segunda-feira, 9 de abril de 2012

CHOCOLATE COM LAMA

“Coelhinho da Páscoa, que trazes pra mim?” Infelizmente, a resposta a essa pergunta não teve uma boa resposta para os habitantes da cidade de Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro.
A Páscoa, dessas pessoas, foi “comemorada” com chuva, desabamentos e morte. Bombons recheados de lama,  foi distribuído para  os moradores.
Após viveram uma grande tragédia em 2011, a natureza cumprindo o seu papel, um ano depois enviou mais chuvas, obedecendo ao ciclo das águas. Porém, o homem que deveria também manter uma rotina, no sentido de não se surpreender com as possíveis dificuldades das intempéries naturais, não cumpriu o seu dever. Após um ano da calamidade, em que milhares de pessoas morreram em algumas cidades do estado do RJ, pouco foi feito, no sentido de prevenir a população contra uma nova tragédia.
Mas, ainda existem pessoas, de problemas mais antigos, como o que aconteceu no morro do Bumba, que esperam por uma solução para o seu drama. Essa comunidade se junta a mais  outra, a de Angra dos Reis, que também ainda espera por soluções das suas desventuras. São tragédias acumuladas, população desabrigada, destruição prevista, dramas anunciados. A inércia que “move” (?!?)  as autoridades é assustadora. O descaso e a maldade é algo inimaginável. A tranqüilidade com “eles” se mantém diante do choro, das lágrimas e da tristeza do povo é incompreensível.
Metereologistas, ecologistas, geógrafos, geólogos e todos os estudiosos que acompanham os ciclos atmosféricos, conseguem prever as reações em nosso Planeta, porém, não conseguem sensibilizar as autoridades encarregadas de cuidar dos seus eleitores. Lamentavelmente, continuamos eleitores!
As verbas liberadas para atender aos atingidos pelas catástrofes atmosféricas desaparecem. São desviadas de sua finalidade e nada é resolvido. Os apontados como ladrões da “grana”, além de não serem punidos, não devolvem para o povo o dinheiro roubado. Somem de circulação por um tempo e depois reaparecem, e para a nossa desgraça, são reeleitos ou nomeados para ocupar o único cargo que sabem exercer: a função de criminoso.    
As eleições municipais estão chegando. Já começamos a ouvir os pedidos dos candidatos. Um rosário de promessas desfiadas nos meios de comunicação. Mesmo diante de tantos problemas não resolvidos, os que possuem fome de poder, não se sentem constrangidos de “pedirem” nossos votos.
O ciclo continua, pois a natureza é sábia e mantém as suas atividades. Sol, chuvas, estiagens, ventos, neve, geadas tudo “certinho”, matemáticamente organizado. A única coisa organizada por alguns senhores e senhoras politicamente incorretos  é a  formação de quadrilha.
As águas continuarão a cair. Barrancos continuarão a deslizar. Casas continuarão a ruir. Mortes continuarão a acontecer. Lágrimas continuarão a deslizar pelos rostos cansados e marcados pelas linhas de tragédias acumuladas.
Agradecemos às autoridades competentes à grande distribuição de chocolates com lama que nos ofertaram nesse domingo de Páscoa.
Edison Borba

sexta-feira, 6 de abril de 2012

NA LOCADORA 11 ( Jesus – diversos olhares)

Em um dia como o de hoje, sexta – feira da Paixão, uma boa maneira de refletir sobre os acontecimentos que marcaram essa data, é rever ou até mesmo ver pela primeira vez, alguns dos diversos filmes que abordam a história de Jesus, o Cristo. Diversos Diretores usaram as mais variadas maneiras para contar esse histórico momento. Atores e atrizes, famosos ou não, encarnaram personagens bíblicos para transmitir a maior de todas as histórias.
Em algumas obras, o drama é narrado diretamente na figura de Jesus. Em outras, ele aparece como personagem,  para reforçar a sua participação na vida social de seu tempo.
Entre os muitos filmes, destacamos:
BEM-HUR - 1959
O MANTO SAGRADO - 1953
DEMETRIUS E OS GLADIADORES – 1954 (curiosamente a última cena do Manto Sagrado, é a primeira cena de Demetrius – um filme dando continuidade ao outro)
OS DEZ MANDAMENTOS - 1956
SANSÃO E DALILA - 1949
A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS - 1965
A ÚLTIMA TENTAÇÃO DE CRISTO - 1988
O EVANGELHO SEGUNDO SÃO MATEUS - 1964
A PAIXÃO DE CRISTO - 1995
Em cada obra, o expectador terá a possibilidade de refletir sobre o tema, visto sob o olhar de Diretores como Pasolini, Cecil B. DeMilles, Martin Scorsese, George Stevens,  William Wyler, Mel Gibson entre outros e estar de alguma forma participando de um dia tão importante do calendário mundial.



