sábado, 16 de julho de 2011
O RELIGIOSO
Gedeão era extremamente religioso. Assistia missas diariamente, antes ou depois de trabalhar. Confissões e comunhão pelo menos uma vez por semana. Entre seus irmãos e irmãs era o mais cumpridor dos dez mandamentos. A cada dia se revelava mais temente às leis divinas. Aos 48 anos acreditava ter feito o melhor que um ser humano poderia ter feito. Era casto, puro e limpo por dentro e por fora. Nunca provou de bebida alcoólica, evitando até os bombons com recheio de licor. Usava roupas discretas. Cigarros, nem a fumaça expirada pelos usuários e quanto às comidas, evitava àquelas ditas afrodisíacas. Tinha medo de sonhar com coisas impuras, que segundo algumas informações obtidas sigilosamente, eram causadas por temperos fortes. Não se tornara vegetariano por ter problemas com os pepinos e as cenouras. Segundo ele, esses legumes o faziam ter certos pensamentos pecaminosos. Até mesmo, alguns termos ele evitava usar, como: quero comer carne, gosto de lombo e aprecio uma lingüiça. Se o assunto era castidade, Gedeão radicalizava. Para ele, pureza era algo para a qual não havia meio termo, ou temos ou não temos. Tradicional, sério e metódico cumpria sempre o mesmo ritual: casa, igreja, trabalho ou casa, trabalho e igreja. A ordem dependia de pequenas tarefas que era obrigado a cumprir como qualquer cidadão. Nem a rotina de sua família acompanhava. Emoção, diversão, aventura e romance nunca foram experimentadas. A sua vida era rigidamente planejada, nada o afastava de pensar que agindo assim, estava garantindo seu lugar nos jardins do céu. Livros apenas os religiosos. Os que contavam a vida dos santos, eram os que mais gostava. Sonhava em se tornar anjo ou no mínimo um ajudante nas atividades celestiais. Porém, a vida de Gedeão começou a mudar, quando foi acometido por um problema de saúde. Gravemente enfermo, foi obrigado a procurar ajuda médica. Até aquela data nunca havia ficado doente, nem entrado em hospital e muito menos examinado. Os únicos contatos que ele havia experimentado foram os apertos de mão. Para ele, foi um grande golpe, quando tirou a camisa diante da médica. Seu coração disparou ao sentir em suas costas o toque macio daquelas mãos. Desconfortável com a situação, ele procurou, durante o exame, mergulhar em orações para não cair em tentação. Examina daqui e examina dali nada encontrando nos pulmões e coração do paciente, mas suspeitando da existência de alguma coisa séria, a doutora encaminhou Gedeão para outro setor do hospital. Apreensivo, recebeu o receituário, e sem ler o que havia sido solicitado, encaminhou-se para o setor indicado. De olhos baixos e apreensivo entregou o documento para uma enfermeira e sem olhar para o indicativo na porta do consultório, deixou-se levar pacatamente para o exame de proctologia. Hoje está completamente curado, é visto correndo no calçadão de Copacabana, joga frescobol na areia, freqüenta academia, churrascos e se amarra em um chopinho com lingüiça.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O CASARÃO
Durante os dias de carnaval, todas as janelas daquela grande casa ficam abertas. Do lado da rua uma multidão se agita, cantando e dançando freneticamente. Máscaras e fantasias emprestam um confuso colorido à multidão enlouquecida que se espreme naquela estreita rua de ladeira. Aquele aglomerado humano é ao mesmo tempo algo repulsivo e atrativo. Um frenesi de corpos suados exalando odores impossíveis de serem identificados é ao mesmo tempo uma aberração e um fascínio. As janelas do casarão, abertas para o mundo, parecem acolher toda aquela gente. Homens e mulheres cobertos de poeira bailam sensualmente, sem preocupações nem preconceitos. As classes sociais, democraticamente abraçadas formam uma compacta massa embriagada pelo som dos tambores e o excesso de álcool que ajuda liberar os mais profundos instintos. Observando