segunda-feira, 7 de maio de 2018

CARÊNCIA?

(por) Edison Borba


Estou feliz, mas estou carente.
“Coisa” tipo dor de dente.

Aquela que dói mas é suportável.
Estou carente do inimaginável!
Não sei se é carência ou demência,
Falta do que fazer, do que inventar.
Parece aquele tipo de dia, que perguntamos:

                  Será que vai ventar?

Mas, apenas uma brisa fica a nos afagar.
Estou carente mas estou feliz!
Meu coração tá perdido, confuso e eu recluso.
Se estou feliz, por que esta carência?
Será de açúcar? Vitamina D? Chocolate?
Estou num impasse, que não desejo que você passe.

Mas se você já esteve neste tipo de situação.
Por favor me diga: qual a melhor solução?

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domingo, 6 de maio de 2018

QUE MÃES???

ESTÁ CHEGANDO O DIA DAS MÃES! QUE MÃES?
(por) Edison Borba
 
Já nos acostumamos a ver meninos e adolescentes portando armas e trabalhando para os senhores do tráfico. Imagens tristes de uma juventude sem futuro. Soldados, fogueteiros e guardiões das “bocas” de fumo, marcados para ter uma vida breve. Paralelamente a eles, as meninas mulheres, que nos bailes “funks” exibem seus jovens corpos, num bailado sensual, entristecendo a todos que assistem aquelas deprimentes cenas. Caras e bocas e movimentos corporais, tentando ser, aquilo que não são. Apenas meninas travestidas de adultos numa ridícula e triste tentativa de ser mulher.
Esse grupo, em sua maioria pertence às classes menos favorecidas. São moradores de comunidades,  cujos comportamentos são explicados pela educação deficiente e ausência de contatos culturais capazes de fazê-los perceber, que existe outro mundo com melhores oportunidades.
Porém, para espanto maior, os noticiários mostram, jovens, de classe média e alta, filhos de pais com excelente nível cultural, social e financeiro procedendo de forma violenta, próxima à barbárie. Jovens que bebem e se drogam provocando cenas deprimentes nas madrugadas das cidades. Promovendo arruaças, demonstrando preconceitos de diversas formas. Dirigem, alcoolizados, provocam acidentes, matam e ficam impunes.
Que tipo de família, presenteia seus filhos e filhas com carrões e cartões de crédito, como cartas de alforria, dando a eles o direito de vida e morte sobre a vida de outros cidadãos. Jovens bonitos, malhados em academias, nível universitário, usando roupas de marca e os nomes de seus familiares para se colocarem acima do bem e do mal. É comum presenciarmos, elegantes MÃES, atrás de seus escuros óculos, defendendo seus “bebês” marginais.
Também assistimos MÃES de comunidades, que honradamente entregam seus filhos à polícia na tentativa de fazê-los cidadãos honestos.
Madames e operárias, MÃES com atitudes opostas! Qual delas merece receber abraços no DIA DAS MÃES?
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terça-feira, 1 de maio de 2018

UM CORPO QUE CAI!

(por) EDISON BORBA

Labaredas, fumaça, fogo, vento, gritos e morte
Crianças, mulheres e homens correm como formigas
São gente? Gente? Como? São gente como a gente!
Moravam no edifício! São invasores! Favelados?
Não! São apenas segregados!
Muitos estavam desempregados
Eles moravam empilhados, espremidos, humilhados
E o incêndio? Foi ao acaso! Foi combustão!
Havia muito papelão, fios, madeira e sonhos ...
Tudo foi queimado e pelo vento levado ...
Tem fumaça dançando no ar ...
Gente chorando as perdas
Nada restou, apenas devastação
Desilusão e solidão
No ar, além da fumaça, das labaredas e fogo
Ouviu-se um grito de dor
Era um morador ... trabalhador ...
Tentou salvar os vizinhos, correu entre as chamas
Driblou o fogo, deslizou pela fumaça
Cumpriu seu papel como herói
Caiu abraçando seu prédio, sua casa,
Seus sonhos ... seu lar
Seu nome sairá nos jornais, revistas e noticiários
Mas logo será esquecido e ninguém irá lembrar
É mais um brasileiro, que teremos para enterrar!
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