sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

MEU HERÓI

Todos nós, quando crianças, elegemos um personagem para ser o nosso herói. Eu não fugi a regra. Nossos escolhidos geralmente saem das histórias em quadrinhos, páginas de livros ou das telas de cinemas. São seres superdotados que voam, salvam vidas, fazem “coisas” incríveis muito além do que um homem comum poderia executar. Batman, Homem Aranha, Mulher Maravilha, Super Homem, Mulher Gato entre tantos povoam as nossas imaginações. Também temos os heróis do gatilho, os “mocinhos” que montados em seus cavalos salvam pessoas e ainda conseguem roubar o beijo da linda namorada. Passamos toda a nossa infância imaginando como deveria ser bom termos os super poderes desses heróis. Poucas vezes, elegemos um herói que esteja pertinho da gente. Alguém que podemos tocar e admirar sem precisarmos sonhar ao abrirmos o livro de histórias ou  estarmos no escurinho do cinema. Eu tive o privilégio de ter o meu convivendo comigo. Durante muitos anos, dividimos a mesma casa e a mesma escola. Brincamos  e muitas vezes silenciamos juntos. Ele sempre foi bom na pipa, no jogo com bolas de gude e nas brincadeiras de correr e pegar. Sem que ele soubesse, eu o admirava de longe quando  ficava envolvido com seus “gibis” ou lendo os livros de Tarzan.Ele nunca soube que eu o invejava. Ele lia com muita rapidez e a sua coleção  aumentava rapidamente, enquanto eu ia vagarosamente decifrando cada história. Na adolescência,  era o bom na matemática, muitas das minhas boas notas, foram conseguidas, graças a sua ajuda. Nas tardes dançantes era solicitado pelas garotas. Um famoso “pé de valsa”, título que ostenta até hoje. Nos passeios,  escolares era sempre o líder. Ajudando os companheiros e direcionando o grupo. Eu sempre de longe, o admirando sem que ele percebesse. Lembro dele fazendo ginástica e lutando para desenvolver um corpo perfeito. Confesso que sempre fui preguiçoso para exercícios físicos, o que fazia aumentar minha admiração. O tempo nos afastou e hoje, mesmo de longe eu ainda o admiro. Tornou-se um cidadão de bem, respeitado profissionalmente e excelente pai. Esse cara. Esse homem. Esse cidadão. Esse meu herói, chama-se Cesar e é meu irmão!  
Edison Borba

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

GOSTAR E AMAR

Quando criança, eu gostava de brincar, de comer doces, dos carinhos de minha mãe e das comidas da vovó entre tantas outras coisas.
Quando cresci e fui para a escola,  confesso que não gostava muito de estudar, mas de estar na sala com os colegas, isso eu gostava. Também das professoras eu gostava. Eram meigas e carinhosas, sempre com cheirinho de sabonete e mãos aveludadas que ao tocarem em mim, causavam uma sensação de conforto.
Na adolescência, continuei a não gostar de estudar, mas aprendi que ir para a escola era muito bom, eu gostava muito dos recreios, das conversas com os colegas durante as aulas, e também de alguns (apenas de alguns professores); e dos segredos que “rolavam” nos banheiros. Era muito bom “cabular” as aulas e ir passear de bonde. Eu gostava de me sentir livre, leve e solto. Gostava da cumplicidade que havia entre os meninos e dos sonhos que imaginávamos enquanto puxávamos as baforadas dos primeiros cigarros.
Gostar sempre foi um verbo que eu aprendi a conjugar. E descobri de quantas coisas eu gostava. A lista sempre foi muito longa ia dos sorvetes até ler revistas “proibidas” dentro do banheiro. Das histórias da vovó até pão com manteiga, aquele pão quentinho comprado na padaria da esquina. Gostava do cheirinho do café da manhã, de ver o anel de São Jorge, no dedo do meu pai, de brincar de pique, de ouvir minha mãe cantando enquanto lavava roupa no tanque. Há!!! Gostava de ir para a casa do tio Dionísio, de cuspir nas águas sujas do rio  Timbó, das tardes no cinema Trindade e de comer goiaba tirada do pé.
Lembrei de mais coisas de que eu gostava! De comer pipoca, de ir ao circo, de ouvir as músicas tocadas no rádio, de caldo de cana, da quenturinha do colo da minha mãe.
Gostava muito mesmo de ver os pingos de chuva no vidro quebrado da janela do quarto, de canjica, de lamber o fundo do prato, de refresco de groselha e das tardes de domingo.
Quanta coisa na minha vida para gostar. Quanta coisa que eu gostei de gostar. Quantos gostares perdidos nas minhas lembranças . Dos discos que comprei na adolescência, da voz da Doris Day, dos filmes musicais, do leão na tela do cinema rugindo e avisando do começo do filme. Gostei de tantas coisas ... de tanta gente ...
Um dia percebi que estava gostando diferente. Era um sentimento estranho que eu nunca havia sentido. Era algo que me fazia sonhar. Era um gostar chamado amor, e então o verbo mudou e passei a amar.
Amar pessoas, amar meu trabalho, amar meus amigos, amar passou a ser o meu verbo preferido, até um dia em que amar se tornou sofrer. Gostar era mais fácil. Gostar ou não gostar eram situações muito simples. Mas amar era mais complicado, mais complexo, mais difícil, mais ... nem sei mais o que mais ... sofrer! Isso mesmo; aprendi que o verbo sofrer era parceiro do verbo amar.
Mas depois que se aprende a conjugá-lo, é difícil voltar ao antigo verbo gostar. Torna-se uma necessidade conjugá-lo no presente, no passado, no futuro, nos pretéritos, no singular e também no plural.
Amar e gostar! Gostar e amar!
Gostei e ainda gosto de muitas coisas e pessoas. Porém, amar tornou-se o meu verbo preferido, mesmo correndo os  riscos que ele oferece.
No passado: amei. Fui  amado. Amei! Mas fui amado quando amava? Não sei ...
O verbo amar quando é conjugado no singular, torna-se um perigo. Eu amo! Sim, e daí?
De que serve um amor isolado? Para que serve um amor solitário e sem resposta?
Estou amando! Eu amo, hoje! Agora! Neste momento! Nesta hora! Neste minuto! Neste segundo!
Eu amo você! Ah!!!  Eu amo!
                                                                                       Edison Borba
                                                                                      

