quarta-feira, 23 de abril de 2014

A "HUMANIDADE" DE DEUS!

   
          Deus criou a “humanidade” a sua imagem e semelhança. Porém, as nossas atitudes estão cada vez mais sendo incompatíveis com os desejos do Criador. Portanto Deus está usando de sua “humanidade” para com os nossos atos pouco humanos.
O senso de “humanidade” dos seres criados pelo Senhor, está cada vez menos humano, obrigando a Ele, usar de muita paciência e “humanidade” para não tomar uma atitude drástica, com todos os seres humanos.
É complexo e contraditório, perceber que a “humanidade” está cada vez mais desumana. Guerras, terrorismo, assassinatos, violência, traição, preconceitos, egoísmo, raiva, egocentrismo e tantas outras condições que demonstram que a humanidade vem perdendo a sua essência de “humanidade” a passos largos.
A história nos conta que em outras ocasiões o Senhor já demonstrou a sua insatisfação, quando destruiu Sodoma e Gomorra. As chuvas inundando  a Terra, foi uma forma de avisar que a “humanidade” estava passando dos limites. Noé foi preservado, juntamente com a sua família, mas à sua descendência, também se deteriorou.
Acredito que em muitas ocasiões Deus deve pensar que a sua obra falhou.
Há muitos anos, enviou seu filho  a terra, mas a “humanidade”  foi desumana e cruel, não reconhecendo em Jesus o filho de Deus. Matou-o da forma mais desumana possível.
Deus está sendo muito paciente com esta nova geração de humanos, que a cada dia se desumaniza mais e mais. No cerne da questão, surgem a cada momento mais  grupos que se dizem donos da palavra de Deus. Tal como em outros tempos, a desumanização religiosa cresce como as sete pragas do Egito.
Os países em que o homem dividiu a Terra constroem barreiras de desumanidade, deixando os povos cada vez mais desunidos. E nas próprias nações irmãos brigam contra irmãos, lembrando Caim e Abel.
Acredito que Adão e Eva foram à verdadeira obra divina, porém ao comerem a maçã do pecado, eles foram vítimas de mutações que contaminaram seus descendentes. Portanto essa desumanidade da “humanidade”, só pode ser fruto da fruta maldita. A verdadeira obra de Deus deixou de existir quando Adão e Eva foram expulsos do paraíso. É provável, que Deus ao mandá-los embora do Jardim do Éden, pensou em dar-lhes uma oportunidade, de consertarem o erro através de seu esforço e arrependimento, mas (sempre um mas... para atrapalhar) tudo indica que a serpente deixou uma dose de veneno muito forte, que até hoje ainda circula nas veias dessa desumana “humanidade”
Edison Borba.

terça-feira, 22 de abril de 2014

SAL E PEDRA

Maldita hora, que  olhei para trás e vi uma mulher de sal.

Calei, fiz votos de silêncio, jurei nunca mais olhar o passado.

Resolvi caminhar sozinho, levando apenas a minha dor.

Sem pó, sem dó, sem pílulas, anestesiado pelo desencanto.

Sem deixar que percebam, não digo palavras, não digo verdades.

Mentir. Tornei-me mentiroso, mas minto verdades em que acredito.

Digo e repito para mim, verdadeiras mentiras, mentiras verdadeiras.

Escrevo, leio, repito, faço versos, invento histórias de verdade,

Que ficarão guardadas em livro exposto em vitrines iluminadas

Causando inveja nas verdades outras que não sendo mentiras

Não são tão verdadeiras quanto as minhas inverdades.

Como aranhas que pescam insetos em suas redes,

Prendo palavras em teias de papel, onde escrevo, em línguas outras,

Que não entendo,  que não fazem sentido, que não são sentidas.

São apenas para ser lidas, relidas, revistas e olhadas sem ser vistas.

O que deixei para trás no dia em que a mulher de sal, virou pedra.

Eu tornei-me um desconhecido, nem reconhecido por mim.

E se eu vier morrer  neste momento, estarei feliz assistindo o evento.

No funeral eu  irei,  flores vou colocar sobre o corpo do mentiroso

Que morreu e ainda vive, pelas mentiras, que o sustentam  mesmo que  inerte,

Uma carcaça vazia, sem carne  sem alma. Um homem que caiu em desgraça,

Perdeu a graça, virou objeto que nem os insetos irão reconhecer e querer,

Deixando-o sozinho apodrecendo em silêncio, amargando as mentiras,

De uma vida vazia, imoral misteriosa e escandalosa, chocante e errante,

Que nunca foi desvendada porque era somente mentira,

Como a mulher de sal que virou pedra e sumiu porque era miragem e nunca existiu.

