domingo, 21 de fevereiro de 2016

UNIVERSO FEMININO

A letra A, lembra Ana
E o B, a Beatriz, e não
esqueçamos Bethânia
Do Caetano irmã,
cujo nome tem o C
Que pertence a Carolina
A moça da janela, que viu
o tempo passar

O D é Daniela e também
pode ser Dora
Com E se escreve Eva, que foi a primeira mulher
Filomena é com F
E o G, é da Gertrudes
Mas também de Gabriela, uma morena fogosa
Do romance do Amado, o Jorge, que a fez famosa

O H é das Helenas, mulheres interessantes
Geralmente são tranquilas e até equilibradas
E também boas amantes
Irene se escreve com I,
J de Janaína e de Jurema também
São belas caboclas morenas
Que gostam das águas do mar
Mas também podem ficar
Em lagoas de águas limpas
Onde preferem nadar

K é Karoline, que ficou sofisticada
L de Luísa, Leila, Lurdes e Lenira
E muitas outras mulheres
Como Laura e Leonor
A seguir vêm as Marias
São muitas as mães de Jesus
São de Fátima e do Carmo
Auxiliadoras também.

Nair, Neuza e Nalva
É um grupo sem igual
Incluindo a Natalina
Que nasceu bem no Natal.

O é de Osvaldina, Odalice e Odaléa,
Depois vem a Paulina, Patricia e  Paola
Quirina e Querubina são difíceis de ser encontrar

Lá vem a Rita, bonita
Com seu cabelo enrolado
Usando um laço de fita
Encontrar seu namorado

Sueli, Suelen e Sarah
Mulheres fortes, atrevidas
Capazes de grande paixão
Cuidado, muito cuidado
Elas roubam coração

Teresa, que é da praia
Como fala uma canção
Prefere ficar sozinha
E não ser de ninguém, não

Úrsula, apareceu no cinema
Ao lado de James Bond
As Veras são famosas
As Vanessas delicadas
Viridianas teimosas
A Verônica amorosa
Conta a Bíblica História,
Que, num belo gesto de amor
O rosto de Jesus enxugou

Walquíria, das cavalgadas
Inspirou um alemão
Wagner, o compositor

Caminhando pela rua
No meio da multidão
Encontramos três irmãs
Xênia, Ximena e Xiana
Moças interessantes
De uma família cigana

Yolanda, amor de Chico
O Buarque de Holanda
E finalmente chegamos

A letra Z da Zuleica,
Da Zezé e da Zulmira
Que estavam esperando
Um poeta inspirado
Para seus nomes louvar

Expressar amor eterno
Pelo mundo feminino
Por brasileiras guerreiras
E de todo o universo

Acredito firmemente
Que não há poeta sutil
Que não encontre em seu peito
Uma forma de compor,
Poemas e quem sabe um Hino
Para louvar a importância
Da maravilha que é,

O universo FEMININO!

Edison Borba

 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

LAMA VERMELHA - O LIVRO


AUTOR: EDISON BORBA




Este livro nasceu da perplexidade que o povo brasileiro sentiu, diante do desastre com a barragem de detritos que cobriu, com uma lama vermelha, povoados pertencentes à cidade de Mariana, no estado de Minas Gerais.
Um acidente ecológico sem precedentes, ocasionado pela falta de seriedade em assuntos que envolvem saúde e segurança de um povo.
Bastou um segundo para que um mar vermelho de lama tóxica cobrisse um pequeno povoado, destruindo lares, sonhos, histórias, pessoas e toda espécie de vida que existia no local. Uma tragédia anunciada, provocada pela ganância, dos homens e mulheres que ocupam o poder.
Assim como Castro Alves, usou da poesia para chamar a atenção do mundo para o escândalo da escravidão, em Lama Vermelha, o uso da poesia tem a mesma finalidade, denunciar, clamar, tocar
no coração de cada um dos leitores, sensibilizando, emocionando e provocando para que algum tipo de reação possa surgir da leitura dos poemas contidos neste livro.

PARA ADQUIRIR UM EXEMPLAR DO LIVRO, FAÇA CONTATO COM A EDITORA PELO SITE:
www.podeditora.com.br
PREÇO: CR$17,00 (dezessete reais)

Sobre o Autor:
Edison Borba, é ariano nascido em 15 de abril, num sábado, quinze minutos antes do meio dia. Possui características acentuadas do seu signo. É um homem impulsivo, inquieto, polêmico, mandão e impaciente. Porém, também sabe ser solidário, motivador, prestativo, perseverante, corajoso e independente.
Provavelmente, foram estas características que o impulsionaram a seguir vários caminhos em sua vida, sendo um deles, o de escritor. Nesta condição, tem um trabalho independente, através do qual já publicou os livros: DOIS EM CRISE, VARRENDO A CASA, PELE (poemas), COMPLEXO DE VIÚVA, ARVOREDOS (poemas), ALMA FEMININA e POEIRA (poemas).