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

PELAS RUAS DO MEU BAIRRO.

Após um dia de trabalho, chego ao meu apartamento cansado e empoeirado. Um banho, uma pequena refeição e sinto-me refeito. Espanto a preguiça e o cansaço. Saio para caminhar pelas ruas do meu bairro.
Eu que passei todo o dia, numa escola lendo, escrevendo, telefonando, atendendo alunos e colegas, ouvindo histórias, partilhando alegrias e tristezas, preciso sair para relaxar.
Estamos em pleno outono. As árvores deveriam estar com as folhas amareladas,  como vemos nos postais europeus. Mas, estou no Brasil, no Rio de Janeiro, e aqui aprendemos as estações do ano, conferindo no calendário e nas aulas de geografia. Mas isto não é importante! O que eu quero é caminhar e observar como o meu bairro é arborizado e tranqüilo. Um oásis nessa cidade tão linda e barulhenta.
Subo a  General Dionísio e dobro  Visconde de Caravelas protegido por uma infinidade de galhos das poderosas árvores que teimam em resistir à poluição. Imagino os pássaros em seus ninhos e tento não fazer barulho para não incomodá-los.
Entre  edifícios de apartamentos, antigas casas dão um toque especial àquelas ruas. Imagino os tempos sem prédios altos quando as casas abriam suas janelas e varandas diretamente para as ruas. Continuo meu passeio e uma mistura de vozes informa que estou na Capitão Salomão. São grupos alegres, reunidos em torno das mesas dos bares Aurora e Plebeu, que aproveitam a noite agradável para filosofarem embalados pelo chope gelado e alguns petiscos. Mesa de bar, como afirmou Gonzaguinha, é o mais democrático lugar do mundo. Em torno delas são resolvidos os mais incríveis problemas sociais. Mágoas são reveladas e dores de amores sanadas por caipirinhas. Os analistas deveriam abolir os sofás e colocarem em seus consultórios as mesas de bar. Acredito que as terapias iriam se tornar mais eficazes! Desculpem meus amigos terapeutas, mas  quem nunca chorou as mágoas  num boteco? O meu bairro é um verdadeiro canteiro de bares e restaurantes que se  alastram por muitas esquinas. Garçons circulam rápidos com suas lindas bandejas enfeitadas por tulipas, contendo um amarelo, espumante e brilhante líquido, nosso querido chope.
Continuo caminhando, sentindo a brisa suave que toca meu rosto. Sigo sem medo. Vagarosamente. Imaginando o que estará acontecendo em cada lar. Televisões ligadas, jantares, conversas, segredos, crianças, pessoas se amando. Quanto mistério!
Atravesso a Voluntários, e estou diante da Cobal! Durante o dia um grande canteiro de frutas e flores. Uma mistura de cheiros e cores. As orquídeas, as bananas, os lírios e as laranjas. Um incrível pomar ajardinado povoado por homens e mulheres que compram e vendem numa anarquia organizada que me embriaga. À noite, reina o silêncio.
Meu querido bairro, outrora povoado pelos grandes casarões, ainda guarda um pouco daquele tempo. Existe nele  fidalguia e elegância deixadas por  homens de cartola e mulheres perfumadas que farfalharam suas saias pelas antigas e arborizadas ruas do Humaitá.
                         Edison Borba

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

UMA HISTÓRIA MUSICAL

Essa é para os que curtem o mundo musical.

