domingo, 26 de agosto de 2018

PEDAGOGIA DO CRIME


(por) Edison Borba















Enquanto nós os estudiosos, educadores e intelectuais discutimos reformas do ensino e metodologias educacionais, nas comunidades os senhores do Crime, distribuem material escolar: lápis, caderninho e fuzil e trabalham na capacitação dos jovens que em pouco tempo se formam sob uma ideologia própria, em fogueteiros, olheiros, cobradores, contadores e atiradores, além de outras modalidades. Anualmente grandes turmas se formam nas Universidade do Crime e são colocadas no mercado de trabalho, enquanto nós ...

sábado, 25 de agosto de 2018

TEMPO... QUE TEMPO?


(por) Edison Borba


















O relógio marca três horas de um novo dia. Porém, eu continuo vivendo o que seria ontem, num processo de “esticamento” do hoje, que ainda não se consolidou, sem conseguir chegar no amanhã. Estou na madrugada de domingo pelo tempo do calendário, mas como ainda não consegui dormir, estou sob o ritmo do sábado. Não entrei conscientemente no domingo, logo a minha segunda-feira tardará a chegar. Tempo, tempo, tempo que tempo? Matematicamente as agendas nos apontam numericamente um tempo, mas o meu corpo, o meu cérebro, as minhas vontades e sonhos vagam num turbilhão em que o hoje é o ontem que ainda não terminou.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

SERPENTINAS...


(por) Edison Borba














Meu amor partiu e deixou-me imerso em uma solidão
Estou só! Vazio! Sem ter com quem repartir o pão!
Não consegui, ainda deixar de amar o passado
Não sei como será meu futuro
Vazio ...
Meu amor partiu em paz. Me deixou silenciosamente
Não fez barulho para se manter presente
Dúvidas me atormentam pois não houve despedida
Apenas vazio ...
Quero abrir minhas janelas e vislumbrar novas vidas
Deixar de amar um passado ... que já passou ...
Só eu continuo aqui parado
Vazio ...
Preciso abrir espaço e mergulhar neste espaço
Deixar de ficar na inércia
Não ter sentimento de estio, de seca e solidão
Não quero saber da partida, da sua ida
Não quero mais explicação vou desvestir a solidão
Colocar roupa bonita e seguir a minha vida
Sua partida foi morte repentina
E como final de carnaval viraste apenas confete
E uma triste serpentina!


Djavan - FALTANDO UM PEDAÇO



O amor é um grande laço
Um passo pr'uma armadilha
Um lobo correndo em círculo
Pra alimentar a matilha
Comparo sua chegada
Como a fuga de uma ilha
Tanto engorda quanto mata
Feito desgosto de filha,
De filha

O amor é como um raio
Galopando em desafio
Abre fendas, cobre vales
Revolta as águas dos rios
Quem tentar seguir seu rastro
Se perderá no caminho
Na pureza de um limão
Ou na solidão do espinho

DUAS VERSÕES ...


DUAS VERSÕES PARA A MESMA SITUAÇÃO
 
 
 
 
 
 
(por) Edison Borba
Ouvi de uma amiga que está impossibilitada de sair de casa por questões de saúde, que todas às vezes que seu celular indica a chegada de uma mensagem pelo “whatsapp” ela fica feliz, alguém está a quebrar um pouco a sua solidão.
Porém, ouvi uma história semelhante, contada por outra amiga, casada e que se sente solitária, mesmo quando se marido está em casa, pois ele fica todo o tempo recebendo mensagens e usando o “whatsapp”.
Como podemos analisar essas duas situações?

ISAURA GARCIA



Rio de Janeiro, Teatro OI no Leblon, está em cartaz o musical sobre a vida de Isaura Garcia, vivido pela incrível e talentosa ROSAMARIA MURTINHO.
Vale a pena assistir e saber sobre a mulher que colocou o sotaque paulistano na MPB.

EMPODERAMENTO FEMININO!

Falando de "EMPODERAMENTO FEMININO" apresento-lhes Benice de Freitas Mattos, brasileira, analfabeta, irmã de minha mãe, minha tia. Corajosa, separou-se do marido no início dos anos 50. Trabalhando como costureira manteve sua casa e filho, sempre sozinha. Mesmo sem ter frequentado nenhum tipo de escola ela costurava roupas femininas e masculinas. Seus clientes podiam pagar em crediário. Eu tenho o orgulho de ter sido seu "escriturário" ajudando-a nas contas que ela conseguia guardar na memória. Hoje 24 de agosto, seu aniversário, vamos aplaudi-la como uma referência feminina.