domingo, 20 de maio de 2012

"CARROSSEL" DISCIPLINAR

Palavra complicada. Muitas vezes usada para definir o conjunto de assuntos que deverão ser estudados em um determinado campo. Costumamos mencionar as disciplinas escolares, como: geografia, história, biologia, matemática entre outras, como fundamentais para a formação de um estudante em cidadão integrado à sociedade.Cada disciplina possui um conteúdo específico que deverá ser trabalhado segundo um mecanismo gradativo, que deve obdecer à uma cronologia estabelecida para que haja o aprendizado.
Mas também, podemos mencionar disciplina, como à obediência ao conjunto de regras que norteiam uma pessoa, um grupo ou sociedade.
Ter disciplina, isto é, saber controlar instintos e vontades no sentido de manter o bom relacionamento e funcionamento em um grupo social.
Desde que nascemos, somos submetidos à uma série de regulamentos que se iniciam nos horários das mamadas dos bebês. Aos poucos vamos aprendendo a controlar vontades e desejos, como forma de adaptação ao meio em que vivemos. Cabe aos familiares, às escolas e aos adultos iniciarem esse processo, que é lento, gradativo e que deve acontecer sempre acompanhado de informações sobre os motivos de termos disciplina ou auto-controle.
Quando, falta disciplina, uma série de problemas começam a ameaçar o equilíbrio de um grupo ou de alguém isoladamente. Principalmente, quando em nome da manutenção do bem estar de alguns, as regras começam a “inclinar” apenas para um lado, gerando problemas relacionados à injustiça.
Numa família, as regras devem ser seguidas por todos, indistintamente, e sempre acompanhadas das devidas observações. Nas salas de aula, cabe aos professores estabelecer as regras e explicá-las aos alunos no sentido de obter uma disciplina por entendimento da imprtância desta ou daquela forma de proceder. É extremamente nefasto para a formação do caráter de uma pessoa, quando regras são quebradas permitindo que haja vantagens para os que não seguem as regras disciplinares ou quando a discipolina é imposta, sem haver o devido entendimento sobre o que nós é solicitado.
Esta semana, a imprensa divulgou uma série de informações sobre novelas que trabalham com crianças como protagonistas, atuando como atores mirins. A nota é complementada informando que existem privilégios para alguns em detrimento aos outros, gerando falta de disciplina nos bastidores.
Que situação lastimável, principalmente no que se refere à formação do caráter desses mini atores.
A profissão de ator, é complexa,  pois o trabalhador nesse campo artístico, tem que exercitar a dinâmica de viver entre realidade e ficção. Ser mau ou ser bom, é apenas uma questão de texto. Roubar e matar numa história para na outra ser o herói e benfeitor é apenas uma questão que depende do autor da história. Tudo isso,  faz com que o auto-controle tenha que ser um exercício constante.
O que irá acontecer com as crianças que estão sendo iniciadas no munto do faz-de-conta, através das portas da indisciplina e deslealdade?
Que cidadãos estamos formando através da concessão de privilégios e favorecimentos especiais?
É tão desumano para quem não recebe quanto para quem é dado o favor. Em ambos os casos estamos deformando o cidadão.
É lamentável, que em nome da vaidade de alguns adultos, crianças tenham  formações distorcidas  quanto aos valores sociais. Ter disciplina é fundamental para a manutenção do equilíbrio da sociedade.
Portanto, senhores adultos, manter um ambiente saudável, onde as regras disciplinares são as mesmas para todos, é fundamental para a formação de cidadãos éticos.
Edison Borba

sábado, 19 de maio de 2012

DONNA SUMMER - LAST DANCE

Canta e encanta a primeira música e me faz esquecer a vida.

Como passarinho eu quero voar. Eu vou voar.

Canta e canta mais. Quero ouvir você cantando a segunda música.

Traga a paz ao meu coração. Me faz girar e girar pelo salão.

Canta mais. Canta a terceira. Não me deixe parar de sonhar.

Canta mais e mais. Não é fácil resistir a sua voz.

Na verdade eu quero esquecer o mundo.

Canta mais e mais e mais.

Todas as noites eu espero por você.

Todas as manhãs eu penso em você.