Em sua cabeça fervilham pensamentos múltiplos, o que nos leva a acreditar que ele ainda tem muito para nos apresentar.

Desde o lançamento de seu primeiro livro, Edison já distribuiu gratuitamente mais de mil livros. Ele faz questão de priorizar que suas obras cheguem às mãos de pessoas que não possuem o hábito de leitura. Gente simples, que não são frequentadoras de livrarias e bibliotecas.
 
Ao comprar um exemplar de LAMA VERMELHA, você estará colaborando para que mais pessoas possam receber este livro gratuitamente.
 
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APENAS DEZ MINUTOS

Não vou comentar os problemas com mosquitos, apesar de fazer a minha parte, para não permitir a proliferação deles em nossa cidade. A questão é mais pessoal, que podemos resumir em uma pergunta: - Você se lembra da última vez que conseguiu ficar em total silêncio? Sem toque de campainha, tilintar de telefone, nem música de celular?
Nossos dias estão repletos de ruídos, que parecem intermináveis: buzinas de carros, sirenes de bombeiros e ambulâncias entre outros ruídos que tiram de nossa vida possibilidade de estar e ficar em silêncio por alguns minutos.
O acelerado ritmo imposto pela vida moderna impede qualquer forma de relaxamento, nos afastando de nós mesmos, que não encontramos espaço e nem paz para uma reflexão.
Computadores ligados, e-mails para responder, face, Google, televisão e tantos “encantos” que tiram de nós a possibilidade de buscar o equilíbrio, tão essencial para a nossa saúde física e mental.
Poucas pessoas sabem que dez minutos por dia, desligado dos ruídos, pelo menos daqueles que nós mesmos manuseamos, favorece o equilíbrio, a organização das ideias, o autocontrole e a sobrevivência.
Vamos nos permitir esse presente! Vamos silenciar nossos bocas e relaxar nossos ouvidos, deixando-os em recuperação das suas funções, se possível também os olhos, fechando-os nesse período de apenas dez minutos, que nos trarão muitas horas de benefício.
Vamos tentar?

Edison Borba

A NORMA CULTA NO CEJK

Camões, Buarque, Graciliano e Veríssimo

Gramática, Literatura e também muita leitura

Para ser um professor, do tipo alfabetizador

Há que se ler muitos livros escritos por vários autores

Saber conjugar os verbos e não errar na gramática

Ter uma letra bem feita e organização escolar

Para depois de formado, as crianças ensinar

No preparo das lições professores competentes

Gente preocupada em boas aulas ministrar

Vários se aposentaram, seus nomes vamos citar

Sônia e Mariza, Nídia e João, Delminda e Jucá

Léa e Tereza Reis, deixaram de lecionar

O Francisco, grande amigo, foi para outra escola

Ensinar Literatura, verbos e gramática também

Estimula os alunos através da redação

Mas a Carmem escritora, trabalha na Direção

Formando com Sheila e Cida um trio campeão

Ensinando Português, a Língua de Camões

Outros mestres, se destacam, gente boa com certeza

No ensino da nossa língua, a Língua Portuguesa!

Márcia, Lúcia  Rezende e a Mattos, que também é Lúcia

Três guerreiras, sim senhor, lutam pela Língua Pátria

Com garra e muito amor.

Além de gramática, e conjugação verbal,

Acontece todo ano, no CEJK,  um belo Festival

É poesia cantada, falada e recitada

Bandeira, o Manoel, Drummond e Gonçalves Dias

Cazuza, Tom Jobim e Vinicius de Morais

Porém, os destaques são para os alunos do Júlia

Os jovens poetas do povo, que mostram com fervor

Que poeta não tem idade, mas tem que ter muito amor

Parabéns aos professores do CE - JK

Gente forte, gente unida, que luta

Trabalha e batalha, para o Brasil melhorar

Ser uma Pátria mais justa, que respeita o cidadão

Ter mais ética na política e menos corrupção

E investir seriamente numa boa educação.

Edison Borba

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

ONDE ESTÁ A INSPIRAÇÃO?

Já passa da meia noite e eu ainda não consegui inspiração para escrever. Nada aparece em minha cabeça, ou quando surge, escapa num piscar de olhos. Pensei em poemas, rimar paixão com sedução, mas, “cadê” a inspiração?

Juntar amor e dor? Essa união sempre é uma boa solução. Desamor, amor e dor. Posso colocar uma pitada de pavor para reforçar a dor. Torná-la mais sofrida mais doída, mas a inspiração foi perdida!

