sábado, 18 de agosto de 2018

PRIMAVERA NO RIO (foi assim)



Em 1934, o compositor João de Barro nos presenteou com a marchinha PRIMAVERA NO RIO, cantada por CARMEM MIRANDA. Os versos desta música fazem com que tenhamos vontade de fazer o mundo girar para trás para nos devolver as flores de uma primavera sem medo.
“O Rio Amanheceu cantando Toda a cidade Amanheceu em flor
Rio, lindo sonho de fada Noite sempre estrelada De praias azuis
Rio Dos meus sonhos dourados Cidade da Luz”

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

NÃO RESISTIRAM!

(por) Edison Borba
Diariamente nos telejornais, nos noticiários radiofônicos e nos textos de jornais encontramos esse tipo de observação: “a vítima não resistiu e morreu”. Fica para o leitor e ouvinte a sensação de que o ferido, teimou em não resistir, e ao morrer prejudicou o bandido. O ferido tem a obrigação de lutar para se manter vivo, e não criar mais problemas para os meliantes. Desta forma, vão se acumulando nas reportagens a lista dos que não resistiram. Sugiro aos jornalistas que ao relatarem um crime, dispensem o “não resistiu” e usem: “a vítima morreu!” Dessa forma, fica mais claro entender que o “assassino” é o verdadeiro culpado e ponto final!
Apesar da Lei Maria da Penha - ELAS NÃO RESISTIRAM!


BOM DIA, DIA!


(por) Edison Borba















Acordei hoje bem cedo, antes do amanhecer
Abri a janela e esperei, o rei sol aparecer
Queria fazer-lhe surpresa, com um sorriso amistoso
Saudando alegremente este astro poderoso
Luz e calor oferece, todo ano dia a dia, aliás ele é o dia
Sempre que amanhece e sua luz irradia
Às vezes ele exagera mandando muito calor
Creio que ele excede em sua dose amor!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

ATO ÚNICO!

(POR) Edison Borba













Desaparecer, sumir, sucumbir – morrer
Não deixar vestígios, despojos nem lembranças
Apagar o nome de todas as mentes e não deixar sementes
Libertar-se das amarras, que chamam vida
Desfazer-se num sopro, como poeira ao vento
Não deixar sequer nenhum sentimento
E num rápido movimento, não mais existir
Desaparecer, não ser eterno, se diluir
Ninguém irá se lembrar da minha existência
Pois não restará nenhuma essência
Que possa recordações trazer
De quem nunca quis aqui estar
Nem ficar, nem viver ...

RIO DE JANEIRO PEDE SOCOCRRO

(por) Edison Borba

















Impossível ficar calado, parado, anestesiado
Diariamente no Rio de Janeiro, um cidadão é baleado
Criança, mulher ou homem. Rico, pobre ou trabalhador
As mortes se acumulam no nosso dia a dia
Exibidas na tela fria do nosso televisor 

Chega! Basta com esse horror 
Acordem políticos! Saiam de suas mansões
Deputado, senador, prefeito e governador
Vocês também são culpados diante desta tragédia
Transformaram o Brasil num teatro de comédia!!!

domingo, 12 de agosto de 2018

MEU PAI


(por) Edison Borba














Anel de ouro, com a imagem de São Jorge, num dos dedos da mão esquerda. Mãos calejadas de manusear seus instrumentos de trabalho. Braços fortes, olhar tranquilo e um bonito bigode. Cabelos escuros, penteados para trás davam a ele um ar austero. Homem de poucas palavras, mas de coração bondoso. Paixão pelo Vasco da Gama, seu time querido, boa cerveja e comida farta sobre a mesa, que sempre estava “arrodeada” de amigos.
Esta visão, mágica visão, é a que tenho do meu pai, “seu” Oswaldo ou simplesmente Vadinho, que gostava de vadiar, nos bares e mesas de sinuca.
Homem forte, ainda de madrugada caminhava para o trabalho. Era capaz de carregar, sobre seus ombros pesados fardos de carne. Nunca reclamou da vida, curtia uma boa caneca de café na qual ele mergulhava fatias de pão.
Cresci admirando aquele homem simples, trabalhador, silencioso mas que era capaz de falar “coisas” engraçadas fazendo rir toda a família.
Tento não deixar escapar sua imagem da minha memória! Lembro de segurar a sua mão, enquanto caminhávamos rumo ao circo. Perto dele, sentia-me seguro. Cresci, me transformei num adulto, mas quando estava ao seu lado, eu voltava a ser um menino.
Sinto sua falta! Saudade de quando ficávamos sentados num banco de pedra, que havia no jardim da nossa casa. Lado a lado, meu ombro encostado no seu ombro. Ambos calados! Silenciosos! Pai tenho que ir trabalhar!  Portão aberto para eu sair! Benção pai! Vai com Deus meu filho!

sábado, 11 de agosto de 2018

SENTIDOS DA PAIXÃO


(por) Edison Borba












Tua imagem e tuas formas me informam
Quem tu és através dos meus olhos.
Teu cheiro me inebria, me enlouquece ...
Tua pele me excita, quando minhas mãos deslizam por teu corpo
Tenho pensamentos puros e impuros mas que só eu posso ter
Quando tu sussurras em meu ouvido, algo como te amo
Vejo-me perdido num labirinto de onde não quero sair
E quando te beijo, teu gosto me enche de desejo, me faz arder
Tenho febre. Tenho fome. Tenho medo de te perder
Meus sentidos te sentem e tu entras em mim pelos meus poros
Eu me transformo em ti e por momentos não sei dizer quem sou eu.
Tua pele me cobre como um véu
Somos um só nos sentidos e sentimentos
Mesmo que seja apenas por algum momento.