quarta-feira, 7 de março de 2012

ALMA FEMININA ( Capítulo 04 )

Em muitos países em todo o mundo, o dia 8 de março é uma data muito especial. Nele se comemora a alma feminina. Dia consagrado a todas a todas as mulheres. Uma data criada para refletir, analisar, repensar e buscar ações sobre as desigualdades, que ainda existem entre homens e mulheres. Desde o dia 4 de março, estamos revendo textos, artigos e poemas, nos quais a condição feminina na sociedade atual vem sendo revisitada. Entre tantas questões, a violência, foi abordada neste BLOG, no dia 22 de setembro de 2011, sob o título de MULHERES x VIOLÊNCIA.
É hora de voltarmos a reler e a repensar o que aconteceu e / ou mudou nesse tempo. Os veículos de comunicação continuam noticiando os mais diferentes crimes contra as mulheres. Fica a reflexão e a pergunta: até quando esse estado de violência vai durar?
 Onde está o corpo da estudante? Quem matou a modelo? Por que jogaram a menina pela janela? O que motivou o assassinato da advogada? Quem matou a juíza?
Perguntas feitas diariamente. Casos e mais casos se acumulam nas delegacias. Crimes de morte ou de violação da integridade física ou psicológica são cometidos todos os dias. Nas ruas, nas escolas, nas residências e nas praças.
Em qualquer horário ou local não existe mais lugar nem hora que sejam seguros. Caminhar numa manhã de sol é tão perigoso, quanto andar pela madrugada. Estar dentro de casa, com as portas fechadas já não é garantia de vida.
Meninas, senhoras e adolescentes basta ser mulher para ficar na mira de cafajestes, impossíveis de identificação imediata. Mascarados como profissionais respeitosos e bons cidadãos eles circulam pela sociedade, sem que nada os identifique.
Fazer consulta com médico de fama internacional é tão perigoso quanto estar sozinha num bar. Buscar abrigo num templo religioso, já não é garantia de preservação da idoneidade moral. Namorar advogado com escritório numa grande cidade pode ser uma armadilha perigosa. Acreditar nas juras de amor, receber flores, abrir pacotes pode representar grave risco, de terrorismo doméstico. Marcar encontros é assinar atestado de óbito. Contatos pela internet é veneno fatal. Nas grandes cidades ou nas pequenas vilas os perigos são semelhantes. Nas residências de luxo ou numa simples casa ou barracão pode haver um “machão” pronto a esmurrar, bater e violentar uma mulher.
Famosos ou não o violentador não tem um padrão social determinado. O que os iguala é a crueldade e o desamor pelo sexo oposto.
Diversos pesquisadores tentam nos ajudar a entender esses maníacos. Alguns classificados como psicopatas, matam e choram por suas vítimas junto com seus amigos e parentes. A Lei Maria da Penha, tão difundida e aplicada não tem sido suficiente para deter a ação desses desequilibrados. Talvez as nossas penas, tão amenas e brandas, sejam um convite para que esse tipo de manifestação seja cada vez mais freqüente. Matar, fugir do flagrante e depois se apresentar acompanhado de advogado é tão tranqüilo, como tomar refrigerante na beira da piscina. Temos conhecimento de bárbaros assassinatos, cujos malfeitores já estão livres e com a ficha completamente limpa. Voltaram a circular entre os cidadãos de bem a até gozam de prestígio social servindo como modelos a serem seguidos por outras mentes doentes.
Responder em liberdade, não ser obrigado a fornecer material genético para análise policial e ter residência fixa é o início de uma promissora carreira no crime, permite ao “cidadão” gozar de direitos humanos para a sua desumanidade.
Quem poderá mudar essa situação? Que legisladores possuem o poder de julgar tendo que seguir regras retrógradas que regem nossos tribunais.
Estamos vivendo um momento complexo, a violência contra a mulher aumenta na mesmo proporção que ELA aumenta seu prestígio social. O sexo feminino ocupa cada vez mais espaços que antes era apenas dominado por homens.
Será que essa situação está provocando uma reação de revanchismo? O medo de perder sua posição social, profissional e até sexual está levando alguns “machos” a exibirem atitudes enlouquecidas. Os que matam os que defendem e os que legislam comungam das mesmas idéias cada um com seu papel definido dentro da trama. Precisamos uma revolução para que haja mudanças sérias em nossas leis, tornando-as mais rígidas e sem possibilidades de “brechas” que beneficiem os assassinos.
É urgente fazer com que a Lei Maria da Penha, seja fortalecida e usada cada vez mais em benefício da segurança das nossas mulheres.
Edison Borba
Dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher!

terça-feira, 6 de março de 2012

ALMA FEMININA - ( Capítulo 03 )

Dia Internacional da Mulher, oito de março. Cada país, cada estado, cidade ou comunidade tem sempre alguma mulher que se destaca. É aquela que faz a diferença. Nós brasileiros, temos o orgulho de existir em nossa história uma infinidade de mulheres que são orgulho para toda a Nação. Cidadãs que deixaram suas marcas na arte musical, pintura, teatro, política entre outros setores. Almas femininas que de alguma forma contribuíram para a melhoria desse País. Guerreiras, que algumas vezes sacrificaram suas vidas particulares em função de um ideal coletivo.
No dia 01 de outubro de 2011, destacamos no BLOG, algumas dessas mulheres, através das quais todas as outras brasileiras ou não, também estarão em destaque.

Vamos relembrar o texto BRASIL MULHER!

Irmã Dulce, Maria Lenk, Bidu Sayão, Cecília Meirelles, Djanira, Janete Clair, Fernanda Montenegro, Ana Botafogo, Maria Ester Bueno, Guiomar Novaes, Zélia Gattai, Cora Coralina, Ivani Ribeiro, Clarice Lispector, Maria Bethânia, Ana Nery, Zuzu Angel, Darcy Vargas, Ada Rogato e Zilda Arns são exemplos de mulheres brasileiras, que se destacaram por suas ações. Na música, teatro, literatura, aviação, esporte, bale, moda, política, televisão ou em qualquer outra atividade, encontraremos sempre o envolvimento feminino. O Brasil é um país que precisa se orgulhar de suas mulheres. Famosas ou não, elas contribuem para que essa nação se torne mais rica e poderosa.
Zilda Arns, Irmã Dulce e Ana Nery são exemplos de inteligência e bondade. Deixaram um patrimônio de boas ações e exemplo de que se pode fazer muito, sem estardalhaços financeiros. A obra dessas Senhoras é tão sólida quanto o seu amor pelo próximo, também demonstrado por Darcy Vargas, discreta Primeira Dama com suas obras sociais.
A voz, a elegância e a dedicação de Bidu Sayão e Ana Botafogo fazem o Brasil ser um país respeitado nos clássicos palcos do mundo. Cantando ou dançando essas brasileiras nos orgulham na nobre arte do canto lírico e do balé.
Ada Rogato e Maria Quitéria são exemplos de mulheres que desafiaram a vida no ar e na terra deixando claro para os homens que elas também não fogem à luta.
Ainda podemos ouvir a voz de Bethânia, desafiando o mundo com seu “Carcará”. E a ela juntaram-se as vozes de Elis, Clara, Clementina, Alcione e tantas outras guerreiras mulheres cantoras que através de sua arte nos fazem orgulhosos.
Maria Lenk, Maria Ester Bueno e Guiomar Novaes cada uma com seu estilo. Nadando, empunhando uma raquete de tênis ou dedilhando as teclas de um piano elas trouxeram medalhas para o Brasil. As notas musicais de Guiomar, guiaram as braçadas de Maria Lenk e fizeram Maria Ester bailar nas quadras de Wimbledon.
Clarice, Ivani, Cecília e Cora misteriosas mulheres escritoras. Cora a doceira goiana explode aos oitenta e deixa claro que idade não impede a criação. Ivani e Janete fizeram das novelas obra de arte, com textos apaixonantes como os de Cecília e Clarice. Essas e outras grandes escritoras brasileiras apaixonam o mundo com seus textos e poesias.
As Damas do teatro brasileiro representadas por Fernanda a sua grande musa. Natália, Tônia, Raquel, Ravache, Dina, Yoná, Bibi e tantas outras brilham nos palcos sem precisar de luzes. Suas presenças e talento são inigualáveis. Vê-las em cena é um privilégio para todos que amam o teatro.
Revolucionárias, Djanira e Zuzu, através da arte mudaram conceitos e quebraram paradigmas. Através do “Abaporu”, Djanira explode no mundo trazendo um novo conceito, principalmente por ser obra feminina. Zuzu, estilista, mãe e mulher politicamente correta. Não se curvou perante a mão armada da ditadura. Desfilava “anjos” na busca incessante do direito a liberdade. Nos museus e nas passarelas, usando criatividade e cores, elas fizeram a diferença.

Mulheres brasileiras, vocês escreveram e escrevem uma linda história para o nosso País! Que seus feitos possam fazer do Brasil um país mais justo para com o seu povo!
Pelo dia 8 de março! Parabéns a todas as mulheres do MUNDO!
Edison Borba

segunda-feira, 5 de março de 2012

ALMA FEMININA ( Capítulo 02 )

Em oito de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher, que a cada dia vem ocupando as mais diversas profissões. Atualmente, o feminino é visto lado a lado com o masculino, exercendo atividades que até bem pouco tempo era domínio dos homens. Apesar de ainda haver uma divergência salarial, os “machões” continuam em alguns casos recebendo salários maiores, a ocupação das mulheres é irrevogável.
Tivemos a oportunidade de homenagear, aqui no blog, algumas profissionais como as professoras, as parteiras e as passadeiras. Outras tantas foram citadas em poemas ou dentro de textos em que a importância, das suas ações são, de infinito valor. Comentamos o papel de algumas estrelas (atrizes) e a função das moças do tempo, que diariamente informam onde e quando vai chover ou  o sol predominará. Não esquecemos, do árduo  cotidiano das donas de casa, que acumulam jornadas duplas e triplas de  trabalho.
Em 16 de dezembro de 2011, postamos no BLOG, um carinho para as profissionais que atuam em lavanderias. Semanalmente, eu uso esse tipo de serviço e observo o carinho com que minhas roupas são tratadas. Através das PASSADEIRAS, homenageamos todas as mulheres do mundo que heroicamente exercem suas tarefas como cidadãs profissionais, sem descuidarem de suas almas femininas. Vamos revisitar o mundo das Passadeiras.
Toalhas, lençóis e fronhas. Colchas grandes e pequenas. Calças, paletós e camisas. Blusas, saias, vestidos e casacos. Todos os tipos de roupa de adultos ou de crianças. Uniformes profissionais, ternos de empresários e elegantes trajes. Nenhuma roupa deve ficar amassada ou com vincos. Tudo bem esticadinho sem nenhum amarrotado. As passadeiras, mulheres trabalhadoras, deslizam seus ferros delicadamente sobre os tecidos, acariciando-os como o corpo de seus amados.
Elas emergem do vapor! Fadas, usando de magia cuidam das roupas, transformando-as em belos e elegantes trajes.
Seda, brim, organdi ou renda nada escapa às mãos dessas mulheres. Com olhos atentos, como linces, elas não deixam escapar nenhuma ruguinha nos tecidos.
Imagino os seus sonhos ao cuidarem de um vestido de festa ou de uma camisola de renda. O que deve se passar por suas cabeças, ao deslizarem o ferro de engomar, sobre aquela peça. Onde esse vestido foi usado? Com quem essa camisola dormiu?
Cada roupa guarda uma história. Quem a usou? Quando?
Será que o vestido escuro pertence a uma viúva que pranteou a morte do companheiro, ou é apenas um traje elegante, usado por alguma discreta secretária?
Dias e dias, cuidando de cada peça cuidadosamente. Estica, alisa, passa e engoma. Enormes lençóis sobre os quais deve ter havido incríveis histórias de amor. Amassados quando chegaram, ainda guardavam manchas de uma noite inesquecível.
Camisas de punho dobrado, usadas por executivos importantes. Homens que andam em carros com motoristas e assinam cheques de altas quantias. Pessoas exigentes, que não podem ter um pequeno amassado em seus trajes.
Vestidos de madames, senhoras emergentes, que muitas vezes acham uma dobra ou um vinco, onde nada existe, mas precisam fazer valer a sua “autoridade” e querem que o serviço seja refeito. E as passadeiras, pacientemente, atendem ao pedido daquela “senhora” imponente e decadente. Passam por cima da exigência, passando e repassando aquela roupa, não se deixando abater. Reagem como rainhas, solenes e imponentes na execução de suas tarefas.
Goma e engoma põem no cabide e olha, examina cuidadosamente, nenhum pequeno amassado, nenhuma ruga ou dobrinha escapa às mãos das queridas e competentes passadeiras.
Orgulhosas mulheres. No calor da profissão elas continuam firmes, como guerreiras, forjadas a ferro e fogo, se mantém inabaláveis em suas convicções de cidadãs brasileiras.
De Edison Borba

Para 8 de março – Dia Internacional da Mulher!

domingo, 4 de março de 2012

ALMA FEMININA - ( Capítulo 01 )

Em oito de março, é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Desde a pré-história, que a figura feminina é tratada de forma a ignorar a sua força e inteligência. A conhecida caricatura de um homem das cavernas puxando uma mulher pelos cabelos deixa evidente a ditadura masculina. Nas páginas bíblicas, a posição feminina também é de inferioridade ao homem. Não existem escritos femininos no livro dos livros.
Apesar de todo o progresso, e de todas as conquistas femininas, ainda há um longo caminho a ser trilhado. Diariamente mulheres são desrespeitadas em seus direitos básicos. A violência nos lares é uma constante na sociedade brasileira. Apesar da Lei Maria da Penha, ter alavancado luta contra a violência doméstica, ainda convivemos com estupros, espancamentos e assassinatos. A impunidade masculina ainda é um fato!
Em todo o mundo, mulheres se movimentam e a cada dia conquistam aquilo que já deveria ser reconhecidamente seu. É interessante, ou melhor, intrigante, que um grupo tenha que lutar por algo que lhe pertence por direito humano.
Mas, a vida é feita de contrastes e é com eles que temos que conviver, porém, conviver não significa aceitar e a luta pelos direitos de gênero, religião, sexualidade e cor não pode arrefecer. Dia 8 de março, assim como outras datas marcantes no calendário mundial, deve ser usado para reforçar as lutas, comemorar as vitórias e enaltecer a todos que  fazem da terra um planeta mais justo para os que nele habitam.

Nestes dias que antecedem o dia Internacional da Mulher, vamos relembrar alguns textos e manifestações, publicados neste BLOG.

Em 10 de março de 2011, MULHER BRASILEIRA, foi uma forma de homenagear o mundo feminino. Um poema simples, que também foi publicado no livro VARRENDO A CASA.

Índia ou Cabocla? Negra ou Branca? Mulata ou Nissei?

Quem é a mulher brasileira?

Guerreira ou escrava? Operária ou professora?

Lavadeira ou doutora?

Quem é a mulher brasileira?

Católica? Espírita? Evangélica?

Quem é a mulher brasileira?

A escritora? A artista?

Quem és mulher brasileira?

A que pede justiça? A que sofre violência?

Juíza, presidente ou dona de casa?

Quem és tu criatura mulher?

Uma santa? Uma sobrevivente?

Como te chamas? Qual o seu nome?

És  Anita? Beatriz? Claudemira ou  Dandara?

Serás a Eliana? Francisca? Genilda ou Heloisa?

Acho que és Ivonete! Jurema, como uma índia!

Karine como as francesas! Lucinalva  e  Marineusa, as nordestinas!

Noêmia, Olyrema ou Patrícia. Serás  Quirina ou Renata?

Registradas ou não são cidadãs brasileiras.

Sônias ou Tarsilas, Ursulas ou  Vandas! Todas são guerreiras!

As Xuxas, bonecas sem vida,  nos levam à reflexão.

As Walquírias são fortes, e as Yolandas tranquilas!

As Zulmiras são avós! Em cadeiras de balanço tecem e bordam toalhas lindas!

Mas todas são Marias, como a mãe de Jesus.

----------------------- Edison Borba

Pelo dia 8 de março!








sexta-feira, 2 de março de 2012

INSPIRAÇÃO?

Já passa da meia noite e eu ainda não consegui inspiração para escrever. Nada aparece em mina cabeça, ou quando surge, escapa num piscar de olhos. Pensei em poemas, rimar paixão com sedução, mas,  “cadê” a inspiração?
Juntar amor e dor? Essa união sempre é uma boa solução. Desamor, amor e dor. Posso colocar uma pitada de pavor para reforçar a dor. Torná-la mais sofrida mais doída, mas a inspiração foi perdida!
Mudando o rumo da prosa, é melhor buscar uma solução na natureza, nas flores, nos odores e nas cores. Vou falar das rosas, margaridas, hortênsias e tulipas e resolver a questão. As flores dos apaixonados e embriagados de amor  me ajudarão  a escrever mais um texto. Mas nem com esse pretexto, consigo fazer  minha inspiração voltar. Já estou quase a gritar!
Que loucura! As horas passando e eu aqui diante do computador, sofrendo, suando, imaginando algo para desenvolver numa página. Poema ou até um versinho, qualquer coisa vale a pena. Nada! Nada me vem à mente e a inspiração sai na minha transpiração.
Talvez o noticiário possa ser a fonte da criação. Notas, notícias, informes até anúncios de preços de eletrodomésticos poderão ser um caminho para o meu impasse. Li e reli de “montão” tudo que o que foi publicado, mas quanto à inspiração eu continuo empacado.
Descobri a solução, empacar é coisa de bicho e de animal eu entendo. Vamos apelar para as venenosas cobras e aranhas peçonhentas, construir versos difíceis, rimando peçonha com vergonha ou veneno com ameno. Mas, ainda não consegui a inspiração encontrar, as cobras não foram o caminho, é melhor mudar de bichos e procurar nos gatinhos e também nos cachorrinhos, e fazer um versinho daqueles bem bonitinhos (mas também muito chatinhos). Pensei, pensei matutei em cachorros, gatos e até em passarinhos, mas a inspiração não “deu as caras” nem sequer saiu do ninho.
Já amanhece o dia e minhas olheiras demonstram o meu cansaço. O sono me deixa tonto e inspiração não encontro.
Olha para o sofá e vejo as almofadas me chamando para seus braços. Me jogo de corpo e alma naquela macia improvisada cama. Adormeço para com estrelas sonhar e dessa forma tranqüila minha inspiração encontrar.
Contornei!!!!

Edison Borba

quinta-feira, 1 de março de 2012

NOSSO RIO DE JANEIRO

Parabéns para o NOSSO Rio de Janeiro!

Parabéns para a NOSSA Cidade Maravilhosa!

Hoje no dia do seu aniversário, buscando uma forma de expressar  o carinho de todos que a conhecem, encontrei na poesia de ANTÔNIO MARIA, uma das maiores declarações de amor  a esse lugar de contrastes.

Antônio Maria foi um dos melhores poetas da música popular brasileira. Nessa valsa, ele traduz esse Rio, que acolhe a todos, sempre de braços abertos.

Vamos cantar e valsar pelas ruas da nossa Cidade!



Valsa de Uma Cidade


Vento do mar e o meu rosto no sol a queimar, queimar
Calçada cheia de gente a passar e a me ver passar
Rio de Janeiro, gosto de você
Gosto de quem gosta
Deste céu, deste mar, desta gente feliz

Bem que eu quis escrever um poema de amor
E o amor estava em tudo o que vi
Em tudo quanto eu amei
E no poema que eu fiz
Tinha alguém mais feliz que eu
O meu amor
Que não me quis


TALVEZ ...

Talvez eu seja apenas um homem bobo.
Um “cara” carente e insistente.
Talvez persistente.
Provavelmente eu seu seja um desses cidadãos que amam a vida e que buscam caminhos melhores, mesmo quando tudo parece não ter mais solução.
Talvez eu seja confundido com essa gente tola que acha graça em tudo. Não! Isso eu não sou!
Sou amante da natureza.
Sou “enlouquecidamente” apaixonado por meus amigos.  
Sou enternecido pela minha família.
Acredito que a vida é um dom Divino e que devemos cuidar bem dela.
Acredito no sagrado Criador do mundo, da terra, do nosso planeta e de todos que aqui habitam.
Não consigo conviver com maldades, desigualdades e atrocidades.
Acredito na fraternidade.
Choro e me emociono com a facilidade de uma criança.
Acredito, reafirmo que acredito  na amizade! Na sinceridade! Há cordialidade!
Às vezes, percebo que pensam que sou muito crédulo e por isso um tolo, que facilmente pode ser enganado. Acho graça! Morro de rir! Quão tolos são os que pensam dessa forma!
Sou realista e verdadeiro. Não sou pessimista e destruidor de sonhos.
Creio que sonhar é possível. Realizar também é possível. E que é possível transformar o mal no bem.
Creio na ação da bondade e como no conceito da Física, “para toda ação haverá uma reação de igual intensidade e em sentido contrário”, todos devem ser unir e só por teimosia realizar boas ações.
Vamos praticar o bem! Vamos  nos “viciar” na amizade! Vamos tomar “porres” de atitudes éticas! Vamos fazer passeatas de amor! Vamos distribuir abraços! Sorrir, isso mesmo, sorrir! Um sorriso salva  vidas, muda destinos, altera metabolismos, faz bem ao coração e a alma.
Gosto de cantar! Canto no chuveiro, quando estou cuidando da minha casa, às vezes me pego cantarolando na rua. Confesso, que sou olhado com  certo “ar” de desconfiança por alguns transeuntes.
Tenho um sonho, que até hoje não realizei: não consigo assobiar. Invejo os pássaros e os seus gorjeios.
Penso num dia em que todos os habitantes de uma comunidade, ou de uma cidade e até de um país, acordassem cantando e assobiando. Imaginemos como seria acordar ao som de vozes afinadas ou não. Assobios de diversos timbres. Um imenso movimento de vida. Uma homenagem ao amor e a fraternidade.
Quem sabe um dia?
Talvez eu seja realmente um homem bobo!
Um bobo homem que  só por teimosia acredita no amor universal!

Edison Borba