sexta-feira, 5 de agosto de 2011

SER ESPECIAL

A biogenética nos ensina que não existem seres humanos iguais. Somos especiais, somos individuais. Cada um de nós é formado por uma recombinação gênica, que nos torna únicos; entre os bilhões de outros humanos. Portanto, somos especiais. Existem os  de olhos azuis e os castanhos. Os altos e os baixinhos. Os gordos e os magrinhos. Essa riqueza de pessoas é que faz o mundo ser tão interessante possibilitando uma incrível troca de experiências. Ser especial, ser diferente, ser gente é emocionante. Cada um de nós se adaptando ao seu modo. Para algumas pessoas, essa diferença se acentua, quando um acidente muda inteiramente o curso de suas vidas, enquanto outras nascem bem diferentes. A sociedade tem que ser criativa para atender a essas especificidades. Espaços, regras, leis e condições, precisam ser criadas para que elas possam ser livres, produzir, estudar, amar, viajar e sonhar. As suas diferenças são um desafio. Porém, é graças a elas que muitas inovações acontecem. Elas enriquecem o mundo. Os pintores com a boca fazem parte desse grupo. Produzem lindas obras de arte. Fazem malabarismos com seus corpos para nos presentearem com a sutileza de seus quadros.  Muitas vezes, quando um acidente acentua a nossa especificidade, fazemos um balanço do que foi perdido. Fernanda Zazo, uma linda mineira de Unaí, após um acidente que a fez ficar mais especial, descreve o seguinte: “- perdi várias coisas que amo, como: dançar, andar, praticar esportes, tomar banho sozinha, sair sem precisar de ninguém, trocar de roupa em pé em frente ao espelho, olhar meu corpo por inteiro, fazer maquiagem, dirigir, entre outras atividades”. Mas o que ela não perdeu foi à vontade de viver e de acreditar na sociedade, que fica melhor graças à sua presença. Todos nós fazemos a diferença. Todos nós somos especiais. A sociedade precisa entender as diferenças múltiplas dos seres humanos. Mudanças que acontecem na trajetória de uma vida, as crianças e os idosos, os portadores de síndromes precisam que se criem condições para as suas sobrevivências. Criar leis e regras que sejam aplicadas e respeitadas permitindo o ir e vir de todos sem exceção, é urgente. Ser diferente faz a  diferença. Ser especial é especial. Somos todos imprescindíveis!

Para Fernanda Zago – www.fezago.blogspot.com

De Edison Borba




MENINAS VOADORAS

Não importa o país, Portugal ou Brasil, meninas “voam” pelas janelas de edifícios. Bonitas, alegres, inteligentes e apaixonadas. Jovens sonhadoras. Fotos em pose. Sonhos de passarela. Meninas mulheres que nem sabem o que é amor. Envolvidas por paixões cinematográficas, são alvos fáceis de personagens do futebol, da música, do cinema, do automobilismo e da televisão. Apaixonantes empresários, jogadores, cantores e galãs  povoam o imaginário feminino. Homens fortes e vigorosos vendem imagens sedutoras e a possibilidade de aventuras fantásticas. Nesse mundo de fantasias, algumas conseguem voar e transformar a viagem em polpudas mesadas e pensões que irão ajudar na manutenção das suas vaidades: silicones, cremes, roupas e a possibilidade de alguma capa de revista masculina. Os filhos, quando existem, servem para aumentar a conta bancária. Esse mundo cinematográfico inebria nossas garotas, que viajam na purpurina sonhando  ser um dia, a preferida do sultão.  Rainhas de bateria são deusas na passarela do samba. Sobreviventes de relações escandalosas estimulam a mais e mais meninas  tentar a sorte nesse colorido desfile. Um caminho oposto ao que percorreu a inspiradora da Lei Maria da Penha. Mulheres que lutaram para manter a imagem da verdade e feminismo, sem queimar “soutiens” e nem apelar para grandiosas separações e manchetes jornalísticas. Nem todas as viajantes dessa galáxia, conseguem ser vitoriosas. Não recebem grandes indenizações, não são convidadas para “reality shows” e seus corpos mortos é que se transformam em notícia. Mais uma  jovem “voa” pela janela de um alto prédio de apartamentos. Linda, sorridente, sonhadora, modelo, estudante ou bailarina. Noticiários; tem dificuldades em classificar a mulher que aparece na foto. Quando encontrados, os corpos são velados e enterrados sob aplausos de outras meninas sonhadoras que continuarão a imaginar o iluminado mundo  que poderão conquistar.  Os heróis da bola e do volante continuarão a povoar seus pensamentos. Sonhe menina, sonhe! Cuidado para não voar para a eternidade.

