segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

FAMÍLIA REAL BRASILEIRA ???

Em 1889, um militar, proclamou a república brasileira. Naquele tempo, a família real voltou para Portugal, dando início a uma nova forma de governança aqui em terras de bananas. Porém, a nossa história mantém até hoje, reis, príncipes, rainhas, princesas, além de outros títulos que compõem a realeza.
Temos o rei do futebol, o rei da música popular, o rei Momo, as rainhas de bateria das escolas de samba, os reis do tráfico, reis e rainhas da música sertaneja, princesas do funk, imperadores, condes, barões, duques e duquesas nas mais variadas cortes espalhadas em todo o território nacional.
A cada ano surgem novas realezas que assumem o trono, mesmo que seja por pouco tempo. De norte a sul, de leste a oeste a família real brasileira é uma das maiores do mundo. Com todo o respeito aos países que tradicionalmente mantém suas realezas em castelos e sujeitas a incríveis protocolos, os brasileiros, jogam futebol, dançam na avenida, fazem fotos “comprometedoras!!??”, desfilam pelos mais variados cantos do país, fazem cirurgia plástica, viajam para outros países em seus jatinhos particulares, e em alguns casos distribuem auxílio ao povo numa demonstração de que  temos um império ou reinado democratizado.
Os representantes da nossa realeza, além de serem recebidos freneticamente  pela população, sempre que surgem em público, também gozam de algumas regalias, diferentemente do que acontece com a plebe. Nossas leis são maleáveis e são reorganizadas para atender àqueles que não fazem parte do povão.
Alguns possuem o direito de usar armas,  promoverem festas particulares em seus palácios, situados em condomínios de luxo, ou até mesmo em seus carrões como forma de relaxar após dias de treinamentos, jogos ou para divertir seus fiéis seguidores.
Sempre envolvidos  por uma fiel corte de vassalos, esses portadores de sangue azulado, brincam de atirar e ferir, como parte de suas “diabruras”. Brincadeirinhas que serão perdoadas pela suprema corte de juízes.
Lamentavelmente, algumas dessas “realezas” brasileiras, não utilizam seus poderes para o bom exemplo. Mesmo sabendo que crianças e jovens, acreditam MESMO em suas mágicas, eles (elas) insistem na exibição de falta de ética, desrespeito às regras, leis e a ordem. É muito triste para um país com o potencial do Brasil, conviver com a bipolaridade comportamental dessas “figuras”.
Sabemos que nem todos os nossos “reis” e “rainhas” procedem de maneira reprovável, mas por menor que sejam os representantes do “mau” eles produzem um efeito cascata tão perigoso quanto um terremoto.
Com a chegada de um novo ano, vamos “torcer” para que a nossa família real modifique as suas ações, e também que os nossos meios de divulgação (rádio, televisão, jornais, revistas) não colaborem com o endeusamento daqueles que não merecem receber nem uma coroa de LATA.
Edison Borba

domingo, 25 de dezembro de 2011

AMIGO OU COMPANHEIRO

Amigo – que é ligado a outrem por laços de amizade.
Amizade – sentimento fiel de afeição e simpatia estima ou ternura entre pessoas que geralmente não são ligadas por laços de família ou atração sexual.

Companheiro – aquele que acompanha.

Companheirismo – procedimento ou convívio cordial, afetuoso, próprio de companheiro.

Ser amigo ou ser companheiro?

Ter amigo ou ter companheiro?

Muitas vezes, um amigo não pode ser companheiro, isto é, não pode acompanhar, não tem condições de seguir junto, não comunga dos mesmos interesses. Mesmo seguindo caminhos opostos, continuam amigos. O laço de amizade não se desfaz. Pode afrouxar um pouco. Se alongar como uma pipa ganhando linha, mas o sentimento de fidelidade permanece.

O companheiro segue junto. Lado a lado. Errando ou acertando eles caminham em qualquer estrada. Partilham a água, a comida, os sonhos e o convívio.

Amigos não precisam necessariamente compartilhar o dia-a-dia. Dividir o pão. Andar por avenidas asfaltadas, veredas tortuosas e empoeiradas vielas.

Amigos podem estar tão longe, que não é possível carregar junto à mochila e tudo que se coloca nela. Experiências, roupas, sonhos, comida, desalentos, água e quinquilharias colhidas aqui e ali nos becos e esquinas por onde passaram.

“Eu quero ter um milhão de amigos” cantou o poeta.

