quinta-feira, 9 de maio de 2019

ANOS DOURADOS

(por) Edison Borba





Durante muitos anos e principalmente até os anos 60, o Instituto de Educação foi uma instituição de ensino responsável pela formação de professores para o ensino das primeiras séries. Basicamente frequentado por meninas e jovens o I.E. era considerado um dos melhores colégios do país. A fama das normalistas, as jovens de azul e branco, as cores dos seus uniformes, deu inspiração para que muitos compositores imortalizassem essa época. Até a televisão produziu uma mini série com o nome "Anos Dourados".

quarta-feira, 8 de maio de 2019

SERIA CÔMICO SE NÃO FOSSE TRÁGICO

(por) Edison Borba





Há tempos a televisão não exibia uma novela tão engraçada. Tenho me divertido pra valer com a história que se passa em Brasília. Tem mocinho bonzinho, tem bandido (muitos) disfarçado de gente boa. Tem reuniões, tem brigas, tem votação, tem os que são de direita mas jogam na esquerda e os de esquerda não fazem nada direito. A história está se transformando num caldeirão onde ninguém mais sabe quem é quem e, quem faz o que. O destaque vai para o ator que está desempenhando o papel de um Ministro. Ele é ator substituto, vivia nos bastidores, mas num piscar de olhos recebeu o papel principal do núcleo Educação. O script é difícil e ele ainda não decorou as falas. Trata-se de um personagem complexo e que já derrubou até atores consagrados e premiados. Não quero criticar a novela nem os atores que estão desempenhando seus papéis da “melhor” forma possível, conseguindo manter o baixo nível do espetáculo, que esperamos, não venha a se transformar em tragédia. Espera-se que o diretor consiga fazer o seu papel e que todos trabalhem sério para fazerem jus aos altos “cachês” que recebem do povo.

AS LAGOSTAS DOS MINISTROS.


(por) Edison Borba
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“   'Se o povo não tem pão, que coma brioche” ou será que no lugar dos brioches seriam as “lagostas” e para completar o cardápio os vinhos, mas tem que ser  tinto,  Tannat ou Assemblage, com uva, de safra igual ou posterior a 2010 e que "tenha ganhado pelo menos 4 (quatro) premiações internacionais". "O vinho, em sua totalidade, deve ter sido envelhecido em barril de carvalho francês, americano ou ambos, de primeiro uso, por período mínimo de 12 (doze) meses." O nosso Supremo Tribunal Federal (STF), acertou a compra de medalhões de lagosta para acompanhar esse vinho tão especial. A licitação previa originalmente um gasto de até R$ 1,134 milhão. Alguns cidadãos foram ouvidos sobre esse cardápio,  vejamos algumas respostas obtidas pelos jornalistas:  1)- O povo trabalhador sem moradia, sem saúde, sem educação e eles se deliciando com lagostas. 2)-São verdadeiros criminosos, matam o povo de fome enquanto se lambuzam com o dinheiro público. 3)- Tomara que esses vinhos e comida cara causem uma dor de barriga nesses inúteis que se julgam acima de tudo e de todos.
o    >>> E VOCÊ, QUE RECADO GOSTARIA DE DEIXAR PARA OS NOSSOS MINISTROS?

terça-feira, 7 de maio de 2019

JUSTIÇA & VINGANÇA

(por) Edison Borba
Nos últimos meses, a televisão tem apresentado a luta do bem contra o mal ou dos bons contra os maus. De um lado trabalhadores e suas famílias e do outro os traficantes e milicianos vivendo uma relação antagônica e ocupando o mesmo espaço. Entre os protagonistas dessa relação, as balas perdidas fazem vítimas, provocando uma onda popular que pede justiça. Enquanto as autoridades não conseguem cumprir o papel que lhes cabe, que é a defesa do povo, aumenta o ódio, a raiva, a dor e a descrença. E a cada dia que passa, o país vai formando uma legião de cidadãos assustados, amedrontados, traumatizados e principalmente sem acreditar que um dia tudo vai melhorar. Que pena do meu povo! Que pena de mim!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

COMO É A NOSSA FÉ?


(por) Edison Borba






Interesseira? Oportunista? Consciente? Obediente? Crescente (aumenta todo dia)? Estagnada? Verdadeira? Como é a nossa fé? É aquela que surge apenas nos momentos de aflição? Será que a nossa fé é exigente? Será que nos dirigimos à Deus determinando o que achamos que necessitamos? Será a nossa fé apenas passageira ou será uma fé revoltada e impaciente? Como é a nossa fé? É a que se manifesta apenas dentro dos templos? Será aquela que espera  milagres? Será uma fé distorcida, enviesada e direcionada não para Deus, mas para àqueles que se dizem seus representantes? Que fé é essa que não se manifesta nos momentos de alegria, de glória e de satisfação? Como é difícil determinarmos a nossa fé! Infelizmente ela surge quando estamos em apuros e novamente “infelizmente” tentamos estabelecer um sistema de troca: “Senhor, se eu conseguir o que estou pedindo, eu prometo ficar uma hora sem usar o meu celular!” – Será que é assim que expressamos a nossa fé?

domingo, 5 de maio de 2019

QUAL É A SUA?


(por) Edison Borba

Palavras não são meros vocábulos que servem para identificar objetos, informar ou classificar emoções; palavras são forças! Houve grandes oradores na humanidade que usaram o poder da palavra para causar guerras, tumultuar povos, induzir à criminalidade. Foram homens que usaram o dom da fala para destruir, matar, atrelar milhares de seres humanos através dos seus discursos e torná-los prisioneiros de suas ideias. Porém, existiram outros grandes homens que usaram o seu dom para unir e promover a paz. Líderes que lutaram sem armas, apenas com as “orações” para iluminar a vida na terra. Dois tipos de homens que usando do poder da palavra, conduziram pessoas para o mal ou para o bem, assim somos nós, que diariamente através da força do nosso discurso, salvamos ou matamos. É uma questão de escolha!  Qual é a sua?

MORTAL SILÊNCIO!


(por) Edison Borba



E o silêncio se fez! Os gritos do 5º andar cessaram. Não se ouvirá mais lamentos.  No edifício se fez silêncio, um mortal silêncio. O que nos incomodava e até irritava, silenciou! Acabou! Morreu! Sim! A angustiada mulher do andar cinco, se calou para sempre. Seu corpo foi encontrado inerte entre a cama e a parede. Olhos entreabertos e, de seus lábios havia ainda uma sensação de quem pedia socorro. Suas lembranças, suas visões, seu tormento e seu sofrimento, acabaram. Um sentimento de culpa tomou conta de nós  que habitamos o prédio, ninguém jamais a socorreu (incluindo eu). Houve bombeiros, polícia, médicos e até socorristas mas nenhum amor chegou para ela sob a forma de um abraço. Adeus vizinha do quinto andar! Desculpe pela nossa inércia e o nosso medo. Essa noite houve um silêncio assustador nos corredores do nosso antigo prédio. Faltaram seus gritos, seus apelos e a sua voz. Restou uma imensa dor em cada morador que nunca conseguiu entender a sua grande dor.