Edison Borba

segunda-feira, 21 de abril de 2014

MORTE DE MENINO

           Morreu um futuro médico, ou  advogado, ou teria sido  eletricista, ou quem sabe um padeiro, bombeiro ou cientista. Também poderia ser um goleiro, professor, vendedor, construtor, ladrilheiro ou até um excelente cantor e compositor.
Morreram sonhos, criações, decisões, emoções e possíveis invenções que poderiam ajudar a sociedade a curar doenças graves, diminuir a poluição e acabar com a devastação das florestas.
Mataram um menino!
Corpo de menino desaparecido em Três Passos, RS, será enterrado em Santa Maria, RS (Foto: Reprodução/RBS TV)
Mataram o futuro!
Mataram esperanças!
Meninos são feitos para brincar e sonhar. Eles são possibilidades, são novos caminhos. Precisam somente de carinho e orientação. Gostam de doces e abraços. Curtem os computadores, “trecos” eletrônicos, mas não resistem o rolar de uma bola, o girar de um pião e as coloridas  pipas.
Meninos são meninos iguais em todo o mundo. São seres gregários, colecionadores, curiosos e inventores. Curtem aprontar brincadeiras e amam sorvetes, balas e doces.
Meninos é luz, que poderão trazer para o mundo novos caminhos.
Mataram um menino. Sangraram a terra. O mundo está diferente e a nossa alegria ficou triste. Nosso pranto é pelo planeta. O menino não está mais aqui. Voou para o espaço e provavelmente está sendo embalado pelos anjos
Mataram um menino, nós estamos  órfãos!
Sem ele o mundo ficou mais pobre, perdeu-se  sonhos  e possibilidades.
Meninos não podem morrer.
Hoje tem um sol diferente no céu e a noite está mais escura.
Mataram um menino, vamos chorar!
Nasceu um anjo, mas não podemos celebrar!
Vamos mergulhar na tristeza e refletir, porque nosso mundo está matando tantos meninos?
Eles existem para nos fazer sonhar com novas possibilidades de termos um mundo melhor.
Edison Borba

domingo, 20 de abril de 2014

PÁSCOA

Perseverança
Predestinar
Penitenciar
Peregrinar
Parábolas
Participar
Pescador
Purificar
Pacificar
Palavra
Pecado
Perdão
Poder
Prazer
Povo
País
Pão
Pai
Paz

PÁSCOA!

Aos meus amigos desejo que neste domingo de Páscoa,  haja paz e pão e suas mesas. Perdão em seus corações. Perseverança e prazer em suas vidas. Que suas palavras sejam de pacificação e que nosso PAI através de  seu infinito poder purifique seus lares, hoje e sempre!

Grande e afetuoso abraço do Edison Borba.

 

 

 

 

sexta-feira, 18 de abril de 2014

SEMANA NADA SANTA

       Houve época em que as celebrações da Semana santa eram envolvidas por meditação e respeito. A sexta - feira da Paixão era coberta de roxo e marcada pelas procissões com a culminância do encontro entre Maria e seu filho Jesus. As famílias reunidas em torno das mesas transformavam esses dias em reuniões que culminavam com o alegre almoço da Páscoa.
Infelizmente, todas essas celebrações estão se tornando cada vez mais escassas e um estado de violência, está  tomando conta das ruas, casas e famílias.
Desde o início da semana a violência foi  marca registrada do Rio de Janeiro. Um menino de doze anos morre após ser baleado na favela do Aço e Antares, em Santa Cruz. Esta morte provocou a depredação de uma estação e um ônibus BRT.
No bairro de Paciência mais protestos causaram incêndio em ônibus e depredação da Estação Vila Paciência.
Em Niterói,  Anderson Silva, de 21 anos, morreu após ser atingido com dois tiros na cabeça, após sair da vigília de Páscoa de uma igreja. No Complexo da Maré, menor de 14 anos mata o primo de apenas quatro anos, e esconde o corpo dentro de uma máquina de lavar roupa.
E para tornar ainda mais trágico esses dias que marcam as celebrações da Semana Santa, a Arquidiocese do Rio de Janeiro, foi obrigada a cancelar a  Paixão de Cristo que seria encenada,às portas da catedral, por motivo de segurança. Manifestantes, que anteriormente haviam ocupado o prédio de uma empresa de telefonia; ocuparam e protestaram na porta da catedral metropolitana. Diante desta situação as solenidades tiveram que ser canceladas.Após anos desta tradicional celebração, é a primeira vez que aconteceu um  cancelamento.
Acredito que algo de estranho esteja acontecendo. Quando a violência atinge as celebrações religiosas, algo muito grave esta ameaçando a paz. As grandes tragédias universais começaram com pequenos atos que não foram considerados. Foi assim durante a 2ª Guerra Mundial além de outros graves conflitos.

 
Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...


Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...

Edison Borba

 

 

BRASILEIRA, SIM SENHOR!