toda a anarquia momesca, as janelas do casarão cuidam de toda aquela loucura. São olhos atentos como um farol que direciona um navio para longe dos rochedos. Difícil descrever um espetáculo em que a platéia e o palco se misturam, não havendo elementos que possam distingui-los. Como definir uma festa sagrada e profana, coletiva e individual. Onde cada um é único na encenação do espetáculo. Mesmo abraçados e misturados, a individualidade é clara. Cada personagem se diverte a seu modo. O outro, é apenas o outro, um coadjuvante. Apenas mais um componente da grande cena. Em meio a tudo isso, silenciosamente aquele prédio mantém a sua austeridade, mesmo quando é maculada por dejetos, que os foliões teimam derramar em suas paredes. O que parecia não ter fim, aos poucos perde o encanto. O cansaço domina corpos cambaleantes que vagarosamente, se afastam da cena, deixando a rua vazia e silenciosa. Confetes, serpentinas, pedaços de vida entranhados em restos de fantasias se espalham por todos os cantos. Apenas o casarão permanece reinando soberanamente sobre todos aqueles destroços. Lentamente as suas janelas se fecham, para serem reabertas num próximo carnaval.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O SEGREDO
Usando o controle remoto, Sandro começou a avançar a fita de seu vídeo. O que ele procurava ocorrera há vários anos. Tentava achar uma cena gravada em seu antigo K7. Com o rosto contraído e olhos arregalados, Sandro se detém diante de uma imagem. Ele não acreditava no que estava vendo. Num salto de dez anos, a antiga cena se tornara viva, como se estivesse acontecendo naquele momento. Será que depois de tanto tempo seria capaz de entender o que acontecera e a absolveria pelo erro? Mas agora, vendo-a através da tela, era iminente a verdade do fato, não havia como duvidar. Sandro não conseguia sequer absolver a si mesmo. Continuava sendo um idiota. Diante da tela do televisor, revendo aquele vídeo, continuava duvidando da veracidade dos acontecimentos. Desabotoando a camisa, sentiu uma profunda sensação de desgosto invadi-lo novamente. Era um fracassado. Durante todos aqueles anos, sua vida não avançou em nada. Ele continuava prisioneiro daquela trágica noite. Já perdera as contas das vezes que olhara para aquelas cenas e nunca ficara satisfeito com o que estava registrado. Ele teimava em acreditar que havia algo além daquelas imagens. Talvez ele estivesse se detendo na sequência errada, a rotina estava sendo a sua maior inimiga. Quando essa perspectiva atravessou seus pensamentos, sentiu uma mistura, de empolgação e apreensão. Sabia quantas vezes havia apertado o botão do controle do vídeo sempre na mesma cena como se teimasse em não querer ver a realidade. Provavelmente estava preocupado com as possíveis conseqüências em relação ao que ia descobrir. Já se passara tanto tempo, que se acostumara a carregar o pesado fardo daquela dúvida. Enquanto analisava o que deveria fazer, Sandro desligou o vídeo, numa atitude de medo e respeito no que estava prestes a ser revelado. Era como se estivesse delicadamente cuidando para que tudo se mantivesse em seus devidos lugares. Não havia mais motivos para desvendar aquele segredo. Nada mais poderia ser feito a respeito daquele fato. Ele sabia da existência de barreiras na vida, que não valem a pena ser atravessadas. Sandro sentiu uma enorme sensação de alívio por dentro. Estava tomando a decisão correta. Evitando um caos, um incêndio de grandes proporções, uma catástrofe. Balançou a cabeça concordando com seus pensamentos. Por algum tempo ele se manteve imóvel. Finalmente conseguiu levantar-se da cadeira e andar na direção da janela. Endireitando o corpo, como se livrasse daquele antigo fardo, Sandro não era mais o mesmo homem. Lançou seu corpo no espaço, voando como um pássaro levou com ele um segredo não revelado.
terça-feira, 12 de julho de 2011
UM ESTRANHO.