Eu quero ter um companheiro. Um só. Apenas um. Que possa me acompanhar sem reclamar. Sentar sob a sombra de uma árvore. Encostar seu ombro ao meu e ficarmos bem quietinhos.

Eu quero ter muitos amigos.

Mas preciso ter um companheiro para dar a minha mão e juntos nos perdermos nas poeiras dos caminhos tortuosos, que não levam a nenhum lugar. Apenas pelo prazer de caminhar.

Eu quero, também quero muito ser amigo e dar meu coração a milhares de outros corações.

Eu também quero ser companheiro.

Ser e ter são sentimentos que precisam estar juntos.

Amigos eu tenho, com certeza. Foram sendo conquistados ao longo da minha existência.

Companheiros! Ando a procurar. É difícil encontrar alguém disposto a não ser apenas amigo. Alguém que queira e possa caminhar ao meu lado, mesmo sabendo que meus passos já não são tão rápidos. Como um velho carro de bois, vou rangendo e arfando, mas continuo caminhando. Preciso de um companheiro, que possa ir buscar a água e colher as frutas, pois já não posso alcançá-las.

Amigos, eu os tenho. São muitos. Espalhados pela vida. Me socorrem quando chamo. Mas voltam aos seus lares, afazeres e amores. Eu os amo. Ah! Como eu amo meus amigos! Como sou grato por existirem.

Mas, preciso de um companheiro, pois apesar de caminhar devagar, ainda tenho sonhos, desejos e muitos lugares para visitar.

Ando perdido em pensamentos como um cavaleiro errante encompridando a vida buscando um companheiro que queira seguir comigo em busca do nada. Apenas pelo prazer de caminharmos juntos.

Edison Borba


ENTÃO É NATAL

Então é Natal. É noite de luz.
Em todos os lares, seja rico ou   pobre,  fagulhas de esperança enchem de magia os corações dos homens de boa vontade.
Abraços, cânticos, luzes, ceia e presentes.
Mesmo convivendo com as mais diversas dificuldades, uma brisa diferente sopra nesse dia. Durante as guerras, quando a trégua de Natal era mantida, em meio a todos os destroços da tragédia, uma tênue esperança renascia no coração dos soldados e de todos os que estavam sofrendo com o conflito.

Então é Natal. É noite de luz.

Não há como negar a magia.
Não há como não enxergar que uma força cósmica envolve o planeta Terra.
Não há como não perceber que somos tocados por uma ação divina.

Então é Natal. É noite de luz.

Apenas algumas horas. Apenas alguns momentos e, tudo se transforma.
Um ano, mais de trezentos dias e basta uma noite para sentirmos que a paz é possível.

Doze meses e num dia, ou melhor, numa noite as esperanças se reacendem.
Muitas horas e apenas um segundo para reviver o sentimento de amor universal.

Então é Natal. É noite de luz.

Crianças brincam. Casais se abraçam. Famílias confraternizam. Amigos se reencontram. Amores renascem.
Brindes. Desejos de felicidade. Renovação de promessas.

Então é Natal. É noite de luz.

Presentes distribuídos. Olhares trocados. Abraços apertados.
Saudades aflorando dos que partiram.
Alegrias explodindo pelos que voltaram.

Então é Natal. É noite de luz.

É o dia do nascimento de Jesus.

 Abraços a todos os meus amigos espalhados por todo o mundo!

Edison Borba










sábado, 24 de dezembro de 2011

NASCIMENTO DE JESUS (a.C / d.C)

O nascimento de Jesus, divide a  história universal  em duas partes: a.C , os fatos acontecidos antes e d.C, os fatos ocorridos após o nascimento de Jesus, também chamado  Cristo.
No Evangelho segundo São Mateus, encontramos a sua descendência. A citação dos que deram origem a José, que desposou Maria, da qual ELE nasceu. Com a chegada do dia 25 de dezembro, data atribuída ao nascimento desse grande líder,  fazer uma reflexão e durante os preparativos para a ceia, lembrando e reverenciando todas as gerações que deram origem a Jesus é uma boa sugestão.
Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.

Abraão gerou a Isaque; e Isaque gerou a Jacó; e Jacó gerou a Judá e a seus irmãos.

E Judá gerou de Tamar a Farés e a Zará; e Farés gerou a Esrom; e Esrom gerou Arão.

