terça-feira, 17 de abril de 2012

NITERÓI - CIDADE SORRISO.

A população de Niterói, que já ocupou lugar de destaque quanto à qualidade de vida, está perdendo a vontade de sorrir. Cidade do Estado do Rio de Janeiro, também carinhosamente chamada de “Niquiti” está vivendo momentos de aflição com a grande quantidade de assassinatos, assaltos e furtos. Os moradores estão prisioneiros em suas casas pedem às autoridades providências imediatas.
Ao chegarmos a Niterói, após atravessar a baía de Guanabara, os visitantes são recebidos por Araribóia, índio símbolo da história da cidade, que convida a todos a visitar seus pontos turísticos. Mergulhar nas águas da praia de Icaraí, percorrer o Caminho Niemeyer, um conjunto arquitetônico com o lindo e majestoso Museu de Arte Contemporânea, Praça Juscelino Kubitschek, Fundação Oscar Niemayer, Estação Hidroviária de Charitas e o Teatro Popular.
Mas, a cidade sorriso tem muito mais a mostrar para os turistas, como a beleza do complexo arquitetônico da Fortaleza de Santa Cruz, a capela de Santa Bárbara, a enseada de Jurujuba, o Campo de São Bento.
Houve época que muitas pessoas mudaram-se da cidade do Rio de Janeiro, buscando em Niterói, tranquilidade e paz. Era sonho de muitas famílias construírem suas famílias num lugar que inspirava os poetas por tudo que podia oferecer.
Segundo alguns pesquisadores, com a implantação das Unidades de Polícia Pacificadora em algumas comunidades “cariocas”, bandidos migraram para o outro lado da baía. Com eles, foram as drogas e a violência. Tudo isso está destruindo o sorriso do rosto dos moradores de Niterói.
Não podemos deixar que desapareça a alegria de uma população que sente orgulho de sua cidade. Vamos rezar na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora e na Igreja de São Domingos, para que o coração das autoridades seja tocado e providências sejam tomadas.
Precisamos de alegria, de sorrisos, de felicidade.
Não podemos permitir que uma cidade fique prisioneira de bandidos!
Vamos inverter esse jogo. Lugar de  marginal, traficante, ladrão é assassino é na cadeia. A praça é do povo!
Niterói precisa voltar a exibir o seu lindo sorriso!
 À esquerda, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Ao fundo, a Praia de Icaraí.
Edison Borba


segunda-feira, 16 de abril de 2012

O SERTÃO VAI VIRAR MAR

Terra seca, gado morto, forte sol.
Gente guerreira.

Homens trabalhadores.

Mulheres rezadeiras.

Nordeste, estiagem, emergência.

Clima cruel. Vida difícil. Promessas fáceis.

Sertão. Sertanejo.

Baianos. Alagoanos. Sergipanos.

Migrantes seguem o ciclo da água.

Piauí, Ceará e Paraíba tudo seco.

Rostos molhados de suor e lágrimas.

É o La Niña ou o El Niño

Que queima a plantação,

Espanta a chuva,

E esconde a água.

Mata de sede.

É sertão de Antonio Conselheiro,

Virgulino, o Lampião,

Maria Bonita e Corisco.

É caatinga, farinha é manteiga de garrafa..

É sertão de sol, que seca e resseca.

Impiedosamente queima.

É sertão das orações dos peregrinos,

Do “Padrim Padre Cícero”.

E compromissos nunca cumpridos.

Promessas compridas de longa espera.

Esperar é comum na vida dos que sobrevivem à seca.

Prosperidade. Brasil grande nação

Economia renovada

Computadores, renovação.

 Terra de grandes valores.

Mas, também dos horrores

Da miséria e desolação.

Dos tristes casebres

Da seca do sertão.

Dos capitães, das veredas.

Do Guimarães, que é da Rosa.

Diadorim e Riobaldo

Vidas secas. Secas vidas.

Gente sobrevivente.

Não tem poço nem tem poça

Não tem água na panela, nem comida na barriga

Pé no chão, remela seca,

Ressecada pela seca.

Sertão de mais promessas, dos homens de paletó.

Prometem chuva  água fresca

Muito trabalho e sementes

Sertão da espera que um dia o mar virá, e tudo se transformará.

O sertão vai virar mar!
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15 de abril de 2012 – Notícias urgentes:

De 2011 para 2012, o Nordeste tem aumento de 469% de cidades em emergência por estiagem.


Seca afeta mais de 60% dos municípios da Bahia.