Aquele sorriso cativante escondia algo que ninguém conseguia definir. Os olhos de um azul celestial estavam marejados de lágrimas não derramadas por sentimentos de culpa. Ele era um jovem inteligente, possuidor de uma beleza angelical, a quem o mundo deveria aplaudir. Em vez disso ele agia como uma fera ferida, olhando para todos com ódio e uma fúria pronta para explodir. Com uma maestria incrível, conseguia disfarçar esses sentimentos, distribuindo sorrisos e causando sensações calorosas em todos com quem convivia. Sabia proferir palavras calorosas e envolventes, que deixavam homens e mulheres plenos de vontade de partilharem de sua intimidade. Quando alguém se aproximava além dos limites por ele estabelecido, encontrava alguma forma de congelar o admirador. Os mais atentos conseguiam perceber que as suas palavras calorosas ocultavam uma fria indiferença. Manipulava os outros, fingindo estar sensibilizado com suas histórias. Aqueles olhos, sempre úmidos, como se estivesse prestes a chorar, comovia principalmente as mulheres. Foi assim que conheci aquela criatura. Reservo-me o direito de não classificá-lo como homem ou mulher, criatura é o que melhor pode traduzir aquele ser. Estava fadado e encontrá-lo durante uma festa. Ao avistá-lo rodeado de várias pessoas, me despertou a curiosidade. Quem seria? Por que tantos o admiram? Que fascínio ele consegue exercer sobre os convidados? Instintivamente fui atraído para a multidão que o adorava. Por alguns momentos, não consegui entender o que estava fazendo ali, junto com todos aqueles seres inebriados pelo anjo azul. Parece que quando a gente se sente confuso, nos vemos negativamente. E nos tornamos presa fácil para qualquer abutre. Foi dessa maneira que ele percebendo a minha insegurança, dirigiu-se a mim. Me senti, como se durante um jogo, o blefe do adversário, me tirasse a possibilidade de vencer, mesmo sabendo que estava sendo enganado. Inteligentemente, através de uma manobra elegante, ele se desvencilhou dos demais e ficamos apenas nós dois. Era um narciso diante de um patinho feio. Espantei-me por notar que jamais havia estado numa situação como aquela. Por alguns segundos não conseguia me defender. Fiquei com raiva de mim, da situação. Comecei a ficar aflito por me sentir aprisionado pelo anjo do mal. Ele percebendo a minha insegurança se aproximou ainda mais. Concedi-lhe alguns momentos para ordenar meus pensamentos. Vendo que eu não reagia do modo como ele esperava, ficou nervoso e eu fiz-lhe notar que ele estava se descontrolando. Finalmente a máscara do anjo estava prestes a cair. Uma lágrima brotou no canto de um dos seus olhos. Ele então se enfureceu. E através da raiva a verdade começava a surgir. O poderoso, o inflexível, o dominador finalmente se mostrava confuso e perturbado. E com a voz trêmula, perguntou:
Ele respirou profundamente e relaxou. Não pude resistir à tentação, arrisquei dizer-lhe o que realmente pensava. Falei-lhe sobre a vida que, em minha opinião, ele estava tendo com os seus joguinhos e manipulações. Com suas atitudes não tinha um só amigo de verdade, e que seu maior medo era de se sentir só.
Ele ficou imóvel. Pensei que talvez tivesse sido duro demais com ele. Antes de começar a me apiedar, respirei fundo, e me afastei. Nunca mais tive notícias. Gostaria de poder afirmar que ele se transformou e que hoje sorri sem esperar agradecimentos nem aplausos.
- Você acha que eu gosto de enganar as pessoas? Não reagi.
- Você me acha um farsante? Permaneci calado.Ele respirou profundamente e relaxou. Não pude resistir à tentação, arrisquei dizer-lhe o que realmente pensava. Falei-lhe sobre a vida que, em minha opinião, ele estava tendo com os seus joguinhos e manipulações. Com suas atitudes não tinha um só amigo de verdade, e que seu maior medo era de se sentir só.
Ele ficou imóvel. Pensei que talvez tivesse sido duro demais com ele. Antes de começar a me apiedar, respirei fundo, e me afastei. Nunca mais tive notícias. Gostaria de poder afirmar que ele se transformou e que hoje sorri sem esperar agradecimentos nem aplausos.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
QUAL É O PROBLEMA?
