sábado, 25 de dezembro de 2010

ESTÁ CHEGANDO A HORA!

Mais uma vez é Natal...
Hora de dizer que amamos,
Que adoramos a paz!
Hora de falar de amor,
De saudade e amizade.
Hora de expressar bondade,
Dar presentes
Lembrar dos ausentes.
Abandonar as mágoas,
As desavenças,
E as brigas.
É chegado o momento
Do sacramento, exaltar!
Nasceu Jesus
Nosso amigo,
Companheiro,
Conselheiro,
Aquele que vem primeiro,
Que qualquer soma em dinheiro.
É hora de presentear papai, mamãe e parentes.
Filhos, filhas e sobrinhos.
Os netos não podem faltar.
Amigos estão na lista do quanto eu vou gastar!
Nada disso companheiro!
Não gaste o seu dinheiro!
Dê abraços, dê seus braços.
Dê amor e amizade. Dê carinho e bondade.
E para matar a saudade, procure se comunicar.
Mande cartas, telegramas, emails e bilhetinhos.
Mande cartões!
Mande beijos!  
Tudo com muito carinho!
Agindo assim você vai, alegria espalhar.
Jesus ficará feliz! E você economizar.
Economia em dinheiro.
Mas não em amor verdadeiro,
Que deverá vir primeiro no ano que vai chegar!

              Edison Borba



                                                                               

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

CONVERSANDO SOBRE PROJETOS


Todas as vezes que pensamos em projetos, aparecem em nossas cabeças, propostas grandiosas e difíceis de executar. Imaginamos custos elevados e situações complicadas que deverão ser vencidas.
Porém, podemos imaginar formas simples de resolvermos situações aparentemente complicadas, para as quais ao usarmos criatividade e  imaginação realizamos um projeto, sem nos darmos conta do nosso feito.
Recebi um email sugerindo a utilização de folhas de jornal para substituirmos o uso de sacos plásticos para o lixo caseiro.
A técnica proposta foi o origami. Usando dobraduras podemos transformar o jornal em sacos de lixo. Preferencialmente lixo seco (pedaços de papel, pano, resíduos domésticos encontrados no chão após a limpeza, etc). A sugestão é simples e nos ajuda a resolver problemas ambientais. Podemos considerar essa idéia como uma proposta inovadora? É bom pensar sobre isso!
Outras vezes, o projeto surge no nosso conteúdo programático. Uma nova forma de abordar um assunto antigo pode se transformar em um projeto.
Há tempos, conversando com uma colega professora de Língua Portuguesa, pensamos nas questões afetivas e a tecnologia. Seria possível analisarmos as comunicações amorosas, através dos diversos mecanismos que os enamorados usavam e usam até os dias atuais?
Meus avós provavelmente se comunicaram através de bilhetes ou cartas manuscritas. Depois vieram as máquinas de escrever, os telefones, as máquinas de fax, os telefones celulares e a internet. A cada dia, as juras de amor aumentam de velocidade. Será que essa questão pode se transformar num projeto?
Seria interessante que os alunos lessem romances de diversas épocas e assinalassem as formas de comunicação usadas pelos amantes através dos tempos. E depois? Quando estivermos no ano dois mil e noventa? Vamos imaginar algum tipo de máquina ou de mecanismo além do que usamos hoje?
Quando lecionava no Colégio Méier, nos anos setenta, um aluno da 8ª série imaginou uma casa do futuro construída no fundo do mar. Ele pensou em diversos mecanismos para permitir que os seres humanos pudessem viver nesse ambiente para o qual nosso organismo não possui mecanismos  de sobrevivência.
Apresentamos o projeto numa exposição de ciências, não fomos premiados, mas o projeto do meu aluno causou muita polêmica.
Acredito que naquela época provocamos nas pessoas que visitaram a feira, muitos questionamentos sobre a sobrevivência humana.
Existem áreas do saber que são mais exploradas para a construção de projetos, como a Química, Física, Biologia e Matemática. É muito comum, professores de outras áreas do conhecimento encontrar dificuldades na organização der um projeto.
Como poderíamos imaginar um projeto para Língua Estrangeira? Sociologia? Artes? Educação Física? Geografia?  História?
Pensando isoladamente pode ficar difícil, mas se imaginarmos que não somos seres isolados, podemos solucionar o problema através da multidisciplinaridade e  interdisciplinaridade. Somando conhecimentos e saberes podemos imaginar “coisas” incríveis para a melhoria da qualidade de vida no nosso planeta.