Mudando o rumo da prosa, é melhor buscar uma solução na natureza, nas flores, nos odores e nas cores. Vou falar das rosas, margaridas, hortênsias e tulipas e resolver a questão. As flores dos apaixonados e embriagados de amor, me ajudarão a escrever mais um texto. Mas nem com esse pretexto, consigo fazer minha inspiração voltar. Já estou quase a gritar!

Que loucura! As horas passando e eu aqui diante do computador, sofrendo, suando, imaginando algo para desenvolver numa página. Poema ou até um versinho, qualquer coisa vale a pena. Nada! Nada me vem à mente e a inspiração sai na minha transpiração.

Talvez o noticiário possa ser a fonte da criação. Notas, notícias, informes até anúncios de preços de eletrodomésticos poderão ser um caminho para o meu impasse. Li e reli de “montão” tudo que o que foi publicado, mas quanto à inspiração eu continuo empacado.

Descobri a solução, empacar é coisa de bicho, e de animal eu entendo. Vamos apelar para as venenosas cobras e aranhas peçonhentas, construir versos difíceis, rimando peçonha com vergonha ou veneno com ameno. Mas, ainda não consegui a inspiração encontrar, as cobras não foram o caminho, é melhor mudar de bichos e procurar nos gatinhos e também nos cachorrinhos, e fazer um versinho daqueles bem bonitinhos (mas também muito chatinhos). Pensei! Pensei em cachorros, gatos e até em passarinhos, mas a inspiração não “deu as caras” nem sequer saiu do ninho.

Já amanhece o dia e minhas olheiras demonstram o meu cansaço. O sono me deixa tonto e inspiração não encontro.

Olha para o sofá e vejo as almofadas me chamando para seus braços. Me jogo de corpo e alma naquela macia e improvisada cama. Adormeço para com estrelas sonhar e dessa forma tranquila minha inspiração encontrar.

O ontem já é hoje, quem sabe, quando o hoje que era ontem em amanhã se transformar, eu consiga me inspirar?

Edison Borba

“ALEGREI-ME!!!”


Hoje, dia 16 de fevereiro, ao passar pela esquina da rua Marques com Voluntários da Pátria, no Humaitá, sentado sobre tijolos e sacos de cimento entre outros materiais de construção de uma loja local, o Senhor Paulo: eletricista, pedreiro, ladrilheiro (um faz tudo aqui do bairro), lia distraidamente o livro LAMA VERMELHA, de minha autoria.
Passava do meio dia e o calor estava forte. Parei e fiquei algum tempo olhando-o e admirando a bela cena. Confesso que algumas lágrimas tentaram sair dos meus olhos, eu segurei a emoção e o cumprimentei com alegria. “Seu” Pedro, sorrindo fez sinal de positivo, e respondeu meus cumprimentos acrescentando: professor legal seu livro!
ALEGREI-ME!!!
Sai rápido do local e deixei as lágrimas deslizarem pelo meu rosto!
Agradeci a Deus, por ter permitido, que através das minhas mãos, Paulo o eletricista entre outros homens e mulheres, que não frequentam livrarias nem bibliotecas e não acessam o Google, possam viajar pelo mágico mundo da leitura.
Obrigado Senhor!
Edison Borba

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

AQUI (fica a saudade)


AQUI (fica a saudade)

Quero ficar nos pensamentos
Quero sonhar que estarei nas lembranças
Quero sentir-me sempre presente

“Aqui” nos corações e também nas recordações

Quero deixar rastros, pegadas e digitais
Gravar o som da minha voz em todos espaços
Quero estar “aqui”, mesmo quando sair, fugir, for levado

Não quero ser apagado, nem abandonado num labirinto

Quero existir, num melancólico fim de tarde
Ou no esplendor do amanhecer
Também no barulho da chuva e no sussurrar do vento

Quero chegar de mansinho numa saudade doída de um não sei que
Que invade a alma da gente ...
Quero chegar na surdina das madrugadas de insônia
Invadir os corações, provocar visões e alucinações
Quero sempre voltar “aqui”!

Não quero ser esquecido como foto na gaveta
Quero que seja impossível conviver com minha ausência
Quero continuar presente, na certeza do “aqui”
Na mesa posta para o jantar, no suave perfume das flores

Quero estar na lágrima que certamente nas faces deslizará

Nas lembranças do que um dia foi matéria, fez história
Foi humano, cidadão, teve corpo definido e foi até reconhecido

Agora não tenho “forma” e quando adquiro “forma” é um espectro
Que se “forma”, visto apenas por insanos, por loucos e maltrapilhos!
Que, por não serem aceitos pela sociedade “normal”,
Conseguem entrar no astral, do que eu sou “aqui” agora!

Edison Borba