Edison Borba

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

TREM DA ALEGRIA

Desvio de verbas= enchentes. Desvio de verbas = hospitais e escolas  abandonados. Desvio de verbas = crianças famintas. Desvio de verbas = salários baixos. Desvio de verbas = trabalhadores humilhados. Desvio de verbas = lucros fáceis. Desvio de verbas = obras faraônicas. Desvio de verbas = destruição da Amazônia. Desvio de verbas = transporte público de má qualidade. Desvio de verbas = aumento da criminalidade. Desvio de verbas = mais desvio  de verbas. Desvio de verbas = corrupção. Desvio de verbas = CPI’s de fachada. Desvio de verbas = pizza. Desvio de verbas = trabalhadores em greve. Desvio de verbas = conivência. Desvio de verbas = enriquecimento ilícito. Desvio de verbas = hipocrisia. Desvio de verbas = mosquito da dengue. Desvio de verbas = vida de gado. Desvio de verbas = prefeitos espertos. Desvio de verbas = povo infeliz. Desvio verbas. Desvio verbas. Desvio verbas. Desvio. Desvio. Até quando essa locomotiva continuará a percorrer o nosso país? Um trem desgovernado circula sem freios. Seus passageiros não possuem senso crítico. São grandes mágicos na arte de enganar. Viajam sorridentes pela terra cujo lema ainda é: “quero levar vantagem em tudo”. Um trem lotado. Vagões luxuosos. Boa comida, música ambiente, festa, gastança e muita felicidade. O trem da alegria: como detê-lo? Existem passageiros, que envergonhados, tentam descer da locomotiva. Mas suas vozes, ainda  são baixas e se perdem no barulho da festança. Na tentativa de ensinar moral e  ética para os outros viajantes, se perdem em discursos e nas urnas. Mas o combustível dessa máquina é colocado por nós, o povo. Alimentamos essa orgia através dos nossos votos. Anos e anos mantemos essa festa de arromba, que passa de pai para filhos ou filhas. Irmãos e primos. Tios e esposas. Maridos e secretárias. Amantes de amigos. Lá vai o tem da gastança circulando pelos “Brazis”, usando como combustível a nossa saúde, felicidade, esperança, ensino e principalmente sonhos ... sonhos ... sonhos ...