                                                            Vale a pena ver e refletir.
                                                            Bom filme.
                                                            Edison Borba

quinta-feira, 5 de abril de 2012

HISTÓRIA DE UM PAI

Era uma vez um homem que sonhava em ser pai. A natureza atendendo ao seu pedido enviou-lhe três meninos. Cada um exibindo uma característica diferente. Três irmãos que cresceram unidos e como todos os garotos do mundo, brincaram de jogar bola, empinar pipa além de tantas outras atividades que fazem parte do mundo de fantasias infantis.
Cresceram  igual aos “três mosqueteiros”, unidos, e buscaram na profissão uma forma de se tornarem homens capazes de ajudar a sociedade ser mais justa.
O homem que havia sonhado em ser pai, não cabia em si de contente. Orgulhoso, era sempre visto se “gabando” de seus três queridos filhos. Havia sempre uma história, um caso, um fato para ser narrado em minúcias, sobre os seus meninos. E assim, a vida seguia seu ciclo.
O destino, ou a fatalidade, ou até mesmo o acaso, colocou um homem mau no caminho  dos três irmãos. E, um dos  “mosqueteiros” sai de cena. Morre vítima de um assalto, entre tantos assaltos que acontecem no cotidiano de nossa cidade. Na delegacia de polícia, o fato foi registrado como latrocínio.
O homem que sonhava em ser pai chora com a perda de um dos seus garotos. Mas, o tempo acalmou seu coração, pois ainda lhe restavam dois filhos, para se orgulhar. Aos poucos, a dor da perda se aquietou na  alma daquele homem. Seus garotos eram do bem e para sua maior alegria se tornaram policiais militares.
O coração do homem que um dia sonhou ser pai batia forte todas as vezes que seus filhos saiam para trabalhar. Vestindo farda engomada e o orgulho de estar ajudando a melhorar a vida da cidade os “dois mosqueteiros” faziam a alegria da família.
Porém, mais uma vez, o acaso atravessou a vida do homem que queria ser pai. Durante um confronto entre bandidos e policiais, o mosqueteiro, tomba em combate. E assim o homem que queria ser pai, perde seu segundo filho.
Fatalidade? Acaso? Destino? Provação? Castigo? Essas e tantas outras interrogações invadiram a cabeça do homem cuja vida se resumia em cuidar dos filhos e da família. Um cidadão simples que um dia havia sonhado com a paternidade.
Mas, ainda lhe restava um dos seus três garotos. Policial militar, corajoso e orgulhoso de sua profissão, ficou com a responsabilidade de suprir a ausência dos irmãos.
O tempo passava, e a cada dia, o homem ficava mais orgulhoso de seu único filho. Acompanhava com carinho todas as atividades do menino – homem. A cada noite, ao chegar do trabalho no quartel, as histórias eram contadas em detalhes para toda a família.
Até que durante um patrulhamento de rotina, o fuzil do único mosqueteiro, falhou e um bandido, portando uma pistola 9mm, acertou o coração do bravo soldado. Tombou em ação o terceiro filho do homem que um dia sonhou em ser pai.
Três filhos, três mosqueteiros, três vidas, três sonhos e um pai.
Dizem que foi coisa do destino. O homem que queria ser pai teve o seu desejo satisfeito. Ele continua vivendo e acalentando outros sonhos. Seus filhos heróis passaram por sua vida apenas para que ele pudesse sentir o prazer  e o  sentimento de paternidade.
Solitário e triste, o homem que queria ser pai guarda a imagem de seus três filhos. Um dia, ele tem certeza, irá encontrá-los e os quatro, caminharão juntos pela eternidade.
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Com respeito e carinho ao Senhor Osaide de Holanda Cavalcante, policial reformado que viu partir de sua vida, seus três queridos filhos, vítimas da violência.
Edison Borba

