Ano 1985 – Escola de Samba Salgueiro – Samba de Enredo: ANOS TRINTA, VENTO SUL – VARGAS. Na 6ª feira da semana de carnaval, uma amiga (Maria do Socorro), funcionária do CEJK, colégio em que era o Diretor, convidou-me para desfilar com a sua escola – o Salgueiro. Eu que já desfilava pela Mocidade Independente de Padre Miguel, e que naquele ano, tinha resolvido não participar do carnaval aceitei o convite. Até hoje agradeço a amiga, que me permitiu sentir de perto a força da vermelho e branco.
Escrevi este texto em 2012, e agora às vésperas do carnaval, creio que o seu conteúdo é bem pertinente, portanto vamos nos divertir com o “DÁ UMA DANÇADINHA AÍ” modelo 2017. >>>>>>>
Meus respeitos e admiração aos profissionais da imprensa, principalmente os que trabalham para a televisão, que durante o carnaval são submetidos às mais variadas “saias justas”.
Tendo que entrevistar o “intrevistável” e preencher um tempo interminável, esses bravos se tornam alvos fáceis das mais pitorescas perguntas, observações e respostas.
Sendo tudo ao vivo e a cores, o inusitado é sempre uma grande possibilidade.
Horas e horas no ar, tentando preencher um espaço com entrevistas vazias, com o vazio da maioria das cabeças dos entrevistados, é preciso ter muita paciência para segurar esse pepino.
Num curto período de tempo são obrigados a entrar em contato com temas de escolas de samba, complicadíssimos cujos autores conseguem descobrir fatos históricos que nem os mais renomados historiadores haviam conseguido desvendar. Como tão bem descreveu Sérgio Porto no “Samba do Crioulo Doido” (atualizado para: Samba de um Afro Descendente com Distúrbios Comportamentais).
São “Cleópatras” que estiveram no Brasil. Corte francesa que dançou frevo. O grito do Ipiranga às margens do lago Paranoá. O encontro de Tiradentes com a Rainha Louca.E outros acontecimentos históricos que obrigam a esses trabalhadorestentar entender e divulgar para o público, o inenarrável.
Foliões que não passariam no teste do bafômetro; deslumbradas que tentam descreverum mínimo tapa sexo com estrelinhas nos mamilos,penacho,colares e pulseirascomo uma belíssima e caríssima fantasia com o pomposo nome de Esplendores dos Mares de Espanha.
Passistas suados; rainhas de bateria cuja letra do samba de SUA ESCOLA DO CORAÇÃO,mal sabem o refrão; artistas “apaixonados” (??!!) pelas cores da bandeira (???) da Escola preferida; sambistas atletas(seres mais que humanos que desfilam em quase todas as agremiações) e os famosos. Sim! Os famosos! Um perigo para os mais experientes jornalistas. Pessoas sensíveis, de parcerias mutáveis, que poderá causar complicações na hora de saber quem é de quem. São entrevistas que devem ser feitas com cuidado para não ferir os egos.
Tem o povão; os que estão nas ruas buscandoseus quinze minutos de fama. Os desconhecidos, que aproveitam para mandar beijos para toda a família e comunidade. Pais e mães com seus “filhotes” fantasiados; os que carnavalizam animais e os trazem como “filhos” para uma possível aparição nas telinhas.
Tudo isso, regado a tradicionais e conhecidas perguntas: - Como você consegue manter esse corpinho lindo? – Quanto custou a sua fantasia? – E o coração? - Muita emoção? – Há quantos anos você desfila? – Qual a sua Escola preferida?
Para nós, os telespectadores, nos resta assistir a tudo isso ou é então buscaroutra opção nas rádios, nos cinemas, retiros, passeios, alugar filmes ou simplesmente meditar.
Quando a curiosidade for grande e incontrolável, e você sentir vontade de ver o que está acontecendo no reinado de Momo, ligue seu aparelho de televisão e veja nossos irmãos jornalistas, fazendo esse conhecido pedido:
Com toda a crise financeira que assola meu salário, aproveitei a promoção e fui ao TEATRO para assistir GOTA d’ÁGUA A SECO. Ainda estou sob o efeito do magnífico espetáculo!
Eu tive o privilégio de me deliciar com BIBI FEREIRA, que nos anos 70 arrebatou a cena com a sua JOANA, uma Medéia brasileira, que me levou às lágrimas.