Não consigo esquecer a sua voz. Seu canto me apaixona. Sua voz me faz sonhar.

Canta mais. Você é a rainha dos salões. Você domina as festas.

Canta como uma cigana que fascina e nos faz sentir senhores da festa.

Você  é magia é sonho e fantasia. É ilusão. É miragem.

Eu sou um príncipe ao som de sua voz.

Canta mais. Na deixe a música parar. Mais e mais.

Canta mais. Canta Donna! Canta!

Não quero ouvir a última música.

Não quero que as luzes se apaguem.

Não quero perder a emoção.

Não quero te perder.

Canta! Canta!

Não deixe que a correnteza leve você.

Não deixe o salão vazio.

Não quero ouvir Last Dance!

Não, Last Dance, não!

Edison Borba

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FENÔMENO

Segundo o dicionário, fenômeno pode ser traduzido das seguintes maneiras:
“tudo que se observa de extraordinário no ar ou no céu”  

“aquilo que é raro e surpreendente, prodígio, maravilha”  

“pessoa que se distingue por algum talento extraordinário”

“pessoa ou objeto que tem algo de anormal ou extraordinário”.

Extraordinário é uma palavra constante nas definições de talento. Cortando o vocábulo, temos uma soma de extra + ordinário.

Extra =  fora do comum. O que está acima da média.

Ordinário = o que é regular, comum ou useiro. Mas também pode ser  de má qualidade.

Após esse passeio pelo mundo da gramática, analisemos  significado de fenômeno, nos dias de hoje.

Acredito que o  mundo nunca presenciou tão grande quantidade de fenômenos. Não passa um mês sem que haja  a explosão de um fenômeno. A internet tem sido à responsável pela construção desse tipo de situação. Através dela, uma borboleta bate as asas no Brasil e na mesma hora os chineses sentem os resultados de tal fato.

Os fenômenos surgem nas mais diversas áreas. Seres que saem da “normalidade” e em poucos minutos ocupam os noticiários, as conversas, os jornais entrando nas nossas vidas, dormindo nas nossas casas, invadindo nossa intimidade.

Nos primeiros momentos alguns até nos surpreendem e nos agradam, mas com a persistência da sua presença, se transformam em monstros assustadores.

Diariamente eles estão nas primeiras páginas dos jornais, nas capas das revistas, nos noticiários televisivos, nas vozes dos radialistas. Fantasmas que nos assustam até em momentos  íntimos.

Não ousem ligar uma televisão de motel! Eles surgem na tela interferindo na festa.!

Essa avalanche de fenômenos é responsável pelo aumento do uso de remédios conhecidos como “tarja preta”. Não  há como manter equilíbrio emocional diante das cachoeiras de moicanos ou de louras boazudas, exibidos com tanto freqüência em nossos lares. As peladonas exibindo  poupanças siliconadas que provocam crises nervosas em pessoas frágeis. Já foram constatados casos de internação de pacientes que gritavam sem parar “ai se eu te pego”. Esse bordão, considerado um fenômeno, tem sido usado como forma de tortura mental por alguns segmentos inescrupulosos da sociedade.

Houve época em que os fenômenos eram construídos gradativamente e se transformavam em ícones da pintura, ou da literatura e até mesmo do futebol. Esses casos, ainda podem ser apreciados, após vários anos de seu surgimento.

Provavelmente, podemos considerá-los como fenômenos verdadeiros e não passageiros.

Enquanto escrevia esse comentário, provavelmente um novo fenômeno está surgindo em algum lugar perdido no mundo. Em poucos segundos ele estará na internet, nas páginas dos jornais e revistas  e principalmente dentro das nossas cabeças martelando dia e noite, interferindo em nossos sonhos.

Que Deus nos livre dos extraORDINÁRIOS que a qualquer momento poderão surgir para assombrar nossas vidas. Ai se eu te pego ...

Edison Borba também é uma vítima dos fenômenos!

quarta-feira, 16 de maio de 2012

É O MAIOR. É O MELHOR?

