sexta-feira, 12 de abril de 2019

TUDO TEM SEU TEMPO


(por) Edison Borba




Algumas vezes, vamos sendo envolvidos por situações tão complicadas, que  se acontecer mais alguma coisa, explodiremos. O nosso limite será ultrapassado e tudo poderá ir pelos ares. O tempo passa e com ele também a tempestade e novamente voltamos a navegar em águas tranquilas. Quando isso acontece, percebemos que vivemos entre altos e baixos, tormentas e calmarias e que por mais terrível que sejam os acontecimentos, nós conseguimos seguir adiante. As cicatrizes tornam-se lembranças e funcionam como avisos para que não sejamos envolvidos por outras tormentas. Mas, se por acaso voltarmos a navegar sob fortes trovões e raios, temos a nosso favor as experiências dos outros vendavais. E sempre será assim! A natureza tem a capacidade de se refazer, se recompor e renascer. Nós, somos como a natureza, pois fazemos parte dela, de uma maneira absolutamente integrada, isto é, nós somos a próprias natureza e, portanto, somos capazes de renascer e voltar a brilhar.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

TRAGÉDIA & VERGONHA


(por) Edison Borba





Nesses últimos dias vimos e convivemos com deslizamentos de terras, pessoas mortas, outras feridas, lágrimas, ruas inundadas, famílias desabrigadas, isto é, uma tragédia esperada. Junto com as chuvas e a tragédia temos que suportar a vergonha. O Brasil não consegue (ou não se interessa) em tomar atitudes de prevenção. Falando do estado do Rio de Janeiro, quando chove tomamos conhecimento do grande número de ruas sem calçamento, sem tratamento de esgoto, isto é, sem condições de pertencer ao primeiro mudo. É inacreditável imaginar que em pleno século XXI O Brasil ainda se encontre numa situação medieval. Outra questão que me faz sofrer é a minha, isto é, a nossa passividade diante de tanto descaso e corrupção. Nós (incluindo eu) continuamos elegendo o que há de pior na nossa sociedade. As chuvas de verão já chegaram e às tragédias já estão acontecendo. Tudo aqui é previsível, como a seca da região nordeste, o crescimento das cracolândias, a eleição de corruptos, a corrupção na ALERJ e as “nossas” enchentes.
O que fazer com as tragédias e a nossa vergonha?

quarta-feira, 10 de abril de 2019

UM AMOR PROIBIDO

por Edison Borba






Semana passada, mais precisamente na sexta-feira, ao entrar num restaurante, fui assediado por ele. Tentei disfarçar, olhar para outros que também se encontravam no local, mas qual, ledo engano meu, sua imagem não saía de meus pensamentos. Orei baixinho, pedindo à Deus que me livrasse daquela tentação, implorei forças para resistir. Suando frio, apavorado, tentei me afastar dele, que teimava em me olhar insistentemente. Confuso, chamei o garçom e pedi uma salada com bastante alface, numa tentativa de afastá-lo dos meus pensamentos. Enquanto esperava, arriscava um furtivo olhar para ele, que lá estava a convidar-me, a tentar-me, a atormentar-me. Ingeri rapidamente aquela verde salada e saí em disparada do restaurante. Caminhei perdidamente por alguns minutos, mas a imagem dele não saía da minha cabeça. Estava enlouquecendo! Amor, desejo, paixão tudo em turbilhão envolvendo-me de tal forma, que voltei ...
Deixei de lado os preconceitos, as línguas maledicentes e todos os comentários que possivelmente teria que ouvir. Controlando minhas mãos trêmulas o segurei e aproximei-o de meus lábios, podendo então sentir o delicioso sabor de um gostoso BRIGADEIRO!

CHUVAS NO RIO DE JANEIRO


 (por) Edison Borba














É pau é pedra é a casa no chão / É família soterrada é criança sem pão
É encosta escorrendo matando um irmão /É lama, é lodo, é desconstrução
É menino chorando é mulher soluçando / É político fugindo
É dinheiro sumindo /É barulho, é entulho é o sonho desfeito
É prefeito imperfeito vereador enganador / São os homens do mau que só causam dor / É família chorando a morte de José
É muita gente velando o corpo do João / É o Rio de Janeiro, de janeiro a dezembro / Não é só em março que as águas invadem
As ruas as casas escolas e hospitais / É o ano todo, é todo ano
É anos e anos, num tormento sem fim / É tijolo, é telhado é parede no chão / É o rosto em lágrimas e lamentos em vão
É mobília arrastada, é a roupa molhada / É tristeza, é tristeza ninguém tem compaixão
É desabrigado é desalojado é o morto em caixão / É o donativo sumindo dos necessitados
É sem teto amargando grande solidão! / Não tem casa nem lar, agora é só esperar
É pau é pedra para a reconstrução / É a luta, é a urna, é o voto na mão
É tentar renascer para uma nova visão / Sem criança chorando, sem casa desabando / Sem viúvas na rua implorando pelo pão
É pau é pedra ... mas não é o fim do caminho!
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Com a benção do Senhor Antônio Carlos Jobim.