quarta-feira, 4 de abril de 2012

A DIFÍCIL TAREFA DE PACIFICAR

Nesta quarta-feira, 4 de abril, um policial foi morto quando patrulhava as  ruas da comunidade da Rocinha. O cabo da Polícia Militar, foi mais uma vítima que morreu, após o início do processo de pacificação do local.
 Nesta semana, é o segundo assassinato.Um homem já havia sido morto a tiros, há alguns dias.
Cerca de oito homicídios aconteceram nessa localidade, num período de quarenta dias. Apesar do aumento do número de policiais na comunidade, os traficantes continuam agindo. Lamentavelmente o tráfico de drogas é uma grande fonte de renda.
Milhões de reais são arrecadados pelas quadrilhas, portanto, fazê-los interromper as suas atividades é um fato difícil de acontecer.
Enquanto houver usuário, para comprar esse produto por qualquer preço que lhe é oferecido, o tráfico se manterá ativo. Infelizmente, sabemos que existe uma grande quantidade de consumidores espalhados por toda a cidade.
Homens, mulheres, jovens e até crianças, vivem mergulhados no submundo dos entorpecentes. Eles podem ser encontrados nos mais diversos endereços: mansões, coberturas de luxo, apartamentos, casas e nos simples barracões de localidades pobres..
O perfil do usuário passa por empresários, políticos, universitários, operários, artistas, ricos, pobres, diplomados e analfabetos. Essa praga que invadiu a nossa sociedade, se espalhou rapidamente, contaminando indiscriminadamente os mais diversos tipos de cidadãos. Um sem número de celebridades, tombaram vítimas do brilho fatal. Mas, mesm o com todo o alarido da imprensa, deixando claro o perigo do uso de drogas, ela continua seu avanço gradativo e mortal.
A implantação das Unidades de Polícias Pacificadoras, é um grande passo para iniciar um controle sobre  a venda de entorpecentes. Porém, ainda haverá muito trabalho a ser feito, pois os compradores aumentam em progressão geométrica. Existe uma população de jovens, que até seriam considerados esclarecidos, pois a maioria está num nível superior de ensino, que não entendem que o cambate ao tráfico começa com a consciência de não usar sob qualquer hipótese os brilhos, bafos e tragos oferecidos nas festinhas dos apartamentos de luxo.
Ficamos surpresos, quando vemos nos noticiários apazes e moças, aparentemente de fino trato, consumindo drogas nas festas, bares e reuniões sociais.
A difícil tarefa de pacificar, fica ainda mais difícil, porque enquanto os policiais agem numa das pontas do problema, uma outra extremidade continua livre para usar e se achar impune e completamente inocente quanto ao mal que causam não só aos seus organismos mas também à todos os cidadãos de bem.
Lamentável a perda de mais um policial, que sabemos não será o último a tombar nessa guerra que parece não ter fim.
Edison Borba


