domingo, 15 de julho de 2012

DUPLAS PERFEITAS

No mundo das artes, cinema, teatro, circo, televisão e literatura  encontramos casamentos perfeitos. Duas metades que se completam. Parcerias eternas.
Duas pessoas que por algum motivo se encontraram e desse encontro nasceu uma relação tão intensa, que o tempo não separa. Muitas vezes a morte, leva um dos parceiros, mas a voz do povo continua a manter os laços indeterminadamente.
Mesmo quem não saiba quem foi o inglês Stan Laurel e o americano Oliver Hardy, relaciona o Gordo com o Magro. Quantas gargalhadas esses dois incríveis e atrapalhados amigos proporcionaram ao mundo.
Crianças a adultos de qualquer parte do planeta correlaciona-os,  como também o Zorro e o Tonto. O mocinho imbatível e o seu eterno amigo índio. Juntos enfrentaram perigos, lutaram pela justiça cavalgando por verdes campos levando com eles toda a nossa imaginação.
Tarzan sem a Chita é impossível esquecer. Pode-se até não lembrar sua companheira Jane, mas a Chita, essa é eterna e viverá para sempre em nossas cabeças. Uma macaquinha apaixonante. Humanamente dócil. Inesquecível.
Nos sonhos infantis  Batman e Robin estão sempre presentes  salvando o mundo de bandidos perigosos. Em sua “batcaverna” e dirigindo o seu “batmóvel” eles nos levam por um incrível mundo de aventuras. O homem morcego só tem força quando associado ao seu amigo Robin. Quantas lutas, nós participamos com esses dois super-heróis.
Algumas duplas, não existem como “gente”. Não são pessoas nem  seres humanos, mas a sua força é tão grande que eles deixaram o mundo dos desenhos e criaram vida. Seus criadores, os desenhistas e cartunistas deram alma para o Tom e o Jerry. Impossível não vê-los como seres dotados de sentimentos. Impossível ficar impassível diante das diabruras desses dois malucos e apaixonantes seres.
No mundo das duplas, nesse encantado universo, muitas outras poderiam ser lembradas. O importante é que elas sempre trazem lições de amor, ética e amizade. Mais do que divertirem, esses seres povoaram e ainda fazem parte da nossa vida. Brigam, fazem diabruras, criam confusão, mas, no final tudo acaba bem.
No mundo que eles habitam não existe deslealdade, traição e inveja. São amigos de verdade. São unidos com as duas metades de uma laranja. São duplas perfeitas que o tempo jamais irá separar.
Edison Borba

sábado, 14 de julho de 2012

LIVROS

Atenção! Os interessados em adquirir os livros:

DOIS EM CRISE,    VARRRENDO A CASA      e    PELE

Todos da publicados através da  Editora All Print / SP podem fazê-lo através de contato direto com a Editora:



Telefone: ( 11 ) 2478.3413    São Paulo / Brasil

Os três títulos estão com suas edições esgotadas nas livrarias especializadas.



Obrigado a todos os interessados em minhas obras.

Cordialmente

Edison Borba ( o autor )

MÚSICA INFERNAL


Essa música que não sai de minha cabeça.

Trazendo desejos e emoções

Lembro dessa música

Nossa música.

Que embalou noites de amor

Que nos encantou

Música, nossa música

Hoje virou tormento

Entranhada em minha mente

Eu sou um homem em desatino

Conheço o que é a dor

Não quero ouvir

Não quero lembrar

Não quero mais essa música

Não é mais a nossa música

Nunca imaginei que um dia seria assim

Ouvir essa música em todos os instantes

Me amargurando

Me torturando

Estou enlouquecendo

Estou perdido entre os acordes

Estou mergulhando num oceano de sons

Não é mais uma linda melodia

Ela se transformou em ruídos

Barulhos

Tilintar de sinos

Um inferno que me tortura

Violando minha intimidade

Brincando comigo

Rindo dos meus sentimentos

Sou menino sem rumo

Sou um órfão em desespero

O meu amor

Que era manso

Está me deixando louco

Me machucando

Com essa música

Que era nossa música

Estou em brasa

Queimando em vida

E essa música

A única testemunha

A única e última  lembrança.

Edison Borba

quinta-feira, 12 de julho de 2012

LOUCURAS DE CHAYENE.

