sexta-feira, 8 de novembro de 2013

BRASÍLIA ILUMINADA.

         O horário de verão foi criado para economizar energia. Mesmo com os malefícios que essa medida causa ao metabolismo humano, o povão fica feliz, acreditando que está ganhando uma hora a mais (??!!) para beber chopinhos, reunir com amigos, ou passear nas praias, mesmo morando longe da orla, mas é assim que a mídia em geral anuncia as benesses do horário de verão.
Nas residências, o desligar de lâmpadas é cuidadoso, ao passar de um cômodo para outro. Nada de lavar ou de passar roupas desordenadamente, é preciso estabelecer  uma organização em cada lar para que a energia seja usada racionalmente.
Em muitas ruas da cidade andamos, às escuras, com riscos de assaltos e crimes, contra cidadãos. Enquanto isso em Brasília, luzes dos edifícios públicos, continuam acesas noites e noites incluindo os fins de semana, como foi mostrado num telejornal da cidade.
Os jornalistas passarem dias anotando o número de salas onde “trabalham” muitos dos nossos “queridos” políticos. Segundo os profissionais da imprensa, em diversos prédios as luzes permanecem acesas incluindo os fins de semana.
Sem dúvida, na residência desses senhores e senhoras, há de existir uma orgia de luzes e de uso desordenado de energia. Sabemos (em segredo) que muitos dos nossos senhores e senhoras ”planaltinos”, não se paga contas de luz, gás e telefone por serem intocáveis e viverem acima do bem e do mal.
Economia de energia e horário de verão é “coisa” para o povão. Regras, leis, ordens devem ser cumpridas por nós os eleitores, que somos ecologicamente corretos.
Edison Borba

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

POR QUE TANTO SOFRIMENTO?

Sofremos quando não temos o que queremos.

Sofremos, só de pensar que nunca teremos o que queremos.

Sofremos também quando imaginamos conseguir o que queremos e surgir possibilidades das perdas.

Sofremos imaginando como ficará nossa vida se perdermos o que conseguimos.

Sofremos quando erramos e também quando acertamos e, não agradamos.

Sofremos tentando agradar e por não agradar.

Sofremos por nos sentirmos responsáveis e quando somos irresponsáveis.

Sofremos quando recebemos muitas responsabilidades e também quando não as temos.

Sofremos porque não agimos e quando agimos e confundimos as ações.

Sofremos porque precisamos de amor.

Sofremos porque tendo o amor não sabemos quanto tempo irá durar.

Sofremos pela dúvida do amor que recebemos.

Sofremos por nos sentirmos fracos e incapazes.

Sofremos porque mesmo sendo fortes e guerreiros,  temos que enfrentar muitas batalhas.

Sofremos pelo medo de sofrer.

Sofremos quando estamos felizes e nos sentimos culpados pela felicidade.

O que fazer para deixar de sofrer?

Edison Borba

 

 

 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

JUSTIN BIEBIER – LAMENTÁVEL!

           Mais uma vez, nós  somos aviltados por moleques estrangeiros. Nosso governo deveria impedir a entrada de vândalos em nosso país. Basta os que são brasileiros e por desamor a pátria, descumprem leis, regras destroem, quebram, sujam praticando atos de vandalismo contra as nossas cidades. Já temos muitos moleques e não precisamos de mais um!
Não precisamos de maus exemplos, já os temos bastante!
Infelizmente a polícia não agiu diante da falta de respeito contra nossa casa. Desculpem os fãs de tal rapaz, que não satisfeito com as farras promovidas em sua hospedagem, teve que deixar a sua suja marca nos nossos muros. Não precisamos receber esse tipo de gente.
Lamento pelos nossos jovens. Lamento pelo país. Lamento pelo Brasil, que continua a ser desrespeitado por alguns estrangeiros.
“Somos da América do Sul” com muita honra! Brasileiros, cheios de problemas e não precisamos de mais lama em nossas vidas, já temos o suficiente.
Justin Biebier! Vá para casa! Vá se educar!
Vá se desintoxicar! Vai se drogar em outro lugar!
Vai fazer molecagem na sua casa!
Fora! Você não é bem vindo!
Lamentável!
Edison Borba

 

 

 