terça-feira, 3 de abril de 2012

TENTAÇÃO

Dizem os estudiosos que a tentação está sempre nos vigiando. Até os mais religiosos, não estão livres de serem  testados em sua fé. São situações que colocam à prova crenças, valores, ética e principalmente a nossa resistência psicológica.
Existe uma letra, de música cantada pelo “rei R.C.” que afirma que tudo que gostamos, faz mal, é proibido ou engorda. E são essas “coisas”, que surgem no nosso dia-a-dia, colocando à prova a nossa força de vontade, resistência, postura, ética, saúde entre outras questões.
A história de Leonel, é um desses casos, em que a tentação aparece, colocando em risco, as crenças e valores de um homem, que neste caso, é extremamente religioso.
Leiam com atenção e tente não cair em tentação, como o personagem deste caso.
Leonel nasceu em um núcleo religioso. Seu pai, pastor, conduzia seu rebanho rigidamente, obedecendo aos padrões estabelecidos pelo livro sagrado. Leituras e cantorias religiosas faziam parte da vida daquela família. Viviam abençoados pelo Espírito Santo, que algumas vezes se manifestava entre eles, profetizando mensagens e realizando milagres. Assim era o grupo familiar de Leonel, que, entre os seus irmãos, sempre se mostrou o mais obediente e com maiores dotes religiosos.
Possuindo os atributos exigidos pela sua congregação,  Leonel foi  escolhido para ser o substituto direto de seu pai. Desde a sua infância, foram horas e horas de rigorosos estudos bíblicos e penitências. Diariamente o menino lia e analisava trechos bíblicos.
Manifestações e previsões de obreiros o apontavam como o futuro  grande líder. Leonel cresceu, transformando-se num belo homem. Desejado e amado pelas mulheres,  sempre manteve uma conduta digna. Puro e casto ele se manteve até a idade de 34 anos.
Porém, para surpresa de Leonel, um dia, após o culto e ao voltar para casa, ele sentiu  algo estranho. Durante a sua “palavra”, ele notou entre os presentes, sentado no meio da multidão,  um varão que olhava para ele de forma insistente. Um tipo de olhar que marcou Leonel profundamente. Daquele dia em diante, em todos os cultos, lá estava ele. Quando Leonel fazia uso da palavra, ou invocava a presença do Espírito Santo, o seu pensamento se confundia com o olhar daquele homem. O jovem líder  procurou em  salmos e versículos indicações que pudessem afastá-lo  daquela tentação.
Mas, quanto mais ele orava, mais crescia dentro dele a presença daquele homem. Será que Deus o havia enviado para testar  sua fé, pensava Leonel.
Uma noite, após um culto onde diversas previsões foram realizadas com a manifestação de forças superiores, Leonel, que tinha sido um dos grandes pregadores, ao sair da igreja, viu o seu “tentador”. Ele o aguardava do outro da rua. Camisa social azul, calça escura e um lindo sorriso. Leonel sentiu seu corpo tremer, como se estivesse recebendo uma manifestação divina.
Atravessou a rua e sem dizer palavra seguiu lentamente para junto do varão.
Os dois caminharam lado a lado, vagarosa e silenciosamente mergulhados no escuro da noite.
Leonel acordou numa cama de motel da avenida Brasil.  No ar um cheiro de amor. Ao seu lado apenas a Bíblia, e em seu coração, felicidade. Jamais tinha sentido em toda a  vida aquela sensação de prazer.
Dias depois, lendo o jornal, Leonel encontrou a foto daquele homem. Ele havia morrido numa troca de tiros com a polícia, levando  o segredo  e a sensação de uma noite repleta de magia e amor, que jamais iria se repetir.
                                                                Edison Borba
                        Do livro – DOIS EM CRISE – Editora All Print - SP / 2010

segunda-feira, 2 de abril de 2012

BOM DIA TRISTEZA!

Hoje, dois de abril de 2012, o estado do Rio de Janeiro, acorda com sob o impacto da morte de uma linda jovem arquiteta, um rapaz baleado e a morte de um médico de 65 anos, na porta de sua casa após levar seu filho para a rodoviária. Isso tudo, além de seqüestros relâmpagos, assaltos e furtos.
Bom dia, Rio de Janeiro! Após noite  e madrugada tão sangrentas, o que nós esperamos é um BOM DIA. Que o sol possa aparecer iluminando uma população ordeira e trabalhadora.
Sabemos do trabalho das nossas polícias tentam realizar, mas também sabemos que as nossas leis são frágeis e que possuem lacunas, aproveitadas em benefício dos malfeitores. Na maioria dos delitos, encontramos a presença de menores de idade. Crianças e jovens, usadas indiscriminadamente pelo crime.
Apesar da ocupação de algumas comunidades, o tráfico de drogas continua, afrontando toda a sociedade. Crianças foram encontradas portando armas e drogas no favorecimento de quadrilhas bem organizadas e informadas, das fragilidades das nossas leis. Precisamos urgente de uma revisão do nosso Código Penal, da remodelação do sistema carcerário, da releitura do Estatuto da Criança e do Adolescente, para que a ação da polícia possa ser realmente eficiente. Não basta prender, deter, revistar, fazer bloqueios ou blitz sem que haja continuidade do processo. Reavaliar o sistema penal é permitir que os presídios sejam locais de recuperação e de ressocialização. O ECA, não pode continuar a ser aplicado sem que psicólogos, pedagogos, advogados e juízes façam uma reavaliação do texto, para que possam oferecer às nossas crianças e jovens um futuro melhor. Também nesse caso, não basta punir, é preciso educar.
Torna-se urgente que nossos políticos façam um exame de consciência e programem pautas em que essas questões sejam incluídas. Estamos nos aproximando de mais um período de eleições municipais e as propagandas eleitorais voltarão a invadir nossas vidas. Gostaríamos que os candidatos incluíssem em seus programas de ação essas questões, para que a partir dos municípios esse movimento pudesse atingir o planalto central. Vamos sensibilizar Brasília e tentar fazer com que no Brasil, possamos acordar e verdadeiramente saudarmos uns aos outros dizendo BOM DIA!
Edison Borba

