segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

NINHO VAZIO


 

Menino é tal qual um pássaro

Gosta de viver solto, voar e voar

Menino é igual passarinho

Cresce e foge do ninho

Menino é tal qual uma pipa

A gente solta amarrado numa linha

Ele voa no céu, faz cambalhotas

Dança e ginga fazendo uma festa

Menino passarinho, volta já pro seu ninho

Pássaro menino, pare de “avoar” você não é avião

Volte já, aqui “pro” o chão

Menino voe baixinho, fique aqui bem pertinho

Vem pro meu colo menino, se aninhar tal qual passarinho

Menino, garoto, guri, corre braços abertos

Parecendo um gavião

Garoto levado, meu filho

Quer pegar a nuvem e alcançar o céu

Voe menino voe, voe tal qual andorinha

Voe menino voe, até crescer virar águia

E chegar no alto do monte, construir seu próprio ninho

Deixando aqui em baixo, seus pais,

Chorando baixinho!

Edison Borba

sábado, 13 de fevereiro de 2016

OS MATEMÁTICOS DO CEJK

Eu lembro do sofrimento que tive ao estudar
Matemática e seus mistérios e ninguém pra me salvar
Tabuada, dividendo, soma e subtração, multiplicar dividir

Oh! Meu Deus que confusão!
Se aparecia uma vírgula, pedia, a Jesus pra ajudar
E para fazer um milagre e, eu poder acertar!
Tem sinal que é de mais e demais pra minha mente
Mas tudo isso passou, com os matemáticos do Júlia

O que é difícil fica fácil, num rápido piscar de olhos
Gente boa e competente, uma equipe sem par
Cada um com o seu jeito e sua forma de explicar
Não podemos esquecer do Sérgio bom companheiro
Que foi morar lá no céu para ensinar os anjinhos

Os encantos e os caminhos da nobre ciência exata
Numericamente explicando, e dando nomes ao grupo
Destacamos Dona Célia, e sua alegria sem par
Meio é meio e não inteiro, ponha a vírgula no lugar
Estou aqui meus alunos, pra Matemática ensinar

Dona Maria Lúcia gostava de equação
Torcedora aguerrida, Fluminense de coração
Viganó, grande amigo, mestre de grande valor
Seus alunos aprendiam, com carinho e muito amor

Um mestre atencioso, um homem trabalhador
O menino Stefanini, jogando em duas áreas
Na Física e na Matemática, ela bate um bolão
 É um garoto prodígio, ele é um campeão.
Dona Alciléa querida, professora educadora
Com magia de fada, além de agir nas salas

Também soube, a boa amiga, a sua Equipe juntar
Tornando a Matemática mais suave de ensinar
Agradecimentos eu faço, aos meus amigos dos números
Vocês são brasileiros, orgulho desta Nação!
Precisamos de mais gente que se igualem a vocês
Obrigado pelo trabalho, pelo carinho e amizade
Viganó, Maria Lúcia e Stefanini também

Dona Célia e Alciléa completam o time e a festa
Sérgio, saudoso amigo, o filósofo dos números
Completa a equipe amada
Obrigado camaradas!

Faço da minha voz, a voz de toda garotada
Estudantes lá Júlia Kubitschek, sem dúvida
Um bom Colégio,


Estudar neste local é um grande privilégio!

Edison Borba

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

APRENDENDO E VIVENDO


Nesta manhã, olhando minha imagem refletida no espelho, percebi o quanto fiquei diferente fisicamente, com o passar dos anos. Não se trata de feio e bonito ou então de velho e novo, apenas diferente.
A diferença exterior, me fez refletir sobre as minhas mudanças internas, o que aprendi, o que mudei, o que acrescentei ou eliminei da minha vida; agora que sou diferente, também estou diferente.
Aprendi que amar é não sufocar e nem deixar escapar.
Aprendi que compartilhar é mais do que dar e receber.
Aprendi a esperar e não a me exasperar.
Aprendi a sorrir e a fazer sorrir.
Aprendi a não perguntar, mas querer saber, me interessar.
Aprendi a não insistir, mas a me fazer existir.
Aprendi a aproveitar meu tempo, com “coisas” úteis e não fúteis.
Aprendi a colher e agradecer pelo que pude obter.
Aprendi a colocar em prática as minhas ideia.
Aprendi a não resistir buscando a razão
Aprendi também a saber o que não quero!
Não quero ser cuidado. Quero amor!
Não quero atenção. Quero desejos!
Não quero sair procurando. Quero ser encontrado!
Não quero ser apoiado. Quero caminhar lado a lado!
Não quero insistir. Quero existir!
Não quero ter um corpo. Quero ter vontades!
Não quero viver e nem morrer, quero existir!
Quero ser, e assim sendo, amado pelo que sou!
Quero continuar buscando, aprendendo, me modificando para, a cada dia tornar-me uma pessoa melhor, como ser humano, sendo cada vez mais humano.
Edison Borba 



 

Leci Brandão - Revolta Olodum


SAUDADE DA LECY!

Infelizmente, quem opta por assistir ao desfile das Escolas de Samba do Rio de Janeiro pela televisão, é obrigado a se contentar com apenas os olhos de uma câmera de somente uma emissora. Além desta situação, que tira do telespectador a possibilidade de escolha, nos últimos anos, os comentaristas e apresentadores, não pertencem ao mundo do samba.