 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

ESTATÍSTICAS DO CRIME

            Estarrecedor! Em cada dez minutos uma pessoa é assassinada no Brasil. É um número equivalente às guerras. Em 2012, mais de cinquenta mil pessoas foram assassinadas e este número  já aumentou  em 2013.
A média de assassinatos é de 25,8% para cada grupo de cem habitantes, é uma das maiores do mundo.
Mortes acontecidas em assaltos, em confronto com a polícia, ou sem causa definida. As balas perdidas contribuem para o aumento das estatísticas. Nem os policiais estão fora da lista. Quase cem policiais fazem parte da relação dos mortos. O número de crimes resolvidos é mínimo. As delegacias não conseguem desvendar nem 10% dos casos. Falta estrutura, o país mantém cerca de meio milhão de presos, em situação precária de superlotação presidiária. E dentro desse complexo contexto, 71% da população afirmou em pesquisa, não confiar nas polícias.
Além dos crimes com morte, os assaltos, estupros, furtos,  depredação do patrimônio público e privado, estão transformando o país dos sonhos tropicais em uma selva descontrolada. O baixo índice de desenvolvimento  humano é uma das causas para essa tragédia. As condições educacionais em todo o país é uma das piores do mundo. Apesar das medidas de distribuição de bolsas,  a humanização, é assunto grave.
Cada vez mais, grades, câmeras, carros blindados entre outras formas de proteção, está sendo usada pelas classes de melhor poder financeiro. Mas, mesmo assim, eles não conseguem se proteger de forma conveniente.
As estatísticas são complexas e variadas, os crimes são subdivididos e calculados pelo número total da população da cidade, estado e país. Calcula-se as idades dos mortos e dos assassinos e o número de homicídios contra mulheres, crianças e homens, neste último caso, com uma variante da idade. Toda essa complexidade apenas reafirma que estamos vivendo uma grande crise. Talvez uma das maiores dos últimos anos.
As variáveis também são apresentadas em relação às cinco regiões em que o Brasil está dividido. As estatísticas do crime,  deixa-nos cheios de dúvidas, como fazer para sobreviver?
Com a proximidade das eleições ficamos na espera do aparecimento de algum super- herói que surja com uma espada mágica para nos salvar.
Mais policiais nas ruas? Mais e melhores condições de ensino? Mais câmeras? Melhores hospitais? Mais caros blindados? Melhores condições de moradia? Mais armas nas mãos dos soldados? Melhores condições de locomoção para o povo? Mais “caveirões”? Mais saneamento básico? Mais bolsas família e mais empregos, são questões que precisam ser resolvidas. Infelizmente sobra-nos  discursos e pesquisas e falta-nos ações sérias e corretas ações governamentais.
Enquanto isso, assistimos propagandas milionárias sobre as maravilhosas ações dos nossos governantes, mas as estatísticas do crime foram divulgadas e como sempre com a possibilidade de erros para mais ou para menos.
Edison Borba

 
 

 

 

 

 

 

 

 

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A PROFESSORA

Menina “arteira”
Às vezes complexa
Pintava e bordava
Desenhava com régua
Compasso e esquadro
Fazia triângulos
E também os retângulos
No quadro da escola
D. Daise querida
Era professora, do tipo  aguerrida
Contestava o governo
Lutava por causas, que  acreditava
Seu “gênio” era forte
Um pouco “difícil” até de entender
Mais era bem dócil,  às vezes criança
Mulher de “bandeiras”
E até bandeirinhas
Coloridas enfeitando o pátio da vida
Adeus D. Daise
Obrigado por tudo que você deixou
Seu jeito maroto
Seu riso menina
Seus ensinamentos
E sua alegria
Quem sabe um dia
Bem longe e distante
Alguém lembrará
Você numa forma, num desenho qualquer
Talvez num barquinho, quem sabe uma bola
Ou será uma flor, daquelas que a gente
Desenha e colore, de “nada” lembrando
Apenas riscando, por puro prazer
Essa flor pequenina, pintada na página
De um caderno escolar
Será a mulher
A professora querida
Essa flor  é  você!
 
Para a Professora Daise Lima Lopes, com carinho de seus amigos e companheiros!

Edison Borba

 