Edison Borba

terça-feira, 2 de agosto de 2011

NOVELAS

Mês de agosto,  ano 2011, século XXI. Nos principais canais brasileiros de televisão, são transmitidas, entre histórias novas  e as reprises, em torno de dez novelas. Autores diferentes, temas diferentes, em todas; um fato se repete: bebês usados para conquista,  gravidez indesejada ou falsa gestação. Personagens apresentados como empresárias de sucesso, nível superior, com uma vasta experiência social, juntam-se àquelas mais jovens, das classes operárias através da mesma problemática. Mesmo sabendo que as novelas são obras de ficção, que os capítulos são escritos gradativamente, obedecendo a critérios de audiência, é preciso ter muita paciência para aceitar este modelo. Não sou crítico de teatro, nem literário, sou apenas um telespectador atento. As nossas heroínas, ainda não foram apresentadas aos mais variados métodos contraceptivos. Pílulas e camisinhas entre tantos outros artifícios não chegaram ao conhecimento dos autores dos mais incríveis folhetins. Outra questão que também vale uma boa discussão para o final de semana envolve os galãs: - Você é o pai! Essa afirmativa tem levado ao altar diversos heróis. Personagens que fazem suspirar as fãs, loucas para estarem no lugar da cruel e malvada  que após variar de namorados, escolhe o mais bonito para aplicar o golpe. E eles acreditam! Mas, não podemos deixar no esquecimento as falsas barrigas, os tombos de escadas, os abortos espontâneos, os falsos exames – E eles acreditam! Creiam! Eu sou romântico. Gosto de filmes melosos, e sempre que posso acompanho e sofro com as histórias. Quem não chorou com a morte de um filho nos braços de uma sofrida mãe? Lágrimas brotaram de muitos olhos quando os cabelos da linda heroína foi cortado,  pela impiedosa mão de um cabeleireiro! Os níveis de audiência chegam ao limite máximo no dia da revelação da paternidade! Eu me incluo entre os  brasileiros, que se deixam levar pela  trama. Mesmo no século XXI, o olho mágico, não é usado pelos personagens “novelísticos”. Esse pequeno objeto, que existe na casa de milhões de pessoas, estragaria muitas emoções. Se todas as vezes que numa porta  cenário ele fosse usado, crimes não  aconteceriam  e flagrantes seriam evitados. E, ficaríamos privados de mais emoção. O que observo, não tira de mim o prazer de sofrer, torcer e chorar durante os  capítulos de uma novela. Mesmo sabendo que os segredos são falados em voz alta, para serem ouvidos pelo traidor e,  que é na hora da refeição que revelações são feitas, eu continuo diante da televisão. As novelas são um grande entretenimento. Através delas muitas campanhas foram realizadas. Obrigado aos autores, que nos emocionam com suas tramas. Esqueçamos os detalhes que poderiam atrapalhar a nossa emoção. Vamos continuar a torcer pelo galã. Vamos sonhar com o casamento no último capítulo. Vamos aguardar a próxima história. Que as portas continuem sem olho mágico, os laboratórios errando nos exames de paternidade porque nós continuaremos ligados no próximo capítulo de mais uma emocionante novela.

Edison Borba

O MUNDO É UMA BOLA

O arredondado planeta terra, não chega a ser uma pelota futebolística, um pouco amassado nos pólos gira e gira em torno dele mesmo e também em volta do  grandioso sol. A esse bailado, outros parceiros se juntam: satélites e planetas. Tudo gira. Tudo roda. Redondo mundo galaxialmente ovalado. Aqui em baixo a bola rola, quica, pula, é chutada, é cortada, vai ao fundo da rede, passa por cima ou cai numa cesta furada. Em mesas de sinuca, são arremessadas  dentro das caçapas. No golfe,  acolhidas em pequenos buracos espalhados por um lindo campo verde. Levam raquetadas e são arremessadas violentamente por mãos ágeis num vai-e-vem frenético do ping-pong. Meninos  tecam as pequenas  de gude, redondinhas como a lua. -“Marraio, feridor sou rei”, gritam os moleques durante as jogadas. Mas a violência, se abate sobre as redondas quando os tacos de beisebol as atingem violentamente. Mesmo acolhidas nas luvas macias dos pegadores, suas dores não são aliviadas. Mas é na areia das praias que elas se sentem livres. Despem-se do couro marrom e sob a luz do sol, voam coloridas, tocadas pelas mãos dos bronzeados banhistas. Nas piscinas são mais discretas e  infantis. Apesar das cores, não existe a beleza das ondas do mar e nem o burburinho do povo que brinca na areia. Há uma relação um pouco preconceituosa, entre as que freqüentam os grandes estádios, para com as que só rolam no salão. Enquanto umas são aplaudidas por  milhares de pessoas, e chutadas por pés milionários, as outras percorrem pequenas quadras e ainda não são tão valorizadas. A humilhante comparação entre elas merece uma reflexão. Porém, as injustiçadas estão nas várzeas. Sempre sujas de lama, são impiedosamente massacradas por pés descalços. Saem marcadas e sofridas após cada partida. As que giram dentro de pequenos cestos gradeados, além de serem perseguidas pela polícia, recebem números,  que as identificam quando  levadas para as delegacias. Pobres bolinhas coloridas, noites e noites trabalhando, para que os sortudos completem seus cartões antes, que tudo acabe num camburão. Porém, as mais perigosas vivem em cassinos  com as enlouquecidas roletas. Noites e noites num frenesi apaixonante, elas criam  magia nas apostas. As destruidoras se escondem em frias regiões, onde a neve cai dias e dias e as temperaturas despencam a muitos graus abaixo de zero. Bolas de neve,  capazes de crescer em minutos, despencam montanha abaixo arrasando tudo que estiver em seu caminho, para depois se espatifarem em pequenos pedaços. Triste sina tem essas brancas e macias meninas. As ecológicas correm entre as patas de belos cavalos  empurradas de um lado para o outro, por cavaleiros distintos. São elegantes e sofisticadas, diferentes das atléticas e molhadas, que passam horas dentro das piscinas. Vida  de bola é intrigante e agitada. Sempre indo de um lado para outro, não possuem estabilidade. Vivendo num diferente mundo, encontramos as que não são redondas, apesar de serem consideradas bolas. Seu corpo sensualmente oval faz sucesso nos suntuosos estádios americanos. Endeusadas  por lindas mulheres usando uniformes coloridos levam a multidão ao delírio, quando atravessam o campo nos braços dos truculentos heróis. Mas entre todas, rendemos a nossa homenagem àquelas que além de  alegrar nossos finais de semana e férias, cuidam da nossa saúde. Estão em hospitais e clínicas  sendo responsáveis pelo equilíbrio físico e mental de muitas pessoas. As vaidosas freqüentam as academias e colaboram para a estética dos sarados que  abraçados em seus corpos redondos, executam movimentos sensuais  num frenético balé. O mundo é realmente uma esfera.  Redonda bola, amassada nos pólos, sem  começo e nem fim gira e gira, gira e gira, gira e ...

