domingo, 22 de julho de 2012

GERAÇÕES

Um avô – um neto
Dois  homens

O idoso e o jovem

Mundos diferentes

Conversas  iguais

Entre desiguais

Experiência e juventude

Relacionamento fortalecido

Troca de informações

Ideias divergentes

Ideais semelhantes

Realidades  e  realizações

Esperanças

Um encontro de gerações

Histórias  vividas

Histórias sonhadas

Sonhos realizados

Sonhos a realizar

O antigo e o novo

Ambos querem buscar

Novos caminhos a trilhar

Grandes amigos

Ainda terão muito chão pra caminhar

Muitos sonhos a realizar

Um avô – um neto

Gerações que geram ações!

Para Daniel – sobrinho, neto e amigo.
Edison Borba




sexta-feira, 20 de julho de 2012

MARÍLIA PERA

Estou chegando do teatro, ainda inebriado pelo belo espetáculo que assisti: Marília Pera em “Herivelto, como conheci”.
Texto inteligente, que sob a condução de Marília, torna-se encantador. Mesclando prosa e versos, texto e música o espetáculo é conduzido com a participação da plateia. 
Uma releitura da vida de Herivelto Martins, que quase sempre é associada a grande Dalva de Oliveira,  mulher, com quem viveu uma intensa e conturbada relação afetiva.
Nesse texto, a história do compositor e cantor é contada a partir do seu relacionamento com a sua segunda esposa,  seu grande amor, Lurdes.
Marília conversa, conta histórias, canta e encanta a plateia com a sua versatilidade. Elegante, como sempre, a grande diva da dramaturgia brasileira, mais uma vez merece nossos aplausos.
Vale a pena ir ao teatro e assistir a esse grande espetáculo!
Edison Borba

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O SALÁRIO DO REI

A crise financeira que atinge a Europa  não poupou a Espanha. Problemas sérios estão atormentando o povo espanhol. O desemprego, além de outras situações, fazem um teste de cidadania em todos os que habitam e amam esse lindo país.
O rei, seu filho e herdeiro além dos outros membros da família real terão seus ganhos diminuídos como forma de colaborar para minorar os problemas espanhóis..
Mais do que a questão financeira, a atitude tem um grande significado. Os atos vão além dos fatos. Abrir mão de qualquer coisa que nos de ou poderá nos dar prazer é bastante difícil.
Há poucos dias no Brasil um casal de moradores de rua devolveu uma boa importância em dinheiro, encontrado no lixo.
Essa atitude chamou a atenção de todo a imprensa brasileira, da mesma forma que os noticiários do mundo estão publicando a forma com que o rei espanhol se comportou.
Estamos nos acostumando com a falta de ética, com comportamentos desleais, com a exploração do trabalhador, com os desvios de verbas públicas, de tal forma  que as atitudes inversas passam a ser extraordinárias.
Invertemos a situação, o que deveria ser o normal e comum, passou a ser maravilhoso. Ser leal, honesto e ético é inacreditável.
É lastimável e triste, acompanhar essa nova forma de comportamento social. Como escreveu Marina Colasanti, em uma belíssima crônica – “eu sei que não devia, mas a gente se acostuma”.
Eu sei que deveria protestar mais, reclamar mais, exigir muito mais. Porém, acabo me acostumando com o que é errado e imoral. Fecho meus olhos e minhas janelas e deixo a vida de seguir seu curso.
O Japão, que sofreu terremotos e tsunames, já reconstruiu quase todo o país. Casas, pontes, viadutos já estão reedificados, num grande exemplo de força e amor a terra. Aqui no Rio de Janeiro, as cidades afetadas por fortes chuvas em anos passados ainda estão com ruas obstruídas e população desabrigada. Restos da tragédia ainda estão espalhados pelas cidades vitimadas pela catástrofe. O dinheiro que deveria ser aplicado na reconstrução desapareceu. Ninguém sabe ninguém viu e os ladrões continuam livres a espera de uma nova calamidade para que possam se alimentar com o sofrimento do povo. Vampiros de vidas humanas sempre espreitando uma nova tragédia.
Tanto o rei quanto o sem teto, tornaram-se exemplos de que vale a pena tomarmos atitudes certas e sérias quando a questão envolve o bem da comunidade.
Quem sabe, algum dia, um anjo desça sobre a terra da promissão, chamada Brasil e com as suas asas abertas sobre toda essa nação, transforme através de um grande milagre, o comportamento, principalmente de alguns políticos e empresários.
Que a luz da justiça desça sobre todo o povo brasileiro e dessa forma, nunca mais faltará teto e pão para as famílias que trabalham sustentando tão promissor país com o suor de seus rostos.
Edison Borba