Edison Borba


sábado, 14 de abril de 2012

FALAS BELAS / BELAS FALAS

Vamos sentir saudades da Taluda, Íntima, Cabo Rust, Maruschka, Rubinho, Grace Kelly, Carneirinho, Felizardo, mãe Iara, Chocotona, Graciosa, Belezinha, Locanda, Deusa, Eveva, Marisol,  Toinha, Damiana, Ana Girafa e de todos os personagens que habitaram o Covil do Bagre  a Boca do Capeta e desfilaram pelos belos corredores da “Comprare”
Um bom divertimento, adequado ao horário e com algumas inversões de valores. Paradigmas quebrados, com o destaque para os personagens às avessas. Condessas negras e belezas gordas. Felicidade e alegria na comunidade pobre. Maldades e intrigas no núcleo rico. Médico bondoso e a bela mulata. Interessante  construção para uma história de amor. O  gosto pela poesia através de um jovem sonhador. As mulheres costureiras mostrando a sua importância para que o mundo maravilhoso dos modelos possa existir nas passarelas. O lar da Mão Aberta e o carinho com as crianças, a sensibilidade de Ana Girafa, personagem encantador, que deixou o aspecto de caricatura para um bom mergulho na alma humana. Uma novela que soube usar os contrastes, como uma forma de vermos o mundo por  outra lente.
E assim caminhou “Aquele Beijo”, entre brigas e tapas. Conspirações e traições. Desfiles, moda, risadas e muitos salgadinhos. Misses embaladas pelo hino, que tanto sucesso fez na voz de Ellen de Lima.  Banhos de descarrego, refeições portuguesas e fantasmas “amalucados”. Casamentos e nascimentos. Sotaques cariocas, nordestinos e portugueses. Foi gostoso  E muitos beijos. Pizzas e pizzas. E os shows da Chocotona.
Em destaque, uma heroína rebelde, teimosa e sonhadora que fez jus a entrar na igreja sob o som da marcha nupcial de outra rebelde, a noviça.
Os videntes: mãe Iara e Joselito com a rapaziada dos banhos e as incríveis Violante e Mirta, essas duas, mostrando o lado torto na terceira idade, nos fizeram rir muito.
Destaque para as atrizes veteranas, algumas há tempos sem aparecer na telinha. Como é bom revê-las. Obrigado por nos brindarem com suas interpretações. Vocês são as grandes “Damas” da dramaturgia brasileira.
Parabéns aos autores e diretores que souberam dosar a história  provocando boas gargalhadas no horário do jantar além de introduzir de forma sutil, nesse tipo de trabalho, algumas críticas sociais bastante relevantes.
A intervenção do autor, em algumas cenas da novela, às vezes narrando textos ou recitando poesias foram muito bem feitas e oportunas.
Parabéns a todos os que colaboraram para mais um bom trabalho de telenovela brasileira.
Edison Borba

sexta-feira, 13 de abril de 2012

DIA DE BEIJAR

Escolheram  13 de abril, para ser o dia do beijo, que é definido nos dicionários como o ato de tocar com os lábios em alguém ou alguma coisa, fazendo uma leve sucção. Alguns pesquisadores afirmam que existem mais de quatrocentos tipos de beijos. Provavelmente, essa classificação foi feita, levando-se em conta quem beija quem. Como o beijo foi realizado, em que circunstâncias e em que local. Qual a intenção de quem beijou e de quem se deixou beijar. Qual o tempo de duração e que tempo fazia quando o beijo aconteceu se era verão, outono, primavera ou inverno. Se chovia ou se fazia muito calor. Todos esses e muitos outros fatores devem ter sido usados para que essa quantidade de “tipos” ou “estilos” de beijos fosse apresentada pela pesquisa.
Vejamos algumas considerações beijoqueiras:

Beijoca – beijo em que os lábios se abrem, fazendo um estalido.

Beijinho – beijo leve terno.

Beijo técnico – aquele que é dado por atores e atrizes.

Beija-pé – ato ou cerimônia de beijar o pé.

Beijoqueiro – que, ou aquele que é dado a beijar ou a beijocar.

Beijo-de-moça – bala de ovos que se envolve, geralmente em papel de seda.

Beijo de paz ou amizade - ósculo (do latim osculu – boquinha).

Beijo-de-língua – aquele em que há sabor, trocado pelo toque lingual.

Beijo-de-freira – planta da família das cariofiláceas.

Beija-mão – atitude cerimoniosa para com as damas.

Beijocar – beijar amiúde e com ruído, distribuir beijocas estaladas.

Beijo-de-frade – erva da família das balsamiáceas.

Beijo-de-Judas – beijo de traidor.