Diante da mesa daquele bar imaginário, no local escolhido, estabeleci meus próprios limites. Antes de ocupar a cadeira observei o ambiente. Sou supersticioso, portanto tomo pequenos cuidados. Tenho alguns temores, o que me obriga a inventar o meu próprio espaço. Às vezes sou levado a acreditar que comemoro sempre o gol do time adversário. Dou as minhas cochiladas, mas presto atenção em tudo. Sei exatamente a dimensão em que vivo, mas olho desconfiado para o crescimento do mundo. Quero garantir a minha sobrevivência mantendo o meu equilíbrio. Já engoli melancias, para obter um diploma e me aproximar de pessoas famosas que possuem status social. Eu queria ser acolhido pela sociedade dominante. Afastar-me de pessoas mal ajambradas, cafonas, tacanhas que arrastam sandálias. Sei que meus amigos vão me matar, mas quero mudar minhas experiências. Provar novos sabores, misturar salgados e doces, batatas, cebolas com geléias. Sentir novas texturas. Transcender as tradições e quebrar paradigmas, através de novas refeições. As cozinhas são um reflexo da nossa importância. Criamos nova visibilidade através dos sabores dos pratos, provando criativas e sofisticadas receitas. Tomando chazinhos aromáticos, para aquecer as noites, mesmo que não sejam frias, ostentando uma duvidosa bagagem de quem conquistou o mundo. Analisar os alimentos, observar a leveza das saladas modificar e reinventar o que não vai ser consumido. É bom esclarecer, que não quero me sentir culpado e nem ser infantil. Também não quero discriminar ninguém. Meu mundo ficou pequeno e quero dar o primeiro passo. Sei que os desafios são muito grandes. Quero terminar uma era e buscar um ideal. É inútil debater esses pensamentos que moram dentro de mim. Quando era criança queria ser violoncelista, isso parece engraçado, mas como a concorrência era muito grande, desisti da idéia e pensei em outras coisas, como ser um jóquei e sair galopando cavalos velozes. Precisava encontrar alguma coisa, sem desembolsar tostões. A preguiça de ler e entender os livros que povoavam as bibliotecas me fez descobrir que deveria recorrer a novos amigos, fazer aliados. Pessoas que buscassem o saber, olhando as telas dos computadores sem nada entender. As que fingem preservar as tradições, debruçadas nas janelas de suas mansões. Por mais estranho que pareça, e mesmo sem saber o nível dessa gente, são elas que continuam entrelaçando, tramando e ditando suas preferências, suas cores e fazendo os milagres acontecerem. São elas que flutuam nos salões, falando em seus celulares imaginários, testemunhando através de gerações os destinos dos outros e garantindo os seus próprios tesouros. É inútil debater essa questão. Tenho pena das pessoas, que usam telefones antigos tentando resgatar o que já se perdeu no mundo. Faço parte dessa parcela flutuante da população que fica observando essa gente que freqüenta mesas de bares, consomem e não são consumidas, misturam sal no café e se deliciam com pimenta no mingau. As que tecem e fiam nossas roupas, e que nos permitem observá-las através das vidraças escuras de seus carros importados. Mas um dia, tudo isso vai me modificar. Qual é o problema?
sexta-feira, 1 de julho de 2011
CAZUZA
O cara nasceu poeta. Escreveu lindos versos.
Eu protegi seu nome por amor, sob o codinome beija-flor!
Quem não gostaria de ter o seu nome protegido por tão lindo codinome?
E os segredos de liquidificador!
Somente uma cabeça como a desse cara, poderia imaginar esse tipo de confissão!
Fez protesto, em relação às drogas, mas sucumbiu a elas! Quem não se lembra do esquálido Cazuza, mostrando toda a sua magreza em público. Naquele espetáculo, havia uma forma de dizer: Jovens cuidado!
E as questões sexuais? Amar foi seu verbo preferido. Amar homens e mulheres, sem preconceitos. Declarar esse amor aos ventos e aos mares, deixando os mais conservadores assustados com esse garoto.
Teria sido ele um anti-herói?
Em cima de um palco se expõem, na maior campanha contra a AID’s que já vimos acontecer. Um grande exemplo para a sociedade! Até onde podemos chegar quando as regras são quebradas!
Irreverente! Corajoso! Instigante! Inteligente!
Será que toda a droga, que já era malhada antes dele nascer, foi estocada prá ele?
Caju foi um homem que ser perdeu, tentando se encontrar. Acredito que sua passagem pela Terra não foi em vão! Que ter nascido daquela mulher foi uma predeterminação, para que outras vidas pudessem ser salvas.
Lucinha, conhecida como a mãe do Cazuza, cuida de muitas crianças, permitindo que elas possam ser respeitadas e aceitas pela sociedade, sem preconceitos.
Ele veio ao mundo para que essas crianças pudessem sobreviver!
Um menino poeta que viveu tão rapidamente que nem deu tempo de viver plenamente!
Cazuza foi um maior abandonado, que não conseguiu fazer o tempo parar, para inventar o seu amor pelo mundo. Um exagerado, cheio de ideologias que sempre sonhou em fazer sempre o melhor para o dia nascer feliz!
Querido Cazuza, a emoção acabou ...
Que coincidência é o amor ...
A “sua” música nunca mais tocou ...
Menino poeta, eu quero proteger seu nome por amor...
Em um codinome beija-flor!
Sua presença eternizou-se nos vôos dos pássaros!
Rápidos! Suaves!
Bailarinos!