Edison Borba – Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE

DÚVIDAS E DÍVIDAS

Estou vivendo um momento de grande preocupação e medo. Nos Estados Unidos acontece uma crise que poderá atingir o meu “magro” salário. Eu,  simples brasileiro apavorado com os problemas do Tio Sam. Além de ter que me proteger das balas perdidas e bueiros voadores, estou de olho grudado nos noticiários acompanhando a briga entre republicanos e democratas. E agora Obama? Como fica a nossa dívida? Na Europa países sofrem com problemas financeiros e o meu olhar pedinte se volta para o oriente. Estou confuso. Ouvi a notícia do aumento dos pedágios, mas eu não tenho carro. E a China cresce assustadoramente e  nem sei falar mandarim. Gastei tanto em cursinhos de inglês!
O preço da pizza também sofreu mudanças para mais. Não sei viver sem elas, massudas, gordurosas, calabreza, napoliana ou quatro queijos. Meu mundo está desmoronando!
Falam em plano de emergência para evitar uma paralisia nas finanças e um possível calote americano. Tenho que me preocupar  com a bolsa de valores. Há boatos que fechou em baixa. O real passou o dólar? Essa dúvida está me consumindo. “Euzinho” que nunca tive muitos valores para colocar no bolso. Rezo muito para que os nossos vizinhos consigam arrumar a casa, pagar dívidas e me devolver à paz. Vamos torcer pelo “cara”!
A crise está se espalhando pelo mundo. O que faço com meus poucos reais? Poupança, papéis ou títulos? Mas como aplicar se o mês continua  quando meu salário já acabou. Cheque especial e cartões.  Débito ou crédito? Já ultrapassei meus limites! Ainda tenho as prestações que pago através dos boletos. Mas isso não é nada; as minhas preocupações estão lá na América do Norte. O que será do Obama? O que será da minha economia sem o barato do Barack? Os economistas falam em articulações. As minhas estão em péssimo estado. Meu joelho “estala” e minhas juntas não estão “ajustadas”. Penso em estreitar meus laços com uns chineses donos de loja no shopping. Sempre leio em revistas de economia que o importante é estreitar os laços. Como já estou com a corda no pescoço, fica mais fácil esse estreitamento. Espero conseguir chegar ao fim do mês fora do vermelho. Estou preocupado com o Obama, e com os problemas que colocam em risco o seu mandato. Em meus pesadelos estou sentado sobre uma montanha de cartões de débito. Tenho dívidas e dúvidas. Meu salário, vive em eterno namoro com a Tropa de Elite - "pede pra sair - pede pra sair". Soube que o Banco Central fez leilão e por isso o dólar subiu meio por cento. Queria ser um marajá. Acho que isso é bom! Minha avó, em sua sabedoria, afirmou: - estamos numa grande sinuca de bico!

