quinta-feira, 11 de julho de 2019

O PAÍS DO TROCA TROCA!


(por) Edison Borba

Quando Cabral, o Pedro, aqui chegou em 1500, dizem que houve um troca troca entre os portugueses e os nativos. Toma um espelhinho e eu te dou uma mandioca. E assim, naquele momento ficou declarado que a nova Terra seria o paraíso do “toma lá dá cá”. O tempo passando e todo mundo trocando. Reis, rainhas, príncipes, princesas, vassalos e o povo todos numa orgia imperial. Veio a república e nada mudou, ou melhor se institucionalizou. Com a chegada da democracia, a coisa se tornou tão comum que ninguém mais achava estranho, porque com a criação dos partidos, virou moda um senador trocar com um deputado. Um vereador barganhar com o prefeito. As Câmaras se transformaram num grande mercado onde a moeda é o poder. Troco dois votos por um assessor! Um leilão infernal! Tenho um cargo mas preciso de cinco parlamentares votando a favor. E foi assim, que muitos e muitos presidentes conseguiram ficar anos e anos no governo, sempre garantindo seu lugar na cadeira, mantendo atualizado o sistema do troca troca, instituído por Lei em 1500. E, finalmente, em 2019, o sistema tornou-se "patentiado" por grandes empresários e até com chancela mundial. Assim, o troca troca, firmou-se no Brasil e o sistema do toma lá dá cá definitivamente legalizado, possibilitando que uma grande reforma fosse aprovada! Quem dá mais! Gritava o leiloeiro! Tudo acontecendo dentro da maior “legalidade” possível. Todos os partidários, isto é, homens e mulheres dos partidos, foram para casa sorridentes ganhando cada um, uma fatia do bolo. Agora, é hora de se empanturrarem com as delícias governamentais. E o povo? Que povo?

quarta-feira, 10 de julho de 2019

COMO EU FAÇO?

(por) Edison Borba.





Às vezes quando estamos enfrentando algum tipo de problema e não conseguindo encontrar uma saída, colocamos a culpa da nossa dificuldade em outras pessoas, geralmente àqueles que estão próximas a nós. Outras vezes, nos colocamos na condição de “coitadinhos” e choramingamos pelos cantos repetindo “ninguém me ama ninguém me quer”, ninguém entende a minha dor. Sem dúvida, em relação à dor, ninguém entenderá a MINHA dor, ela é só MINHA e somente EU saberei dizer o que estou sentindo. Porém, culpar outras pessoas (quando não houver uma implicação direta) ou adotar a condição de “coitadinho” não irá resolver. Mesmo diante do sofrimento, precisamos recorrer a quem poderá nos ajudar. Deus! Orar, pedir com força, com fé e com amor! Deixar fluir do coração toda dor que nos consome! Entregar-se nas mãos do Senhor e agir. Isso mesmo, agir! Sair em busca da solução. Unindo Oração e ação a resposta chegara, as portas se abrirão e de alguma forma a solução será encontrada.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

A MELHOR OPÇÃO

(por) Edison Borba





Tá com calor? 
Sorvete pode ser uma solução!
Tá com frio? 

Casaco e um gostoso quentão!
Tá com fome? 

Saladinha bem verdinha! 
Acompanhada de muito arroz e feijão!
Tá com sede? 

Beba água filtrada! Não precisa ser gelada!
Você se sente sozinho? É caso de solidão?
Segura na mão de Jesus  e deixe que ele ocupe, todo o seu coração!!!

OS ESQUECIDOS



(por) Edison Borba.


Na zona rural da cidade de Cristalina, em Goiás, a senhora Maria Vaneide, nascida em 1961, conseguiu neste mês de julho de 2019, o seu registro de nascimento. Ela esperou 58 anos para ser reconhecida como brasileira. Esta notícia foi apresentada em, 5 de julho, pelo telejornal do SBT.
Um pouco assustada, diante das câmeras, ela não soube dizer o que mudaria em sua vida, ao ser reconhecida como cidadã. Coube à Equipe de Telejornalismo da emissora, enumerar as vantagens que a Dona Maria, passará a usufruir a partir desse momento.
Quantos brasileiros encontram-se na mesma situação desta senhora? Eles não existem nem para o “arquivo morto”!
E agora José? O tempo passou, o mundo evoluiu, dizem até que todo mundo está conectado. Será? Os esquecidos, não aparecem em selfies, não estão registrados, eles nem são notados!

sexta-feira, 5 de julho de 2019

MORREU DE PROPÓSITO!


(por) Edison Borba


Diariamente nos telejornais, nos noticiários radiofônicos e nos textos de jornais encontramos esse tipo de observação: “a vítima não resistiu e morreu”. Fica para o leitor e ouvinte a sensação de que o ferido, propositalmente, não resistiu, e ao morrer prejudicou o bandido.  Resistir é uma obrigação do “doente”, o ferido tem a obrigação de lutar para se manter vivo, e não criar mais problemas para os meliantes.
Sugiro aos jornalistas que ao relatarem um crime, dispensem o “não resistiu” e usem: “a vítima morreu!” Dessa forma, fica claro que houve um assassinato! E ponto final!
Existem alguns vícios, muito comuns nas matérias jornalísticas, que não consigo entender. Apesar de saber que temos que respeitar um padrão ético a ser seguido pelos informativos, já é hora de revermos a linguagem usada, que permanece, mesmo com o grande avanço tecnológico. Outra questão interessante são as entrevistas concedidas aos criminosos, que se tornam famosos pelos atos que cometeram. Alguns debocham da sociedade, riem e fazem escárnio. Criminoso não merece entrevista!
Quando os jornalistas conversam com algum parente ou amigo da vítima, o relato acontece em torno da beleza e bondade do morto. A dor e as lágrimas são colocadas em primeiro plano e nada é perguntado que possa ajudar à polícia na solução da tragédia.
Volto a afirmar, que sei das regras que norteiam o trabalho dos profissionais da imprensa, mas diante de tanta modernidade, já está na hora de se discutir as novas formas de fazer jornalismo.
Não resistiu! Morreu de propósito só para prejudicar o bandido! Assim é demais!


quinta-feira, 4 de julho de 2019

AS DUAS PONTAS


(por) Edison Borba



A nossa vida está escrita entre duas pontas, uma que corresponde ao dia da nossa concepção e a outra que se estabelece quando morremos. Entre elas está o que chamamos de viver. Ainda no útero da nossa mãe, iniciamos a caminhada. Durante nove meses vivemos abrigados num paraíso protegidos e alimentados sem termos necessidade de lutarmos para sobreviver. No momento que respiramos por nossa própria conta, usando nossos pulmões se inicia a luta para manter as reações vitais. Importante lembrar que a nossa caminhada será solitária, mesmo que tenhamos amigos, amor, carinho ao nosso redor, a linha é nossa e caminhamos sobre ela absolutamente sozinhos. À medida o tempo passa, vamos conquistando, realizando, construindo e ao mesmo tempo a linha vai se encurtando. Interessante que mesmo diante dessa verdade, alguns de nós ainda vivem como se o final da linha nunca chegasse. Há, os que se “acham” imortais e inatingíveis. Eles não percebem o gradativo encurtamento da vida, e que ao se chegar ao seu final, o que realmente vai valer será a forma como caminhamos nessa corda bamba. Conquistaremos uma lápide, onde estará escrito um nome e duas datas, que correspondem às extremidades da nossa linha: uma estrela e uma cruz. A estrela anunciando a nossa chegada, que sempre vem cheia de esperança e a na outra haverá uma cruz, nada além de uma cruz, significando que só conseguimos carregar a nossa própria cruz, nada mais que isso! Nada! Nada!




segunda-feira, 1 de julho de 2019

LÍNGUA VENENOSA

(por) Edison Borba


A nossa língua é algumas vezes portadora de perguntas, elaboradas pelo nosso cérebro, que acredito ela ( a língua) sente-se envergonhada. Você está mais gordo? Você emagreceu? O que houve com a sua pele? Passou no concurso? Seu filho vai bem na escola? Fizeram às pazes? O que houve com o seu cabelo?
Essas e outras dezenas de perguntas, são repetidas diariamente. Eu também as fiz e ainda faço, mesmo que viva me policiando. E vamos ser honestos: “algumas vezes já sabemos a resposta, que nem sempre é boa para o nosso questionado”. Mas, mesmo assim perguntamos sem nenhuma piedade. Por que fazemos isso? Distração? Maldade? Vingança? Falta de educação? Seja qual for o motivo, todos são condenáveis. Se houver realmente preocupação sincera, honesta e cristã para que alguma dessas perguntas sejam feitas, que venham acompanhadas de uma palavra de conforto, de ajuda, de amizade e de amor, caso a resposta nos revele um momento infeliz.
Sempre que possível devemos evitar perguntas sutilmente ferinas, algumas vezes (aparentemente) acompanhadas com certa mordacidade e alguma maldade da nossa parte. Não é uma atitude cristã colocarmos alguém em situação constrangedora. Vamos todos nós praticar o exercício do amor ao próximo?