinha dificuldade de aprendizado, tirava muita nota baixa e todo ano ficava em recuperação. Fui reprovada duas vezes. Ninguém queria fazer trabalho comigo. Hoje sou adulta, tenho 31anos, mas as cicatrizes são visíveis. É difícil lidar com isso.
Anônimo 3: “também fui vítima durante todo o ensino fundamental. No ensino médio apresentava uma timidez excessiva, acredito foi seqüela do que aconteceu no fundamental. As marcas ficam e são difíceis de sair. Hoje tenho 33 anos,  não tenho amigos de infância ou colégio. Não desejo que nenhuma criança sofra as humilhações e perseguições que sofri. Da escola só tenho recordações ruins.

Até aqui, focamos a situação de quem sofre a ação de bullying. Imaginemos agora, como estarão os aplicadores, os agentes ativos da agressão. Quem são esses cidadãos? Como estarão agindo? Se a vítima guarda cicatrizes, o algoz continua agindo na sociedade, encoberto por um título ou um cargo que lhe confere poder. Os problemas do bullying são maiores do que ainda podemos perceber. O tempo revelará os seus malefícios, portanto temos que agir agora, impedindo que esse fenômeno continue a existir. Educação é a grande saída!
Edison Borba.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

PARA ELIS REGINA

Eu rebento
Elis! Elis eu também rebento
Eu me sangro e choro
Numa reação imediata a cada sofrimento
Elis eu sou só rebento
Me  rasgo e sofro
Mergulhado na imensidão do abandono
Elis – grande amiga – como eu rebento!
Agora como uma ferida purulenta
Eu rebento, eu me arrebento
Ao contrário dos rebentos que brotam
Que nascem e florescem a cada dia
Eu  rebento quando perco
Rebento quando ganho
Quando estou só na tempestade
Eu rebento! Ah! Como eu rebento!
Rebento correntes, rompendo laços e corro livre
Rebento pra não me arrebentar
A cada bofetão e a cada abatimento
Eu rebento!
Elis amiga Elis – como eu rebento!

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terça-feira, 15 de março de 2011

REFLEXÕES

Apesar de todo o avanço tecnológico, os “antigos” arquivos em papel continuam sendo muito importantes na manutenção da nossa memória. Não fosse isso uma grande verdade, as BIBLIOTECAS, deveriam ser desativadas e os LIVROS queimados. Sei que essa afirmação é um exagero, mas todo final de ano, ficamos horas e horas a procurar papéis e documentos acumulados em 365 dias.Quem já não teve o dissabor de ter o seu arquivo eletrônico perdido por um simples apertar de botão? Tenho uma grande dúvida: será que todo o material arquivado; na memória dos computadores, sobrevirão tanto quanto os pergaminhos? Portanto, amigos, deixemos  de lado esse orgulho e essa fantasia de que não temos mais necessidade do papel. Vejam os trabalhos escolares, as provas, os projetos e as teses de Mestrado e Doutorado.
Imaginemos o nosso País, imenso como um continente, sem a TV e  a Internet. Realmente esses dois veículos ajudam a manter a nossa comunicação territorial em dia. Imaginemos o nosso Mundo sem o avanço tecnológico das vias de comunicação.
Mas ... não podemos esquecer a população confinada nas mais distantes terras. No trabalhador do campo, nos pescadores, nos boiadeiros, nos analfabetos entre tantos outros cidadãos que tem no rádio “de pilha” o seu único e fiel companheiro. Ou será que nós acreditamos que em todos os cantos do mundo existe luz elétrica? E que todos os brasileiros, possuem  “lep-top” comprado nas casas Bahia?
Quando surgiram as TVs pensamos no fim dos cinemas. E com os pequenos aparelhos eletrônicos, os rádios já deveriam estar enterrados. Mas um pequeno rádio de pilha faz a diferença na vida de muitas pessoas.
 Haverá sempre  espaço para os livros que nos fazem sonhar e viajar pelos mais incríveis sonhos, e para as  mensagens escritas a mão, colocadas em envelopes, presos a  ramos de flores, com a mensagem “TE AMO”!
Assim é a história!
Edison Borba
  

domingo, 13 de março de 2011

UMA CANÇÃO DE AMOR.

Deixaste o meu coração vazio
Quando calaste a sua voz divina
Uma torrente de paixão
Chamada saudade
Tomou conta do meu coração.
Não existirão mais momentos iguais àqueles
Em que você me acalentava com sua presença.
Escrevi seu nome na fria areia,
Na doce ilusão que poderias voltar.
O mar chegou  tudo apagou
Só nos deixando lágrimas doídas a me rolarem na face
Sua ausência está doendo em mim
Sinto  falta dos tempos dos pardais
E do verde dos quintais
Quando você me trazia uma canção de rosas
Enfeitando a minha noite.
Hoje, sou um velho piano, que não toca mais
Sou um verso jogado num canto
Vivo com a presença da tua ausência
Num eterno acalanto!
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Para ELIZETE CARDOSO - "A Divina"
De: Edison Borba


quinta-feira, 10 de março de 2011

Mulher Brasileira
Índia ou Cabocla? Negra ou  Branca? Mulata ou  Nissei?
Quem é a mulher brasileira?
Guerreira ou  escrava?  Operária ou professora?
Lavadeira ou doutora?  Prostituta ou religiosa?
Católica? Espírita?  Evangélica?  
Quem é a mulher brasileira?
A escritora? A artista?
Quem és mulher brasileira?
A que pede justiça ou criminosa? A que sofre violência?
Juíza, presidente, mendiga ou dona de casa?
Quem és tu criatura mulher?
Uma santa? Uma sobrevivente?
Como te chamas? Qual o seu nome?
És  Anita? Beatriz? Claudemira? Dorotéia?
Serás a Edinalva? Francisca? Genilda ou Heloisa?
Acho que és Ivonete! Jurema, como uma  índia!
Kamille  como as francesas! Lucinalva  nordestina!
Noêmia,  Olyrema, Patrícia, Quirina ou será Renata!
São todas brasileiras, registradas ou não!
Sônias, Tarsilas, Ursulas e Vandas!
Temos as Xuxas que cantam e dançam!
Bonecas sem vida, apenas para exibição!
As walquírias são fortes e as Yolandas rainhas!
As Zulmiras são avós! Em cadeiras de balanço tecem e bordam toalhas!
Mas todas vocês são Marias, como a mãe de Jesus!
----------------------- Edison Borba
                                Pelo dia 8 de março!



terça-feira, 1 de março de 2011

O VÉU A BURCA E A LEI MARIA DA PENHA.