NOITES HOSPITALARES

(por) Edison Borba


As noites hospitalares são frias e longas. As horas arrastam-se dando-nos a sensação infinita do tempo. Vez por outra alguns ruídos se fazem ouvir. Portas que abrem e fecham deixando escapar lamentos. Outras vezes são passos apressados que nos passam a sensação de perigo. Homens e mulheres de branco circulam num vai e vem interminável. O ar está sempre impregnado de dor. Aos poucos o cansaço toma conta do nosso corpo e um rápido cochilo nos domina. Noites hospitalares são assustadoras. São imprevisíveis. São tristes e intermináveis.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

MISTÉRIOS DA HISTÓRIA


(por) Edison Borba






Existem casos que fazem parte do imaginário popular, são situações que ocuparam as manchetes  de diversos jornais e revistas. Foram assuntos debatidos em telejornais e se tornaram um mistério em todo o universo. O tempo passa o aquele fato continua  a fazer parte de discussões de várias pessoas.
Quem matou ou o que matou Marilyn Monroe? A loura mais amada de Hollyood, foi encontrada morta, após um provável romance com um dos homens mais poderosos do  mundo. Teria sido queima de arquivo? Será que a sensual Monroe foi vítima de uma overdose? O que na realidade aconteceu naquela fatídica noite do mês de agosto do ano de mil novecentos e sessenta  e dois?
Mistério que atravessou anos e ainda ficara na história, passando de geração a geração. Uma famosa e bela mulher envolvida em acontecimentos políticos é encontrada morta. Eis um bom motivo para se criar uma lenda. Outro fato que ainda nos desperta curiosidade, aconteceu com a família real da Inglaterra, mantém em segredo o que realmente aconteceu com a princesa Diana. Sua morte em Paris, em um carro, dentro de um túnel, encerrava uma história de conto de fadas. A plebeia que se transformou em princesa, morreu deixando muitas dúvidas, entre elas a de uma possível gravidez. Era o mês de agosto de mil novecentos e noventa e sete que a princesa do povo morria, deixando  o mundo perplexo e cheio de dúvidas.
No Brasil, dois presidentes deixaram marcas na história, que já geraram pesquisas, estudos e muitos debates. A  morte por suicídio de Getúlio Vargas e a renúncia de Jânio Quadros. Dois homens extremamente carismáticos que deixaram a vida pública e entraram para a história, deixando dúvidas que até hoje fazem os historiadores quebrarem a cabeça buscando a verdade.
Muitos outros homens e mulheres, famosos ou não, guardam segredos em suas vidas, aguçando a nossa imaginação.
Explicações ainda serão procuradas para desvendar esses e outros fatos, porém a verdade, essa está sepultada e jamais será encontrada.


sábado, 6 de abril de 2019

MANIA DE CARIOCA


 (por) Edison Borba






Minhas senhoras meus senhores quando alguém lhes perguntar
O que irão fazer no neste final de semana, apenas uma resposta
“Vou pá praia” nadar!
Não importa o seu bairro ou até comunidade, apenas haverá uma resposta a dar
“Vou pá praia” mergulhar!
Minha avó com seus cem anos e seu netinho a engatinhar
Os dois juntos – com uma prancha – saíram alegre felizes
Foram “pá praia” surfar
Meninas da zona sul, ou as musas lá de Ramos
As da Tijuca também, se juntaram com as garotas de Ipanema e Xerém
Todas de biquíni, de bolinhas amarelinhas, saíram a saltitar
Foram “pá praia” desfilar!
E assim o carioca vai levando sua vida
Como cantou Adriana, a Calcanhoto, em seus versos
Carioca que é da gema, não tem casa nem ap, sua vida é nas areias
De Copa ou de Ipanema, pode ser também da Barra ou até do piscinão
Ninguém em casa vai ficar, carioca verdadeiro
Vai “pá praia” se dourar, nadar ou até surfar
Se tem sol ou se tem chuva, nada irá nos parar
Todo mundo vai “pá praia” cantando deixa a vida me levar!
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