Eu considero-me um noveleiro assumido. Sempre que posso, assisto aos capítulos das novelas trocando de canal, para acompanhar as tramas  das histórias que são transmitidas em mais de uma emissora de televisão.
Esse hábito, ou vício herdei de meus pais, que acompanhavam as radionovelas, transmitidas principalmente pela Rádio Nacional.
Ainda guardo na memória as emoções do grande sucesso: O DIREITO DE NASCER. Toda a família reunida na sala em torno do rádio acompanhando atentamente, o sofrimento da “mamãe Dolores”, que guardava o grande segredo do Albertinho Limonta.
Noites e noites durante meses, as emoções envolvendo adultos e crianças.
Cresci neste ambiente e atualmente, as telenovelas substituíram o rádio, mas o encantamento continua o mesmo.
As reprises transmitidas no horário da tarde, algumas repetidas várias vezes. Depois seguem as das seis, das sete, das nove e das onze. Algumas vezes, surgem as mini-séries, que são as novelas em menor número de capítulos.
Os canais disputam telespectadores, muitas vezes apelando para cenas pouco recomendáveis e de pouco valor artístico. O nudismo e o sexo “quase” explícito tem substituído as boas interpretações e encobrindo textos de pouco valor. Violência gratuita, apenas para agradar ao patrocinador, também é outra vertente que serve aos maus atores e atrizes.
Por exigência de mercado, muitas vezes nos empurram pela nossa garganta, jovens descamisados e mulheres popuzudas, que se dizem artistas da interpretação.
Sem nenhum saudosismo, lembramo-nos dos excelentes textos e dos grandes espetáculos exibidos pela extinta, Televisão Tupi. Não há como não ter grandes e boas lembranças do Grande Teatro Tupi.
Mas, analisando o que temos hoje, circulamos entras as Máscaras e Carrosséis.Mergulhamos na história da Garota Travessa que entra em competição com os Chocolates Apimentados. Atravessamos a Avenida Brasil  juntos com os Rebeldes de Malhação e braços dados com o Eterno Amor, encontramos a Maria do Bairro e seguimos constrangidos para a “nova” Gabriela.
Durante esse percurso,estão as Marias , “Cheias de Charme”que nos conduzem ao mundo encantado  das boas novelas.
Amor, alegria, mistério, risos, gargalhadas, emoções, mocinhos, bandidos todos os ingredientes que transformaram esse folhetim num momento família.
Sem exageros sexuais. Sem linguagem inadequada. Muita música e com um excelente grupo de atores e atrizes, essa novela é sem dúvida uma aula de entretenimento.
Parabéns para as “empreguetes” e para as “patroetes” que sob a batuta de Chayene e sua personal amiga, tornam as nossas noites mais felizes.
Nessa hora vale a pena ser noveleiro!
Edison Borba

Sr. FRANCESCO SCHETTINO, VÁ A BORDO!

Após passados alguns meses do acidente com o navio Costa Concordia, o Sr. Francesco Schettino, reaparece para pedir desculpas por sua falta de atenção, falta de responsabilidade, falta de profissionalismo, falta de humanidade, falta de vergonha, falta de caráter.
Pedir desculpas e alegar “estar distraído”, NÃO apaga a tragédia.
Ora bolas, Sr. Francesco! Sua distração não explica o seu abandono do navio, a sua lentidão em comunicar o acidente às autoridades. Também não justifica as suas mentiras, na tentativa de camuflar a verdadeira situação, nem a sua covardia em relação ao desespero das pessoas que necessitavam de sua ajuda.
O Senhor foi omisso, covarde, desobediente, sem ética  causando indiretamente a morte e ferimentos em diversas pessoas. O Senhor provocou angústia nas famílias dos passageiros, destruiu sonhos, lesou a confiança de pessoas que acreditavam que estavam seguras sob a seu comando.
Lamentavelmente o Senhor representa uma classe de seres humanos, que massacram, oprimem, matam em seu próprio benefício.
Apesar de ser apenas o comandante de um navio de recreio, que deveria proporcionar alegria e felicidade, podemos compará-lo aos terríveis ditadores que por seu egoísmo, ambição e egocentrismo massacram impiedosamente e depois aparecem em público tentando justificar a barbárie.
Sr. Francesco Schettino, vá a bordo! Vá e junte-se a todos os malfeitores da humanidade.
Fique com os que deixaram morrer de fome milhares de crianças.
Reúna-se  com aqueles que despejaram bombas sobre cidades destruindo vidas.
Vá abraçar os que torturam operários, com baixos salários.
Assuma que o Senhor abandonou o navio.
Agindo como um rato, deixou à própria sorte sua tripulação e seus passageiros.
Mentiu “desavergonhadamente” quanto à verdadeira situação do navio.
Negou ajuda a todos os que estavam sob o seu comando.
Portanto, Senhor Francesco, não aceitamos seu pedido de desculpas.
Como também não desculpamos a todos os que torturam, discriminam, segregam e matam.
Por favor, Senhor Schettino, VÁ A BORDO! E  CALE-SE PARA SEMPRE!
Edison Borba

