segunda-feira, 13 de maio de 2019

NINGUÉM QUER PERDER TEMPO! QUE TEMPO?


(por) Edison Borba







Um telejornal, esses do horário da manhã, apresentou o resultado de uma pesquisa que apontou para – na sociedade moderna, ninguém quer perder tempo! Porém, perguntamos: que tempo? O resultado da pesquisa nos dá a impressão de que o “tempo” é algo sólido, que podemos segurar, prender ou gastar como eu quiser. Mas tempo não é isso. Tempo é algo que não há como guardar, acumular ou perder. Como eu posso perder aquilo que eu não posso reter. As primeiras palavras desse texto foram escritas a alguns segundos que já não me pertencem. Quando eu consigo adiantar algum compromisso, e afirmo que me sobrou tempo para sentar-me à beira mar e saborear um gostoso sorvete, não se enquadra no mundo da Física. Porque o que supostamente ganhamos já começamos a perder, imediatamente, após o termino do compromisso, quando estamos à caminho da sorveteria. O tempo é retilíneo, não para nunca, seguindo sempre o tique – taque dos ponteiros dos segundos. Se eu ganho, eu gasto imediatamente após ganhar, logo nada pode ser acumulado quando se trata de tempo. Estou aqui frente ao computador escrevendo, gastando o tempo que tenho de vida e que eu poderia estar lendo, mas ao ler, estarei perdendo um tempo que poderia estar na praia, logo em se tratando de tempo, o ganhar e o perder estão no mesmo plano.

REFERÊNCIAS FEMININAS - o livro

Apresento aos meus amigos meu novo livro REFERÊNCIAS FEMININAS  
Editora PoD / 2019 - Um mergulho no mundo feminino!

domingo, 12 de maio de 2019

A ARTE DOS ENCONTROS

(por) Edison Borba
Marcar um encontro exige arte. É preciso planejar dia, hora e local em concordância com quem será encontrado. Há grandes diferenças e até sutis diferenças entre o encontro entre amigos e o encontro de amantes. Um para se tratar de negócios e outros para um café num fim de tarde. Cada um deles exige uma preparação que envolve o visual, a roupa, o perfume e todos os acessórios que serão adicionados ao corpo, e também o emocional, que vai da tranquilidade até ao desespero. Pode acelerar o coração causar suores nas mãos ou simplesmente nos deixar relaxados. Os horários também são muito significativos na arte dos encontros. Sob o sol do amanhecer ou no crepúsculo do anoitecer aos que são marcados à noite, cada um tem um significado diferente. Sob a luz do sol ou sob o luar. Na orla sob o vento marítimo ou no campo sentindo o aroma das flores. Encontros misteriosos, apaixonados ou emocionados, mas nunca apressados. Existem aqueles que acontecem ao acaso. Os imprevisíveis, que ocorrem numa estação de trem, ou na saída de um teatro, esses são muito interessantes. Um esbarrão, uma troca de olhares e duas almas se juntam para sempre. Nunca menospreze a força de um encontro. Quando duas pessoas ficam frente à frente, não importa onde, quando ou o motivo, muitas mudanças podem acontecer no universo. Portanto estejamos sempre preparados.

sábado, 11 de maio de 2019

UMA MULHER INESQUECÍVEL!









Em 1915, numa cidade do estado do Rio de Janeiro, nasceu uma menina que foi batizada como Conceição, pelo dia do seu nascimento, 8 de dezembro. Conhecida como Zefa pelos familiares e amigos e registrada (depois de adulta) como Hilda, nome que ela mesma escolheu ou simplesmente mamãe, minha mãe.
Sua trajetória neste planeta passou pelas águas do rio Doce, em Cachoeiro do Itapemirim, pelos manguezais de Vitória (ES) onde foi catadora de caranguejo. Operária das fábricas de tecido e de chapinhas, aqui no Rio de Janeiro, ela cresceu entre seus 16 irmãos, dos quais ela era a mais nova.
Dotada de grande facilidade de expressão, mesmo com pouca instrução escolar,  foi a primeira feminista que conheci. Inimiga das injustiças sociais, não aceitava discriminações. Criou seus três filhos sob valores da justiça e dos direitos humanos. Lutou muito por sua família e amigos. Amava e cantava repertório de Dalva de Oliveira. Sempre defendeu os direitos da mulher, “naqueles tempos”, ela já possuía um discurso e atitudes de “empoderamento”
Nasceu e viveu fora do seu tempo! Cedo, adoeceu e morreu! Porém nos deixou um grande legado de sonhos por uma Pátria melhor!
Dona Zefa! Ainda lembro dos seus cantares, enquanto lavava roupa (muitas roupas) e as colocava para secar no varal. Lençóis branquinhos como as nuvens do céu, onde ela está morando.
Mamãe eu peço a sua benção para seus filhos, netos e bisnetos!
******EDISON BORBA

UMA FAMÍLIA ESPECIAL



OS BORBAS e o DIA DAS MÃES

Viemos de Portugal, através de Deolinda e João
Aqui nos aclimatamos, crescemos e prosperamos
Filhos, netos, bisnetos. Primos, tios e sobrinhos
Família crescendo a cada dia, cada mês e com o passar dos anos.

João pai e João filho e depois o Oswaldo, o conhecido Vadinho
Antonico e Maria, Newton e Amélia todos filhos do casal
O Manoel – “Duduca” e Lourival e por último Osmar
O mais novo de um grupo, muito grande para amar.
Os Borbas cresceram tanto que é difícil saber o nome de todos eles,
Tem professor, tem Diácono e também tem Doutor
Uma família que se orgulha de ter muito trabalhador
Família de gente ética e ordeira
Uma verdadeira família brasileira!!!
******
Na foto – vó Deolinda Borba e netos!
Os Borbas desejam a todas as famílias do Brasil um LINDO DIA DAS MÃES – FELIZ DOMINGO 12 DE MAIO DE 2019.

****** Edison Borba, filho do Oswaldo (Vadinho).

sexta-feira, 10 de maio de 2019

CUIDADOS COM A VIDA

(por) Edison Borba




Na busca por uma melhor aparência, vivemos sob uma preocupação com o que devemos vestir. Quando escolhemos roupas, procuramos que sejam adequadas socialmente mas também em relação ao local. Roupas leves para o verão e pesadas para o frio. Até a cor nos preocupa, para estejamos razoavelmente na moda. Os perfumes, sabonetes, produtos de maquiagem, cremes e até shampoos também são uma preocupação constante. Eu, também penso sempre no que vestir e calçar. Escolho o perfume mais discreto para ser sempre bem recebido nos lugares que frequento. Assim somos nós! E não estamos errados! Precisamos nos cuidar, até como uma forma saudável de viver. PORÉM, (sempre tem que ter um porém) será que escolhemos bem os nossos pensamentos e as nossas palavras? Será que sabemos a hora de agradecer e de demonstramos gratidão? Será que nos perfumamos com alegria e fé e usamos roupas que transmitem o nosso respeito em relação ao nosso próximo, para que não haja nenhum preconceito da nossa parte em relação aos nossos irmãos? Vale a pena pensar nisso, quando estivermos diante do espelho!

quinta-feira, 9 de maio de 2019

OS OUTROS


(por) Edison Borba



Em todo mundo existe um grupo de homens, mulheres e até crianças que dificilmente serão indicados para receber algum prêmio Seus rostos não são vistos em capas de revistas e suas caras “não dão as caras” na ilha da fantasia. Não aparecem nos rótulos dos produtos de beleza e de limpeza. São os famosos sem nome. São os sustentáculos, os alicerces os donos de cenas, nem sempre boas de se ver. Dificilmente conseguimos saber suas identidades. Eles trabalham em silêncio. Nas grandes tragédias, aparecem ao longe, complementando a paisagem, como aconteceu há poucos meses em Brumadinho. Alguns, vez por outra, roubam à cena e causam impacto, como a mulher que pilotou o helicóptero no salvamento de uma vítima da explosão da barragem em MG. Às vezes aparecem resgatando um cãozinho que caiu num rio ou cuidando de uma criança abandonada. Minha homenagem aos grandes trabalhadores da arte de representar a vida como ela é. Sem eles algumas tragédias seriam bem mais graves, como a professora que morreu salvando seus alunos de um incêndio. Aplausos muitos aplausos para esses grandes astros e estrelas, cujos nomes esquecemos, e que sutilmente deixam suas marcas nas grandes obras da dramaturgia da vida.