segunda-feira, 13 de agosto de 2012

SE NÃO FOR DE OURO ...

Como é triste ver um atleta chorando e se desculpando por ter APENAS conquistado a medalha de prata.
Como é deprimente acompanharmos os jogos olímpicos ir gradativamente perdendo a sua real função: O IMPORTANTE É COMPETIR.
Como dói no coração ver atletas brasileiros, que competem em esportes isolados, não receberem os mesmos LOUROS dos que participam das equipes e jogam coletivamente. Como é constrangedor, vermos a mídia usar palavras PESADAS, para com aqueles que lutaram para representar um país como o BRASIL, que não apoia seus atletas.
Como é vergonhoso ficar sabendo que para a equipe de futebol, havia um compromisso de PAGAR aos atletas pela medalha de ouro.
Como é preocupante, que após o encerramento de mais uma Olimpíada, tudo voltará a se repetir, ou seja, nada será feito para ajudar aos nossos atletas, principalmente os que lutam pela ginástica, tiro, ciclismo, halteres, boxe, saltos, atletismo, natação entre outros esportes.
Parabéns aos atletas brasileiros que lutaram nas arenas de Londres.
Com ou sem medalha, vocês representaram muito bem o Brasil.
Com ou sem patrocínio vocês foram vencedores.
Com ou sem apoio da mídia, que SE NÃO FOR OURO, fica no esquecimento.
Mais uma vez parabéns!
Vocês são maiores que as medalhas. Vocês são de OURO!
Edison Borba

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

CRIMES NO RIO DE JANEIRO

Lendo material publicado em jornais e revistas, encontramos uma terrível informação. Apenas no mês de maio de dois mil e doze foram registradas trezentos e noventa e oito casos de pessoas assassinadas no estado do Rio de Janeiro.
Outro dado assustador,  apresenta dois mil e quarenta e oito vítimas entre janeiro e abril desse ano mortas por homicídio doloso, auto de resistência, lesão corporal seguida de morte e latrocínio.
Não li o seguimento da pesquisa entre os meses de junho e julho por falta de coragem. Os números são tão altos que podemos pensar em dados referentes a uma guerra. Os fatos fazem parte do cotidiano dos moradores de tal forma, que existe uma acomodação, uma “aceitação” passiva e pacífica diante de uma “quase” epidemia.
Para esse quadro ficar mais assustador, as pesquisas informam que apesar desse grande número de assassinatos, o Rio de Janeiro, ocupa a décima segunda posição entre os demais estados.
Apesar de um trabalho intensivo das diversas polícias, esse grande número de mortes, pode estar associado à dificuldade de aplicação das leis. Existe no ar, a impunidade. Os bandidos acreditam na facilidade de absolvição, na regressão das penas e nos outros tantos benefícios que eles irão receber.
Como falar em civilização diante deste quadro. Além disso,  ainda temos os furtos, os roubos, os sequestros, os atropelamentos que se computados aumentariam muito o número dessa tragédia.
Mortes por motivos fúteis e brigas por questões simples, assassinatos entre pessoas da mesma família.
Crises conjugais, falta de paciência, violência no tráfego e no trânsito, tráfico de drogas, desemprego, consumo de drogas são realidades que de alguma forma colaboram para aumentar essa crise.
Estamos vivendo  anos de organização para a Copa do Mundo de Futebol e Olimpíadas entre outros eventos que estão para acontecer. Esperamos que entre as melhorias que a cidade vem recebendo, que também haja alteração nesse triste quadro..
Que nosso estado e a nossa cidade dita “maravilhosa”, possa ser realmente maravilhosa pela qualidade de vida de seus habitantes. Que haja uma redução nessa onda de homicídios e a paz seja uma constante em nossas vidas.
Edison Borba








RELACIONAMENTOS

Flertar, ficar, namorar, noivar, casar.

Beijar e abraçar.

Amar.

Flertar é olhar e desviar deixando no ar a vontade de ficar.

Ficar é  não se envolver. É passar o tempo sem vontade de estar.

Namorar é se envolver devagar. Curtir a chegada e sofrer com a espera.

Noivar é se comprometer. É envolvimento social.

Casar é compromisso. É juramento. É confinamento.

Beijar é tocar os lábios de leve, com força ou com sabor. Neste caso é paixão.

Abraçar é sentir o calor do outro corpo. É aconchego. É carinho.

Amar é respeitar. É colaborar. É saber ouvir. É ser paciente. Amar é sentimento irreversível.  

Flertar é passageiro.

Ficar é perigoso.

Namorar é gostoso.

Noivar é dispendioso.

Casar é ... é ... é ...

O que é casar?

O que significa flertar, ficar, namorar, noivar e casar e depois separar?

Edison Borba

CONVITE – BIENAL SÃO PAULO


Convido todos a comparecerem à

22ª BIENAL  INTERNACIONAL DO LIVRO

SÃO PAULO – de 9 até 19 de agosto.

Especialmente no domingo, 12 de agosto, das 17h às 19h,

estarei  no estande

L50 da Editora ALL PRINT, autografando meus livros:

DOIS EM CRISE, VARRENDO A CASA  e  PELE.

