domingo, 22 de maio de 2016

ESPERANÇA


Os dias são tão longos
As horas intermináveis
Os momentos infinitos
Esperar pelo que não é possível saber
Esperar pelo que não é possível medir
Esperar pelo imponderável
Pelo imperceptível
Esperar pela espera de esperar
Esperança ...
Apenas para viver
Quando nem o prazer nos dá prazer
Mas é preciso viver!
É a lei ...
É universal!
Até quando?
Espere ... espere para ver
Agora, a espera pode fazer sentido
Esperar pelo que não se quer encontrar
Mas só assim, a espera se transforma em esperança
Que se fortalece pela longa espera
E ajuda a viver enquanto se espera!
 
 
Edison Borba

ARTE, CULTURA E OUTRAS REFLEXÕES


 

Creio que está havendo uma grande confusão com a questão do Ministério da Cultura. O fechamento de um órgão que NÃO estava funcionando adequadamente, NÃO significa que está havendo uma caça às ARTES. Infelizmente, desde que este Ministério foi criado, o que mais aconteceu foram financiamentos de grupos, de “panelinhas” e de “conchavos”. Muitos projetos bons, de qualidade que concorreram aos benefícios da Lei Houanet, não foram atendidos.

Creio que se continuarmos a ceder às “Sonias Bragas” da vida, tudo vai ficar como antes, vamos dançar e cantar ao som do Bloco da Preta Gil, enquanto escolas não recebem nenhum incentivo para produzir movimentos culturais, literários e artísticos. A união dos dois Ministérios: Cultura e Educação, poderia melhorar às condições de trabalho de vários Docentes que lutam sozinhos para desenvolver em suas Unidades de Ensino, atividades artísticas e culturais.

Uma pena que os “cuspidores” continuem a exercer um poder tão grande que conseguem ofuscar até os mais estudiosos e trabalhadores, que realmente lutam por uma educação e cultura deste tão lindo BRASIL.

QUE PENA!!!

Edison Borba – Professor / Educador / Coordenador de Projetos de Ciências que nunca foram beneficiados pela Lei Houanet, pois sempre afirmavam que ciência não é cultura.

CONSTRUINDO SONHOS

Construir sonhos ou construir em sonhos

Não importa, desde que não se trabalhe sozinho

Quando a busca do caminho é feita a dois

Tudo fica mais fácil, mesmo quando fica pra “depois”

Estar junto, pensar e sonhar não importa se o castelo é de ouro ou de areia, ele será o mais lindo, o mais perfeito, pois foi eleito por dois corações.

Sonhar junto, pensar junto, seguir junto e até tropeçar, quando se tem alguém para apoiar, a queda fica mais fácil de suportar.

E assim deveriam ser as parcerias, sempre juntos para o que der e vier

Na alegria e na dor, na riqueza e na pobreza

Se assim fosse, o mundo seria uma só beleza!!!

Edison Borba

 

sábado, 21 de maio de 2016

LÁGRIMAS



Pelo rosto da jovem mulher uma lágrima deslizava.

Seu amor a abandonou diante do altar

Ainda vestida de branco a noiva ainda chorava.

No rosto de outra mulher uma lágrima também escorria

Sozinha num quarto sombrio, as roupas do filho escolhia

Para vesti-lo, pela última vez, no caixão

Ela sozinha chorava a sua grande solidão

Duas mulheres sofrendo, por perdas irreparáveis

A noiva foi enganada, chorou pelo amor perdido

Talvez quem sabe um dia, ela encontre outro alguém

Que possa a levar ao altar,

E finalmente seu sonho, ela irá realizar

A outra lágrima escorrida, não tem como compensar

O filho está perdido, nunca mais irá voltar

Só ficarão as lembranças e uma enorme saudade


Uma ferida no peito, que nunca irá cicatrizar.

Edison Borba

 

UM ESCÂNDALO!



Ontem sai com meu amor para jantar num restaurante de luxo. Só nos dois, eu e ele! Que noite!!! Eu apaixonadíssimo não tirava os olhos dele. Passei toda a noite acariciando-o. Não tive olhos para ninguém, somente para ele. Conversamos, trocamos confidências, revimos nossa colorida vida e nada nem ninguém conseguiu despertar a nossa atenção.

Voltamos para casa juntinhos, e mesmo dirigindo, eu desobedeci as leis de trânsito e troquei algumas palavras com ele. Nosso amor é eterno! Jamais seremos separados. Amigos? Parentes? Desconheço a todos!

Meu amor é um escândalo! Lindo e maravilhoso CELULAR!!!

Edison Borba

PENSAR ÀS AVESSAS


Não pense na maré, pense no mar!
O mar é imenso, sem fim e profundo
Guarda muitos segredos ...
A maré é inconstante, oscila a todo instante
Não se pode confiar ...

Não pense na lua, pense no luar!
A lua é fria e distante, até mesmo arrogante
Pois quem só mostra uma face, não se pode confiar
Muda sempre as suas fases, só para desagradar.
O luar é envolvente, se espalha sobre a gente
Faz todo mundo brilhar ...

Não pense no vento, pense na brisa!
O vento destrói, arrasa, derruba e mata
Deixa rastro de violência, não tem piedade nem clemência.
A brisa é suave e meiga, acaricia e afaga
Balança as folhas das árvores, nos alegra e faz cantar
Sentir a brisa no rosto, sempre nos faz sonhar ...

Maré ou mar?
Lua ou luar?
Vento ou brisa?
Com qual deles você vai ficar?

 

Edison Borba

sexta-feira, 20 de maio de 2016

JUÍZO FINAL!

Quando a morte vier levando-me para o julgamento final

Espero ser verdadeiro e leal, contando tudo, que aconteceu comigo.

Quero falar da liberdade, da vontade de viver como um pássaro,

Voando alto pelo horizonte, buscando o que houvera mais distante,

Na esperança de nunca encontrar, só para continuar a voar.

Não posso deixar de contar sobre paixões, muitas, diversas milhões.

Algumas se tornaram desventura, outras apenas saudade

E poucas foram feitas de felicidade.

Quando aos anjos tiver que revelar, tristezas e alegrias,

Não sei das que mais gozei um dia, se prazeres ou agonias,

Se júbilos e orgias, lamentos e fantasias.

Talvez eu nada tenha pra dizer. Talvez eu tenha medo de contar.

Talvez eu tenha que calar, apenas para não deixar julgar o que já foi feito,

E não podendo ser desfeito em nada adianta explicar.  

Sei que ao morrer logo me esquecem, e que ninguém mais haverá de procurar,

O que de mim ainda restou no mundo, se fui santo ou apenas vagabundo

Em esquecimento logo cairei, me desfazendo ao longo do tempo.

Minhas cinzas o vento levará.

Se vivo estou, sou velas acesas, mas a morte apaga as labaredas, extingue o fogo

E tudo vira escuridão, nada mais havendo a fazer, então, é melhor calar e nada dizer.

Não haverá o tal julgamento, nem a ponte para cruzar o rio,

Me deixarei levar em paz sem riso, vou seguro de que fiz o que foi preciso

Mesmo não sendo preciso no que fiz. Mas sei que fiz porque foi preciso.

Esqueçam-me, peço-lhes, por favor, não quero mais agrados receber

Sigo em paz pro meu final juízo, seja inferno, purgatório ou paraíso.

Edison Borba