Na história da humanidade, coube a uma mulher chamada Maria, emprestar o seu corpo, para que o filho de Deus pudesse vir a Terra e se fazer homem.
Muitas outras mulheres, Marias ou não, também se destacaram  por seus feitos gloriosos. É comum ouvirmos que ao lado de um grande homem existe sempre uma mulher notável.
Apesar disso, o sexo feminino vem sendo subjugado através do tempo. Sempre coube às mulheres a menor fatia do bolo. O homem, se utilizando, do título de protetor e provedor empurrou a mulher para um segundo plano nas mais variadas culturas, comunidades e sociedades.
A gravidez, é usada  para justificar possíveis demissões ou então a manutenção da trabalhadora  num padrão abaixo dos concedidos aos homens. Alegando diminuição do potencial de trabalho, muitas empresas usam a gravidez como fator de impedimento para o crescimento profissional de suas funcionárias. É possível, encontrarmos diversos mecanismos usados pelos homens, para manterem as mulheres num patamar de subserviência, sendo até capazes de transformar  um símbolo de status  em algo que caracteriza submissão. Usando  a ética e a moral como fatores capazes de explicarem atitudes machistas,  homens invadiram o universo feminino descaracterizando símbolos e transformando o sagrado em profano.
O véu, por exemplo, era uma referência à importância feminina na sociedade. Uma veste habitual entre as mulheres judias que se tornou referência entre as cristãs,  e durante a Idade Média, caracterizava  dignidade. A ignorância masculina violou esse significado, tornando o véu um símbolo de submissão. Esconder o rosto das filhas e esposas, alegando proteção, não passa de uma atitude dominadora. Esse fato, entre outros, encontrados na nossa história, deixa claro as relações injustas e discriminatórias, que se perpetuaram, através dos tempos. Até o Novo Testamento,  onde a Mulher e o Homem são apontados como a Imagem de Deus, e portanto gozando dos mesmos direitos e deveres, vem sendo ignorado.
Os lares que deveriam ser lugares seguros e de parceria, passaram a abrigar discórdias, agressões e violência. Em muitas sociedades, a menina ainda pertence ao pai, que a entrega ao marido através de negócios lucrativos. Contratos de casamento, feitos  na infância, são seguidos sem nenhum questionamento. Aqui no Brasil, garotas são vendidas em nome da pobreza.
Justificando a necessidade de sobrevivência famílias comercializam suas filhas num verdadeiro leilão da “inocência”.
Toda essa seqüência de fatos fez com que um sentimento de culpa se abatesse sobre as mulheres, tornando-as submissas e obedientes num universo essencialmente machista.
Nas atividades profissionais e religiosas, é muito difícil para uma mulher alcançar um cargo de destaque. Mesmo em pleno século XXI, ainda encontramos muitas  que dependem de seus companheiros para sobreviverem.
As tarefas domésticas,  não são vistas como trabalho árduo. Uma mulher que cuidou da casa, do marido e dos filhos, chega ao final de um dia tão desgastada quanto qualquer trabalhador.
Mesmo com o advento da mini-saia, que revolucionou toda uma geração, vestes, como o xador e a burca, são usados, não como uma referência a um tipo de traje feminino característico de uma cultura. Mas, como imposição masculina.
Aqui no Brasil,  encontramos mulheres, que se deixam dominar por seus companheiros, que em nome de uma atitude duvidosamente religiosa, impedem suas companheiras de usarem até produtos de higiene.
Importante destacar, que se uma mulher optar, por sua livre e espontânea vontade,  seguir uma doutrina  que dite como regras o uso de um tipo de vestimenta e o não uso de produtos de beleza e higiene íntima, tratar-se-á de uma opção e portanto deve ser respeitada, mas em caso contrário  é opressão.
Foi necessário, que outra Maria, a da Penha, fosse martirizada, tendo o seu corpo ferido e a sua alma dilacerada, para que nascesse uma nova ordem, através da Lei que recebeu o seu nome.
Atenção machistas! Atenção machões! Agora existem regras legais que estabelecem direitos claros para a mulher.
Fortalecendo o que já existia na Constituição e na Carta dos Direitos Humanos a Lei Maria da Penha chegou para dar um basta à violência. Seja ela  de natureza física,  social,  moral ou  psicológica. Em  todas as formas de agressão existe dor e sofrimento para a vítima, portanto o agressor deve ser punido.
Proibir, coibir, anular, desprezar, desmoralizar, humilhar e  assediar são atos tão graves quanto espancar. A dor na alma ou a dor no corpo não podem acontecer, sob nenhuma alegação!
Mulheres sintam-se livres!
Usem véus, cubram-se com seus mantos, ornem-se de flores, perfumem-se, dancem e cantem para seus amores.
Felizmente ainda existem homens que sabem admirá-las e amá-las como vocês merecem.
                                        Para as mulheres do mundo!                                                                   
                                        Edison Borba.