           Morena, quase índia, ela é brasileira sim, senhor! Nasceu em Botafogo, Rio de Janeiro, mas em seu peito está o Brasil inteiro. Essa carioca “da gema” também é nordestina, gaúcha, baiana, pantaneira, seringueira e tudo o que se refere a este país, esta mulher é brasileira legítima.
Apaixonou-se pelo teatro e foi direto buscar o Asdrubal, e com ele começou a carregar o “trombone”. Começou assim a saga, desta guerreira, que sempre faz muita “muvuca” por onde passa. Ela “esquenta” e ilumina  com seu sorriso franco,  multiplica seus braços para distribuir abraços e carinho.
Mulher das periferias e dos salões, ela sabe chegar e posar de “madame”, mas também vai na raiz e junto com qualquer comunidade, ela distribui felicidade.
Sua luta contra o preconceito é constante, sempre abraçando o povo e suas causas. Vai à roça de candomblé e depois assiste a missa. Mistura  evangélicos com budistas e com sua fé, transforma todos em uma só família.
Seu coração é sua casa, sempre de portas abertas. Quem chegar vai perceber o clima de harmonia que ela sabe construir.
Lutando pela natureza,  perguntou a todos “é pé de quê?”. Amendoeira, goiabeira, umbuzeiro, mangueira ou jaqueira?  É macaúba? Será pé de pitanga ou um oitizeiro? Parece que é tingui, mas pode ser mangabeira ou um frondoso baobá!
Desta forma muitas árvores tornaram-se nossas conhecidas e deveriam se tornar protegidas por todos, mas, tem sempre um mas ... para atrapalhar.
Podemos encontrá-la enrolada numa bandeira verde amarela, ou em outra toda colorida pelas cores do arco-iris.
Ela dança o samba, o cateretê, o frevo e o maculelê. Mistura funk com rock e convida Bach e Chopin para subirem o morro e se apresentarem para as comunidades. Isso é incrível!
Apesar de tudo isso,  provoca discussões, análises e reflexões.
Qual é a dela?
Que “mistureba” essa mulher faz?
Onde, chegaremos com tanta “confusão” num só programa de televisão?
Ela é populista? Será que é ativista? Talvez seja anarquista!
Ela é assim, meio Chacrinha, que veio para confundir e não para explicar. Um homem que em sua época também foi criticado e analisado chegando a ser tese de doutores, e hoje é aplaudido por ter sido “o cara” de visão.
Assim é a história, e assim é a rainha dos garis, respeitada e olhada com admiração por muitos, criticada por alguns e amada pelo povão.
  Regina Casé, uma mulher brasileira, sim senhor!
Edison Borba
 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

PAIS QUE MATAM SEUS FILHOS

         Em poucos anos, os noticiários publicaram crimes familiares, onde pais assassinaram seus próprios filhos. Esta semana, o Rio Grande do Sul, foi o palco da tragédia envolvendo o menino Bernardo. As suspeitas apontam o pai, que é médico, a madrasta do menino e uma amiga do casal. Há possibilidades do crime, ter sido cometido através de injeção letal.
Os detalhes desta cruel realidade  tem a finalidade de realçar a dramaticidade do caso. Como podemos imaginar  pais  capazes de destruir a sua própria imagem.
Talvez os psiquiatras possam explicar os motivos destas tragédias. Não faz muito tempo, que Isabela Nardoni, morreu após ser jogada do alto de um edifício. Mais uma vez o pai e madrasta foram acusados do crime, julgados e condenados.
No Rio de Janeiro, outra menininha, também foi morta. Os acusados, o pai e madrasta. Faz algum tempo, que dois meninos, João Roberto e Jean Charles, foram cruelmente esquartejados pelo  pai e a madrasta.
Em São Paulo, o menino Joaquim, foi assassinado pelo padrasto, porém a mãe, ignorava (??!!) a relação de hostilidade entre o seu companheiro e o filho.
Nas histórias infantis, as malvadas madrastas, fazem jus a este terrível adjetivo, “má” drasta. Talvez essas mulheres tenham se espelhado nos contos infantis, ou os contos infantis tiveram suas origens nas atitudes destas mulheres. O interessante é que as figuras masculinas, os pais, da mesma forma que nas histórias infantis, aparecem como coadjuvantes ou então distraídos, ou seja, não percebem as maldades que acontecem em suas próprias casas.
O mesmo acontece em relação aos padrastos, há mulheres que ignoram o que ocorre com seus filhos em seus próprios lares.
Outro dado, que também é motivo de reflexão  que   nos faz lembrar  as histórias da Carochinha, é o fato dos adultos não acreditarem nas crianças. Em alguns casos, foram feitos pedidos de socorro, até para as autoridades competentes em solucionar problemas envolvendo as crianças.
Alguns destes assassinatos poderiam ter sido evitados se houvesse mais atenção no que é dito aos adultos. Pelo menos, mergulhar mais profundamente nas investigações, antes de entregar a vítima nas mãos de criminosos.
Existem madrastas e padrastos que adotam filhos de outros casamentos, e com eles forma lares felizes e equilibrados, este é mais um motivo para que estes casais criminosos tenham seus cérebros analisados para que a ciência encontre explicações para os crimes e também o motivo psicoquímico que os une, transformando-os parceiros nestas tragédias.
Porém, a situação que precisa ser exaustivamente analisada é o motivo das crianças que buscam ajuda não ser convenientemente ouvidas.
Edison Borba