Você sonhou acordado!
Nos encantou com sua arte...
Nos emocionou com sua coragem ...
Quando você partiu
Eu prendi meu choro
Não deixei aguar o bom do amor.
Garoto, você nos encantou
Não quero mais mentir
E nem fingir
Não vou mais proteger seu nome
Vou declarar ao mundo o meu amor.
Eu protegi seu nome por amor, sob o codinome beija-flor!
Quem não gostaria de ter o seu nome protegido por tão lindo codinome?
E os segredos de liquidificador!
Somente uma cabeça como a desse cara, poderia imaginar esse tipo de confissão!
Fez protesto, em relação às drogas, mas sucumbiu a elas! Quem não se lembra do esquálido Cazuza, mostrando toda a sua magreza em público. Naquele espetáculo, havia uma forma de dizer: Jovens cuidado!
E as questões sexuais? Amar foi seu verbo preferido. Amar homens e mulheres, sem preconceitos. Declarar esse amor aos ventos e aos mares, deixando os mais conservadores assustados com esse garoto.
Teria sido ele um anti-herói?
Em cima de um palco se expõem, na maior campanha contra a AID’s que já vimos acontecer. Um grande exemplo para a sociedade! Até onde podemos chegar quando as regras são quebradas!
Irreverente! Corajoso! Instigante! Inteligente!
Será que toda a droga, que já era malhada antes dele nascer, foi estocada prá ele?
Caju foi um homem que ser perdeu, tentando se encontrar. Acredito que sua passagem pela Terra não foi em vão! Que ter nascido daquela mulher foi uma predeterminação, para que outras vidas pudessem ser salvas.
Lucinha, conhecida como a mãe do Cazuza, cuida de muitas crianças, permitindo que elas possam ser respeitadas e aceitas pela sociedade, sem preconceitos.
Ele veio ao mundo para que essas crianças pudessem sobreviver!
Um menino poeta que viveu tão rapidamente que nem deu tempo de viver plenamente!
Cazuza foi um maior abandonado, que não conseguiu fazer o tempo parar, para inventar o seu amor pelo mundo. Um exagerado, cheio de ideologias que sempre sonhou em fazer sempre o melhor para o dia nascer feliz!
Querido Cazuza, a emoção acabou ...
Que coincidência é o amor ...
A “sua” música nunca mais tocou ...
Menino poeta, eu quero proteger seu nome por amor...
Em um codinome beija-flor!
Sua presença eternizou-se nos vôos dos pássaros!
Rápidos! Suaves!
Bailarinos!
Você sonhou acordado!
Nos encantou com sua arte...
Nos emocionou com sua coragem ...
Quando você partiu
Eu prendi meu choro
Não deixei aguar o bom do amor.
Garoto, você nos encantou
Não quero mais mentir
E nem fingir
Não vou mais proteger seu nome
Vou declarar ao mundo o meu amor.
Edison Borba
BULLYING
– UM GRAVE PROBLEMA SOCIAL.
Bullying um fenômeno bastante instigador. Há dias os meios de comunicação noticiam os diversos casos de bullying, que estão acontecendo na nossa cidade, estado, país e no mundo. Situações constrangedoras envolvendo crianças, jovens e adultos. Uma epidemia! Há várias preocupações sobre esse fenômeno: as jurídicas, as psicológicas, as criminais, as sociais entre tantas. Infelizmente, as Unidades de Ensino tem sido os ambientes onde o bullying, é mais observado. Por esse motivo, todos os que labutam nessa área precisam analisar, discutir e obter informações exaustivas sobre esse fenômeno. Acreditamos que é preciso haver uma ação conjunta da sociedade, no sentido de estudar profundamente para entender e buscar formas de ação educativa para cuidar não só das vítimas, mas também dos “algozes”. Ambos precisam de ajuda. Nossa sociedade vive um momento onde as ações inovadoras e empreendedoras, são cada vez mais colocadas como sendo o caminho para melhorarmos as condições de vida da Terra. Porém, o que acontecerá com as crianças e jovens que experimentam situações de bullying, quando se tornarem adultas? Como obtermos bons cidadãos e profissionais competentes se em suas vidas houverem cicatrizes deixadas por praticarem ou sofrerem ações agressivas, ou seja, o bullying? No pensamento de Ramsey Clark, advogado americano; podemos traduzir os malefícios desses atos:
Anônimo 1: “fui vítima de bullying praticamente em toda minha vida escolar. Foram anos terríveis, eram xingamentos dos colegas, e até por parte de alguns professores, que faziam vista grossa para o caso. Até hoje, passados quase 27 anos, guardo isso dentro de mim”.