Eu levava uma vida desregrada. Um dia meu pai me disse; - filho você é a ovelha negra da família! O que ele não sabia é que a alegria do pecado às vezes toma conta de mim. É isso aí! Pensei, “yesterday” será outro dia! E como eu não gosto que conduzam a minha vida, embarquei numa correnteza. E me deixei levar pelo mundo como se fosse uma flor. Mas deixei minhas pegadas marcadas no barro da estrada, junto com a dos bois, das cabras e dos porcos. Na barranceira de um rio, sentado sob a sombra de um ingazeiro, tive um palpite: não sou um lunático e não fui eu que matei a Joana d’Arc. Não sou eu que tô pirando, e não vou confessar aquilo que não fiz. E quanto ao que fiz, como dizem os franceses: “Non, Je ne regrete rien!”. Fechei os olhos e sem receios “I say a little prayer”.
Levantei! Mochila nas costas e sai caminhando. Afinal, garotos nunca dizem não pra vida! E ninguém vai me fazer parar de olhar o mundo do meu modo. Tenho que conservar a paz na minha alma para tentar ser feliz. Aquele tempo estava ficando pra trás. Eu nunca tinha sido feliz ali! Eu preciso mesmo é construir minha própria vida!
Não quero mais pensar nesses homens sórdidos. “São” tudo bicho escroto. Se consideram cidadãos civilizados, mas não passam de lixo. Tomara que as baratas saiam dos esgotos e entrem em seus sapatos.
Saí pela estrada, porque quando eu não sei dizer nada, então eu escuto. Deixo falar. Se eu não entender eu não vou responder.
E não vai adiantar me chamar, porque eu não vou voltar. Eu não quero nada que eles me ofereceram: teatro, cinema e outras coisas. Eu prefiro ficar no meio do povo espiando, esperando um grande encontro. “I believe” !
Queria mesmo, era encontrar um mensageiro natural, que surgisse do nada e da mesma forma que uma igreja significa para os católicos, ele  me indicasse um sinal de glória!
Quero matar meu desejo de tomar um banho de cheiro. Encontrar uma colombina ou um beija-flor e dar um beijo de amor! Não importa quem, eu quero é amar!
Mas é preciso ter”patience”e não ficar preocupado se tiver alguém me olhando pela janela lateral de suas casas. Quando alguém está perdido se ilude dizendo que já não há mais coração. Eu não me comovo mais com cemitério de bichos de estimação e nem mesmo dos que estão em extinção. É isso aí!
Eu quero é tomar mais um limão e pagodear. Sei que não é fácil! Mas a vida continua!
Na verdade eu sou mesmo é um triste pierrot mau amado! Sou um rei momo sem dono e sem trono.
Merda! Creio que estou é me tornando um clichê, querendo até que um anjo do céu apareça para me levar!
Será que já estou com saudade de ficar em baixo do meu cobertor? Saudade das frutas da minha casa (caju, manga e cajá). Será que estou com medo de ser um cavaleiro marginal?
Eu ovelha negra. Eu perdido no mundo. Eu tentando achar o meu lugar.
Acho que meu barraco desabou levando com ele os meus sonhos! “Breaveheart”!
Nada disso! Eu vou é cair no samba da vida! Sem medo de nada! Sem arrependimentos!
Sei que é difícil. Mas eu acredito em mim e o que eu quero é ser feliz!
Não vou deixar meu samba morrer! Eu vou amar! Eu vou viver!
É isso aí! A vida continua! 
Aleluia!
                                                    Edison Borba

