sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

PARTIDAS e PARTIDAS

 
 
 
Em Chapecó, no mesmo estádio em que os torcedores vibravam assistindo as partidas de futebol do clube Chapecoense, eles se reuniram para chorar com a partida do time amado.
Partidas e partidas. Uma repleta de alegria, entusiasmo e comemoração, a outra cheia de tristeza, choro e emoção.
Partida, uma viagem sem volta, lenços brancos acenando, dizendo adeus!

Partidas, jogos e competição; torcida animada, vestindo verde a cor da esperança, fazia o time crescer em campo vencer e vencer.
Entre partidas e a partida fica o adeus, a saudade e a vontade de voltar no tempo só para ver o Chapecoense, disputando e ganhado mais uma partida!
Edison Borba

COVARDIA!


 
Quando assisto à propaganda do governo referindo-se à “reforma do ensino médio” sou acometido por uma mistura de sentimentos que vai da raiva à vontade de chorar.  Gastaram milhões de reais para montar um propaganda enganosa. Fico lembrando do Brasil rural, do Brasil da pequenas cidades, locais em que as crianças e jovens caminham léguas para chegar a escola. Mas também lembro-me dos meus alunos aqui do Rio de Janeiro e das lutas travadas para que haja menos alunos nas classes e professor para cobrir toda a grade curricular e que as escolas tenham um mínimo de conforto e materiais para que cada professor possa exercer as suas funções adequadamente.
É covardia divulgar uma farsa!
Não é a primeira vez que escrevo sobre esta situação. Reformamos o que existe, para melhorar o que já era razoavelmente bom. Mas, reformar o que não existe? Só pode ser pegadinha!
Onde estão os professores que irão atender as necessidades dos jovens? Onde estão as escolas aparelhadas para o ensino profissionalizante?
Em tempo: nos anos 70 lecionei numa num Colégio da rede estadual, bairro nobre da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, com formação de ensino Médio Profissionalizante na área de “Técnico de Laboratório Clínico”.
Laboratório clínico? Laboratório? Clínico?
Eu e meus colegas passamos anos usando a voz, o cuspe e o giz e nada mais que isso.
Diplomas? Sim, eles foram emitidos!
Covardia!
Edison Borba

LOUVANDO A DEUS


 
Músicas religiosas para louvar a Deus tomaram um caminho diversificado e atualmente muitas igrejas de diversos credos estão adotando ritmos como sertanejo, samba e até o rock metaleiro durante seus cultos. Confesso que para mim, não soa bem esta mistura, talvez por uma questão cultural, ou até de gosto pessoal.
Porém, se essa “abertura” for uma maneira de atrair mais adeptos e ajudar a evangelizar, é até compreensível, porém há que se ter limites, caso contrá
rio o tênue fio entre o sagrado e o profano poderá romper-se.

 Eu, em particular, continuo a imaginar os templos religiosos como lugares para reflexão, sem deixar de ser ambientes alegres e felizes. Existem lindas músicas de louvor que nos levam a cantar e dançar para agradecer e orar de forma musical, sem precisarmos transformar as igrejas em teatros, circos ou casa de espetáculos.
Edison Borba.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

CASO TAMBÉM DE EDUCAÇÃO


 
No Dia Mundial de Prevenção contra a AIDS, o Brasil apresenta estatísticas nada tranquilas, o número de doentes dobrou entre jovens de 20 a 24 anos. A campanha governamental de alerta para o problema já não causa impacto e aos poucos à prevenção fica esquecida.
Segundo informações dos 827 mil casos de portadores do vírus 13% não sabe que está infectado e existem também os que sabem mas não procuram tratamento e continuam a levar uma vida “normal”.

Há a
nos, apresentei uma pesquisa na reunião da SBPC realizada em Recife (PE), sobre a importância da ação das escolas como alerta para as DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis). Porém, para que isto aconteça, é necessário capacitação de profissionais e que haja um trabalho constante e que envolva todos os profissionais além dos que receberem a capacitação.
As famílias precisam ser atingidas pelas informações que devem ser claras, diretas e que mostre realmente o grave problema das DSTs. Infelizmente, caminhamos por estradas pouco iluminadas quanto ao perigo que renda nossos jovens. Estamos mais preocupados com o politicamente correto e com o não “cerceamento” das vontades e dos desejos. Com isso, a gravidade da sífilis, aids, gonorreia além de outros problemas não são tratados com a devida importância e quando alguém é contagiado, o problema é oculto e camuflado para evitar-se o famoso e real preconceito.
DSTs são também casos que devem ser tratados pelos educadores!
Edison Borba

NA CALADA DA NOITE

 
Enquanto o povo chorava e lamentava a morte dos passageiros do avião que caiu na Colômbia, ratazanas do planalto reunidos tentavam roer as malhas da DEMOCRACIA. Até quando o povo brasileiro continuará a viver neste esgoto?
 