Anônimo 2: “em relação aos colegas,eram xingamentos e rejeições. Tinha dificuldade de aprendizado, tirava muita nota baixa e todo ano ficava em recuperação. Fui reprovada duas vezes. Ninguém queria fazer trabalho comigo. Hoje sou adulta, tenho 31anos, mas as cicatrizes são visíveis. É difícil lidar com isso.
Anônimo 3: “também fui vítima durante todo o ensino fundamental. No ensino médio apresentava uma timidez excessiva, acredito foi seqüela do que aconteceu no fundamental. As marcas ficam e são difíceis de sair. Hoje tenho 33 anos, não tenho amigos de infância ou colégio. Não desejo que nenhuma criança sofra as humilhações e perseguições que sofri. Da escola só tenho recordações ruins.
Bullying um fenômeno bastante instigador. Há dias os meios de comunicação noticiam os diversos casos de bullying, que estão acontecendo na nossa cidade, estado, país e no mundo. Situações constrangedoras envolvendo crianças, jovens e adultos. Uma epidemia! Há várias preocupações sobre esse fenômeno: as jurídicas, as psicológicas, as criminais, as sociais entre tantas. Infelizmente, as Unidades de Ensino tem sido os ambientes onde o bullying, é mais observado. Por esse motivo, todos os que labutam nessa área precisam analisar, discutir e obter informações exaustivas sobre esse fenômeno. Acreditamos que é preciso haver uma ação conjunta da sociedade, no sentido de estudar profundamente para entender e buscar formas de ação educativa para cuidar não só das vítimas, mas também dos “algozes”. Ambos precisam de ajuda. Nossa sociedade vive um momento onde as ações inovadoras e empreendedoras, são cada vez mais colocadas como sendo o caminho para melhorarmos as condições de vida da Terra. Porém, o que acontecerá com as crianças e jovens que experimentam situações de bullying, quando se tornarem adultas? Como obtermos bons cidadãos e profissionais competentes se em suas vidas houverem cicatrizes deixadas por praticarem ou sofrerem ações agressivas, ou seja, o bullying? No pensamento de Ramsey Clark, advogado americano; podemos traduzir os malefícios desses atos:
“Um direito não é o que alguém dá a você, é o que ninguém pode lhe tirar”.
Quando alguém é submetido a uma ação violenta, como o bullying, tira-se dessa pessoa aquilo que lhe é mais sagrado - a liberdade.
Através de alguns depoimentos, podemos perceber o quanto esse fenômeno prejudica à sociedade como um todo. Não se trata de um fato isolado e que acontece num determinado local e época. As marcas são eternas.Os prejuízos sociais são aterrorizantes.Anônimo 1: “fui vítima de bullying praticamente em toda minha vida escolar. Foram anos terríveis, eram xingamentos dos colegas, e até por parte de alguns professores, que faziam vista grossa para o caso. Até hoje, passados quase 27 anos, guardo isso dentro de mim”.
Anônimo 2: “em relação aos colegas,eram xingamentos e rejeições. Tinha dificuldade de aprendizado, tirava muita nota baixa e todo ano ficava em recuperação. Fui reprovada duas vezes. Ninguém queria fazer trabalho comigo. Hoje sou adulta, tenho 31anos, mas as cicatrizes são visíveis. É difícil lidar com isso.
Anônimo 3: “também fui vítima durante todo o ensino fundamental. No ensino médio apresentava uma timidez excessiva, acredito foi seqüela do que aconteceu no fundamental. As marcas ficam e são difíceis de sair. Hoje tenho 33 anos, não tenho amigos de infância ou colégio. Não desejo que nenhuma criança sofra as humilhações e perseguições que sofri. Da escola só tenho recordações ruins.
Até aqui, focamos a situação de quem sofre a ação de bullying. Imaginemos agora, como estarão os aplicadores, os agentes ativos da agressão. Quem são esses cidadãos? Como estarão agindo? Se a vítima guarda cicatrizes, o algoz continua agindo na sociedade, encoberto por um título ou um cargo que lhe confere poder. Os problemas do bullying são maiores do que ainda podemos perceber. O tempo revelará os seus malefícios, portanto temos que agir agora, impedindo que esse fenômeno continue a existir. Educação é a grande saída!
Edison Borba.
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