terça-feira, 17 de julho de 2012

DORES DE VIVER

Durante o ciclo de vida de um ser humano, várias dores serão sentidas e suportadas. Algumas são físicas, outras mentais e até as dores espirituais. Qualquer uma delas, é única, e individual. A dor é nossa. Apenas quem a sente sabe avaliar a sua intensidade.
Uma simples dor de cabeça, aquela que vem devargazinho e passa o dia todo com a gente, incomodando, aborrecendo tirando-nos o prazer de viver. Essa dor tão comum, que acomete uma grande maioria de pessoas em todo o mundo, é simplesmente única. Cada um tem o seu próprio sentido e percepção da sua dor.
Outras dores que invadem nosso corpo deixando-nos incomodados com um dente, rins, estômago ou qualquer outra parte do organismo é sempre individual. Ninguém saberá jamais avaliar o que sente o outro. “A dor é minha em mim doeu” afirmou o poeta.
Mas  as dores não podem ser avaliadas isoladamente. Elas se interligam formando uma rede de sofrimento bastante complexa.
O organismo humano funciona interligado através dos fios neurológicos que estabelecem conexões entre todas as células que constituem o corpo humano. Portanto, não existe apenas uma dor física ou psicológica separadamente. Dor é uma sensação desagradável, variando de intensidade, desestabilizando todo o organismo na qual ela está acontecendo.
Porém, existem situações em que o corpo não está doente. Nenhuma parte dele está desorganizada. São questões que provocam dores violentamente fortes e difíceis de serem entendidas e curadas. Elas acontecem fora do nosso corpo, são situações que nos cercam e que se transformam em algo muito maior que uma dor orgânica. São fatos, acontecimentos, coisas que fogem ao nosso controle, mas que nos atingem como bombas nucleares. Machucam, sangram, deixam cicatrizes e é necessário que haja muita força para aceitá-las e conviver com as marcas que ficam em nossa vida.
Arrumar o quarto do filho que morreu.
O abandono, a perda de uma paixão.
Ficar sozinho vendo seu amor ir ao encontro de outro alguém.
O sentimento de injustiça. Ser acusado por algo que não se fez.
Sofrer com uma ingratidão.
Segurar a alça do caixão no enterro de um grande amigo.
Ser discriminado. Sentir o preconceito na sociedade em que se vive.
Desconhecer o paradeiro de alguém querido que, desapareceu  no mundo.
Esperar por notícias que nunca chegam.
Essas dores, ou sentimentos de dor estão além do corpo e da mente. Elas acontecem no mais profundo do nosso corpo. Não existe na medicina, analgésico capaz de diminuir o sofrimento causado por esses males.
O tempo, a fé, a ocupação com tarefas de utilidade pública, o cultivo de flores são algumas formas de cicatrização para feridas tão profundas.
Cada um deve buscar uma forma de remédio para sanar essas dores.
Transformá-las em amor por algo, alguém ou até um animal pode minimizá-las.
Mas, as marcas causadas serão cicatrizes que jamais deixarão de existir.
Edison Borba

segunda-feira, 16 de julho de 2012

MENINAS? MULHERES?


Onde estão as nossas meninas?
Aquelas que brincavam com bonecas
E sonhavam  com príncipes encantados?
Meninas em salões de beleza
Maquiando rostos inocentes
Imitando adultos em movimentos sensuais.
Onde estão as nossas garotas
Que ouviam histórias
Corriam no parque perseguindo borboletas?
Crianças representando mulheres
Tentando ser adultos se transformam em caricaturas.
Onde se encontram as menininhas crianças
Com alma infantil?
Redundância
Minha redundância
Meus questionamentos
Crianças arremedo de adultos
Cabeças deturpadas
Mentes modificadas
Ganância do mundo adulto
Que se preocupa em vender produtos
Batom, esmalte, maquiagem
Que pintam rostos inocentes
Destruindo a infância
Transformando nossas meninas
Em tristes palhaços de estimação
Brinquedos de propaganda
Perdidas na ilusão de ser adulto
Antes do tempo
Antes do amadurecimento
Tristes meninas
Caricaturadas e humilhadas
Na fantasia comercializada.

