sexta-feira, 24 de agosto de 2018

MEUS SONHOS!


(por) Edison Borba














Não sonho em ter iates, nem apartamentos de luxo.
Não quero joias nem jatinhos, o meu sonho é mais baratinho.
Sonho com uma sociedade mais justa! Sem preconceitos!
Onde todos sejam aceitos como são. Nada de separação!
Briga por religião? Não!
Sonho em sermos um mesmo sendo muitos.
Que não tenhamos medo da proximidade do próximo.
Penso em meus devaneios nos animais bem cuidados
Árvores crescendo verdinhas, sem medo das mãos com machados
Nos meus sonhos, não entram “homens” armados.
Sonho com a alegria, à solidariedade e a gratidão,
Todos os povos reunidos partilhando amor e pão!

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

A DOR É MINHA!

(por) Edison Borba

 

 

Pensamento da Ângela Ro Ro, encontrado num dos versos de sua música “Fogueira”, e que me fez partir para uma reflexão, que acabou levando-me para outra letra de outra música, dessa vez de João Gilberto – “Saudade Fez Um Samba”, onde se pode cantar “a dor é minha em mim doeu”.

Um pensamento completa o outro, a única coisa que é somente nossa é a dor. A minha dor é só minha e ninguém saberá a sua profundidade, ninguém jamais poderá imaginar o sofrimento de outra pessoa. E quando sentimos uma dor, podemos gozar da total liberdade de senti-la, porque ela nos liberta.

Quando alguém nos diz, eu sei o que você está sofrendo ... Não sabe! Nunca saberá!

Um braço quebrado, não é apenas um braço, mas sim O BRAÇO. Portanto, nem quando o problema é material, podemos imaginar a sua intensidade.

E quando se trata da dor na alma? Como avaliar a dor da perda pela morte ou pelo abandono. Pergunte a uma mãe qual é a dor de perder um filho e a um amante a dor de perder o seu amor para outro alguém.

 “A minha dor (é minha) e ninguém jamais saberá da sua intensidade!”

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

MORTE DE FILHO


(por) Edison Borba
















Abraçada ao filho morto
A mulher chora
Tudo ao seu redor é tristeza
Dor e tormento
Aquele a quem deu a vida
Agora morre em seu colo
Ela inerte
Ele dorme
Ela chora
Ele não ouve
Suas lágrimas molham o rosto
Do  filho
Somente ela pode sofrer
Dor tão intensa
Somente ele pode dormir
Tão docemente
Ela seguirá vivendo
Ele renascerá na lembrança solitária
Em  noites vazias
Numa espera sem volta
Na saudade
Encontrará alento
Sua imensa dor se confundirá com o amor
De quem pariu e perdeu
Parte do  corpo e da alma
No instante da morte
A mutilada vida segue
Cambaleante e firme
Rumo a um destino
De mãe que viu morrer o filho.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

FIM DE CASO!

(por) Edison Borba
Ontem, ao sair do seu apartamento, senti que uma vida inteira estava ficando para trás. O som violento da porta se fechando, estremeceu o prédio e também o meu coração. Porém, segui meu rumo, ou melhor, meu novo rumo. Minha cabeça fervilhava de pensamentos e na rua sentido frio chorei muito, com saudade do meu casaco que deixei sobre o sofá!

domingo, 19 de agosto de 2018

AMOR E SOFRIMENTO

(por)Edison Borba




Estão em cartaz no Rio de Janeiro, duas peças musicais cujos enredos são bem parecidos. Um teatro está exibindo a vida da cantora paulistana Isaurinha Garcia e no outro, a vida de Elza Soares. Em ambos os casos, o amor e o sofrimento estão lado à lado. As duas Damas da música brasileira trilharam caminhos muito semelhantes. Infância difícil, pais severos e com dificuldades para aceitarem a profissão de cantora. E os amores enlouquecidos que, em muitas ocasiões se transformaram em briga física, corpos feridos e almas dilaceradas. Além de Isaura e Elza, outras mulheres artistas e cantoras também tiveram suas vidas pautadas por amores desfeitos, abandonos, brigas e sofrimento. Dalva de Oliveira e Maysa são dois bons exemplos. Fica a questão a ser pensada, será que o talento dessas Divas foi estimulado pela tragédia?

LEIS? QUE LEIS?

(por) Edison borba













Fato: médica é flagrada falando ao celular enquanto paciente morre à espera de atendimento.

Fato: motorista perde o controle do carro causando um sério acidente, com vários mortos. Ao ser questionado ele admire que falava ao celular, além de ter ingerido algumas doses de bebida alcoólica.

Consciência: todo cidadão deveria entender e  saber respeitar às Leis do seu País.

Lamentação: dificilmente à medica que falava ao celular, ou outro profissional que cometa o mesmo erro será punido e quanto ao acidente de carro, basta uma “carteirada” e tudo será esquecido.

Realidade: só nos resta lamentar!

sábado, 18 de agosto de 2018

NEM FREUD EXPLICA!


(por) Edison Borba





















Ao assistir os debates políticos exibidos por algumas emissoras de televisão, sinto-me envergonhado diante do que vejo. Como não se sentir envergonhado diante de tantas bobagens ditas por aqueles e aquelas que pretendem ocupar algum cargo importante na democracia brasileira, incluindo e de Presidente da República. Sinto-me intoxicado pelas mentiras, pela falta de respeito uns com os outros e de todos com a população. Fico imaginando esses senhores e senhoras após sentarem nas cadeiras do poder. Tenho buscado refúgio em teorias Freudianas, para continuar sobrevivendo à vergonha dos outros.  Mas está sendo difícil!