Edison Borba.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

ELA

           Palco
           Luzes
           Mãos
           Pulseiras
           Bethânia!
Encantamento
Mulher
Menina
Senhora
 Maria!
          Louvores
          Cantares
          Emoções
          Artista!
                      Força
                      Brilho
                      Magnetismo
                      Orixás
                      Iansã!
                                    Êxtase
                                    Maria Bethânia!
De Edison Borba


sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

UMA GRANDE FESTA

Dia 01 de dezembro, Rio de Janeiro, um dia de festa! Jovens estudantes se reuniram alegremente para mostrarem seus projetos. Durante um ano inteiro, essa “garotada”, orientada por seus professores, trabalharam, estudaram e se dedicaram incansavelmente para realizarem seus sonhos! 
Finalmente é chegada a hora. Como aves que saem de seus ninhos, esses jovens maravilhosos, voaram pelos céus levando na bagagem, além dos materiais de suas pesquisas, as suas crenças e convicções que ser feliz é possível!
Ah! Quanta alegria! Quanto barulho! Quantas vozes misturadas, cada uma delas tentando apresentar da melhor forma possível, como foi estudar; trabalhar e compartilhar com seus companheiros suas invenções, suas criatividades, suas idéias e criações.
Dentro de toda essa maravilhosa “parafernália” podíamos observar alguns olhares atentos vindo de rostos preocupados e cuidadosos. Pessoas discretas e sensíveis, sempre rondando e marcando o seu território como fazem os provedores em relação à sua prole. Os mestres! Os professores! Os cuidadores! Os parceiros!
Que lindo quadro poderia ser pintado! Renoir, Debret, Matisse e todos os grandes da pintura, retratariam com seus pincéis mágicos esse momento único, onde criador e criatura envolvidos pelas mesmas emoções, se contagiavam pelo amor nascido nas salas de aula.
Meu professor! Meus alunos! Nossos sonhos! Nossas vidas!
Um não existe sem o outro, sobrevivem através de uma simbiose perfeita!
Nesta 4ª feira de dezembro essa relação pode ser observada pelos olhos daqueles que amam e acreditam na educação como o processo que humaniza e transforma. Os mais sensíveis puderam perceber na pele, a onda de amor e carinho que emanava de cada participante interligando todos num só grupo, não havendo mais esse ou aquele colégio, mas jovens sonhadores e seus mestres dedicados. Que lindo dia! Que maravilhoso 01 de dezembro!
Queridos amigos, por tudo isso, por todo esse amor que nos envolveu e nos levou a trabalhar e a produzir mais do que projetos; conduziu-nos pelos caminhos da amizade é que parabenizamos  os que participaram desse grande acontecimento.
Com medalhas e ou sem medalhas somos todos vencedores! Nossos sonhos valem ouro! Nossa fé não pode ser abalada! Nosso compromisso com a educação é constante! Quem tem alma de educador sabe do compromisso que tem com o sorriso de cada aluno! Com sonho de cada jovem!
Mais um ano se aproxima e com ele renovamos planejamentos, aulas, programas pedagógicos, material didático, agendas e também os nossos sonhos!
Mais projetos, mais pesquisas, mais perguntas, mais alunos, mais explicações, mais VIDA!
Obrigado a todos os que acreditaram e continuam, acreditando no Programa Inovar Para Crescer nas Escolas.
Obrigado a todos que não perdem as esperanças!
Obrigado aos que possuem a “mania” de sonhar!
Sinceramente muito obrigado pelo prazer em conhecer esses “loucos” por educação que formam a grande família PINCE!

Cordialmente Edison Borba - Professor.
Rio de Janeiro, 01 de dezembro de 2010.
         

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

SENHORAS DONAS PARTEIRAS

Mariana, Zezé, Maria, Sebastiana, Rozinha, Severina, Piró e Josefa são algumas entre tantas outras mulheres de mãos santas que ajudam a chegar ao mundo, diversos brasileirinhos. São as parteiras!  Essas mulheres estão desaparecendo. As  mudanças culturais onde as conversas familiares se tornam cada vez mais escassas seus conhecimentos estão deixando de passar adiante. Conhecimentos que seguem de avós para filhas e netas. De tias para sobrinhas e de amiga para amiga.
Entre  suas clientes encontramos meninas de doze anos, crianças que nem sabem o que está acontecendo em seus corpos e vidas. Criança gerando criança. Há também mulheres que já pariram dezenas de meninos e meninas e que ainda irão continuar com essa tarefa por muito tempo. São máquinas reprodutoras de cópias brasileiras que ficarão sem carimbo de reconhecimento e qualidade. A maioria não recebe registro de existência.
Essas sagradas senhoras, não existem apenas para o atendimento na hora do parto. Elas fazem um trabalho de acompanhamento pré-natal. Visitam suas clientes periodicamente durante a gravidez, se tornando   comadres, enfermeiras, conselheiras, madrinhas e rezadeiras. Receitam chás, banhos, benzeduras além de tantas outras coisas que garantem a sobrevivência de mães e filhos.
Durante o dia, noite ou madrugada, sob o forte sol e calor encarando chuvas e tempestades, elas vão onde existe uma vida para chegar. Todas essas mulheres possuem outros afazeres, são bordadeiras, artezãs ou agricultoras que recebem como “paga” pelos  seus serviços  presentes como galinhas, porcos, cestos de bananas, espigas de milho e potes de doces. Mas é o carinho, amor e agradecimento das famílias e o orgulho de ter trazido ao mundo tantos brasileiros, a sua melhor recompensa.
Essas senhoras, sem nenhum conhecimento científico,  ajuda tecnológica e pouco “letradas”, nos ensinam muito através de inteligentes observações sobre a vida:
            “Choro de menino novo é sinal de vida!”
“A gente não é Deus, mas recebe a ajuda dele!”
“Nossa Senhora do Parto é que me ajuda!”
“Perder um bebê dá uma dor de impotência!”
“Pai trabalha, mãe trabalha o menino que vai chegar também vai ser trabalhador!”
“Menino quando nasce já vai tomando conta de tudo!”
“Corto o cordão umbilical e solto o menino pro mundo!”
E como tem menino e menina soltos pelo mundo brasileiro, alforriados pelas mãos santas dessas santas mulheres!
Como ficará o Brasil caboclo, quando elas deixarem de existir?
Salvemos as parteiras, que através de suas ações garantem que não faltem mãos trabalhadoras para segurar a “grandeza” dessa Pátria Gentil – Terra amada Brasil!
                                        Edison Borba