Nesta nova versão da tragédia de Eurípides, com apenas dois atores em cena, pude viver um dos momentos de maior emoção em teatro, Alejandro Claveaux (Jasão) e principalmente LAILA GARIN (Joana) transformaram o espetáculo em um grande acontecimento.
LAILA é fantástica! Há momentos que a plateia silencia (absoluto silêncio) diante de uma das mais sólidas interpretações teatrais. Foi um privilégio poder assistir e me emocionar com tão belo espetáculo!
Quem gosta de teatro não pode deixar de assistir GOTA D’ÁGUA A SECO, no Teatro Riachuelo, Rio de janeiro.
Sem dúvida um dos mais importantes espetáculos do teatro brasileiro!
Observação: o texto continua perfeito para o cenário político brasileiro. Parece que foi escrito ontem!
Não quero ver lágrimas, nem ouvir o choro, neste meu último dia
Levo comigo as incríveis experiências compartilhadas com a minha “galera”
Brincamos na montanha russa da vida, subindo e descendo, curtindo cada emoção
Também vencemos (juntos) alguns obstáculos, nunca desistimos, não!... Um segurando o outro, amparando o amigo, ajudando o companheiro Ninguém querendo ser último e ninguém querendo ser o primeiro Agora devo seguir sozinho. Este caminho é somente meu e de mais ninguém Sigo viagem, sem malas, mochilas ou bagagem Apenas levo as lembranças das andanças, como na música, uma saudade imensa Lembro as serestas que um dia fiz, sob a luz clara do luar, que iluminava meu caminhar Chegou o momento de seguir sozinho, para onde vou nada posso levar e nada compartilhar Neste momento não me servem as palavras, apenas os abraços e o olhar é que posso levar Não há esperança de reencontros, nem possibilidades de querer voltar É despedida, é partida, é o fim de uma vida, que completou uma jornada Eu agora sigo meu caminhar, nem eu mesmo sei onde vou chegar Levo o que aprendi nesta terra, onde agora se encerra o meu viver Sigo feliz. Sigo sem medo nesta nova caminhada Adeus amigos! Adeus ... Edison Borba
Este é o título de um livro de minha autoria, publicado em 2011. Na página 71, escrevi um texto sobre meu pai, com o título de VADINHO – Para meu pai! No corpo da escrita, eu coloquei algumas frases de uma linda música da MPB, conhecida como ‘NAQUELA MESA”, de autoria de Sérgio Bittencourt.
Vejam um pequeno trecho: “Eu lembro desse homem, de mãos firmes e pesadas. No dedo um anel de ouro com a imagem de são Jorge. De voz agradável, que sabia usar para acalentar a todos que a ele recorriam, que amava juntar a família e os amigos em torno de uma mesa". "Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele tá doendo em mim!"
Hoje, por algum motivo que não sei precisar, acordei sentindo uma enorme falta do meu pai!
Dia 15 de fevereiro de 2017, 4ª feira, menina de sete anos, Fernanda Adriana C. Pinheiro, morreu atingida por bala perdida enquanto brincava na laje de sua casa no Complexo da Maré, no Parque União – Rio de Janeiro. Fala-se em briga entre quadrilhas rivais. Ninguém se indignou, ninguém foi para as ruas queimar pneus, ninguém chorou junto com a mãe trabalhadora. O exército está nas ruas, mas o confronto entre os traficantes continua e irá continuar, enquanto estivermos sob o comando de políticos corruptos e que são tão criminosos quanto aqueles que mataram a menina Fernanda. Lamentável! Mas, o carnaval está chegando e nada pode atrapalhar a festa! Edison Borba
Quando estamos em total desespero, quando achamos que não há mais luz no nosso caminho, somente Deus poderá chegar para nos ajudar. Acontece, que ELE está sempre em nós, em nosso coração, em nossa mente, em todas as substâncias que nos formam. Porém, muitas vezes nos esquecemos DELE e nos vestimos com roupas bonitas, usamos adornos valiosos, e passamos a adorar nosso corpo, e nos esquecemos da nossa essência. Quando conseguimos juntar a essência com a aparência, ficamos mais belos, mais radiantes e exuberantes pois somos a mais bela obra DIVINA! Edison Borba