Beijo-de-mãe – o mais puro e doce entre todos.

Bicota – também conhecido como selinho – beijinho rápido.

Beijação – distribuição de beijos aleatóriamente.

Beijódromo – local específico para se beijar.

Beijo-da-morte – aquele que ninguém quer provar.

Beijo-de-altar – o que os noivos trocam após a cerimônia de casamento.

Beijo-babado – aquele em que há troca de saliva.

Beijo-de-amor – o mais sonhado e idealizado.

Portanto,  vamos exercitar a musculatura da face e beijar, beijar e  beijar!

Aproveitemos a sugestão dessa sexta-feira, 13 de abril,  para espantar os maus espíritos beijando muito!

Edison Borba




COLÉGIO BRASIL (a conta dos uniformes)

A Diretoria do Colégio Brasil, ao voltar de mais uma viagem ao estrangeiro, deverá convocar uma reunião de gabinete para analisar uma situação, que se não fosse verdadeira, seria cômica. Trata-se do "auxílio-paletó".
Os “companheiros” auxiliares da Diretoria Geral. do C.B. além dos polpudos salários e de todas as mordomias a que se dão o direito de usufruir precisa de ajuda para comprar os seus “uniformes”: os ternos, as gravatas, os sapatos e demais adereços que usam à custas do dinheiro do povo. Anualmente são gastos milhões de reais para manter a boa aparência do “pessoal do gabinete”.
Enquanto isso milhares de estudantes que dependem do C.B. para estudar, comparecem às suas escolas de pés descalços ou usando chinelinhos de sola gasta pelo tempo. Uma vergonha! Brasileiros e brasileiras, idosos, adultos, jovens e crianças pagam por suas roupas e calçados. Vestem-se com seu próprio salário, mas na sede do Colégio Brasil, a situação é bem diferente. E para tornar mais irônica à situação, os estados mais carentes são os que mais gastam para manter a “beleza” dos seus dignos representantes.
Até quando a nova Diretoria do Colégio Brasil vai manter essa “loucura”? Até quando vamos ter  que conviver com esse tipo de situação? Até quando o pobre eleitor que não pode comprar o uniforme escolar de seus filhos irá engolir tamanha “safadeza”? Passamos anos discutindo que nosso C.B. precisava de uma Diretoria democrática e séria. Acreditamos nesse sonho e ainda continuamos a acreditar. Porém, ainda existem alguns vícios dentro do palácio, que parece pouco, mas quando contabilizado nos apresenta uma conta difícil de ser engolida e digerida. Um país se faz com caráter e com seriedade.
Acreditamos que a nova Diretoria tem lutado para mudar, mas ainda não conseguiu sanar a sede de poder que ronda os seus auxiliares. Precisamos que o C.B. faça grandes negócios com outros países. Precisamos ampliar nossas fronteiras. Mas, precisamos e urgente de ética. Pagar a conta de deputados e senadores e demais funcionários que rondam o poder é brincar com a população.
Se querem ter boas roupas, comprem com o dinheiro de seus POLPUDOS salários. Chegar de fingir que tudo está bem e que a população está ficando mais gorda porque está comendo mais. Chega disso! Que haja coragem dos novos dirigentes para fazer um saneamento básico dentro de nossa casa, o C.B. Ou então, passados os primeiros momentos de encantamento, veremos que tudo continua como nos velhos tempos. Nada mudou os antigos vícios continuam a existir entre os atuais companheiros, que antes usavam camiseta e suavam pela luta, mas que agora não dispensam um bom e caro terno e para a ala feminina, um elegante vestido.
Até quando?

Edison Borba

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LIBERDADE AMEAÇADA!

