sábado, 16 de novembro de 2013

AMOR À VIDA.

          Em todos os países do mundo, soldados bombeiros devem ser considerados heróis. Lutando contra o fogo, desabamentos, terremotos, enchentes e tudo o que ameaçar à vida humana, esses homens demonstram que o amor à vida dos outros, é o que orienta às suas ações. Eles representam o lado bom da moeda humana. Se numa face existem os maus, os que roubam, matam, estupram sem nenhum respeito, os bombeiros garantem o equilíbrio. As imagens de soldados bombeiros arriscando à própria vida para salvar outros humanos e até animais, comovem o mundo.
Quando terroristas, atacaram as torres gêmeas nos EUA, a ação dos bombeiros foi a grande lição de vida e de paz. Apesar de toda a destruição, a presença e o trabalho dos bombeiros foi a grande mensagem de amor. Muitos desses heróis morreram no cumprimentam do dever.
Aqui no Brasil, o trabalho dessa classe é constante. Num país de grande território geográfico e de pouco investimento em prevenção o que não falta é trabalho para a “bomberada”. Vivemos sempre em alerta, chuvas no verão, no inverno ou em qualquer época do ano é sempre motivo para ficarmos atentos, porque as nossas cidades não possuem estrutura adequada para suportar as atividades atmosféricas. Não temos infraestrutura para escoamento das águas e a falta de saneamento e a construção desordenada  das cidades brasileiras as deixaram extremamente frágeis.   Além disso, a corrupção é também outro fator que contribui para que as catástrofes aconteçam. Obras não fiscalizadas, alvarás assinados, permitindo o funcionamento de “arapucas” sem os mínimos cuidados com a segurança, são uma constante no país. Obras superfaturadas, desvios de verba, e a substituição de material na hora da construção, além de outras falcatruas, que colocam em risco a segurança da população acontecem frequentemente.
Trabalhando, muitas vezes em condições precárias, os soldados bombeiros, são exemplos de solidariedade. Não existem obstáculos que os impeçam de exercer seu ofício.
Abram alas para as sirenes. Façamos continência para esses bravos. Vamos aplaudir os soldados do fogo. É bom acreditar e ver na prática, que  existem exemplos de solidariedade, em todo mundo, que se manifesta através das ações dos soldados bombeiros.
                            Edison Borba
 

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AMOR VERÃO.


                        Folhas secas
              Vento forte
                         Ar seco
                      Calor
                      Suor
                  Fazer amor no calor
                  Fazer amor com calor
                                      Pele molhada
                      Bocas secas
                      Sedentas
                            É o calor
              Beber nos lábios
              Aumentar a sede
              Insaciável sede
                            De amor
                       Vento forte
                       Cortina ondulante
                       Amantes
                       Voam
                       Flutuam
                       Pairam no ar
                           Na onda de calor
                           Que aumenta o amor
                           Amor que aumenta o calor
             Corpos derretem
             Escorregam
             Deslizam
                       Dedos entrelaçados
                       Bocas coladas
                       Matam a sede
                       Sorvendo a saliva
                       Lambendo o suor
                             Saciando as vontades
                             Que aquecem os corpos
                             Numa combustão
                             Nesse amor verão
Edison Borba

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MARAVILHAS DO BRASIL REPÚBLICA!

