terça-feira, 20 de agosto de 2019

FAZENDO PARTE DA HISTÓRIA

(por) Edison Borba

É interessante, quando revolvemos olhar a nossa trajetória de vida e descobrimos que fizemos parte dos acontecimentos, que hoje são narrados nos livros. Há dias escrevi sobre a pulseira de minha mãe doada por meu pai para o "bem" das finanças do Brasil. A partir dessa história, lembrei-me que aos 20 anos, sai de casa e me dirigi para a Central do Brasil. Era uma sexta feira, dia 13 de março de 1964 e João Goulart  iria falar. Fui criado numa família "getulista". Meus pais viam no Senhor Vargas um líder, dessa  forma desenvolvi a admiração por Jango, que meus diziam ser o filho do Getúlio. Estimulado por uma amigo que fazia parte do sindicato dos bancários, cheguei à Central do Brasil e fiquei extasiado diante da grande multidão. Estava lá, por curiosidade e admiração ao Jango. Nada sabia sobre questões partidárias. Eu, emocionei-me diante da multidão e dos oradores, entre eles Leonel Brizola. Retornei à minha casa entusiasmado com o que tinha ouvido. Porém, tudo mudou num piscar de olhos. Hoje, relendo a nossa História, sinto um imenso orgulho de ter estado na Central do Brasil, naquela sexta - feira, 13 de março de 1964.







EU SOU O CARA!

(por) Edison Borba

Há tempos, um conhecido ator de uma importante Emissora de Televisão Brasileira, vem se comportando de forma grotesca, indelicada e até podemos afirmar, quase canibalesca. Cuspir no rosto das pessoas, agredir verbalmente até companheiros de profissão além de provocar escândalos em lugares públicos onde ele, quer ser o "dono do pedaço", obrigando que outros frequentadores do mesmo local, se submetam aos seus caprichos. Infelizmente ele,  se acha o cara, o galã, o maioral, aquele que está acima de tudo e de todos e portanto pode humilhar a quem quer que seja. Seu emprego está garantido, sua imagem está nas telinhas e sua carteira faz calar os mais fracos. Chega! Basta! Até quando essa pessoa continuará a afrontar à sociedade de bem, os trabalhadores honestos com a sua empáfia. Até quando ele terá espaço na telinha camuflando-se de "ator" desonrando uma classe que se faz respeitar pela excelência do trabalho e não por escândalos que só denigrem os que comungam da mesma profissão. Está na hora de parar! 




AMOR EM RISCO!

Um BASTA AO FEMINICÍDIO!
(por) Edison Borba


Tiros, gritos, mortes e mortos
Música, dança e amores
Sofrimento, lágrimas e dores
Por que matar o amor?
Seja ele preto, branco ou colorido
O mundo enlouquece
Produzindo angústia
Nas ruas, avenidas e becos
Caçando amantes matando amores
Preconceitos nas casas nos bares nas ruas
Nenhuma morte apagará o amor
Nenhuma dor emudecerá os amantes
Nenhuma violência impedirá a liberdade
De ter amor de verdade, livre sem amarras
Sem segredos, medos e preconceitos
Sem terrorismo e sem terror contra o amor
Amor à vida, à paz, à alegria, as cores e a harmonia

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

AS FÉRIAS DA MINHA VIDA

(por) Edison Borba

A atriz Queen Latifah, entre os diversos filmes de sua careira, um deles o "As Férias da Minha Vida" nos leva a uma boa reflexão sobre a a maneira de viver. Informada por médicos que era a portadora de uma doença terminal, ela resolve viver de outra maneira, isto é, viver sem barreiras e colocando em prática seus sonhos e desejos. Sem dúvida, trata-se de uma história já bastante explorada pelo cinema, mas que sempre vale à pena pensarmos sobre essa questão. Quantas vezes deixamos de realizar desejos e correr atrás dos nossos sonhos, adiando sempre como se a nossa vida fosse eterna. Falta de tempo,  excesso de trabalho, muitos compromissos em agenda e quando nos damos conta o tempo passou. Tenho uma amiga, que, quando o assunto era viagem, ela se orgulhava em dizer que após à sua aposentadoria, sairia viajando sem pressa e conhecendo os mais belos recantos do Brasil. Infelizmente, a sua aposentadoria, coincidiu com problemas de saúde, que a impedem de viajar. Conversando com ela, faz pouco tempo, senti em sua voz uma profunda mágoa. Evitei ser deselegante repetindo aquele horrível pensamento: "bem que eu te avisei".
Sem dúvida, devemos nos prevenir, termos bom senso e não passarmos dos limites quando o assunto for dinheiro.  Mas, adiar sonhos, quando é possível realizá-los, pode acontecer esse tipo de contratempo. Portanto, devemos sempre que possível gozarmos à nossa vida dentro das nossas possibilidades, não adiando aquilo que podemos fazer hoje.

UM RIO DE MORTES!

(por) Edison Borba

O Rio de Janeiro, de janeiro à janeiro
Nada mais é que um rio de mortes
Morre o jovem estudante
Morre o trabalhador
Morre a menina no colo de sua mãe
Só não morre quem tem sorte
de não ser atingido pelas garras da morte
Sangue sobre livros e cadernos
Sangue sobre a bola de futebol
Sangue sobre o asfalto
Rio de Janeiro, um rio de sangue
Dor, horror e tragédias
A dor pela morte do irmão, não pode ser em vão
Dor de um avô enterrando seu neto
É absurdo! É verdadeiro! É concreto!
Justiça grita o povo de comunidade
Justiça grita o povo que mora nessa cidade

FATOS sem FOTOS

(por) Edison Borba

Existem fatos "históricos" brasileiros que não recebem pelos estudiosos a devida atenção em relação à sua influência sobre a memória de um povo. Um deles é o "OURO PARA O BRASIL" que se desdobra no "Legionários da Democracia". Quando escrevi a poesia "A PULSEIRA", quis retratar a minha família no contexto da nossa História. Em junho de 1964, o povo brasileiro foi estimulado a doar ouro para o País, alegando-se a falência nacional. Usando como slogan "A Democracia Precisa de Você", o recém instalado governo militar levou milhares de pessoas a doarem jóias, dinheiro, cheques e até automóveis. Brasileiros de todas as regiões atenderam ao pedido do governo, incluindo meus pais que doaram uma pulseira de ouro de minha mãe. Em troca, ganharam uma aliança de metal com uma gravação "Legionários da Democracia". Milhões foram arrecadados para os cofres públicos, e o povo não obteve resposta em relação ao seu ato de amor à Pátria. Como ficou a percepção e o sentimento dos trabalhadores que doaram objetos que além do valor financeiro, também estava envolvido pelo valor sentimental? (vide a pulseira da minha mãe). Fatos como esse juntam-se a muitos outros, que ao se somarem refletem no Brasil de hoje. Foram tantos os engôdos, as iscas, as armadilhas e os golpes aplicados sobre a população, que os brasileiros nascidos em décadas passadas fazem com que, os brasileiros mais "vividos", sintam esse  País de forma diferente. Ter vivido a História, estudar a História e estar vivendo à História, devem ser fatores complementares na busca de uma Nação mais humana. Nesse momento em que o País vive uma séria crise de identidade, torna-se necessário que todos sejam capazes de ouvir, pensar, interpretar  e conversar sobre o que ainda nos resta fazer, agir, trabalhar para que possamos um dia nos orgulharmos de ser uma grande Democracia.




domingo, 18 de agosto de 2019

NOSSA VIDA É UMA NOVELA


(por) Edison Borba

As novelas invadem as nossas casas e atualmente é difícil encontrarmos alguém que não esteja de alguma forma acompanhando alguma delas. Após o almoço, diversas emissoras servem um vasto cardápio vespertino novelístico. Das 14 até às 22 horas, este self service oferece emoções novas e algumas retiradas do baú da saudade garantindo que os amantes dos romances televisados tenham seus apetites satisfeitos.
Cardápio mexicano, chileno e brasileiro são, os mais servidos. Alguns requentados e oferecidos por mais de uma vez.
No considerado horário nobre, os pratos são mais sofisticados. As tramas envolvem tantos e complexos amores e desamores, que algumas vezes não sabemos quem é quem nas complicadas histórias.
Brigas, traições, romances, amores, crimes, intrigas, inveja, mocinhas sofredoras, casamentos desfeitos, amores reencontrados, gravidez falsa, mocinhos inocentes, golpe da barriga, filhos desaparecidos, filhos reencontrados, tapas, lágrimas e emoções, muitas emoções.
Desde as rádionovelas, as tramas se sucedem, com poucas diferenças. Mudam os artistas. mas  os personagens de assemelham e as histórias não saem da rotina  cujo desfecho os espectadores sabem antecipadamente. Mas, mesmo assim os folhetins continuam encantando e nos envolvendo. Não podemos negar, que elm alguns momentos conseguimos assistir grandes cenas, com incríveis interpretações. Mesmo que o total da história seja água com muito açúcar, novela é feita de momentos de inspiração do autor e dos intérpretes. E quando o ator é bom e consegue incorporar bem um personagem, a novela se imortaliza!
~