Eles matam, roubam, mudam as leis, torturam e corrompem numa orgia sem controle. A situação é tão maléfica que ainda existem brasileiros que se culpam e “culpam” num comportamento de total perda de discernimento, comprovando a grande lavagem cerebral que há anos os brasileiros são submetidos diariamente.
Edison Borba

REFORMA DO ENSINO ACONTECE NAS SALAS DE AULA.


Estamos fechando mais um ano e a área de Educação continua arrastando problemas de muitos anos. Somos um País de reformas educacionais! Durante a minha caminhada como professor, consegui sobreviver a várias delas. Todas tentaram mudar carga horária, grade curricular, metodologias, horários e outros quesitos considerados importantes para tornar mais eficiente o processo de ensino aprendizagem. Valorização do professor, salários dig...nos, condições de trabalho adequadas e muitas outras “coisas” fizeram parte das pautas das reformas. Os “pensadores” da nossa educação pouco sabem sobre o universo escolar.
Diante de toda essa confusão pedagógica, o que podemos destacar como sendo o alicerce do processo educacional da rede pública é o trabalho de professores que usam isoladamente em salas de aula suas “reformas” educacionais. Esses heróis tem muito para ensinar aos legisladores, que se arvoram a “pedagogizar” o ensino sem nenhum conhecimento do que acontece dentro das escolas, colégios e salas de aula.
As mudanças na Educação do Brasil precisa começar dentro de cada sala de aula, e neste quesito quem tem a “chave” da questão são os professores, que estão espalhados por todo o território brasileiro vivendo as suas diversidades e desenvolvendo trabalhos de excelente qualidade. Edison Borba.
 
 
 
Foto - Cidade de Porto de galinhas - PE

O LÁPIS O PAPEL E O HOMEM.


 
Era uma vez um homem, trabalhador, mãos calejadas e pele queimada pela exposição ao sol, que encontrou uma folha de papel em branco. Por algum motivo, ele resolveu guardar aquela alva folha. Com carinho, a esticou passando sua mão sobre ela. O tempo passou e ele numa das suas atividades encontrou um lápis, lindo e apontado. O homem se apaixonou por aquele objeto que ele nunca tinha tido a oportunidade de ter. Ele sabia da existência dos lápis e até que alguns tinham as cores do arco íris. Encantado com seu achado, ele levou o lápis e o colocou junto à folha em branco.

 Todos os dias ao retornar da luta, ele tirava da gaveta, o lápis e a folha, e delicadamente ficava admirando-os. Um dia, ou melhor uma noite, após retornar ao seu lar, lá estava ele com seus amigos, o lápis e a folha. Sem pensar muito, o trabalhador segurou o lápis entre seus dedos, de maneira desajeitada e sentiu que ele conseguia prender o objeto, com a mesma força que ele segurava a sua enxada.
Cauteloso ele aproximou o lápis da folha em branco e sentiu vontade de “escrever”, mas como escrever se ele era analfabeto. Sua cabeça era cheia de ideias, mas elas não conseguiam sair da “cachola”, porque ele não sabia desenhar as letrinhas. Mesmo assim, vencendo o medo, ele deixou o lápis escorregar sobre a folha e como num lindo bailado, viu surgir diante de seus olhos rabiscos, traços e linhas. Neste momento uma lágrima escorregou de seus olhos e pingou sobre a folha. Uma gotinha de água que brotou de seus olhos marcando a folha que já não era mais branca, nela estavam registradas suas primeiras ideias.
Como decifrar aquele emaranhado de riscos e traços e entre eles a marca de uma lágrima. Foi emocionado que o homem, pegou entre suas mãos a folha e o lápis e caminhou em direção a um lugar que ele conhecia de nome – ESCOLA.
E foi assim, que o homem de mãos calejadas e pele queimada pelo sol, descobriu a arte da escrita e da leitura, porque no castelo escolar haviam seres mágicos chamados professores que o ajudaram a desvendar os mistérios da escrita e da leitura.
Hoje o trabalhador, após cada jornada de trabalho, não vive mais sozinho, os livros são seus companheiros e amigos e dentro da sua cabeça germinam sonhos, grandes sonhos, que ele sabe um dia irá realizar.
Edison Borba