sábado, 21 de maio de 2016

LÁGRIMAS



Pelo rosto da jovem mulher uma lágrima deslizava.

Seu amor a abandonou diante do altar

Ainda vestida de branco a noiva ainda chorava.

No rosto de outra mulher uma lágrima também escorria

Sozinha num quarto sombrio, as roupas do filho escolhia

Para vesti-lo, pela última vez, no caixão

Ela sozinha chorava a sua grande solidão

Duas mulheres sofrendo, por perdas irreparáveis

A noiva foi enganada, chorou pelo amor perdido

Talvez quem sabe um dia, ela encontre outro alguém

Que possa a levar ao altar,

E finalmente seu sonho, ela irá realizar

A outra lágrima escorrida, não tem como compensar

O filho está perdido, nunca mais irá voltar

Só ficarão as lembranças e uma enorme saudade


Uma ferida no peito, que nunca irá cicatrizar.

Edison Borba

 

UM ESCÂNDALO!



Ontem sai com meu amor para jantar num restaurante de luxo. Só nos dois, eu e ele! Que noite!!! Eu apaixonadíssimo não tirava os olhos dele. Passei toda a noite acariciando-o. Não tive olhos para ninguém, somente para ele. Conversamos, trocamos confidências, revimos nossa colorida vida e nada nem ninguém conseguiu despertar a nossa atenção.

Voltamos para casa juntinhos, e mesmo dirigindo, eu desobedeci as leis de trânsito e troquei algumas palavras com ele. Nosso amor é eterno! Jamais seremos separados. Amigos? Parentes? Desconheço a todos!

Meu amor é um escândalo! Lindo e maravilhoso CELULAR!!!

Edison Borba

PENSAR ÀS AVESSAS


Não pense na maré, pense no mar!
O mar é imenso, sem fim e profundo
Guarda muitos segredos ...
A maré é inconstante, oscila a todo instante
Não se pode confiar ...

Não pense na lua, pense no luar!
A lua é fria e distante, até mesmo arrogante
Pois quem só mostra uma face, não se pode confiar
Muda sempre as suas fases, só para desagradar.
O luar é envolvente, se espalha sobre a gente
Faz todo mundo brilhar ...

Não pense no vento, pense na brisa!
O vento destrói, arrasa, derruba e mata
Deixa rastro de violência, não tem piedade nem clemência.
A brisa é suave e meiga, acaricia e afaga
Balança as folhas das árvores, nos alegra e faz cantar
Sentir a brisa no rosto, sempre nos faz sonhar ...

Maré ou mar?
Lua ou luar?
Vento ou brisa?
Com qual deles você vai ficar?

 

Edison Borba

sexta-feira, 20 de maio de 2016

JUÍZO FINAL!

Quando a morte vier levando-me para o julgamento final

Espero ser verdadeiro e leal, contando tudo, que aconteceu comigo.

Quero falar da liberdade, da vontade de viver como um pássaro,

Voando alto pelo horizonte, buscando o que houvera mais distante,

Na esperança de nunca encontrar, só para continuar a voar.

Não posso deixar de contar sobre paixões, muitas, diversas milhões.

Algumas se tornaram desventura, outras apenas saudade

E poucas foram feitas de felicidade.

Quando aos anjos tiver que revelar, tristezas e alegrias,

Não sei das que mais gozei um dia, se prazeres ou agonias,

Se júbilos e orgias, lamentos e fantasias.

Talvez eu nada tenha pra dizer. Talvez eu tenha medo de contar.

Talvez eu tenha que calar, apenas para não deixar julgar o que já foi feito,

E não podendo ser desfeito em nada adianta explicar.  

Sei que ao morrer logo me esquecem, e que ninguém mais haverá de procurar,

O que de mim ainda restou no mundo, se fui santo ou apenas vagabundo

Em esquecimento logo cairei, me desfazendo ao longo do tempo.

