Quando pensamos que tudo está perdido E nada mais (de bom) acontecerá em nossa vida Eis que surge uma estrela, do imenso universo Nos abraça com sua luz e nos leva a passear... Nos segredando, com carinho, tudo isso vai passar.
Um amigo, novo, novo amigo, novas sensibilidades Quando caminho devagar, pelo tempo que me faz desacelerar Ele se diz cansado, e passa a andar devagar Se na escada rolante fico a titubear... Ele se faz um palhaço para eu rir e poder seguir No cinema, gosto de sentar na frente Ele, bem lá atrás. Ficamos no meio que aos dois satisfaz Se compras vamos fazer E nas lojas não quero entrar, talvez por receio Do tempo e do corpo que já fugiram à estética Ele vai na frente, abre caminho, faz tudo com carinho e ética Com segurança entro, experimento, compro E mais do que comprar está na sua companhia Na alegria, na sua teimosia em me fazer feliz Todo dia – dia a dia!
Lentamente fomos nos perdendo Vagarosamente nossas mãos se separando Distraidamente fomos nos evitando Cautelosamente fomos nos desencontrando... Educadamente fomos nos calando Dia após dia nosso mundo foi se desencantando Cuidadosamente apagamos os vestígios de um amor que morreu No silêncio das nossas bocas fechadas.
O amor é sentimento capaz de nascer em qualquer idade Loucos são aqueles que se deixam levar pelo amor e mocidade O amor entre os jovens é descoberta, ilusão e algumas vezes passageiro. O amor maduro, é mais consistente, ele pertence àquela gente... Que já viveu o suficiente para saber sorvê-lo e dosá-lo Como um vinho que não deve ser apenas bebido e sim saboreado.
Quem esquece de um velho amigo abraçar Não percebe que amizade se cultiva como flor E, que uma semente precisa de água para germinar Jamais saberá amar, será apenas um imitador... Daquilo que pensa ser verdadeiramente amor
Ouvindo Gilbert Bécaud cantando "Dimanche à Orly" me faz lembrar das vezes que estive em Paris. Sozinho caminhando pelas ruas da Cidade Luz, sentia-me em casa. Museus, salões de arte, igrejas, bares, conhecendo pessoas e me encantando por algumas, enamorando-me sob as luzes francesas. Deixei meu coração nos cadeados das pontes sobre o rio Sena.
Atualmente a saudade me faz lembrar dos amores parisienses na voz de Gilbert, ao som do aeroporto num domingo em Orly.