domingo, 12 de agosto de 2018

MEU PAI


(por) Edison Borba














Anel de ouro, com a imagem de São Jorge, num dos dedos da mão esquerda. Mãos calejadas de manusear seus instrumentos de trabalho. Braços fortes, olhar tranquilo e um bonito bigode. Cabelos escuros, penteados para trás davam a ele um ar austero. Homem de poucas palavras, mas de coração bondoso. Paixão pelo Vasco da Gama, seu time querido, boa cerveja e comida farta sobre a mesa, que sempre estava “arrodeada” de amigos.
Esta visão, mágica visão, é a que tenho do meu pai, “seu” Oswaldo ou simplesmente Vadinho, que gostava de vadiar, nos bares e mesas de sinuca.
Homem forte, ainda de madrugada caminhava para o trabalho. Era capaz de carregar, sobre seus ombros pesados fardos de carne. Nunca reclamou da vida, curtia uma boa caneca de café na qual ele mergulhava fatias de pão.
Cresci admirando aquele homem simples, trabalhador, silencioso mas que era capaz de falar “coisas” engraçadas fazendo rir toda a família.
Tento não deixar escapar sua imagem da minha memória! Lembro de segurar a sua mão, enquanto caminhávamos rumo ao circo. Perto dele, sentia-me seguro. Cresci, me transformei num adulto, mas quando estava ao seu lado, eu voltava a ser um menino.
Sinto sua falta! Saudade de quando ficávamos sentados num banco de pedra, que havia no jardim da nossa casa. Lado a lado, meu ombro encostado no seu ombro. Ambos calados! Silenciosos! Pai tenho que ir trabalhar!  Portão aberto para eu sair! Benção pai! Vai com Deus meu filho!

sábado, 11 de agosto de 2018

SENTIDOS DA PAIXÃO


(por) Edison Borba












Tua imagem e tuas formas me informam
Quem tu és através dos meus olhos.
Teu cheiro me inebria, me enlouquece ...
Tua pele me excita, quando minhas mãos deslizam por teu corpo
Tenho pensamentos puros e impuros mas que só eu posso ter
Quando tu sussurras em meu ouvido, algo como te amo
Vejo-me perdido num labirinto de onde não quero sair
E quando te beijo, teu gosto me enche de desejo, me faz arder
Tenho febre. Tenho fome. Tenho medo de te perder
Meus sentidos te sentem e tu entras em mim pelos meus poros
Eu me transformo em ti e por momentos não sei dizer quem sou eu.
Tua pele me cobre como um véu
Somos um só nos sentidos e sentimentos
Mesmo que seja apenas por algum momento.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

MEU LUGAR


(por) Edison Borba








Ainda lembro a imagem da minha mãe chorando
Acenando do portão para o filho que partia
Era eu jovem valente peguei a estrada contente
Acreditando em vitórias que voltaria em glórias
Peito cheio de medalhas eu contaria as histórias
Das conquistas que vivi!
Mas a estrada da vida não é tão simples assim
Tem espinhos e amarguras. Sofrimento e falta alento
E a minha valentia deu lugar as incertezas
Eu vi as minhas fraquezas me causarem embaraços
Porém, aprendi na luta que meu lar é meu recanto
E que não existe maior glória que escrever minha história
Sem rebeldia e na paz. Na minha casa meu lar
Junto com minha família é onde eu devo ficar.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

PEQUENOS GRANDES GESTOS

(por) Edison Borba
 
 
 
 

Vivemos numa sociedade onde quase tudo tem que ser “espetaculoso”, isto é, grande e esplendoroso. Em se tratando de internet, os números são “fabulosos”: a “artista” obteve milhões de clicadas em uma hora de exposição de sua foto. E, assim, os pequenos grandes gestos estão sendo esquecidos. O abraço apertado, dado sem que seja aniversário, o sorriso espontâneo, a gentileza gratuita, a ternura, a bondade, a gratidão além de outros atos que estão perdendo espaço para as grandiosidades milionárias do admirável mundo novo.
Não podemos nos deixar influenciar pelas “grandezas ocas”, sem conteúdo, como os lábios, seios e bumbuns inflados de silicone, que escondem a verdadeira imagem de quem os usa. Temos que cuidar para que o nosso cérebro não se torne uma grande caixa vazia.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

AS EXTREMIDADES.

(por) Edison Borba




Quando juntamos duas extremidades de uma linha, podemos formar um círculo. Na nossa vida, podemos formar círculos familiares, quando juntamos as pontas da existência: pais e filhos ou avós e netos. Polos opostos que se complementam pelo amor. De um lado a calmaria  e a experiência e do outro a agitação e a curiosidade. Pontas que se unem pelo amor, confirmando que  não há futuro sem passado. A vida só faz sentido através da união das extremidades formando círculos que se entrelaçam, perpetuando a existência humana.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A ALFABETIZAÇÃO NO BRASIL


 

No Brasil, apenas 8% das pessoas em idade de trabalhar são consideradas plenamente capazes de entender e se expressar por meio de letras e números. Ou seja, oito a cada grupo de cem indivíduos da população. Esses oito estão no nível "proficiente", o mais avançado de Alfabetismo Funcional em um índice chamado Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional).

Um indivíduo "proficiente" é capaz de compreender e elaborar textos de diferentes tipos, como mensagem, descrição ou argumentação, além de conseguir opinar sobre o posicionamento ou estilo do autor do texto. 

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

NOVOS TEMPLOS! NOVOS DEUSES!


(por Edison Borba)





A morte de algumas mulheres que buscaram a “beleza” através de produtos químicos, levanta uma questão séria: - os novos templos (AS ACADEMIAS) e os novos deuses (OS CORPOS). Aos poucos percebemos que a imagens de Deus e a do seu filho Jesus, não importam mais. As igrejas também, estão sendo apenas lugares de encontros e não mais de oração e fé. O culto ao corpo leva homens e mulheres à praticarem atos nocivos contra a sua saúde. Drágeas, pós, injeções e outros tipos de produtos são introduzidos nos organismos, alterando à sua fisiologia e violando o que de mais sagrado Deus nos concedeu – VIDA!