Eles até se esforçam, mas o produto final é catastrófico! Comentários desencontrados, sem conteúdo e sem graça, tornam o espetáculo um martírio para quem ama o carnaval e curte o desfile. Lembro ainda da extinta TV Manchete, que nos dava a opção de escolha. Também lembro da Lecy Brandão e de seus companheiros comentaristas, que conseguiam nos presentear com ótimas aulas sobre os enredos, as escolas e o próprio carnaval carioca.

Que saudade da Lecy e de todos os excelentes conhecedores do carnaval!

Que pena!

Edison Borba

MUITO ALÉM DO MOSQUITO

A sobrevivência dos brasileiros está sendo ameaçada há muito tempo. O descaso das autoridades com o País tem sido o responsável pela onda de problemas que assola a Nação. Sem dúvida o mosquito Anopheles, tem sido apontado como o algoz, mas antes dele surgir na mídia e se tornar manchete nos jornais, os problemas já estavam acontecendo.
Há crise política, gera a social indo muito além dos muros palacianos. Os efeitos causados pelas ações egocêntricas dos governantes, a corrupção que desviou bilhões de reais dos cofres públicos, permitiu o avanço de diversas doenças, típicas de uma Idade Média. A falta de saneamento básico, de água de boa qualidade, de alimentação adequada, de postos de saúde, de atendimentos médico hospitalares eficientes, atendimento às gestantes e EDUCAÇÃO como instrumento de valorização de um povo, que por falta de hábitos de saúde e higiene, contribui com os problemas da cidade.  Tudo isso e muito mais, fortificou a ação de insetos, e outros animais, característicos de países de terceiro mundo.
Os problemas do Brasil estão muito além das picadas de insetos, eles envolvem uma trágica forma de “governância” de uma Nação.
O inseto está servindo como o porta voz de uma situação gravíssima, que através das questões de saúde, também revira o baú das condições sociais das famílias e agora as que estão com bebês microcefálicos, crianças que precisarão de múltiplos cuidados por toda a sua vida. Seus pais   irão precisar de apoio para que suas famílias não se dissolvam.
Dengue, chicungunha, zica e outros problemas que assolam a Pátria Brasileira, juntam-se ao desemprego, à inflação e a tantas outras calamidades que lembra-las ao final das festas carnavalescas chega a ser crueldade com o povo que ainda canta e dança.
O governo intensifica a campanha dos pratinhos das “plantinhas” nas nossas “casinhas”, enquanto isso ruas esburacadas, terrenos baldios, depósitos carros de velhos que são de responsabilidade pública, além de outros lugares, continuam abandonados.
Nós vamos continuar a fazer à nossa parte limpando as nossas casas! Esperando, que   os governos municipal, estadual e federal, trabalhem sério, sem discursos, sem brincadeiras e roubalheiras. Infelizmente muitos empresários e parlamentares devem estar faturando alto com a ajuda dos mosquitos, favorecendo bons e altos desvios financeiros.
A grave situação do Brasil está muito além do mosquito!
Edison Borba

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

A MATEMÁTICA NA ARTE

Após o resultado dos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, ficamos refletindo: como analisar a arte numericamente. Sem dúvida, existem acontecimentos durante um desfile, que interfere no trabalho artístico: um carro alegórico que não funciona, um passista que tropeça durante o desfile, uma fantasia rasgada e outros pequenos “grandes” problemas que interferem na pintura do belo quadro apresentado pelos carnavalescos.

Porém, quando a pintura é de boa qualidade e a orquestra mantém a sinfonia de forma harmoniosa, a pontuação fica muito difícil de ser aplicada. É algo parecido como avaliar um quadro de Monet, Picasso, Djanira, Matisse ou outro pintor cuja arte é tão bela que não há parâmetros para ser julgada. Ouvir Beethoven, Tchaikovsky, Villa Lobos, Bach ou Pixinguinha e tentar estabelecer em números o valor de cada um desses grandes artistas, é impensável!

Portanto: 269,8 ou 269,7  - este pequeno desvio matemático, no total da obra perde a sua importância. Mangueira, Tijuca e Portela estiveram no mesmo plano artístico. Suas pinturas, danças e harmonias musicais, estão estabelecidas num mesmo patamar estabelecido pelo número inteiro – 269. O décimo, este décimo, é melhor deixar de lado, abandonar, deixar rolar.

Vamos festejar a beleza de três grandes espetáculos oferecidos pela Mangueira, Tijuca e Portela. A elas o troféu da vitória!

Edison Borba

MESTRA!

Maestro rege orquestras

Mantendo os sons em harmonia

Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si

E compõem a melodia

Mestres trabalham com letras

A, b, c  até o z

E nunca esquecendo o y, o w e o k também

Letras solitárias, escondidas, desamparadas

Mas elas também fazem parte do pensar da meninada

E por falar em pensar,
Quero agora destacar
A mestra dos pensamentos
A que conduz os alunos a um mundo misterioso
O país da “psique”!

Uma mulher aguerrida com “Forti” até no nome
Valéria, querida Mestra dos pensares e sonhares
Em seu trabalho de classe, buscando a perfeição
Permite seus alunos questionar a educação

Novos métodos e caminhos a conduzir brasileiros

Buscando até em Freud, respostas para questões
A professora Valéria conduzia suas classes
Pelos caminhos da mente, buscando a construção
De cidadãos conscientes no valor da educação.

Edison Borba