domingo, 8 de julho de 2012

IMERSÃO

Imersos em harmonia

Voando pelo infinito

Rumo ao sol ou as estrelas

Voando bem alto, juntos

Sempre juntos

Imersos em alegria

Chegando a um país de amor

Longe de ventos e vendavais

Imersos na paixão

Deixando nascer desejos

Permitindo abusos na intimidade

Imersos em sonhos

Fechando os olhos e nos perdendo em loucuras

Mergulhando em águas cristalinas de satisfação

Imersos em nossos corpos

Já nem sabemos quem somos

Entrelaçados  e  abraçados  numa luta corporal

Imersos em sons

Promovemos um show de sedução

Com músicas que compomos com melodias do coração

Imersos, estamos

Tão imersos que perdemos a noção da hora e do mundo

Já nos confundimos nas emoções

De não sermos dois

Mas sermos um

Imersos na imensidão de que viver só vale a pena

Se formos um

Mesmo sendo dois.



Edison Borba

EDUCAÇÃO AMBIENTAL?

Os moradores do Rio de Janeiro estão vivendo um momento de felicidade, com reconhecimento da cidade como “patrimônio da humanidade”. Com o recebimento dessa honraria, volta à mesa de debates os cuidados que precisamos ter para com o meio ambiente. Nos últimos anos, fala-se bastante da preservação e conservação da natureza, porém não conseguimos perceber grandes mudanças nos hábitos das populações. Com as enchentes na Amazônia, à quantidade lixo que veio à tona foi escandalosamente assustador. Aqui no Rio de Janeiro, as chuvas denunciam a enorme quantidade de dejetos que são jogados nas ruas A cada temporal, um mar de lama e lixo, cobre nossas ruas e entopem os bueiros, causando grandes problemas.
Provavelmente, a forma de passar mensagens educativas para o povo esteja soando de forma errônea. Quando se anuncia “educação ambiental”, temos a impressão que é o meio que precisa se educar para atender as necessidades e vontades do homem. A mensagem acaba passando uma inversão de valores. O processo tem que ser invertido para: “educação da humanidade”. Educação da criança, educação dos jovens, educação dos adultos, educação dos idosos, educação das mulheres, educação dos homens, educação de todos.
Educação dos empresários, educação dos políticos, educação de todos os profissionais, educação social.
Poderíamos encher páginas e páginas falando de educação, que ainda seria pouco para a importância desse termo.
Assistimos situações jocosas em relação à preservação do meio ambiente. Muitas vezes ao se promover uma festa ou um show para conscientização sobre o tema em questão, ficamos assustados com o rastro de destruição e de lixo deixado pelos participantes do movimento.
Cantar, dançar, gritar palavras de ordem só funciona se houver mudanças no comportamento de cada um dos envolvidos no evento. O divertimento tem ficado acima da importância do motivo que leva à realização da festa.
O Rio de Janeiro, ao receber esse título, também está recebendo a incumbência de cuidar dessa paisagem, que agora pertence ao mundo.
Todos nós “cariocas” temos que dar exemplo de boa educação, para que os nossos visitantes possam reproduzir bons atos e boas atitudes. Precisamos ser éticos para com a cidade. Nossos políticos precisam criar condições que facilitem a educação popular. Se não houver uma mudança radical no nosso comportamento, de nada adiantará ter o título.
Lamentavelmente, ando um pouco pessimista em relação às mudanças comportamentais dos seres humanos. O poeta e filósofo GENTILEZA, que deixou nos muros da cidade lindas mensagens, deveria ter seus ensinamentos seguidos à risca. Precisamos ser gentis  para com o meio ambiente. Termos atitudes éticas para com nossos rios, montanhas, praias, lagoas, árvores e tudo que recebemos dessa cidade. Enquanto não houver mudanças radicais na consciência humana, a natureza vai continuar sofrendo e se modificando de tal forma, que ela sobreviverá, em novas condições e quem será exterminado seremos nós e toda a nossa falta de educação.
A natureza agradecerá a extinção da espécie humana!
Edison Borba