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

JORGE


Filho de Ogum, batizado no terreiro de Mãezinha da Ladeira, Jorge era considerado em sua comunidade como um benfeitor. Apesar de apenas um simples operário da construção civil, estava sempre pronto a  ajudar seus vizinhos e amigos. Não havia laje naquela localidade que não tivesse sido levantada sem a ajuda desse homem de fé. Todas as sextas-feiras, usando uma camisa branca, impecavelmente lavada por sua companheira, Jorge caminhava até o terreiro de Mãezinha. Era ali naquele templo que ele refazia  as forças.
Com suas mãos fortes,  repicava os tambores, louvando cada orixá. Sua voz potente ecoava pelo terreiro, levando ao transe os médiuns menos preparados.
Assim era a sua vida: muito trabalho, ajuda aos amigos, louvores aos orixás, uma cervejinha vez em quando e o amor de sua companheira. Tudo podendo ser resumido em suor no trabalho, convívio com os amigos,  bater dos tambores e amor  nas noites de sexo.
Numa sexta-feira do mês de abril, próximo ao dia do seu padroeiro Ogum, Jorge esbarrou com Silene. Na realidade, eles se esbarraram quando tentavam entrar num ônibus lotado. Foi um daqueles encontros que deixam as pessoas coladas uma na outra. Silene e Jorge sentiram que uma corrente elétrica atravessou seus corpos. Foi como pisar em fio desencapado com os pés descalços. Ela, filha de Iansã, feita no santo desde garota, sentiu a atração de Ogum. Casamento perfeito. Espadas e trovões cruzaram os céus selando naquele momento seus destinos.
Desde aquele dia, não conseguiam viver mais um sem o outro. Os amigos de Jorge em pouco tempo perceberam que ele já não mais se apresentava como voluntário para erguer paredes e nem virar concreto. Em seu terreiro já não cantava tão forte e nem os tambores  vibravam com tanta harmonia. Em sua casa, as noites de amor  não aconteciam. Sua companheira começou a sentir que seu amor  não era o mesmo. Chegava tarde. Falava pouco. Seu olhar distante denunciava algo  mudado.
Numa noite, Jorge e Silene encontraram-se e, como sempre, raios e espadas cruzaram o espaço travando uma luta sensual, onde o sexo era apenas parte de um encontro que ia além deste mundo. Eles faziam amor numa atmosfera mística,  seus corpos eram apenas objetos de uso de forças que nem eles conseguiam controlar. Era fogo e ferro. Ferro e fogo. Espada e raios. Raios cortando os céus. Espadas cortando as carnes. Consumidos pela própria essência do amor.
                                                       Edison Borba


MEU PAI

Conhecido por Vadinho, meu pai, nasceu no Rio de Janeiro, no bairro de Inhaúma.
Filho dos portugueses, João e Deolinda, ele chegou ao mundo no dia 27 de julho de 1911.
Exatamente como meu avô, exerceu a função de vaqueiro e tripeiro. Mais tarde, comprou uma pequena loja e se tornou açougueiro.
Bonito, saudável e alegre “seu” Oswaldo, com W,  teve muitos amigos, namoradas e admiradores.  Vadinho,  gostava de vadiar.
Jogador de futebol, pelo time  “Laranjeiras”, causava sensação nas garotas com suas pernas e dribles.
Além de todos esses atributos, ele também foi militar da cavalaria, servindo no mais famoso grupo do exército conhecido até hoje como os “Dragões da Independência”.
Um arrebatador de corações. Fama que se manteve até 1995, quando faleceu repentinamente. Era sábado, 28 de outubro quando no intervalo de um jogo do seu querido Vasco da Gama, ele encerrou o seu expediente aqui na Terra.
De escola pouco sabemos se ele freqüentou. Porém, lia e escrevia o necessário para o seu tipo de trabalho. Vascaíno de carteirinha. Apreciador de cerveja e de mulheres. Estava sempre cercado por amigos, copos e alegria. Não desprezava a sinuca. Era figura constante nos bares onde esse esporte era praticado.
Eu  lembro desse homem, de mãos firmes e pesadas. No dedo um anel de ouro com a imagem de são Jorge. Camisetas brancas e um apaixonante bigode que lhe conferia uma grande sensualidade.
Sabia manejar com  maestria facas, serrotes e machados. Viveu sua profissão magistralmente. Vestindo uniforme branco de açougueiro, mais parecia um  médico cirurgião.
Delicadamente masculino encantava adultos e crianças. Voz agradável que sabia usar para acalentar a todos que a ele recorriam.
Esse homem  foi meu pai, ou melhor, esse homem é meu pai!
-------------- Edison Borba




sábado, 1 de janeiro de 2011

ANO NOVO DE NOVO!

Aqui estou eu, mais uma vez esperando a mudança do calendário.
Hoje, 31 de dezembro de um ano qualquer.
Quase, meia noite.
Já começo a ouvir o “pipocar” dos fogos.
Pessoas andam apressadamente a caminho da praia.
A maioria com roupa branca, para atrair boa sorte.
Muitas levam flores.
Todas estão com pressa.
Ninguém que ficar para trás.
Há anos que esse ritual se repete.
Há muito tempo eu também realizo este ritual.
Há muito tempo mesmo!
Quanto mais velhos ficamos, menos tempo nos resta.
Não sou pessimista. Não sou um cultivador da tristeza.
Sou apenas um homem capaz de perceber o quanto já vivi.
Essa matemática ao contrário é realmente incrível.
O mais passa a ser menos, como me ensinou um professor de matemática.
Quanto mais anos vividos, menos tempo para viver!
Na matemática da vida saudades e lembranças se multiplicam.
Somamos e subtraímos amigos.
Porém, aprendemos a dividir, a partilhar e a compartilhar mais.
Os fogos anunciam a chegada de mais um ano!
Vamos comemorar!
Vamos dançar e cantar!
Vamos nos renovar!
Viver é maravilhoso!

                                       Edison Borba