Mesmo com o bom trabalho das nossas policias, ocupando algumas comunidades através das Unidades de Polícia Pacificadora, os bandidos continuam a ameaçar trabalhadores e suas famílias. Hoje (13 / 04 / 12), creches e escolas estão fechadas e a ordem do comércio não abrir suas portas, foi obedecida.
Até quando, a sociedade ordeira vai conviver com esse tipo de violência?
Até quando as forças da paz terão que enfrentar milícias e traficantes?
Como podemos almejar melhorias em nossa cidade, com os donos de “bocas” ameaçando e matando, sem controle?
Como podemos educar nossas crianças e jovens, neste confronto diário entre o bem e o mal?
Até quando vai durar a luta dos bons contra os maus?
Nossa liberdade está ameaçada. Após uma pequena trégua, bandidos voltaram a agir e a demonstrar poder. Novamente estamos no meio dos combates e tentando não sermos atingidos pelas balas perdidas.
Tudo isso, alimentando pelo poder das drogas. Lamentavelmente não podemos negar que existem os usuários, os que se alimentam com tóxicos e que por sua doença ou irresponsabilidade, ajudam a boca maldita dos traficantes.
O que acontece nas comunidades e que se reflete no asfalto é produto das  festas que acontecem em elegantes ambientes, onde a droga  é apresentada e usada em larga escala. A população paga pelos desmandos de alguns “bacanas” de bom poder aquisitivo, que fazem da droga o seu lazer.
Brincar de cheirar e de fumar para que as festinhas tenham mais “glamour”, sem dar importância ao mundo, que paga uma conta muito alta para a falsa felicidade de poucos.
A nossa liberdade estará sempre ameaçada, pelo poder dos usuários. Os pequenos e pobres “craqueiros” que se consomem usando diariamente nas ruas e becos sujos da cidade. Os indigentes,  que pagam caro e compram barato. Usam refugo da droga e seus cachimbos são de lata e lixo. Esses são bois-de-piranha, entregues à sorte, para que a grande manada, dos usuários poderosos, possa se esgueirar pela sociedade sem ser molestada.
Estranha liberdade a de uma cidade, que não consegue sair do jugo dessa triste rede.
Continuemos na luta. Os bons precisam vencer. Os maus não podem permanecer tanto tempo no poder.
Não às drogas. Não aos traficantes. Não aos usuários.
Educação, tratamento, informação, policiamento, conscientização e quando for necessário  força. Tudo para que a sociedade dos bons possa viver na paz que tanto merece.
Edison Borba

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MULHERES CANTADAS

Amélia foi cantada por muitos e muitos anos, como exemplo de mulher de verdade. Sem nenhuma vaidade, passava e fome a ainda achava lindo o seu estado de penúria. Casada com um  malandro, Amélia se tornou símbolo de uma época em que ser mulher era servir e ser subserviente. Mário Lago tornou célebre essa imagem sofrida que representava uma situação de época. O mundo mudou e outras mulheres foram cantadas em letra e música. Caymmi reclamou da Marina, uma linda morena, que segundo o compositor não precisava de nenhuma maquiagem. O poeta pedia a bela jovem a não pintar um rosto bonito naturalmente.
                     - “Marina, você já bonita com o que Deus lhe deu”.
Esse pedido feito de forma tão elegante, não deixa de ser uma forma de impedir a liberdade de escolha feminina.
Entre tantas mulheres do mundo de Chico Buarque, uma das que eu mais gosto é a Geni. Heroína, que salvou uma cidade inteira da fúria de um estranho visitante: o homem do zepelim. Geni, a donzela, que vivia na marginal da vida, foi  escolhida para salvar aqueles que a desprezavam. Mas, a natureza humana é sem dúvida muito esquisita. Após se deitar e se subjugar ao homem que veio do espaço, Geni  voltou a ser escorraçada por aqueles que ela havia salvado. Jogaram pedra e bosta na sensível dama. Um horror!
Outra figura que me causa reflexão é a querida Carolina, de olhos fundos. Sua tristeza é comovente. Chico Buarque a descreve de uma forma tão comovente que me leva ao pranto. Mulher que sofre por um amor que se foi, deixando-a parada no tempo, inerte sofrendo carregando a dor do mundo. Pobre Carolina!
Diferente das outras; Amélia, Geni e Carolina  a Luciana nasceu na paz de um beija-flor. Com um lindo sorriso de menina e olhos de mar. É a mensageira da paz, nasceu da inspiração de Paulinho Tapajós e Edmundo Souto. Luciana embalou os sonhos de milhares de pessoas num maracanãzinho lotado, numa época que sonhar era uma das soluções para sobreviver ao regime político ditatorial que controlava o país.
Muitas outras mulheres foram cantadas e declamadas pelo mundo: Aurora, a que não foi sincera e por isso deixou de ganhar do Mário Lago, um lindo apartamento com porteiro e elevador.  A apaixonante Luiza que fez Tom Jobim lhe dedicar sete mil amores. Porém, entre elas, surge a representante de todas – Maria, que Milton Nascimento nos presenteou.
“Maria, Maria / É um dom, uma  certa magia / Uma força que nos alerta / Uma mulher que merece / Viver e amar / Como outra qualquer / Do planeta.
Maria, Maria / É o som, é a cor, é o suor / É a dose mais forte e lenta / De uma gente que ri / Quando deve chorar / E não vive, apenas agüenta.
Maria, Maria / Mistura a dor e a alegria
E possui a estranha mania de ter fé na vida!...


Edison Borba