Minhas cinzas o vento levará.

Se vivo estou, sou velas acesas, mas a morte apaga as labaredas, extingue o fogo

E tudo vira escuridão, nada mais havendo a fazer, então, é melhor calar e nada dizer.

Não haverá o tal julgamento, nem a ponte para cruzar o rio,

Me deixarei levar em paz sem riso, vou seguro de que fiz o que foi preciso

Mesmo não sendo preciso no que fiz. Mas sei que fiz porque foi preciso.

Esqueçam-me, peço-lhes, por favor, não quero mais agrados receber

Sigo em paz pro meu final juízo, seja inferno, purgatório ou paraíso.

Edison Borba

 

quarta-feira, 18 de maio de 2016

“MARTELADAS” DE MÃE!!!



        Quantos de nós, já não reclamamos das nossas mães, que ficam “martelando” na nossa cabeça, avisos e conselhos, que a princípio não valorizamos, mas que,  mais tarde, sabemos que tinham razão.

Observações do tipo: “vai chover, leve o guarda-chuva”; “cuidado com esse amigo que você arrumou”; “não passe por aquela rua, é perigoso” esses e outros avisos batem nas nossas cabeças como marteladas.

Muitas vezes, voltei para casa molhado, porque não atendi a observação meteorológica de minha mãe. Hoje sinto saudade dos seus avisos e conselhos, e das suas “marteladas” em minha cabeça.

A vida segue e nos tornamos pais e mães e repetimos para nossos filhos às mesmas coisas. Avisamos, martelamos, somos considerados “chatos”, mas damos continuidade ao ciclo familiar. Muitos desses avisos são, responsáveis pela nossa saúde, equilíbrio profissional entre outras situações.

Felizes aqueles que receberam carinhosas “marteladas” da mãe e que graças a elas se “safou” de uma confusão!

Edison Borba agradecendo a Dona Zefa!!!

terça-feira, 17 de maio de 2016

AMOR “MAU DITO”


UM NOME
UM CORPO
UM AMOR
AMOR SEM NOME
SEU NOME?
MEU NOME?
É MELHOR CALAR
NÃO DIZER
NÃO FALAR
PARA NÃO TER QUE ESQUECER
MEU CORPO
SEU CORPO
NÓS DOIS
SOZINHOS
UNIDOS PELO MEDO
VIDAS
SUA MINHA
MAS NÃO PODE SER NOSSA
SILENCIAR
NÃO PRONUNCIAR
O NOME
DESSE AMOR
“MAU DITO”
PROSCRITO
NÃO VALE TENTAR
NEM SONHAR
NEM PENSAR
É MELHOR CALAR
AMARGAR
FINGIR DE VIVER
PARA NÃO PERDER
E NÃO MORRER
POR UM AMOR
MALDITO!

Edison Borba

 

segunda-feira, 16 de maio de 2016

QUANDO ESTAMOS ...



Quando estamos sozinhos estamos sozinhos, isto é, o nosso coração e o nosso cérebro, permanecem em seus devidos lugares, na caixa torácica e na caixa craniana, respectivamente. Estamos inteiros! Porém quando não vivemos sozinhos, por causa de filhos e amores, nosso coração não fica mais no peito e o nosso cérebro vive fora do crânio, sempre tentando responder:

               Onde? Com quem? Como?

Além de outras indagações que só se acalmam quando eles, elas, ele ou ela chegam ao ninho. Não há como controlar, coração não obedece e o cérebro “curte” inventar histórias tristes apenas para que a nossa ansiedade chegue aos mais altos níveis.

Quando estamos e vivemos sozinhos, reina uma paz vazia! Mesmo com todas as atribulações, preocupações, ansiedades, medos e estresse; quando estamos com filhos e com quem amamos, vale a pena sofrer pela espera e sentir alívio quando o ruído da chave se faz ouvir na porta de casa.


 


Graças a Deus chegou!

Edison Borba