segunda-feira, 3 de outubro de 2016

DESUMANIZAÇÃO


A convivência com a violência urbana das grandes cidades, vai aos poucos roubando de cada cidadão a condição de “ser” humano. Aos poucos ficamos indiferentes às tragédias que acontecem ao nosso redor. Se não cuidarmos da nossa “alma”, vamos perdendo a essência humana de deixando que a desumanização desconstrua a nossa condição de humano “ser”. Sem percebermos vamos ficando anestesiados diante dos mais escabrosos casos.
Fazemos nossas refeições assistindo a tr
ansmissão dos telejornais, que nos apresentam sem piedade os dramas que acontecem diariamente no mundo.
Nosso apetite, nossa dieta, nossa gulodice não são abalados pelas balas perdidas que matam inocentes ou pelos refugiados, que morrem “aos montes” na tentativa de conseguir a liberdade. A desumanização, começou faz tempo e a cada dia mais seres “desumanos” circulam pelos salões da ilustre sociedade.
Fiquemos, alertas para não passarmos a ser mais um zumbi, a circular pelas ruas.





 Edison Borba

RÁDIO DE PILHA!

 
 
“Não podemos imaginar o nosso País, o Brasil, imenso como um continente, sem a TV e Internet. Realmente esses dois veículos ajudam a manter a nossa comunicação territorial em dia. Também não podemos esquecer a população confinada nas mais distantes terras: os trabalhadores do campo, os pescadores, os boiadeiros, os analfabetos entre tantos cidadãos que tem no rádio “de pilha” o seu único e fiel companheiro. Ou será que nós acreditamos que em todos os cantos do Brasil existe luz elétrica? E que todos os brasileiros, possuem computadores e laptops comprados nas casas Bahia? “
Edison Borba

ENTRE CRIANÇAS E BALEIAS


ENTRE CRIANÇAS E BALEIAS

 

Ecologicamente, podemos afirmar que os oceanos estão para as baleias, assim como as escolas estão para as nossas crianças.  

Os oceanos e as escolas são espaços diretamente relacionados com a vida em nosso planeta. Para os cetáceos, as águas salgadas e para as nossas crianças, as salas de aula.

Com a efervescência da vida moderna, nossos descendentes, estão sendo colocados em espaços educacionais, cada vez mais cedo. Bebês com poucos dias de vida, já exibem agenda onde compromissos são seguidos, obedecendo a uma rotina, de fazer inveja a muitos executivos.

Infelizmente, o quadro não é bom para os seres aquáticos e nem para os terráqueos. Analisando as unidades escolares, desde as creches até as universidades, verificamos uma situação pouco agradável. Atividades pedagógicas, sendo realizadas em prédios inadequados ameaçam o saudável desenvolvimento das nossas crianças e jovens.

Quando analisamos uma sala de aula sob a perspectiva de um ecossistema, observamos espaço inadequado para a realização da mais simples reação metabólica. Local pouco ventilado, mal iluminado, e com temperaturas instáveis ocupado por grande quantidade de seres que tentam sobreviver e aprender.  Poluição espacial, espécie ameaçada e aprendizagem prejudicada.

Salvemos as baleias, mas, não podemos esquecer a nossa descendência. O perigo aumenta proporcionalmente ao tempo passado nas escolas.

Precisamos despoluir os oceanos e as escolas. Para a construção de uma descendência inovadora e criativa, é necessário cuidar para que as reações orgânicas e psicológicas dos  nossos alunos aconteçam em ambientes saudáveis, limpos e livres de ameaças.

Não existe metodologia pedagógica capaz de superar a ausência de condições ambientais favoráveis. Salvemos as baleias, mas não podemos esquecer as nossas crianças. Fazemos parte de uma intrincada cadeia ecológica, onde todas as espécies são interligadas por tênues laços bioquímicos. Nossos oceanos e nossas escolas estão em perigo. Salvemos as baleias mas não podemos esquecer nossas crianças!

Edison Borba

domingo, 2 de outubro de 2016

ORAÇÃO DO ELEITOR

 
 
PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU.
GUIE MINHAS MÃOS PARA QUE ESCOLHA ÀQUELES QUE TENHAM O CORAÇÃO PURO PARA GOVERNAR MINHA CIDADE.
SENHOR, NÃO PERMITAS QUE EU SEJA ENGANADO E ILUDIDO POR FALSAS PROMESSAS....

MEU DEUS TODO PODEROSO, NÃO PERMITAS QUE EU ENTREGUE MEU VOTO, POR VINGANÇA OU ÓDIO.
PAI CELESTIAL, QUE MEU VOTO SEJA DE AMOR AO PRÓXIMO, À MINHA CIDADE E AO MEU PAÍS.
POR ÚLTIMO MEU PAI, ROGO PARA QUE TODOS OS QUE CONSEGUIREM SER ELEITOS, QUE TRAGAM A PAZ, A HARMONIA E A PROSPERIDADE PARA O POVO.
ROGO TAMBÉM, MEU SENHOR DEUS QUE INTERCEDA PARA QUE OS MAUS, OS MENTIROSOS E TODOS AQUELES QUE ESTÃO BUSCANDO UM CARGO PARA ATRAVÉS DELE ROUBAR, MATAR E TORTURAR, QUE SEJA PUNIDO E CASO ELE VENHA A SER ELEITO QUE SEU MANDATO SEJA INTERROMPIDO.
OBRIGADO SENHOR! EM SUAS MÃOS ENTREGO MINHA CIDADE, MEU ESTADO E O MEU PAÍS!
 
AMÉM
 
Edison Borba

sábado, 1 de outubro de 2016

VOZES BRASILEIRAS!




Aurea Martins e Alcione - duas belas vozes, cantando a linda poesia de Dolores Duran. É para ouvir e se emocionar com tanta brasilidade.
Edison Borba

OS ESQUECIDOS!



 
“- Quando eu vejo um livro, só vejo letras. Sinto vontade de saber o que está ali. Mas quem é que vai ditar para mim? O que eu posso fazer?” Declaração da senhora R. C. R. – mulher analfabeta.
R é uma brasileira entre tantos que só reconhecem as letras, mas não conseguem saber o significado quando elas se juntam. As palavras, as frases, os textos, as notícias – nada pode ser reconhecido. Apenas as letras, sozinhas, isoladas e sem sentido.
Quem não consegue ler...
, não consegue entender, não consegue ser. Pessoas assim não existem. Não são mensuradas. São ignoradas! São analfabetos!
Elas habitam outro mundo – o dos esquecidos!
Analfabeto é refém! É dependente!
Suas ações serão tomadas conforme o que ouviu de alguém, que ao ler, coloca sua entonação pessoal, que transforma o conteúdo da mensagem.
Esse grupo não é citado em nenhuma campanha. Não é lembrado em seminários. Não é analisado por pesquisadores. Eles vivem no limbo. No esquecimento. Vivem mergulhados no escuro universo da cegueira das letras! Eles vivem ao nosso lado e não os reconhecemos!
 
Edison Borba

SOLIDÃO!



Sólido sentimento de se estar só
Sensação de vazio numa sala cheia
Certeza da evasão das forças...

Esvaziamento do coração
Solidão, caminha junto nas ruas
Senta-se ao lado no sofá da sala
Surge nas manchetes dos jornais
Solidão, quando se instala provoca torpor
Solidão no quarto, dói quando chega a noite
Solidão é praga que corrói a alma
É veneno sorvido lentamente
Solidão! Só! Sem ninguém para estender a mão!
Solidão!


Edison Borba