Edison Borba

O SILÊNCO DE Paul McCartney

As leis existem para ser cumpridas, porém, muitas vezes (muitas vezes mesmo), elas deixam de ser levadas a sério, principalmente quando se trata de aplicá-las aos FAMOSOS.
Infelizmente, o Brasil é um dos países campeões da lei das “carteiradas”, isto é, o cidadão quando apanhado burlando alguma regra social,  mostra a sua carteira e fala com voz de autoridade: “sabes com quem estás falando?”
Essa mágica frase, faz com que algumas autoridades policiais, deixem de cumprir com o seu dever esquecendo, de punir o  infrator.
Nas estradas o abuso de bebidas alcoólicas, atitude que fere a lei que proíbe beber e dirigir, é constantemente burlada por artistas, políticos,.atletas, empresários, filhos de emergentes, cantores e outros indivíduos que se consideram acima da lei e da ordem.
E dessa forma vamos caminhando, dia após dia, sobrevivendo às incoerências de se viver numa sociedade das desigualdades.
Aqui, na maravilhosa cidade, ser uma pessoa comum, não pertencer ao “seleto” grupo de caras, bocas e bumbuns é conviver com tratamentos diferenciados.
Por tudo isso é que tomar conhecimento que Paul McCartney foi impedido de cantar a canção de encerramento do show em que participava com Bruce Springsteen, em Londres, foi incrivelmente interessante.
Em Londres, no Hyde Park, a lei do silêncio funciona!
Lamentavelmente os fãs deixaram de ouvir uma canção, mas felizmente, os moradores do local, pessoas que pagam impostos e contribuem com seu trabalho para o fortalecimento do país, tiveram a garantia de um sono tranquilo.
É constrangedor admitir, que se o espetáculo fosse realizado no Rio de Janeiro, o querido Paul poderia cantar até o dia clarear.
Aqui, na cidade maravilhosa, a lei do silêncio, assim como outras leis, não são devidamente cumpridas. Morar na região da Lapa, onde se acumulam bares e restaurantes ou em frente às praias onde constantemente são realizados grandes shows, é conviver com barulho até altas horas da madrugada.
Parabéns ao povo Londrino que tem seus direitos garantidos pelo cumprimento de suas leis.
Parabéns ao Paul McCartney, que não usou de seu prestígio para burlar as regras da sua cidade.
Dois bons exemplos a serem seguidos.
O silêncio do Paul, fez soar bem alto a voz dos direitos humanos!
Valeu McCartney!
Edison Borba

domingo, 15 de julho de 2012

DIA DO HOMEM

No Brasil, 15 de julho, comemora-se o dia Internacional do homem. Em outros países, essa comemoração acontece no dia 19 de novembro.
Numa perspectiva da Biologia, homem refere-se ao ser humano, sem conotação de gênero, masculino ou feminino.
Homem, o representante da espécie humana. O ser racional. O que pensa, elabora ideias e com elas constrói e destrói. O ser que se acha acima do bem e do mal. O que se coloca num pedestal tão alto que nem se considera uma ínfima parcela de todo o universo. Imagina ser o próprio universo.
Aquele que faz a guerra em nome da paz. Que ataca apenas usando como pretexto a defesa. O que escraviza para defender a liberdade. O que destrói para construir. Que em nome de uma suposta ética, torna-se imoral.
Esse homem, seja ele “masculino” ou “feminino”, entre aspas, precisa mais que um dia. Ele tem necessidade  de trezentos e sessenta e cinco dias de conscientização, de sensibilização,  de educação no sentido mais amplo que essa palavra possa ter. Antes que perca totalmente a racionalidade, esse ser precisa de atendimento urgente.
Quanto ao dia do homem, gênero masculino, esse também precisa de reflexões específicas, tais como:
Quais as suas atribuições na sociedade em que está inserido?
Que direitos e deveres possui?
Qual o significado do gênero masculino, para os seres masculinos?
O que significa ser UM pai ou O pai?
Academia de musculação ou academia literária?
Com conjugar e combinar os verbos malhar e amar?
Como se respeitar buscando a melhoria da sua saúde física, mental e espiritual?
Como lidar com o mundo “encantado” da liberdade sem regras?
Como se relacionar com todos os gêneros sem preconceitos e violência?
Como ser exemplo de dignidade e ética para que nossos meninos possam crescer com uma perspectiva de que masculinidade está além de sexo sem responsabilidade?
Todas essas e muitas outras questões deveriam ser analisadas nesse e em todos os dias do ano, por meninos e meninas, homens e mulheres e por todos os gêneros que ocupam espaço nesse planeta.
Edison Borba