Aguardo a presença dos amigos e leitores!

Edison Borba

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

SOLIDÃO NA NET

Estar sozinho
Viver só

Solidão

Vazio

Quero ter amigos de verdade

Acesso à internet e encontro mil pessoas

Facebook, emails, salas de bate-papo, orkut

Imagens, perfis, fotos e solidão.

Mensagens  recebidas

Mensagens enviadas

Rostos na tela

Sorrisos distantes

Imagens

Solidão

Amizades sem corpo

Amigos virtuais

Solidão

Quero abraçar

Tocar em alguém

Ouvir  vozes

Sentir de perto o afeto

Estou conectado na solidão

Passa mensagens e recebo mensagens

Uma, duas, dez e  mil

Nada existe além de sombras

E de solidão.

Edison Borba


domingo, 5 de agosto de 2012

O QUE VOCÊ VAI SER QUANDO CRESCER?

Essa pergunta é feita às crianças diariamente em todas as partes do mundo. Um  questionamento confuso e que ao ser feito, nega a existência do indivíduo.
Toda criança é  um ser pensante que possui desejos, vontades e sonhos, que irão se modificando a  medida que o desenvolvimento acontece.
O que você  vai ser, causa a impressão do “não ser nada”. É como se o perguntado não existisse e somente ao chegar à idade adulta poderá ser alguma coisa.
Muitas vezes, quando fui questionado dessa forma, eu não sabia o que responder e na minha confusão mental  sofrendo a pressão do adulto, inventava algo, para ficar livre da situação.
Sozinho, ficava imaginando um milhão de coisas, de pessoas e profissões. Porém, tudo estava muito longe da minha vida.
Como chegar a ser algo, se eu nada sou? Como eu farei para ser? Como se faz um trabalhador?
Para piorar a situação, até na escola o fato se repetia. Levei anos estudando sem saber o motivo de receber tantas informações.
Leituras, números, mapas e histórias de um tempo que eu não conseguia localizar no meu cotidiano. Fui cumprindo todas as etapas sem conseguir objetivar os conteúdos na minha vida.
Pedro Álvares Cabral, rio Amazonas, somar e dividir, informações confusas eram para mim elementos complexos e que surgiam como fantasmas em meus sonhos.
O tempo passou novas práticas pedagógicas surgiram, tecnologias foram criadas; aparelhos sofisticaram as salas de aula, mas esse processo de conquista e “enamoramento” pela saber ainda não atingiu  a sua função. É muito raro encontrar escolas, que conseguem cativar seus alunos. Não me refiro, ao uso de computadores ou de instrumentos similares, mas ao prazer pelo adquirir conhecimento.
Acredito que está acontecendo uma confusão entre gostar de “mexer” nos aparelhos e gostar de aprender. Ter vontade de saber pelo prazer de aprender. Ficar diante de um computador e saber ligar, desligar, teclar e conectar não torna ninguém crítico e capaz de desenvolver conceitos claros sobre cidadania.
Nossas crianças e jovens são seduzidas pelo lúdico das salas de bate papo, face books, orkuts, mas não são levadas a tirar proveito dessa parafernália, no sentido de sua formação pessoal.
As famílias e as escolas quando perguntam: “o que você vai ser quando crescer?” esquecem daquilo que a criança já é, e, o que está sendo oferecido a ela para ser.
As escolas continuam convivendo com problemas de aprendizagem, disciplina, aproveitamento, discriminação e relacionamentos, misturados aos celulares, computadores e outras modernidades.
Lembrando a raposa do Pequeno Príncipe – “tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas”, precisamos urgentemente cativar nossas crianças e jovens, antes que outros indivíduos o façam. E sem nenhum escrúpulo são capazes de seduzi-las e conquistá-las através de  técnicas pouco pedagógicas e nada ortodoxas para caminhos extremamente nocivos e sem perguntar, “o que você vai ser quando crescer?”.
Edison Borba

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CORES

Ah! Este azul, que me  lembra o céu
Ah! Este azul, que eu tanto amo.

Vermelho, forte como sangue.

Vermelho, sol poente.

Céu, sangue.

Azul, vermelho.

Esse verde que me acalma.

Ah! Esse verde que enche minha alma de vigor.

Agradeço o amarelo.

Amarelo do sol que me fortalece.

Roxo que me faz chorar.

Roxo que me faz lembrar, do que não quero esquecer.

Cinza, simples como as coisas simples.

Esse cinza, que fecha um dia anunciando chuva.

Campos queimados se tornam marrons.

Marrom triste marrom, das secas, campinas.

Em luto visto o preto.

Preto,  cor de uma dor.

Ah! Essa dor, que me corrói e me deprime.

Ah! Essa cor, que não é cor e, sim a ausência da luz.

Ah! Esse azul. Esse vermelho, amarelo e marrom.

Cinza e roxo.

Cores, simples cores que escorreram da minha vida.

Ficou o preto, que não é cor!

É a ausência de cor, de vida e amor.

Edison Borba