quarta-feira, 6 de julho de 2016

SILÊNCIO & SAÚDE


Precisamos nos presentear com momentos de silêncio e sossego. Diariamente, devemos acalmar nosso organismo, dando a ele espaço para funcionar equilibradamente. Se a vida diária é agitada, precisamos nos presentear com momentinhos de paz, que funcionarão de forma homeopática contribuindo para o nosso equilíbrio e saúde.
Onde e como encontrar e fazer funcionar “esses momentinhos”?
A hora das refeições, talvez possa ser um espaço para colocarmos em prática esta sugestão. Almoço, lanches e jantar, em qualquer lugar do mundo obriga-nos a diminuir a “marcha” do nosso organismo. Nossas refeições são rituais, mesmo que aconteçam em algum “self service” merecemos poder aproveitar tudo de bom que os alimentos nos oferecem.
 
Se o almoço for o melhor momento, almocemos, simplesmente almocemos! Vamos desligar o celular e nos desligar!
Nestes momentos podemos optar pelo silêncio, que nos permita saborear os alimentos, ou conversar sobre assuntos agradáveis. Mesmo que o tempo seja curto, vamos aproveita-lo, dando ao nosso corpo e a nossa mente um espaço de relaxamento.
Nós merecemos (nos proporcionar) harmonia e equilíbrio! 
 
Colaboremos com o nosso organismo, “ELE agradecerá em forma de equilíbrio e saúde!
 
Edison Borba

terça-feira, 5 de julho de 2016

INTOLERÂNCIA É MORTAL!



 

Não quero amizades com gente branquela

Não tenho bons olhos para “aquela” (Quem será ela??)

Não tolero papo com pessoas que não possuem carro

Não curto, tatuagens, não gosto e nem me amarro

Não passo perto de gente gordinha, essa não é a minha

Não posso tolerar quem não faz academia,

                         tem barriga, logo não é minha amiga

Não gosto de pobre, não dou esmola a mendigo,

                                                      não suporto pedintes

Não aguento quem já passou dos setenta.

                                                 Esses, ninguém aguenta!

E, assim degrau a degrau subimos a montanha da intolerância

Aos poucos, devagarinho, vamos destilando o veneno da arrogância.

                        (arrogância - irmã da intolerância)

Desconfio de quem mora em comunidade, seja de qualquer idade

Quem nunca foi a Paris, para mim é descartável

Eu não tenho preconceito, sou pelo que é direito (??!!??)

É intolerável ter contatos com gentinha (??!!??)

Elas não estão na minha

                                        (mas o que é gentinha????)

E a caminhada na estrada da intolerância é enorme

Nela existe a cor, o tipo de amor, a cultura e as crenças

E logo começam as ofensas

Os ataques, os trotes e finalmente a morte!

 Intolerância é mortal!

Diego Vieira Machado, nascido em Belém (PA), foi encontrado morto às margens da Baía de Guanabara, na Ilha do Fundão. Ele cursava o arquitetura, após ter passado pela Faculdade de Letras na UFRJ.

Edison Borba

 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR – 3º ATO

No dia 03 de junho escrevi sobre a história de amor entre Antônio e Nair, um lindo casal que mantém uma relação afetiva há mais de setenta anos. Em 24 de junho, voltei ao assunto sobre eles, infelizmente contando uma saga que acontece num hospital.

Novamente volto a escrever sobre Antônio e Nair, ele num leito da Casa de Saúde São José, no bairro do Humaitá, Rio de Janeiro, e ela ao seu lado. Meses, semanas e dias se passaram desde que Tuneca, apelido carinhoso de Antônio, foi internado em hospital pela primeira vez. Nair, com seus 93 anos, não se afasta do seu amor, que também já passou dos noventa anos. Ela continua junto dele, dentro do quarto, ao lado do seu amor por 24 horas de cada dia, não se afastando sob nenhuma hipótese.

Impressionante e apaixonante acompanhar a relação de amor que une este casal. Ninguém e nenhum argumento, usado por amigos, familiares e equipe hospitalar, foi suficiente para convencer Nair a sair do lado de seu amado Antônio.