domingo, 1 de abril de 2012

1º DE ABRIL

Houve época em que o dia primeiro de abril era usado para brincadeiras e piadas. Era a data de se enganar os “trouxas”, pegar  os bobos e os tolos. Passava-se trote por telefone, sustos eram planejados, alguns até de gosto duvidoso. Porém, de qualquer forma, era um momento de risos e geralmente os “enganados” acabavam se divertindo também. As crianças, aprontavam as “troças” só para gritarem “peguei um bobo  na casca do ovo”.
Acordávamos nesse dia, aguardando que algum tipo de brincadeira pudesse acontecer. O mais  engraçado, era que acabávamos sendo apanhados por um amigo ou familiar mais esperto. E as gargalhadas aconteciam diante de mais um ingênuo, que se deixou ludibriar.
Os tempos mudaram e o primeiro dia do mês de abril, perdeu seu encanto. Não é mais usado para enganar os tolos. Essa alteração comportamental está diretamente relacionada ao atual regime político social no qual estamos inseridos. Não há um só dia no nosso calendário, sem que alguma mentira esteja sendo contada, ou um golpe aplicado. O povão, de uma forma ou de outra, faz diariamente papel de bobo.
Existe um período, em que as histórias de primeiro de abril, aumentam – ELEIÇÕES. Os candidatos, em sua maioria, aparecem nas televisões, falam nas rádios e publicam em jornais verdadeiras farsas de primeiro de abril. Áreas mais atingidas: saúde e educação.
Ano após ano, acompanhamos promessas e mais promessas, que nunca são cumpridas. E o mais clássico nessas audições, é que o “anunciante” consegue prometer o impossível. É um longo primeiro de abril. Meses e meses, assistimos um desfilar de pegadinhas. Algumas são tão hilárias, que se não fossem sobre temas sérios, ficaríamos às gargalhadas.
Os mentirosos, não se escondem sob máscaras, ou camuflam suas vozes ao telefone, tudo é feito às claras. Não existe mais o medo de ser apanhado e estragar a brincadeira. Todo dia é dia de ludibriar, enganar, surrupiar e rapinar.  Por isso, e muito mais é que  o primeiro de abril perdeu a sua utilidade. Vivemos em eternos dias da mentira.
Vamos construir mais hospitais e escolas. O transporte público vai melhorar. Os aposentados terão salário digno. Não teremos mais crianças na rua, abandonadas à sua própria sorte. Combateremos o tráfico de drogas; em um mês do meu mandato não haverá um traficante solto em nossa cidade. Para cada comunidade haverá uma creche. O trabalhador, em meu governo não fará mais greve. Seu trabalho será respeitado e os salários honestamente pagos.
Senhores eleitores, confiem em mim e em meu partido! Juntos, mudaremos o País! Juro que irei cumprir o meu mandato até o fim! Vamos acabar com a corrupção. Ninguém, mas ninguém mesmo usará o dinheiro público em benefício próprio. Vote em mim, um candidato honesto, entro na política sem nada e continuarei assim até o último dia do meu cargo. Confiem! Acreditem! Eu sou diferente ( rsrsrssr -  risos camuflados do orador).
E assim, o dia primeiro de abril, perdeu a sua utilidade!
Edison Borba