            Avisar, proclamar, informar, anunciar, 15 de novembro de 1889, esses verbos foram conjugados  para tristeza da Família Real. D. Pedro II e toda a sua corte saiu do Brasil, terra em que nasceu e que provavelmente amava.
Depois que Deodoro, mandou para Portugal, os familiares e também o imperador, a felicidade se implantou no Brasil. Afinal de contas, o nascimento de uma nova república no panorama mundial, significava que o povo poderia ascender ao poder.
E cá estamos em 2013, comemorando a chegada da república, e com ela a fartura que passou a existir na mesa do povo trabalhador. Leite e mel jorrando das torneiras e nos campos verdejantes, tudo que se planta germina. Após o plantio,  o que se colhe é distribuído para  o povo em partes iguais. Não existem reis nem rainhas, os palácios agora são museus, os representantes do povo, eleitos por voto direto, nas teclas das urnas eletrônicas moram em casas populares. Seus filhos frequentam escolas públicas e felizes cantam em direção aos seus professores, ostentando lindos uniformes. Eles sabem que serão bem tratados e receberão um excelente ensino e merenda deliciosa. É o povo convivendo com o poder como uma só família. Igualdade e fraternidade nós republicanos, adotamos como “bandeira” social
Diferentemente do que poderia acontecer com os doentes, caso a família real ainda estivesse no poder, os hospitais são modernos, não faltam leitos e,  os brasileiros são atendidos da melhor forma possível. Nossos governantes dão o exemplo, cuidando da saúde de seus familiares e da sua própria, nos excelentes hospitais de toda a rede pública.
Felizmente expulsamos o tal de D. Pedro e nos livramos da realeza e graças à troca do império pela república não existe analfabetismo no Brasil. Todas as cidades possuem saneamento básico, e o sucesso do projeto “fome zero”, permite que nenhuma família em todo o território nacional seja humilhada pela falta de comida.
Com a mudança do império para a república, a ética passou a ser a atitude de todos os políticos. Não existe desvio de dinheiro, nenhum “real” sai do país e nosso ouro não vai mais para a Europa. Tudo que se produz, é revertido para o bem da pátria.
A terra do “mulato inzoneiro” e de “merencória luz da lua” onde as “moreninhas sestrosas” cantam e dançam de felicidade é marcada pela justiça igual para todos. Não há privilégios nesse “Brasil lindo e trigueiro”. A Terra das “fontes murmurantes” se ufana no dia 15 de novembro. Temos uma república democrática, temos saúde e educação de primeiro mundo. A felicidade está em todos os lares. Nossa política é uma das mais honestas do planeta e reina a ordem e a paz em todas as comunidades.
O meu Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro, não existe discriminação, não falta emprego e na mesa sempre existe o pão.
Felizmente expulsamos a família real portuguesa das nossas terras.
Imaginem se D. Pedro II, continuasse morando aqui e nós vivêssemos num Império.
Não quero nem pensar!
Edison Borba

O MENINO E O CARRASCO.

Bolas, balas, beijos e abraços

Menino corre pelo jardim

Braços abertos chama papai

Menino alegre e sorridente  

Feliz  alegrando  a gente

Manda beijos pra vovó e para o vovô também

Menino esperto, responde, aos carinhos recebidos

Abraça “pertadinho” quem o coloca no colo

Menino, criança  anjinho

Faz gracinha pra família

Quer  a pipa empinar

Chutar bola e correr

O pião rodopiar

Menino só quer brincar

Menino só quer alegrar

Papai, mamãe e vovô

A vovó e o padrasto

Viver feliz,  ser amado

Até pelo seu carrasco

Que o um dia o fez sofrer

Menino queria crescer

Ser um homem bem legal

Ser cidadão brasileiro

Conhecer o mundo inteiro

Dentro do seu quintal

Adeus menino Joaquim

Adeus, até um dia!

Você será lembrado

Por todos que o amaram

Por todos que o abraçaram

E até quem sabe por todos

Que o mataram!

Para o menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, assassinado em São Paulo.

 Edison Borba

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

EDUCAÇÃO BRASILEIRA?

          Vivemos num mundo em transformação e especificamente num país, que luta para encontrar a sua identidade.  Uma nação jovem; habitada por diversas matrizes genéticas, que se mesclaram, e ainda se confundem formando uma população difícil de ser analisada. É possível imaginarmos, que na Terra de Santa Cruz, vivemos em constante crise de identidade.

As mudanças que acontecem  no planeta tornam-se mais complexas em nosso território. Não conseguimos identificar um padrão biológico brasileiro, as indústrias de calçados e roupas usam, muitas vezes, medidas estrangeiras, que não se enquadram nos biotipos do povo do  Brasil.

 Dividimo-nos em regiões, que conseguem ter  certa relação “biosocial” entre os seus habitantes. Porém, a visão do país como um todo, a brasilidade,  é muito difícil de ser identificada. Somos muitos, somos diversos, somos variados, somos uma mistura de indígenas, europeus, africanos e asiáticos, que resultou numa maravilhosa e diversificada população.

A partir dessa complexa diferenciação, enfrentamos um grande desafio: a educação. Como estabelecer parâmetros que possam nortear o ensino do Oiapoque ao Chuí?