Eles estão confirmando o juramento feito, no dia do casamento, diante do altar da igreja de Nossa Senhora da Pena, no bairro de Jacarepaguá, há décadas passadas.

O que Deus uniu ninguém separa!

É emocionante acompanhar a relação de amor entre Antônio Maynart Corrêa e Nair Gil de Maynart Corrêa.

Eu sinto-me privilegiado de fazer parte do círculo de amigos deste lindo casal e poder estar acompanhando sua linda história de amor!

Edison Borba

IDADES?

Idade para nascer – nove meses

Nem antes nem depois, como acontece às vezes

Ler e escrever – seis anos é o tempo ideal

Se acontecer antes é fenômeno, não é natural

Mas, se nunca se realizar é triste, é crime

Não é democrático, é torturar é fazer calar!

Idade para dirigir um auto = móvel

“Andar” em cima de rodas,

Quem não sabe “andar” sobre seus pés

É alimentar a desordem, é falta de ordem

É permitir o dirigir para a morte!

Idade para votar, escolher seus dirigentes

Até o presidente, que o país governará

Quando devemos deixar alguém votar?

E casar? E procriar? E matar?

Idades – tempo de vida!

Vida vivida! Vida alimentada!

Vida alucinada! Vida drogada!

Marcada no calendário dia a dia

Matematicamente contada, somada

E educada?

Sem educação não tem solução!

Edison Borba

domingo, 3 de julho de 2016

LIBERDADE


 

Amo a liberdade mesmo não a tendo

Vivo preso em mim, cercado de grades e frases

Estou acorrentado ao passado e algemado ao presente

A liberdade não abriu as suas asas sobre mim

Doce liberdade que ainda não consegui provar teu mel

És apenas um sonho acalentado e não realizado

Sei apenas da tua existência através do vento que me sussurra

De como é bom ser livre e voar, se deixar levar até por uma brisa

Bailar no ar, rodopiar, dar cambalhotas sem anseios nem receios

Das maledicências humanas, que nos privam de gozá-la

Oh! Liberdade, tão sonhada, como é difícil de ser alcançada.

Edison Borba

 

 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

MEU SONHO É HOJE!


 

Não quero sonhar com o amanhã

Meu sonho é hoje, neste dia é agora

Viver numa Pátria mais humana

Chega de crianças com fome

Trabalhadores sofrendo

E jovens morrendo

Não quero mais esperar pelo dia seguinte

Meu pranto, minhas lágrimas rolam neste momento

“Chega” de aguardar por um futuro que nunca “chega”

O certo é o hoje e o hoje está incerto

Basta! Chega! Parem de nos fazer sofrer

O sonho de um Brasil melhor é agora

Já esperamos muito, demais, estamos cansados

Chega! Basta! Não quero esperar mais

O amanhã tem que ser agora

Nesta hora!

Neste dia!

Vivemos uma guerra do povo com os políticos

Eles matam os nossos sonhos fomentando a nossa “fome”

De saber, de acreditar, de sonhar e de viver

Chega! Basta! Estamos cansados, queremos viver

Não queremos sofrer

Não quero viver um “Sonho Olímpico”

Não sou atleta, sou cidadão comum

Não tenho medalhas, não quero migalhas

Quero respeito, quero ter o que é de direito

Chega! Basta!

Edison Borba

MORTE AOS DEZESEIS


Mais um menino morto / Desta vez foi no Borel

Comunidade pacificada / Na região tijucana

Mais um tragédia na república da banana

Jonatas era seu nome / Sonhava em ser doutor

Porém, uma bala perdida matou o menino sonhador

Cada dia mais um morto / Criança, adulto, garoto

Mulher, homem e trabalhador / As balas não têm preconceito

Elas destroem as vidas / Matam até soldados

Que usam coletes no peito

Mais um dia que começa anunciando tragédia

Nesta terra brasileira, que faz tempo virou comédia!

 

Que Deus nos proteja!

Edison Borba