A seca é um fenômeno cíclico das terras nordestinas. Inúmeros filmes e romances foram criados tendo como pano de fundo essa calamidade.
Animais mortos em pastos ressecados. O verde abrindo espaço para o marrom e o bege. Uma fina poeira dançando ao sabor do vento. Homens, mulheres e crianças caminhando horas a pé na tentativa de encontrar alguma “gota” que lhes possa matar a sede. Esse quadro se repete em ciclos.
As enchentes amazônicas também acontecem observando um sistema de chuvas. As águas que caem nas cabeceiras aumentam o volume dos rios, que provocam inundações em muitas cidades.
Tanto a seca quanto as enchentes, são fenômenos característicos da paisagem brasileira. Acontecem com maior ou menor intensidade, dependendo de diversos fatores ambientais. Eles são cíclicos, isto é, podem ser esperados e assinalados em nossos calendários.
O mundo cresceu, as sociedades se orgulham das  incríveis tecnologias. Máquinas sofisticadas são lançadas nos mercados. Fala-se em comunicação globalizada. Uma rede de computadores mantém o mundo plugado.
Nada disso tem sido suficiente para haver uma organização capaz de conviver com os fenômenos da natureza.
Este ano, estamos convivendo com uma das maiores secas nordestinas e uma das graves enchentes amazônicas. E paralelamente a esses fenômenos, estamos observando o grande despreparo para conviver com o que já se espera da natureza.
Há países que se preocupam em construir prédios que possam suportar os abalos sísmicos. Esses povos não esperam acontecer, agem antes do fenômeno se manifeste.
O Brasil, o maior país da América Latina, “curte” conviver com títulos de “é o maior”. Infelizmente esse status de grandeza, não é paralelo ao de “melhor”. Há uma inversão de valores, tudo indica que deixar acontecer para depois tentar remediar é um comportamento tipicamente brasileiro. Ostentar o título de ter o maior território sulamericano onde acontece a mais impressionante seca e a mais devastadora enchente de rio de todos os tempos nos enche de orgulho. Continuamos com mania de grandeza, nem que seja para as catástrofes.
Os noticiários afirmam que há tempos não acontecia uma seca tão grande. Mostram gráficos e percentuais sobre as enchentes amazônicas e afirmam que esta é uma das maiores que já aconteceu em nosso país.
Pomposamente anunciam a grande quantidade de municípios nordestinos atingidos pela seca. Mostram imagens da sofrida população e gráficos comparativos com anos anteriores, afirmando que em 2012  a situação está bem pior.
Situações apresentadas com um “certo” orgulho e mania de grandeza. Somos os maiores, não importa em que!
Continuo com a mesma questão: se é cíclico, logo é esperado. Sendo esperado, por que não existe uma organização para que o fenômeno não se transforme em tragédia?
Onde estão os recursos para as obras de prevenção às secas e as enchentes?
Enquanto tudo isso acontece, no planalto central, uma cachoeira de escândalos inunda o país com a lama da corrupção. Somos campeões em desvio de verbas públicas. Somos imbatíveis em corrupção.
O importante é ocupar o primeiro lugar, mesmo que seja em falcatruas!
Uma vergonha!
Edison Borba





NA LOCADORA - 11

FILME:  O PALHAÇO

Produção brasileira com Selton Mello (como ator e diretor) e Paulo José.

Adorável, lindo e encantador são alguns adjetivos para esse excelente filme.

Podemos vê-lo com olhos de criança, e nos encantarmos com o mundo do circo e principalmente com as peripécias dos palhaços Pangaré e Puro Sangue.

Ou então mergulharmos nas histórias de cada um dos personagens e tentar entender como é viver da arte circense.

Também é uma opção, tentar entender as dúvidas do personagem Benjamim (Selton Mello) e a sua busca por uma identidade. Participar da sua insegurança em ser ou não ser um palhaço.

Maravilhosa a parceria Selton e Paulo José. Entrosamento perfeito. Palhaços. Pai e filho. Pura emoção e total domínio da arte de representar.

O Circo Esperança, onde acontecem às atrações de “O PALHAÇO”, é um mundo mágico. Seus habitantes são fantásticos. Entre eles, a garotinha de olhos doces, que sonha, apesar de acompanhar atenta a dura realidade dos seus companheiros de picadeiro.

Belo espetáculo para ser visto várias vezes.
Edison Borba

HOJE É DIA DO GARI?