sábado, 2 de novembro de 2013

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E O DIA DE FINADOS

            Nossos pais, nossos avós, nossos bisavós, nossos tataravós  nossos antepassados. Todos nós somos provenientes de uma relação de seres, que passaram suas bases genéticas adiante, perpetuando as características da nossa espécie.
Levando-se em conta que os genes são constituídos de moléculas bioquímicas, que passam de geração em geração, até encontrar condições favoráveis para se manifestarem, podemos imaginar e até sonhar, que provavelmente em nosso organismo exista uma porção bioquímica que existiu no organismo de algum antepassado. Essa pode até ser uma ideia enlouquecida, imaginarmos que de alguma forma ainda está viva alguma porção química que conviveu no organismo do meu bisavô ou da minha tataravó.
Reflexão interessante e fascinante quando “comemoramos” o dia de finados. Permite um mergulho no inexplicável mundo da morte,  talvez seja uma forma sonhadora de mantermos vivos, aqueles que amávamos e,  que deixaram de existir, faleceram.
O fenômeno da morte ainda é um tabu para a maioria das sociedades. O medo de morrer e de perder pessoas amadas nos  assustada.  Vivemos procurando formas de manter vivos amigos queridos e familiares. Retratos, roupas, cartas e tantos outros “amuletos”, nos quais nos apegamos para ter para o sempre o bem que se foi. Cadernos de recordações, diários são também usados para mantermos vivos os nossos finados. Uma roupa com o perfume, um som, uma melodia, um sabor são elementos que os materializam por segundos.
Buscamos comunicações através de “paranormais” e “médiuns” que através de “poderes” que não sabemos explicar, fazem comunicações com o mundo dos mortos, trazendo recados e dessa forma nos confortando.
Mas tudo isso, está sempre envolto numa atmosfera de desconfiança. Há sempre uma dúvida quanto a veracidade da mensagem recebida. Nosso egoísta desejo de manter viva a presença de quem amamos  leva-nos a buscar as mais inacreditáveis fórmulas e formas de contato.
 Esse desejo pode e deve ser um incentivo para a doação de órgãos. Imaginemos o coração de um ente querido, continuar pulsando no peito de uma pessoa. Gerando vida e alegria para outra família. Doar órgãos é perpetuar a vida de nossos entes queridos. É uma atitude de amor em mão dupla: para quem deixou de viver e para quem poderá continuar a viver.
 Por mais avançada que sejam as novas tecnologias, ainda não conseguiu resolver a dor da perda para a morte. Como substituir filhos, pais, amigos e amores. Mesmo quando se mergulha no mundo da fantasia e os clones aparecem como substitutos, sabemos que eles não poderão substituir a matriz.
 Enquanto existir quem se lembra de alguém, esse alguém se manterá vivo.  Através  da doação de órgãos podemos sonhar com a imortalidade. Doar é uma forma de expressarmos nosso amor a pessoa a quem amamos.
 Seja como for, a saudade continuará, esse sentimento que nos amargura e nos faz sofrer é também a forma de amor  responsável por fazer renascer e manter vivo quem jamais morrerá em nosso pensamento.
Vinicius de Morais,  deixou-nos alguns versos que traduzem muito bem esse grande mistério da vida – a morte.
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída
Como é  por exemplo que dá pra entender
A gente mal nasce e começa a morrer
Depois da chegada vem sempre a partida
Porque não há nada sem separação
Sei lá, sei lá
A vida é uma grande ilusão
Sei lá, Sei lá
Edison Borba

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

COISAS DA VIDA?

           Acordo cedo e após o banho matinal, enquanto tomo o café, antes de sair para o trabalho, ouço os noticiários. É um hábito que aprendi com meu pai. Os tempos mudaram, e hoje, o antigo rádio foi substituído por um televisor, tela plana, bem moderna, com imagem digital. Apesar de ter melhorado o meu padrão de vida, as notícias caminharam “invertidamente”. O simpático jornalista, sorridente e aparentando felicidade, noticia a vitória do meu time, a moça do tempo avisa que vai chover e os demais jornalistas se alternam entre várias notícias.
Educação: apesar do final da greve dos professores, algumas escolas continuam sem aulas. Motivo: guerra entre quadrilhas de traficantes a já conhecida  “guerra urbana”. Imediatamente penso se haverá reposição das aulas perdidas, todas as vezes que houver “fogo cruzado” entre bandidos e policiais e entre quadrilhas rivais?
As notícias vão se misturando e o apresentador do jornal continua mantendo a sua simpatia mesmo quando o assunto é a morte de um homem paraplégico, morto por bala perdida no confronto entre policiais e traficantes.
A chuva continua e a repórter de campo avisa que  a avenida Presidente Vargas, está alagada pela água da chuva e pelo rompimento de um cano de águas. Há congestionamento no local.
A seguir uma bombástica nota: mulher  recebe a cabeça do marido, colocada dentro de uma mochila. A polícia tenta achar o corpo e localizar os assassinos.
Voltando ao futebol, estamos na rodada fina do campeonato brasileiro. Alguns times estão com possibilidades de rebaixamento (incluindo o meu) e os botos da baía de Guanabara devem desaparecer do meio ambiente até o ano de 2014. Essa trágica notícia ecológica fica perdida entre outras tantas tragédias.
Acidente na via expressa causa engarrafamento. São sete horas e trinta minutos e já estou de saída, mas  continuo atento às notícias, na esperança de ouvir algo mais alentador para iniciar o meu dia. Entram os comerciais e vejo um lindo automóvel, sendo vendido por um peço acima do meu salário. Sonho poder algum dia, dirigir um possante carro amarelo, quatro portas e com ar condicionado.
Atenção para a notícia final: bala perdida mata menino de oito anos. Kaio da Silva Costa,  foi ferido durante troca de tiros entre bandidos e policiais. Kaio, era jogador de futsal do Bangu e conhecido como Kaio Cabeludinho. Durante o tiroteio, a sua avó, um policial e uma mulher também foram atingidos.
Com lágrimas nos olhos, desliguei o televisor e sai para trabalhar.
Será que é assim que tem que ser?
O que está acontecendo no meu país?
Será que eu estou fazendo a parte que me cabe?
Como estão os pais do menino Kaio?
Vivo na esperança de um dia poder ouvir notícias melhores. Informações que alegrem meu coração e que não sejam apenas noticiadas como “coisas da vida”.
 Para o menino Kaio e todas as vítimas de balas perdidas no mês de outubro de 2013, no estado do Rio de Janeiro.
Edison Borba