sábado, 28 de maio de 2016

QUANDO ELA CHEGAR ...



Quando ela chegar de mansinho

Sem fazer ruídos

Sem se fazer notar

Fingirei não perceber sua presença

Vou até assobiar, como se fosse um pássaro a cantar

Não vou chorar, nem me queixar de solidão

Vou fingir ternura e brandura

Vou lembrar das horas de alegria

Nem pensar em nostalgia

Vou demonstrar meu total desprendimento

Só para ela sentir o quanto eu a desprezo

O quanto eu a renego

Mas, pronto estou para seguir seu norte

Caminharei lada a lado, com a não mais temida morte.

Edison Borba

sexta-feira, 27 de maio de 2016

ESTUPRO COLETIVO




 
FATO: o Brasil, mais especificamente o Rio de Janeiro, está vivendo um drama Indiano. Lamentavelmente uma jovem de dezesseis anos foi violentada por vários “monstros” num ritual macabro que nem pode ser comparado à era das cavernas. E para tornar o fato mais horripilante e animalesco, o crime foi filmado e distribuído através da internet.
REFLEXÃO: não observamos nenhum movimento de perplexidade, nenhuma manifestação, nenhum ato de revolta como os que surgiram para “defender” o Ministério da Cultura.
DÚVIDA: o que está acontecendo com o Brasil?
Edison Borba
 
 
 

quinta-feira, 26 de maio de 2016

CALENDÁRIOS

Os dias foram escorregando do calendário
Um a um sendo substituídos
Janeiro, março, agosto, dezembro
Mudaram as estações do ano
Flores, calor, frutas e frio
Alegrias, tristezas, saudade e amor
Era primavera quando nos encontramos
Uma linda roseira assistiu ao nosso primeiro olhar
Era setembro e o ar estava impregnado de perfume

Quando percebemos, o verão havia chegado e nós estávamos

                      passeando pela praia

Calor forte. Sol a pino. Nossos pés deixando marcas na areia
No calendário os dias iam se sucedendo. As páginas viradas
Admirados ficamos, quando vimos o chão coberto de folhas amareladas
Era outono de novo ...
Sabores. Frutas. Delícias.
Dias e dias embalados pelas brisa suavemente fria, típica da estação
No céu, a lua mudava de face. Às vezes redonda, quase um queijo

Nessas noites deixávamos que seu brilho iluminasse nossos corpos
Mais dias. Novas noites. O tempo passando. O calendário mudando
Os relógios, como fiéis guardiões, cuidavam das nossas horas
Sem que pudéssemos perceber, o inverno chegou
Noites frias. Chuvas fortes. Dias cinzentos
E o calendário, mudando sem nos perguntar se queríamos o tempo parar
Acordei sozinho. Fazia frio e o meu corpo estava gelado
Um bilhete sobre a cama

Espere por mim na próxima primavera ...

Edison Borba

MÁQUINAS PARADAS!!!


 
No Brasil, as máquinas estão parando, a produção caindo e trabalhadores perdendo suas ocupações. Nunca tantos desempregados vagaram pelas cidades brasileiras buscando novas oportunidades para se ocuparem. São homens e mulheres humilhados que buscam um tratamento condizente com a sua capacidade de produção. Há necessidade urgente de abertura de novas vagas de trabalho, mas quando e como isto irá acontecer?

Enquanto isso, uma turba enlouquecida tenta provar que no Brasil tudo vai muito bem, obrigado! Tento entender o que está acontecendo com a capacidade de algumas pessoas para reconhecer que o modelo de governo ao qual estávamos submetidos fracassou. É hora de se tentar novos caminhos. Infelizmente uma onda de irresponsabilidade só faz aumentar o prejuízo do País cujas finanças estão à beira da morte.

Máquinas paradas, braços cruzados, trabalhadores humilhados, enquanto isso os bandeiras vermelha continuam acenando para que continuemos a caminhar para o mergulho fatal no fundo de um abismo.

Uma grande tragédia!

Edison Borba

GERAÇÕES DO SAMBA!


É samba de terreiro é samba de raça
É samba de graça de alegrar gerações
Ações geradas de mãe para filha
É orgulho da cor e do amor ancestral
Minha pátria querida, mãe África aguerrida
Que gerou mulheres guerreiras sambistas
Leci Brandão e Jovelina, Elza Soares e Elizeth Cardoso
E outras cantoras de samba na veia
Orgulhosas brasileiras, operárias das canções
Que passam de geração a geração
Seu amor pela arte, bordadeiras das canções
Dona Ivone Lara e Nilze Carvalho
Juntas no palco das tradições
Provocando emoções e orgulhando a massa
Que se inebria ao sabor das vozes, imemoriais
Das negras cantoras, todas imortais!

A benção MÃE ÁFRICA!

Edison Borba

BOMBOM ( dedicado aos chocólatras)


Como é bom comer bombom
Branco ou marrom
Com recheio ou sem recheio

É MUITO BOM COMER BOMBOM!

Sentir o sabor do chocolate
Saborear cada pedaço
Usar todos os sentidos
Namorar um bombom, é muito bom ...
Olhar a sua embalagem e imaginar
O seu conteúdo, sentir seu aroma
E degusta-lo “devagarzinho”

COMO É BOM COMER BOMBOM!

Sozinho ou acompanhado
Por amizade ou enamorado
Os de licor, são inebriantes
Os sem recheio são clássicos
Os crocantes, tentadores
Os de frutas, dietéticos
Mas todos são bem vindos
O simples olhar para uma caixa de bombons
É extasiante !!!
Imagina-la só nossa, somente nossa, é enlouquecedor!

COMO É BOM COMER BOMBOM!

No verão derretem-se em nossas mãos
Deixando marcas nos dedos
Ah! Lamber os restinhos de chocolate
Ou beijar os lábios que ainda guardam o sabor de um bombom
Hum! Delicioso demais!
É MUITO BOM COMER BOMBOM!!!

Edison Borba

quarta-feira, 25 de maio de 2016

CULTURA – ABRINDO ARQUIVOS.


 

Houve tempos, em que diversos atores e atrizes, promoviam durante as suas temporadas, sessões gratuitas ou a preços reduzidíssimos para professores e alunos da rede pública. Lembro-me de ter visto com meus alunos: “Um Violinista no Telhado”: “O Santo e Porca”; “Apareceu a Margarida”; “O Auto da Compadecida”; “A Filha da ...” entre outros espetáculos.

A grande Dama do Teatro, Marília Pera, foi uma das pessoas que propiciou a mim e a vários colegas e alunos o prazer de ir a um teatro. Em 2002, no Shopping da Gávea, eu e diversos alunos do Colégio Estadual Júlia Kubitschek, tivemos a honra de sermos recebidos por Marília que dirigia a peça “A Filha da ...”

Não posso afirmar se a Lei Rouanet já estava em vigor nos tempos do “Violinista no Telhado” no Teatro João Caetano (antes da reforma) e também dos outros espetáculos que vivi com meus alunos, mas que havia incentivo pelo teatro dentro das escolas eu posso afirmar.

Quais, entres estes atores e atrizes / cantores e cantoras, que estão fazendo alarde, já abriram espaço para crianças e adolescentes, alunos das escolas públicas pudessem ter o prazer de ter contato com a TAL CULTURA, que eles tanto defendem? Será que o que eles estão DEFENDENDO são os altos financiamentos recebidos? Por que além dos REAIS do povo, eles ainda cobram ingressos com preços ABSURDOS para o bolso do trabalhador?

ALGUÉM PODE ME EXPLICAR???

Edison Borba / Professor