Apesar de falarmos o mesmo idioma, as expressões locais, muitas vezes, transformam-se em subidiomas, que é necessário termos um dicionário para  estabelecer  comunicação entre os próprios brasileiros. Usos, costumes, diferenças ecológicas e climáticas, permitem, num mesmo dia termos diferenças que variam entre a neve a chuva e a seca. Como estabelecer um parâmetro educacional que possa atender a essa incrível diversidade humana, geográfica e ecológica?
Além das condições próprias desse imenso território, temos um sistema de governo  federal, estadual e municipal, que não investe seriamente no processo educacional. Vivemos situações no processo ensino e aprendizagem que varia numa escala preocupante. O descaso, o desvio de verbas, a falta de responsabilidade com as condições educacionais do país é vergonhosa.
As classes sociais consideradas elite, que não depende da educação pública, busca nas escolas privadas,  a solução. Infelizmente, mesmo na rede particular, encontramos falhas bastante sérias, porém mais fáceis de serem sanadas. No entanto, quando nos referimos à educação pública, a situação é complicada. Apesar dos educadores, serem em muitos casos os mesmos, das duas redes, as condições de trabalho é que estão em polos opostos.
As esperanças de sermos uma nação emergente, aquela que irá matar a fome do planeta, cujo desenvolvimento está nos levando para o primeiro mundo naufraga, quando não garante um futuro  digno para a maioria de seu povo.
Apesar de todos os obstáculos, o povão, responde favoravelmente permitindo encontrarmos oásis, em meio ao deserto do descaso educacional. Quando visitamos uma feira ou exposição de projetos, trabalhos e pesquisas desenvolvidos por alunos dos diversos segmentos educacionais, nos ”deliciamos” diante de uma escola que luta para mudar a realidade que a cerca. Esses eventos permitem que aconteça uma troca de saberes tirando estudantes e professores do isolamento e socializando suas experiências.
Esses brasileiros, através de sua persistência, capacidade de inovar, acreditar, criar,  inventar e amar o Brasil, lutam através da educação, para que possa existir um futuro digno para todos os nós.
Que haja mais exposições, feiras, eventos, seminários, simpósios e oficinas pedagógicas, para manter viva a chama que aquece o coração dos educadores e alunos. Precisamos que haja plena conscientização de empresários e da sociedade civil, para que não percamos uma enorme quantidade de jovens, que buscam o saber  empreendedor para suas vidas. Eles são a esperança de uma sociedade ética e preocupada com a melhoria da qualidade da vida no Brasil.
Edison Borba

terça-feira, 12 de novembro de 2013

FIM ...

Natureza

Naturez

Nature

Natur

Natu

Nat

Na

Nada restará

Se o homem

Continuar a depredar!

Edison Borba

domingo, 10 de novembro de 2013

ENAMORE-SE

Pelo vento que corre livre, sem barreiras

Contorna esquinas, brinca com as árvores

Dança com a poeira, desfaz a fumaça

Refresca nosso corpo

Encrespa as águas do mar

Tremula bandeiras

Entorta palmeiras

Sempre a brincar

Enamore-se pela chuva, que cai vagarinho

Umedece a terra, faz verde um raminho

Aplaca a sede do mundo

Transborda os rios, levando barquinhos

Correndo bem rápido para junto do mar

Enamore-se das flores, de todas as cores

Rosas, dálias e margaridas

Petúnias e violetas

Os doces lírios, que se vestem de branco

As encantadoras tulipas ou os ciumentos cravos

Que exalam perfume para atrair sobre si

Os olhos de todo  mundo

Enamore-se pelo mar, perigoso quando silencioso  

Mas se está bravio, é fácil de navegar

Ondas e marés num vai e vem interminável

Doce mar de águas salgadas

Como as lágrimas que rolam ao chorar

Enamore-se pelas aves, coloridas penas

 Voando sem rumo,  mas no rumo certo

Buscando abrigo entre as árvores ou montanhas

Águias altaneiras ou delicados cisnes

Canoros pardais, uiarapurús  solitários

Enamore-se, simplesmente enamore-se

Não ame, amar é complicado

Amar é complexo, amar é confuso

Enamore-se, apenas enamore-se

Envolva-se, admire-se e sonhe

Um sonho bem impossível

Pelo simples prazer de sonhar

Enamoradamente sonhar ...

Edison Borba