quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

POESIA HORIZONTAL

(por) Edison Borba


Vivo procurando uma saída! Se faz calor, uso roupas leves, mas se o frio chegou, eu visto casaco. Se o amor foi embora, eu arrumo outro. Se tenho trabalho, vou me alegrar, porque tenho sonhos para realizar. Guardando um pouquinho, eu vou chegar lá. Se os políticos são maus, eu vou repensar, no voto que eu dei, talvez sem pensar, preciso lutar para modificar. Se me acomodo: Envelheço! Esqueço! E me aborreço! Procuro achar a mágica fórmula, para acertar, enquanto procuro não me acomodo. Buscando saídas, eu vou enfrentando o dia a dia e, a cada dia eu vou melhorando. E dessa forma, usando a tal fórmula, as horas passam, os dias escorrem, os meses mudam, os anos seguem e, eu vou vivendo, buscando e aprendendo, realizando meus sonhos. Crescendo e crescendo. Vivendo e amando. Sem parar “pra” chorar, e nem reclamar. Me acomodar? Nem pensar! Eu quero é viver!!! E aproveitar, o bom que a vida tem para me dar! Todo dia é novo, é um novo dia que procuro viver com alegria. Aumentando a minha fé eu sigo em frente e não perco meu norte. Em Deus acredito, e com ELE comigo eu fico mais forte!



INFERNO NO PARAÍSO.

(por)Edison Borba

Nove jovens abatidos, na batida do funk
Juventude brasileira, sem eira nem beira
Gente que não é percebida
Gente que vai e vem,  sobre e desce
E não aparece, pois não constam nas listas
Não são capas de revista
São indigentes!
Essa gente se reúne e num repente 
Lançam seus corpos num ritmo eletrizante
Eles dançam o funk. Eles são o funk
Num ritmo alucinante eles são brilhantes
Se movimentam gastando energia
Numa folia dantesca, grotesca
Dos que nada mais tem a perder
Vida difícil! Trabalho ingrato! 
Salário de fome e medo dos "home"!
Era um domingo dia de pancadão
E lá se foram o jovens para o bailão
E chegam os home, de arma em punho
Quebrando o ritmo, mudando a canção
O povo vira gado! E gado a gente mata!
Encurrala atira e mata! A manada é imensa
Nove são abatidos. Pisoteados e espremidos
Morem como viveram comprimidos e oprimidos
Suas famílias choram! Pedem justiça e gritam
Enterram seus mortos e esquecem
Amanhã tem pancadão! Tem mais funk! Tem bailão!
Mais meninos e meninos seus corpos irão balançar
Vão dançar e até sonhar que um dia alguém poderá
Fazer tudo isso mudar!
Vale a pena sonhar, rezando para não acordar
Caído  num beco ou viela dos muitos que existem
Na sua "gloriosa" favela!


terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O PECADO ESTÁ AO NOSSO LADO!


(por) Edison Borba



É interessante o número de pessoas que enchem as igrejas e templos, das mais diferentes religiões e crenças. Centenas de fiéis cantam e acenam para o céu numa aparente convicção de fé. Do outro lado da multidão estão os condutores do espetáculo que tentam demonstrar a sua fidelidade à Deus. Gritam, cantam, bradam numa tentativa de se mostrarem pessoas acima do bem e do mal, são os profissionais da fé. Na luta entre Deus e o pecado, em muitos casos, o último tem se mostrado vencedor, usando a vaidade como sua via de acesso ao coração daquele que deveria ser o guardião da fé. É triste vermos a palavra de Deus sendo usada sem os cuidados que ELA merece. Não posso classificar essas pessoas como "falsos" pregadores, porque alguns acreditam estar realmente no caminho certo, faltando-lhes o discernimento entre Deus e o pecado.



PRAZER DE LER!

(por) Edison Borba



Um telejornal, apresentou hoje , 3 de dezembro de 2019, às condições precárias em que se encontra a alfabetização dos brasileiros. Um problema que, segundo o noticiário, pode ser observado nos jovens e adultos. Existe uma grande dificuldade em relação a ler e entender o que está no texto. Outra tragédia está na vontade de encontrar prazer na leitura.  Foi apresentado na matéria, um professor usando fantasia e instrumentos típicos para incentivar seus alunos à literatura de cordel. O matéria termina com o desafio que o Brasil terá que enfrentar nos próximos anos, em relação aos outros países.
Como é triste essa situação! Temos a ilusão que devido o grande uso dos modernos veículos de comunicação que estamos vivendo uma era de "amor à leitura". Ledo engano! Fica o desafio: o que fazer para mudarmos esse universo brasileiro? Como estimular nosso País a desenvolver o prazer pela leitura?

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

A DOR É MINHA ...

(por) Edison Borba
                                 

Uma simples dor de cabeça, aquela que vem devagarzinho e passa o dia todo com a gente, incomodando, aborrecendo tirando-nos o prazer de viver. Essa dor tão comum, que acomete um grande número de pessoas, é simplesmente única. Cada um tem a sua própria dor de cabeça.
Outras dores que invadem nosso corpo deixando-nos incomodados com um dente, rins, estômago ou qualquer outra parte do organismo é sempre individual. Ninguém saberá jamais avaliar o que sente o outro. “A dor é minha em mim doeu” afirmou o poeta.
Porém, existem situações em que o corpo não está doente. Nenhuma parte dele está desorganizada. São questões que provocam dores violentamente fortes e difíceis de ser entendidas e curadas. Elas acontecem fora do nosso corpo, são situações que nos cercam e que se transformam em algo muito maior que uma dor orgânica. São fatos, acontecimentos, coisas que fogem ao nosso controle, mas que nos atingem como bombas nucleares. Machucam, sangram, deixam cicatrizes e é necessário que haja muita força para aceitá-los e conviver com as marcas que ficam em nossa vida. 
Enumerar essas dores é impossível, mas citar algumas pode nos indicar à sua delicada forma de nos fazer sofrer, como: Arrumar o quarto do filho que morreu. Ficar sozinho vendo seu amor ir ao encontro de outro alguém. Ser acusado por algo que não se fez. A ingratidão, principalmente de quem gostamos muito. Ser discriminado. Desconhecer o paradeiro de alguém querido.
Essas e outras dores, são difíceis de explicar, elas ultrapassam a carne, entram pelo corpo físico e atingem o espírito, a alma, o âmago causando um sentimento muito maior do que uma dor física. Não existe na medicina, analgésico capaz de diminuir o sofrimento causado por esses males.
O tempo, a fé, a ocupação com tarefas de utilidade pública, o cultivo de flores são algumas formas de cicatrização para essas feridas. Cada um deve buscar uma forma de remédio para sanar suas dores. Transformá-las em amor por algo, alguém ou até um animal pode minimizá-las. Mas, as marcas causadas serão cicatrizes que jamais deixarão de existir.


domingo, 1 de dezembro de 2019

PARTIDAS & ACENOS


(por) Edison Borba


Todos os dias nos despedimos
São acenos, abanos de mãos e apertados abraços
Despedidas leves ligeiras apenas passageiras
Idas para o trabalho, escola ou pequeninas viagens
Coisas simples, bobagens do dia a dia 
Nada especial! Aquilo que achamos "normal"
Partimos e voltamos ao mesmo lugar
Onde (ainda) existe amor que nos faz ficar ...
Porém existem partidas que acontecem devagar
Cada dia um pouco mais ... sem vontade de ficar
Despedidas lentas, vagarosas e dolorosas
Um até logo! Amargurado...
Até amanhã! Torturado ...
Despedidas mentirosas ...
Que envolvem dúvidas e corações repartidos
Amores "vencidos" pelo tempo mal vivido
Essas partidas são dolorosas. Elas envolvem dúvidas
Incertezas de quem quer ir, e não sabe o que fazer
Ficar já não é mais possível e a partida uma incerteza
Virar a página! Bater à porta! Escrever outra história!
Retirar da memória momentos felizes
Arrancar as raízes. Fechar uma porta.
Seguir em frente, arriscar novamente
Uma nova investida,
Levando a dúvida de uma "nova" partida!


AMIGOS & AMIZADES

(por) Edison Borba


Com a chegada do final de mais um ano, os encontros, as festas, as brincadeiras, a troca de presentes se duplicam. Revemos pessoas com quem convivemos e faz tempo não encontramos. É tempo de amigos & amizades. Pensando nesse tempo de festas escrevi o seguinte:

Creio que encontrei um amigo ou será amiga? Amizade não pode ter nexo e nem sexo!
Amigo ou amiga; qualquer que seja a identidade, amizade não pode ter nem idade!
Não existe mas e nem menos. Nem talvez e nem porquê.
Sem discussões para se abrir concessões: amigo é amigo – ponto final!
Em todas as ocasiões! Amigo velho ou velho amigo! É uma relação cristal sem máculas, manchas ou arranhões.
Amigo é transparente, envolvente, sempre presente para rir ou chorar!
Quando se tem amizade por alguém que é de fato, todo encontro é sempre um “barato”!
Nos faz contente, mesmo que esteja frio ou muito quente
Amigo é coisa de gente que sabe amar, sem limites nem preconceitos. Sem segredos, medos, melindres e coisa e tal ... e tal e coisa ...
Amigo é o que é! Tem que se ter certeza da grandeza da amizade!
O que ele é? É o que ela é? O que eu sou? O que importa?
Vamos comemorar, abraçar, dançar e nos alegrar com a maravilha
Que é ter amigos, bênçãos Divinas!