quinta-feira, 3 de novembro de 2016

BOBO OU IMBECIL?

 
Todos os dias somos envolvidos por situações pequenas, fatos corriqueiros e cuja importância dependerá na maioria das vezes de nós. Existem pequenas atitudes, “pequenas” no sentido de sutis ou delicadas. O abraço inesperado de um amigo, o sorriso de uma criança, um elogio espontâneo, um muito obrigado, por favor, ou aperto de mão, que nos fazem tão bem que são capazes de mudar nosso dia. Digamos que são pequenos gestos de amor, disfarçados e inesperados. Às v...ezes nem temos tempo de retribuir e até mesmo identificar. Esses atos possuem em seu conteúdo, o amor, a gentileza, o carinho e o afeto.
Porém, são incontáveis às vezes que estragamos nosso dia, valorizando o nada. Uma palavra pouco educada, dita por alguém que não faz parte do nosso grupo de amigos, um esbarrão durante a viagem para o trabalho, uma cena de rua, café derramado na toalha, a demora da pessoa amada para o encontro, uma observação indelicada e tantos outros episódios que nos fazem perder a paciência e jogar o nosso dia no lixo.
Por que motivo, valorizamos tanto esses momentos? Se pesarmos na balança do que é importante em nossas vidas eles são NADA.
O que é mais importante, o abraço de um amigo ou um pequeno esbarrão dentro da condução? O sorriso de uma criança ou um pouco de café derramado na toalha? Ver a pessoa amada chegar de braços abertos ou reclamar do tempo que ficou esperando?
Eu sei que todos nós já estamos viciados em colocar a culpa no estresse, na vida agitada, na falta de dinheiro e outras coisinhas mais. Porém, se aprendermos a separar o joio do trigo, a nossa vida provavelmente irá melhorar bastante.
Para aqueles que já estão pensando e me chamar de POLIANA, é bom lembrar que valorizar as pequenas coisas boas não é se tornar bobo ou imbecil, é ter consciência que a vida é curta e que devemos aproveitar o máximo tudo de bom que ela nos oferece.
Nem sempre o melhor da vida está na Casa Lotérica, palácios e mansões. Ela pode estar bem pertinho de nós e não conseguimos percebê-la.
É preciso saber viver!
Edison Borba

EDUCAÇÃO É COISA SÉRIA!

 
Quando ouvimos falar em educação, imediatamente lembramos de escolas, currículos, matérias, disciplinas cursos, conteúdos, provas, profissionalização, leis, programas entre outros termos e questões pedagógicas. Tudo isto é importante, porém quando pensamos em educação não são apenas estes itens que estão em jogo; condições de sobrevivência, saúde, higiene, relacionamento familiar e social, meio ambiente, ética, moral e muitas outras questões precisam s...er tratadas, para que uma Nação possa crescer e ser respeitada.
O trabalho dos médicos aumenta na medida em que falta educação em um povo. Sem dúvida, que encontramos no meio do caminho a “falta de educação / humanização” dos políticos e autoridades cujos deveres não são cumpridos. Enquanto houver esgoto à céu aberto, haverá moscas, mosquitos, ratos e baratas e muita doença. Mas, também, enquanto não houver por parte da população a “educação” para não jogar lixo nas ruas, teremos um problema se somando ao outro. E neste pacote podemos incluir gravidez na adolescência, o consumo de drogas, as DSTs e tantos outros males que poderiam ser diminuídos caso houvesse maior preocupação em educar para o cotidiano. 

 Os estudiosos da educação, em particular os Pedagogos, em alguns casos não estão antenados para o mundo educacional do cotidiano, e se prendem apenas ao universo escolar, e esquecem de analisar, discutir e refletir sobre comportamentos como furar fila, jogar lixo no chão, colar na prova, falar mal de um colega na frente do outro ou não dar espaço para os mais velhos nos meios de transporte coletivo, depreciar companheiros de classe, ter atitudes preconceituosas entre outros “pequenos” atos que se transformam em “maus” hábitos.
Educar é muito mais que somar conteúdos é atuar no processo de modificação do comportamento dos seres humanos.
Edison Borba

DOCES LEMBRANÇAS DOCES


 
Liguei a televisão de manhã e as notícias não foram nada agradáveis. Entre as informações sobre o clima as mortes, tiros, balas perdidas e outros problemas que assolam o Rio de Janeiro, deixaram-me com dor de cabeça.
Nessa hora bateu saudade! Sem saudosismo “melodramático” e até buscando um momento de fuga desta realidade atual.
Lembrei dos lençóis branquinhos, estendidos no varal lavados por minha mãe, que soltava à voz cantando o repertório de Dalva de Oliveira.
Ouvi nitidamente meus tios dizendo: "Deus te abençoe!" As vozes dos meus irmãos ao redor da mesa do café; senti o cheiro da manteiga derretendo no pão quentinho.
As pipas coloridas rebolando no céu!  Os cães soltos no quintal! Minha avó cochilando em sua cadeira de balanço. A bandeirinha do Brasil, que ficava na sala da minha casa. Ir a pé para a escola, sem medo. Do uniforme em que na blusa branca tinha duas letrinhas - EP. Das professoras, bem vestidas, sempre sorridentes, em frente às turmas cantando o Hino nacional.
Lembrei do jornaleiro, do quitandeiro e do baleiro: que eram amigos das crianças e não
perigosos vendedores de drogas. Ah! Lembrei da pipoca doce. Que delícia! Quentinha vendida na porta dos cinemas e dos circos. Circos! Como era bom ir aos espetáculos circenses!
Tudo isso faz parte de um outro século! O mundo se modernizou, vieram as máquinas, os celulares e os computadores. Novos caminhos, novas fronteiras e novas experiências. Gosto deste novo mundo, mas às vezes bate uma vontade de fazer “uma volta ao passado” só para rever coisas simples, simples coisas, que me fizeram feliz.
Estamos em 2016, e existem coisas muito boas neste tempo, é só sabermos olhar e escolher o que for melhor para a nossa vida!
Edison Borba