sábado, 27 de novembro de 2010

E O TEMPO VAI!


Querida amiga Kika!! 
Abri o seu email agora de  manhã com a televisão noticiando a guerra na nossa cidade. Bateu saudade mesmo! Lembrei dos lençóis branquinhos, estendidos no varal. Ouvi nitidamente meus tios dizendo: "Deus te abençoe!"
Senti o cheiro da manteiga  derretendo no pão quentinho, comprado na padaria
da esquina.
Das  pipas  coloridas!  Dos cães soltos no quintal! Da bandeirinha do Brasil, que
ficava na sala da minha casa.
Da voz da minha mãe cantando Dalva de Oliveira.
De ir a pé para a escola, sem medo de nada.
Do uniforme em que na blusa branca tinha duas letrinhas EP.
Das professoras, bem vestidas, sempre sorridentes, em frente às turmas cantando
o Hino nacional.
Lembrei do jornaleiro, do quitandeiro e do baleiro: que era um amigo das crianças
e não um perigoso vendedor de drogas.
Ah! Lembrei da pipoca doce. Que delícia!Quentinha vendida na porta dos cinemas
e dos circos.
Menina!!! Que loucura!!! Perdemos tudo isso! Perdemos qualidade de vida!
Tenho pena das nossas crianças e jovens que não podem se deliciar
com coisas simples e maravilhosas e que nos trouxeram tanta felicidade!
Abraços saudosos do Edison
Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2010.


quarta-feira, 24 de novembro de 2010

MAIS UM DIA

Mais um dia de sangue no asfalto, tiros para o alto e mãos para cima.
Mais um dia de mãos algemadas, pulsos cerrados e rostos cobertos.
Mais um dia de lágrimas vertidas, de corações acelerados e corpos suados.
Mais um dia difícil de viver e fácil de morrer.
Mais um dia de mulheres chorando, crianças gritando e homens se matando.
Mais um dia de balas achadas, detonadas, espalhadas no chão.
Mais um dia de corpos sem vida, escolas fechadas e sociedade parada.
Indignação!
Aceitação!
Humilhação!
Mais um dia de rotina: ir às compras, pagar as contas, marcar um encontro.
Mais um dia de não fazer compras, não pagar as contas e não se encontrar.
Hoje não posso! Amanhã é possível! Depois pode ser!
Depende dos “home”. Depende da fome. Depende do medo.
Se não chover – apareço!
Se tiver dinheiro – compareço!
Mas se tiver tiro, bala voando, fuzil atirando vou adiando.
Hoje não posso, vai ter invasão, vai ter caveirão, vai ter confusão.
Amanhã, é provável que a comunidade faça protesto e  tenha manifesto.
Queimem pneus, peçam justiça gritando refrões – já tão conhecidos!
Espere um pouquinho, que vou assuntar,
se posso sair para trabalhar, para estudar e até namorar.
Se os “home deixá”.
Os “home” é que manda! Os “home” comanda!
Não vou reclamar. Vou me acostumar. Eu vou é calar!
Não quero ficar, na lista do lixo.
Não vou correr risco, de “cagoetar”.
                        Tem até microondas.
                        Prá gente assar.
Não vou arriscar.
                        E nem vou gritar.
Eu vou é calar ... ficar bem quietinho ... falando baixinho.
Os “home” mandaram. A gente obedece.
É só mais um dia ...
É só mais um dia ...
É só mais um dia ...
Dá para esperar!
                             Edison borba
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