Edison Borba - Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE

DESCOBRINDO A EDUCAÇÃO

A educação aparece sempre na agenda dos políticos e das políticas públicas, como prioridade. Discursos inflamados, analisando a desigualdade existente no país, principalmente quando o assunto está direcionado à educação pública, são proferidos pelos salvadores da pátria. Fala-se em curto prazo, longo prazo e solução imediata. Projetos são criados, verbas liberadas, metodologias  revistas e continuamos perdidos. Greves, reposição de conteúdo, revisão salarial, perdas financeiras, conteúdo defasado, professores revoltados e alunos desanimados. Computadores, leptops, data show, laboratórios de informática, dinheiro gasto, material distribuído e muita insatisfação. Nossa população ainda sofre com o deficiente domínio da escrita e da leitura. Apesar dos avanços observados nos últimos anos e da boa vontade de muitos brasileiros o nosso crescimento ainda é desigual. Mão de obra sem qualificação, empresas insatisfeitas e despreparo nos dois lados. Ineficiência no preparo de jovens para atenderem as necessidades de uma era cada vez mais inovadora. As novas tecnologias generalizam-se em todas as regiões e classes sociais tornando-se um desafio a cada dia. Como preparar nossa população para absorver em tão pouco tempo, uma estrondosa  explosão de informações. Como satisfazer as necessidades de aprendizagem exigidas  pelo século vinte e um. Acordamos e nos deparamos com mais e mais novidades. A variedade de caminhos é um grande desafio para os projetos educacionais. As funções intelectuais precisam ser estimuladas juntamente com as manuais. Educar para intervir,  prevenir e garantir  competências e habilidades na tomada de decisões.  Códigos precisam ser decifrados rapidamente. Incorporar novas atitudes e conseguir mais variabilidade nas respostas é uma das condições para um processo educativo de qualidade. Preparar para a liberdade de fazer escolhas com responsabilidade e ética, é um dos mais importantes trabalhos das nossas escolas e seus profissionais, além da formação de competências sociais, iniciativa, liderança, autonomia profissional e habilidade na comunicação. Todas essas exigências só poderão ser satisfeitas quando conseguirmos vencer as crises partidárias, provocadas por políticos que usam a educação como uma forma de alavancar suas carreiras. A melhoria de vida de um bairro, cidade e estado passa pelas salas de aula, portanto as instituições de ensino necessitam tratamento digno e adequado para poder desempenhar seu papel. As desigualdades sociais são acentuadas quando num mesmo país acontecem diferentes formas financeiras de educação. Escola de rico x Escola de pobre. Esse contraponto acaba por justificar formas paternalistas de esconder os problemas da nossa sociedade. Divergentes padrões de vida  devem conviver com igualdade educacional.  Alunos matriculados nas diferentes unidades de ensino: religioso, privado ou público devem ter as mesmas oportunidades de aprendizagem. Boa escola, bons professores e ensino de qualidade. É preciso resgatar para as escolas a sua verdadeira função: ensinar. Portanto, melhorar as condições da educação implica em mudanças políticas.  Não aos discursos! Precisamos de ações corajosas de cidadãos que coloquem nossos alunos acima de suas vaidades. Crianças e jovens não podem ser usados como votos, para alimentar a fome insaciável e perversa que habita a alma de carreiristas cujas ações funestas continuam a desvalorizar e prejudicar o processo educativo em nosso País.

Edison Borba - Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE