quinta-feira, 15 de março de 2012

PROGRAMA INOVAR PARA CRESCER NAS ESCOLAS

                                                                                                                                        

         PINCE / 2012 – CONVITE – 1ª OFICINA PEDAGÓGICA

       Tema:   PROJETOS: INOVAÇÕES E CRIATIVIDADE

        Apresentação dos Projetos das seguintes U.E.

              Colégio Mercúrio

                Colégio Estadual Júlia Kubitschek

                Pólo de Educação Pelo Trabalho Fernando Azevedo

                Colégio Israelita Brasileiro (E. Liessin)

                Colégio Estadual Comendador Valentim dos Santos Diniz

                Escola Técnica Estadual Maria Mercedes Mendes Teixeira

                Escola Técnica Estadual Henrique Lage

       Dia 30 de março – 6ª feira, das 9h às 12h, no auditório da

       ACRJ, Rua da Candelária, 09 – Centro – Rio de Janeiro.

                        Inscrições: oficina@pince.com.br

                        Informações: (21) 8876.2901

                              www.pince.com.br

                 Edison Borba - Professor / Coordenador Pedagógico do PINCE
 
                PINCE - Desde 2007 trabalhando por uma educação inovadora!


quarta-feira, 14 de março de 2012

GONZAGA. GONZAGUINHA. GONZAGÃO.

Luiz Gonzaga, nordestino, rei do baião, sanfoneiro e cantador. A voz do nordeste. Ninguém cantou como ele as belezas e tristezas das terras nordestinas. Voz que irradiava alegria, mas também soava como um lamento de um povo marcado pela seca.
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu
Porque tamanha judiação.

Versos de Asa Branca, uma das mais significativas poesias cantadas pelo Senhor da sanfona. Cidadão de Exu levou ao mundo o som dos boiadeiros, das rendeiras e dos retirantes. Rosto redondo, igual à lua cheia, sorriso largo e alegria contagiante, fez  desse  “cabra da peste” um rei.

Que braseiro que fornalha
Nem um pé de plantação
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Em Asa Branca, podemos sentir todo o lamento de um povo, que luta com a natureza, que é implacável em seu ciclo, mas que também sofre e perde para os políticos que transformam esse fenômeno natural, numa indústria financeira da miséria. Há anos, que a seca é usada como forma de desvio de verbas e enriquecimento ilícito.

Hoje longe, muitas léguas
Numa triste solidão
Espero a chuva cair de novo
Pra mim “vortar” por meu sertão

Pai de Gonzaguinha, outro grande nome da M.P.B., que usando um estilo diferente, também cantou o Brasil, fazendo de suas letras um grande “braseiro” sobre os amores, desamores, tristezas e desigualdades comuns em nosso país. Mas, como seu pai, também irradiou alegria e emoção por todas as estradas por onde passou.

Você diz que a luta é prazer
Ele diz que a luta é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o melhor é sofrer

Gonzaga. Gonzaguinha. Gonzagão.
Pai e filho unidos pela canção, voz e amor ao Brasil. Viveram, sem ter a vergonha de ser feliz. Entre baiões, zabumbas, xotes, violões e sanfonas espalharam sua arte por esse mundão de meu Deus.
Pó, poeira e sertão esses homens souberam falar aos nossos corações.

“Viver / quando o verde dos seus olhos se espalhar na plantação / E não ter a vergonha de ser feliz  / Eu te asseguro, não chores não, viu eu voltarei meu coração / E vamos cantar e cantar.

Com o peito cheio de saudades desses brasileiros “arretados” só nos resta ficar com a pureza da resposta das crianças, que a vida é bonita e é bonita!

Salve Luiz Gonzaga! Salve Gonzaguinha!

 Edison Borba

segunda-feira, 12 de março de 2012

MENINOS DO RIO (e a vida continua)

A semana começa com imagens nada agradáveis. No cemitério de Inhaúma, foi enterrado o corpo de um jovem de 15 anos, morto por uma bala perdida. Voltava do colégio quando foi atingido por um projétil que atravessou a mochila, atingindo-o mortalmente. Mais um jovem brasileiro que perde a vida deixando órfãos toda à sociedade.
Outra imagem, que nos causou espanto é a de um garoto, que aparentemente tem menos de dez anos, “lutando” (luta corporal) com os soldados do exército que patrulhavam o Complexo do Alemão, durante a visita do príncipe Harry, àquele local.
Dois meninos, brasileiros que nos deixam emocionados com os seus destinos. Um deles morto, no sentido exato da palavra. Deixou de funcionar biologicamente, morreu e foi enterrado. À bala? Continuará sendo considerada “perdida”. Quem atirou? Continuará sendo um mistério.
O menino? Fará parte da lista de mortos, estatisticamente será mais um na lista.
O outro garotinho está morrendo em vida. Nitidamente transtornado, “lutou” com os soldados, diante de toda a comunidade, que aparentemente apoiava a situação.
O que será da vida dessa criança? Que tipo de orientação ele está recendo para demonstrar tamanho descontrole?
Para tornar a cena mais deprimente, um grande número de moradores da comunidade (com destaque para o grande número de crianças e jovens), protestava contra as ações “truculentas” dos  soldados. Numa comunidade ocupada e dita pacificada, esse tipo de situação não poderia acontecer. Se  está havendo excesso por parte da força armada, que haja queixa nos setores competentes, mas usar crianças para supostamente protestar é covardia. Não acredito que pais e mães, verdadeiramente preocupados com a segurança de seus familiares, colocariam seus filhos em risco físico e psicológico. Além do menino que “lutou”, outras crianças, meninos e meninas, participavam da manifestação.
Cenas lamentáveis para começarmos mais uma semana.
Continuamos com muitas dúvidas a nos atormentar: - será que está havendo excesso pelas forças do exército, contra a população? – será que havia necessidade deste tipo de protesto? – que tipo de família expõe seus filhos a tamanho perigo? – será que a manifestação partiu apenas de moradores e trabalhadores ou existe alguma outra força estimulando para que esse tipo de situação continue a acontecer? – até quando essas cenas continuarão a fazer parte do nosso cotidiano?
E a maior de todas as questões: - quem é o dono da bala que matou o jovem de 15 anos?
Hoje, segunda – feira, dia 12 de março, compromissos na agenda. E a vida continua!
Edison Borba


sábado, 10 de março de 2012

O PRÍNCIPE

Pele clara, olhos azuis e cabelo louro – um príncipe.
Estatura alta, andar elegante, simpático e sorridente – um príncipe.
Chegou de Londres trazendo nas veias o sangue azul – o príncipe.
Harry, filho caçula da bela Lady Dy e do príncipe Charles, neto da rainha Elizabeth II, o terceiro na linha de sucessão do trono da Inglaterra desembarcou em terras brasileiras para a famosa visita oficial.
Com uma programação repleta de brasileirismos, o belo jovem deverá enfrentar uma maratona de sambas, feijoadas e colunáveis, que tentarão conseguir algumas fotos junto a sua alteza.
Por sua educação britânica, deverá manter “a classe”, elogiando e sorrindo para tudo e para todos. Nunca quebrar o protocolo.
Ao  ver tão bonito príncipe, fico a imaginar sua delicada mãe, Diana. A princesa saída das páginas de livros de contos de fadas. Uma plebéia que se transforma ao encontrar e se enamorar de um príncipe verdadeiro. Em nosso imaginário Lady Di, era linda e feliz. Viajava pelo mundo, espalhando sorrisos, carinhos e felicidade. Através dela, nós os plebeus, pudemos perceber o lado humano dos componentes da família real. Lady Di humanizou o mundo tão fechado dos reis e rainhas.
Abraçando campanhas contra as minas terrestres e à AIDS, Diana fascinava a todos. A princesa de Gales tinha luz própria. Independentemente da coroa ela por si mesma, era uma verdadeira princesa. Havia algo no olhar daquela mulher que nos emocionava. Talvez  fosse, na realidade, uma fada, dessas que nos contos infantis, transformam abóboras em carruagens.
Sempre elegante, charmosa e feminina Diana não deixava transparecer, que no coração de uma Lady também pode existir tristeza e mágoas.
Seu príncipe virou um sapo, e ela como qualquer mortal foi envolvida em rumores nada dignos da realeza. Separando-se do marido, tornou-se uma mulher comum, mãe de dois meninos, mas apesar do sofrimento continuou bela e nobre, uma princesa real.
Morreu em busca de um verdadeiro príncipe. Deixou para todos,  uma lição de vida. O povo de todo o mundo chorou no funeral de uma princesa real verdadeira.
Vendo seu filho, lembramos dela.
Ele tem algo da mãe. Talvez a beleza ou a suavidade nos gestos. Repetindo o mesmo caminho que ela, está percorrendo o mundo, na tentativa de continuar mostrando a todos, que no peito dos nobres também bate um coração.
Seja bem vindo príncipe Harry!
Que a vida lhe conceda a mão de uma bela princesa!
Que você possa amar de verdade, sem protocolos!
Que você possa sonhar como todos os mortais e realizar seus sonhos!
Que a sua fada madrinha  lhe conceda um cavalo branco para que você, possa salvar a sua amada e levá-la para morar num castelo, e serem felizes para sempre!

Edison Borba

sexta-feira, 9 de março de 2012

COLÉGIO BRASIL ( uma questão ética / geográfica)

A Diretoria do C.B. convocou todos os seus auxiliares, diretos e indiretos, para uma reunião cujo assunto principal foi: ética / geográfica.
Na ocasião, dados referentes ao grave acidente que atingiu o Japão, no ano de 2011, precisamente numa sexta-feira, dia 11, foi o assunto em pauta.
O fenômeno, chamado de terremoto e seguido por outro conhecido como tsunami (onda gigante), causou graves danos materiais àquele País, além de deixar  centenas de pessoas  mortas. Uma grande tragédia, a ser analisada e comparada com outros fenômenos acontecidos em terras brasileiras.
A Diretoria do C.B. convidou para falar durante essa reunião, um pesquisador famoso, que além de analisar os problemas vividos no ano passado pelos  japoneses, também relembrou as chuvas e enchentes que aconteceram aqui no Brasil.
O objetivo desse encontro no C.B., que também contou com a presença de auxiliares das unidades conhecidas como Prefeituras, foi: analisar uma questão que não sai da cabeça da nova Diretoria: “ – Por que eles conseguem e nós não conseguimos?”
Preocupação que também não sai da cabeça dos brasileiros honestos e éticos: “por que eles conseguem e nós não conseguimos?”
Durante os debates,  onde o convidado mostrou a rápida recuperação do Japão, diante de tão grave tragédia: estradas e casas reconstruídas, escolas e hospitais funcionando  a incrível recuperação de um país arrasado pelas forças da natureza  em apenas um ano. Sim, em apenas um ano!
Por questões pedagógicas, e até com a finalidade de tornar a palestra realmente útil, as chuvas que atingiram o Brasil, também em 2011, causando graves problemas em algumas cidades brasileiras, também foi abordado de forma comparativa com o terremoto e o tsunami japoneses.  E, para surpresa de todos, aqui, o lixo, os destroços, a destruição, tudo (ou quase tudo) continua do mesmo jeito.
A Diretoria do C.B. teve que intervir durante os debates, para acalmar os ânimos. Quando palestrante levantou essa comparação Brasil x Japão, alguns convidados ameaçaram se retirar  da reunião. Houve acusações e dedos apontados em diversas direções.
Mas a pergunta não foi claramente respondida, e o impasse se manteve. Por que, as cidades brasileiras, continuam acumulando restos de tragédias sobre restos de tragédias. Por que  as nossas pontes continuam caídas e nossas estrados obstruídas? Onde foi parar o dinheiro que deveria servir para reconstruir cidades? Onde? Por  que? Uma grande confusão se formou entre os presentes.
Sem querer comparar tragédias, o palestrante, chegou a observar que o ocorrido no Brasil, foi tragicamente menor que o do Japão. Nessa hora, os participantes vociferaram contra o convidado. Todos, defendendo suas posturas (sempre?) politicamente muito éticas.
A reunião foi encerrada pela Diretoria do C.B., que solicitou aos amigos japoneses, aulas e palestras sobre como reconstruir um país.
Ânimos acalmados,  sorridentes, partiram para o almoço de confraternização, onde o prato escolhido por todos foi: rodízio de pizza.
Porém, uma voz sussurrou baixinho: infelizmente aqui nesse País só dando chute nos traseiros!
Que vergonha!
Edison Borba

quinta-feira, 8 de março de 2012

ALMA FEMININA - ( Capítulo 05 )

Hoje, oito de março, o dia está mais iluminado, mais rico e mais agradável. Hoje estamos comemorando o DIA INTERNACIONAL DA MULHER. Por mais que procuremos palavras, presentes e flores; não conseguiremos agradecer a alma feminina. São elas que garantem a vida da espécie humana, através do cromossomo X. Sem ele, não existe vida, pois o cromossomo y, só garante a diferenciação sexual.
São elas que emprestam seus úteros, para que possamos nos desenvolver passando de embrião para feto e depois bebê.
São elas que nos estimulam com seus hormônios, na hora do parto.
São elas que nos alimentam com seu leite e amor. Sugamos mais do que alimento, sugamos vida.
São elas que nos guiam quando estamos aprendendo a caminhar.
E são elas que passam dias, noites, semanas, horas, meses e anos acompanhando cada momento de nossas vidas.
São cozinheiras, costureiras, enfermeiras e principalmente psicólogas. Também são professoras e às vezes advogadas. São capazes de se transformarem quando o assunto envolve seus filhos.
Trabalhadoras, cidadãs, mães, tias, madrinhas, amigas, esposas ou simplesmente mulheres.
O mundo ainda lhes deve muito!
Direitos negados ao longo de muitos anos. Melhores condições de trabalho, saúde, educação e respeito. Leis escritas por mãos masculinas ainda são tendenciosas quando se trata dos direitos femininos.
Apesar de todas as questões que  precisam ser tratadas, bem tratadas, muitas melhorias aconteceram.
Hoje é dia de festa! Dia de agradecimentos! Dia de luta!
Parabéns a todas as mulheres do mundo!
Obrigado pelo que vocês significam!
Pedimos desculpas pelos erros cometidos e prometemos que faremos tudo para que as nossas almas sejam gêmeas.
Almas, feminina e masculina, unidas sem preconceitos.
Juntas na construção de um planeta cada vez melhor!
Edison Borba

quarta-feira, 7 de março de 2012

DE BOAS INTENÇÕES ...

Existe um ditado popular que afirma: “de boas intenções o inferno está cheio”. No dia cinco de março, passado, uma  rede de televisão, apresentou matéria cujo foco era o “bulliing”. Assunto muito sério e que deve ser sempre abordado. Porém, a forma com que se conduz uma entrevista pode ser fatal para os objetivos do tema tratado. No citado programa, o entrevistador aborda uma alegre garotinha, que em sua ingenuidade afirma que sofria preconceitos de seus coleguinhas de escola. A menininha, contou em detalhes o que acontecia com ela por ser “gordinha”. Citou os apelidos, e as dificuldades em ser aceita pela turma. Também fez observações sobre o distanciamento dos adultos, que não levavam muito a sério as suas queixas.
Após ouvir todo o relato, o entrevistador, voltou a questionar a garotinha, que sorria alegremente para as câmeras. – E agora? Perguntou o jornalista!
A estudante, com olhinhos brilhantes, respondeu: - Agora estou feliz! Não debocham mais de mim.
Nova pergunta: - Por  que?
Resposta: - Minha mãe me levou ao médico, estou fazendo regime e perdi alguns quilos. Estou mais magra e ninguém me chama de “bolo fofo”.
O jornalista parabenizou a garotinha e encerrou a entrevista exibindo a jovem sorrindo alegremente para o público.
Que pena! O profissional de comunicação perdeu uma boa oportunidade de trabalhar o tema. Não somos contra o tratamento ao qual a menina foi submetida. Não somos contra aos cuidados com a saúde. Porém, a vítima só deixou de ser vítima porque emagreceu. E as outras garotinhas sorridentes, mas que por algum motivo não conseguem emagrecer? Como fica a situação delas? Os mini carrascos, continuarão a agredi-las? Quem for gordo e não conseguir se livrar do excesso de gordura; continuarão a ser punidos pelos aplicadores do bullíing? Que perda de tempo! Que perda de oportunidade! Que entrevista mal conduzida!
É o que chamamos de “boas intenções”. Acreditamos que as propostas eram boas, porém acabou no inferno. De  certa forma, fortalecendo a ação dos agressores e colocando a culpa nas vítimas. És gordo? És gorda? Vá se tratar! Vá emagrecer! Siga o exemplo da alegre garotinha!
De boas intenções o inferno está cheio!
Edison Borba