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LEMBRANÇAS – SAUDADE


 
O fenômeno da morte ainda é um tabu para a maioria das sociedades. O medo de morrer e de perder pessoas amadas nos deixam assustados. Vivemos procurando formas de manter vivos amigos queridos e familiares.
Buscamos comunicações junto a “paranormais” e “médiuns” que através de “poderes” que não sabemos explicar, fazem contato com o mundo dos mortos, trazendo recados e dessa forma confortando os que sofrem pela perda.
Mas tudo isso, está sempre envolto num...
a atmosfera de desconfiança. Há sempre uma dúvida quanto a veracidade da mensagem recebida.
Por mais evoluída que a nossa sociedade torna-se a cada dia, ainda não conseguiu resolver a dor da perda para a morte. Como substituir filhos, pais, irmãos, amigos e amores.
Fotos, filmes, cadernos de recordações são também usados para mantermos vivos os nossos finados. Uma roupa que imaginamos guardar o perfume. Um som, uma melodia, o sabor de um doce são constantemente elementos, que os materializam por segundos.
Filosoficamente pensando, enquanto existir quem se lembra de alguém, esse alguém se manterá vivo. É a imortalidade histórica.
Seja como for, a saudade é a forma mais forte de guardarmos nossos entes queridos em nossos corações. Esse sentimento que nos amargura e nos faz sofrer é também a maneira de fazer renascer e manter vivo quem jamais morrerá em nosso pensamento.
Edison Borba

terça-feira, 1 de novembro de 2016

COMO NOSSOS PAIS!


 
Esta é uma das mais interessantes músicas da MPB, quanto mais ouvimos a música e lemos a letra, mais reflexões surgem. Na interpretação da incrível Elis Regina, "COMO NOSSOS PAIS" ganha emoção e um dos versos torna-se uma incontestável e talvez até cruel realidade.

Minha dor é perceber que apesar de termos
Feito tudo, tudo, tudo, tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...


Edison Borba

LEMBRANÇAS BIOQUÍMICAS

 
Todos nós somos provenientes de uma relação de seres, que passaram suas bases genéticas adiante, perpetuando as características da nossa espécie. Nossos pais, avós, bisavós, tataravós, isto é, os nossos antepassados legaram para nós as informações bioquímicas, escritas sob a forma de código nas moléculas de DNA, que através da relação com o meio ambiente se transformam em nossas características.
Levando-se em conta que os genes (formados por DNA) passam...
de geração em geração, até encontrar condições favoráveis para se manifestar, podemos imaginar e até sonhar, que provavelmente em nosso organismo exista uma porção bioquímica que existiu no organismo de algum antepassado.

 Portanto, dando asas à imaginação, podemos sonhar que de “alguma” forma “alguma” molécula bioquímica, que conviveu no organismo do nosso bisavô ou da nossa tataravó esteja em nosso organismo.
Essa é uma reflexão interessante e fascinante quando “comemoramos” o dia de finados. Permite-nos um mergulho na bioquímica, e talvez até seja uma forma prática para mantermos vivos, aqueles que amávamos e, que faleceram deixando em nosso organismo uma centelha da química da vida.
Edison Borba

QUADRO NEGRO e outros artifícios!


 
Lousa, quadro de giz, quadro negro, quadro verde, quadro branco, apagador, pincel marcador, canetas para quadros, cartolinas, álbum seriado, projetores de slides, filmes educativos, computadores, home theater, telas, telões, microfones, caixas de som e outros tantos objetos foram e são usados para tornar as aulas, palestras, seminários, simpósios, treinamentos, cursos e encontros pedagógicos mais atraentes, porém nenhum instrumento é mais efi...caz do que a figura do professor, palestrante, mestre ou orador.
A voz, o gestual, a clareza de pensamento, o conhecimento do conteúdo a ser apresentado, a empatia com o público e a simpatia para com os ouvintes são atributos que podem ajudar ou atrapalhar uma apresentação. E sem dúvida a voz – audível, agradável e a clareza das palavras associada ao pensamento / raciocínio lógico e compreensível para o público convidado.
Atenção: não adiante nada uma aparelhagem de última geração nas mãos de quem não reúne um mínimo de atributos para prender a atenção de um grupo, turma ou plateia.
Edison Borba