Qual é o dia do gari? Essa pergunta é feita constantemente com o intuito de saber o dia que os profissionais da limpeza farão a coleta do nosso lixo.
Todos os dias é dia de varrer, lavar, esfregar, coletar e deixar nossas ruas, jardins  e praças mais limpos para que possamos usufruir de uma cidade mais acolhedora.
Homens e mulheres que se destacam pelas roupas coloridas e vassouras nas mãos, mas que não tem seus rostos reconhecidos pela sociedade.
Nem sempre trabalhando em condições de segurança, esses profissionais merecem todo o nosso carinho e respeito. Sem eles, em poucas horas nossa vida se transforma num “inferno”.
A produção diária de lixo de cada cidadão é extremamente grande. Façamos uma experiência: ao acordar pegue uma sacola e vá colocando na mesma todo o lixo que você produzir. Até aquele que consideramos repugnante. Vá juntando o que descartamos pela manhã, a tarde  e a noite. No dia seguinte observe o quanto foi produzido. Multiplique pelo número aproximado de habitantes da sua cidade e você terá uma estimativa do quanto de lixo produzimos. Talvez a maior surpresa, será perceber o quanto cada um de nós, separadamente, produz.
Acredito, que se esse experimento fosse realizado por todos nós, teríamos uma consciência maior do que significa higiene e limpeza e qual a importância que os garis têm para a nossa sobrevivência.
Tomar consciência é sentir o quanto somos responsáveis por alguma coisa.  Passar um dia carregando o seu próprio lixo. Ir a um encontro carregando numa sacola o que descartamos deve ser uma experiência inenarrável.
Acredito que essa seja uma das melhores formas aprendermos o significado de poluição.
Portanto, dia do gari, poderia ser o dia em que cada cidadão tivesse consciência da sua contribuição para a poluição ambiental.
Todos, sem exceção, ricos e pobres. Famosos ou pessoas simples do povão. Militares e civis. Religiosos e ateus. Homens e mulheres. Adultos e crianças. Empresários e operários. Todos responsáveis pelo lixo que produz.
Enquanto essa experiência não acontece, aproveitamos para abraçar e agradecer os garis pelo seu dia – 16 de maio! Parabéns!

Edison Borba

sábado, 12 de maio de 2012

MÃES

Maio mês das noivas. Das mulheres que sonham com o dia mais feliz de suas vidas. Vestidas de branco, caminhar pela nave de uma igreja, para encontrar o príncipe. O seu encantado príncipe. Sonhos que nem sempre se transformam em felicidade, mas em pesadelos.
Mas, vale arriscar! Vale sonhar! Imaginar que serão felizes para sempre!

Muitas dessas mulheres transformam-se em mães e irão de juntar a tantas outras, que também são mães. Nem sempre, seus filhos são produtos de sonhos e de casamentos realizados dentro dos padrões que a sociedade estabelece.

Mas, mãe é uma condição sem questionamentos. É uma experiência somente das mulheres. Todas, sem exceção. O sentimento de maternidade é genético e está inserido no genoma feminino. Mesmo sem parir, uma mulher sabe definir o que é ser mãe!

Mães solteiras, abandonadas enganadas, por um momento de amor.

Mães precoces, meninas brincando com bonecos vivos.

Mães independentes, uma ficha de arquivo, alguns espermatozóides e realizam o sonho.

Mães trabalhadoras, jornada dupla de trabalho. Incansáveis!

Mães babás cuidam do filho da patroa enquanto o seu espera por amor.

Mães abandonadas, solitárias em asilos esperam pelos filhos que não as visitam.

Mães viúvas, assumindo um duplo papel.

Mães presidiárias seguram a “onda” do cárcere e a distância dos filhos.

Mães saudosas por filhos que voaram do ninho e hoje vivem distante.

Mães adotivas geram em seus corações enquanto outras o fazem nos úteros.

Mães da Praça da Sé que esperam. Esperam. Esperam.

Mães de filhos mortos e quartos vazios. Enterram seus filhos e seus sonhos.

Mães de presidiários, que se questionam: porque meu filho?

Mães das mães, as avós.

A todas vocês, respeito e carinho!

As que habitam nosso imaginário - saudade!

Edison Borba