E Arão gerou a Aminadabe; e Aminadabe gerou Naassom; e Naasson gerou Salmom;

E Salmom gerou de Racabe a Booz; e Booz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé;

E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias;

E Salomão gerou a Roboão; e Roboão gerou a Abias; e Abias gerou a Asafe;

E Asafe gerou a Josafá; e Josafé gerou a Jorão; e Jorão gerou a Ozias;

E Ozias gerou a Joatão;  e Joatão gerou a Acaz; e Acaz gerou Ezequias;

E Ezequias gerou a Manassés; e Manassés gerou a Amom; e Amom gerou a Josias;

E Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos na deportação para a Babilônia.

E, depois da deportação para a babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel gerou a Zorobabel;

E Zorobabel gerou a Abiúde; e Abiúde gerou a Eliaquim; e Eliaquim gerou a Azor;

E Azor gerou a Sadoque; e Sadoque gerou a Aquim; e Aquim gerou Eliúde; e Eliúde gerou Eleazar; e Eleazar gerou a Matã; e Matã gerou a Jacó;

E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo.

De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a Babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a Babilônia até Cristo, são catorze gerações.

Que as famílias ao se reunirem em torno da mesa para a ceia de Natal, não esqueçam que é dia da festa do aniversário de Jesus. Papai Noel é um dos convidados, juntamente com todos os que acreditam que a paz é possível entre  os habitantes do planeta Terra.

TODOS SEM EXCEÇÃO!

Feliz Natal! Grande abraço do Edison Borba

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

MARCAS

Marcado pela vida
Enrugado pelo tempo
Oculto pela barba

                Andar vagaroso

                Olhar distante

                Movimentos lentos

Corpo desgastado
Cabelos brancos
Pele sem viço

                Insegurança

                Fragilidade

                Medos

Tempo arrastado
Horas vagarosas
Dias imensos

                Interminável destino

                Efêmera juventude

                Felicidade perdida

Casa morrendo
Silenciosa e fria
Quadros amarelados

                Vida vazia

                Vagas lembranças

                Poucas esperanças

Fotos apagadas
Cartas rasgadas
Amores passados

                Saudades muitas

                Longa espera

                O destino é certo

Agora é só esperar
Aguardar
Esperar
Sem desesperar

Edison Borba 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

CALENDÁRIOS

Os dias foram escorregando do calendário/ Um a um  sendo substituídos/
Janeiro, fevereiro, março, dezembro/
Mudaram as estações do ano/
Flores, frio, frutas e calor/
Alegrias, tristezas, saudades e amor/
Era  primavera quando nos encontramos/
Uma linda roseira assistiu ao nosso primeiro olhar/
Era setembro e o ar estava impregnado de perfume/
Quando percebemos, o verão havia chegado e nós estávamos passeando pela praia/
Calor forte. Sol a pino. E nossos pés deixando marcas na areia/
No calendário os dias iam se sucedendo. As folhas arrancadas e as páginas viradas/
Admirados ficamos, quando vimos o chão  coberto de folhas amareladas. Era outono/
Sabores. Frutas. Delícias/
Dias e dias embalados pela brisa suavemente fria, típica da estação/
No céu, a lua mudava de face. Às vezes redonda, quase um queijo/
Nessas noites deixávamos que seu brilho iluminasse nossos corpos/
Mais dias. Mais noites. O tempo passando. O calendário mudando/
Os relógios, como fiéis guardiões, cuidavam das nossas horas/
Sem que pudéssemos perceber, o inverno chegou/
Noites frias. Chuvas fortes. Dias cinzentos/
E o calendário, mudando  sem nos perguntar se queríamos o tempo parar/
Acordei sozinho. Fazia frio e meu corpo estava gelado/
Um bilhete sobre a cama/
Espere por mim na próxima primavera.

Edison Borba 





FAVELA EM CHAMAS

Labaredas, fumaça, vento, fogo e morte.
Crianças, mulheres e lágrimas.
Papelão, madeira, chamas e fumaça.

Favela
Fogo
Incêndio

Bombeiros buscam
O que buscam os bombeiros?

Devastação

Mais uma favela em chamas

Rescaldo
Vítimas

Manhã de quinta-feira
Tem fumaça na favela

Favela do Moinho
É São Paulo ardendo ao sabor das chamas
Foi em Campos Elíseos

É bairro ou comunidade?
É favela

Corpo carbonizado
É um corpo da favela

Não foi resgatado
Mas é corpo de favela

A fumaça dançava ao sabor do vento
As labaredas brincavam de queimar barraco

É barraco
É barato

Teve gente que chorou
Gente que se machucou
Mas era gente da favela

Dizem que foi mulher ciumenta
Era mulher da favela
Resolveu queimar barraco
Queimar os sonhos e o amor

Foi só amor de favela
Que o fogo exterminou.

Edison Borba