segunda-feira, 18 de agosto de 2014

E A VIOLÊNCIA CONTINUA ...

           Domingo, 17 de agosto, durante a missa da tarde na igreja de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro, foi invadida e um Ministro da Eucaristia foi feito refém. Durante horas  policiais negociaram com o bandido que momentos antes havia cometido um assalto, junto com outros marginais.
         Hoje, pela manhã, engenheiro da Petrobrás, foi assassinado  na rua Marechal Rondon, uma importante via para quem quer chegar ao centro da cidade. Um jovem homem, na faixa de quarenta anos, deixa  viúva e duas filhas. Após levar suas meninas na escola, o engenheiro se dirigia para o trabalho, quando foi abordado por meliantes de motocicleta.
No bairro do Ingá, em Niterói, cidade do estado do Rio de Janeiro, várias pessoas foram assaltadas e uma das vítimas teve a mão esfaqueada pelos bandidos.
A violência continua em todo estado do Rio de Janeiro, não dando tempo à polícia de resolver cada caso. Os processos se acumulam nas Delegacias numa constante matemática que cresce em progressão geométrica.
Cada dia surge mais Cracolândias pelo estado e o número de viciados aumenta. Jovens, mulheres (algumas grávidas), homens e até crianças se envolvem com as drogas.
Balas perdidas invadem escolas e nas ruas a população não pode reagir à violência, para não correr o risco de perder a vida.
Estamos preparando-nos para eleições: um dos grandes e graves problemas da maioria das cidades brasileiras é a segurança. Estamos aguardando que os candidatos à presidência do país e dos estados, apresentem um programa sério e realista para conter essa epidemia de violência.
 Até o momento, não se ouviu um plano capaz de conter esse problema. Vamos aguardar e acompanhar os discursos e as apresentações dos programas governamentais e enquanto esperamos, vamos tentando sobreviver ao estado de violência em que estamos mergulhados.
Edison Borba

UM HOMEM - Pai e Político

        Muito se tem falado sobre Eduardo Campos, candidato à Presidência da República Brasileira, infelizmente morto em acidente aéreo, dia 13 de agosto. Um dos mais jovens candidatos ao Governo Federal, Eduardo, com apenas 49 anos, era um inteligente político. Dono de um carisma inquestionável -  deputado e governador de Pernambuco por mais de uma vez,  um sonhador em relação às condições para um Brasil novo e mais justo com o seu povo.
Todas estas observações já foram feitas por diversos jornalistas, políticos, empresários e a população em geral. Eduardo é quase uma unanimidade, quanto à sua lisura e ética na política. Porém, o que gostaria de destacar aqui, é  outro aspecto deste homem. Após assistir ao vídeo gravado por seus filhos, no dia do seu aniversário, deixa claro que Eduardo era um excelente pai.
Crianças e jovens costumam ser sinceros quando às suas opiniões. O que se pode ver no vídeo foram depoimentos de crianças e jovens felizes. Em seus rostos, resplandecia alegria ao falar sobre o pai.
Sem dúvida alguma, eles tinham amor  e grande admiração por Eduardo. A maneira com que o elogiaram, a simplicidade e a intimidade que demonstraram ter entre eles e com o líder da família, foi impressionante.
Um político, um homem, um pai: Eduardo Campos, 49 anos deixou em espaço extremamente complexo para ser preenchido. Não se trata de tecer elogios “pós morte”, mas  reconhecer que sendo um bom marido e pai, ele poderia ser uma interessante proposta para a renovação da Presidência  no Brasil.
Infelizmente, da mesma forma que a dúvida quanto ao Governo de Tancredo Neves nos persegue até hoje, a população brasileira terá em relação ao Eduardo Campos. Como seria?
Edison Borba

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

EM BOCA FECHADA ...

         Existe um antigo ditado popular que afirma: “em boca fechada não entre mosquito”. Uma observação simples, mas que contém um grande ensinamento. Muitas vezes, perdemos um amigo, ofendemos alguém de quem gostamos, complicamos nossa vida afetiva e familiar, criamos algum tipo de problema no trabalho, apenas porque abrimos a boca na hora errada e no momento errado.
Infelizmente o que sai da boca do homem, não retorna e se espalha pelo ar em ondas sonoras que permanecerão uma eternidade. Todos os que escutaram, poderão fazer milhares de interpretações, cada uma conforme a sua própria vontade.
Quantas pessoas se arrependem para o resto de suas vidas por não ter conseguido manter a boca fechada. Além da possibilidade de comer insetos, o dito pode acabar se transformando em “mau-dito” e não há como transformar o dito pelo não dito.
Como manter a boca fechada, quando estamos diante de uma situação que nos incomoda?
Como não fazer um comentário, quando temos a “certeza” (??!!) de que estamos com a razão?
Manter o autocontrole é um difícil treinamento que envolve nosso sistema neuro hormonal, portanto é algo complicado de ser controlado.
Porém, não é impossível, basta pensar antes de falar. Aqui também estamos diante de uma questão complicada. Todas as vezes que pronunciamos algo, antes de soltarmos as palavras e formarmos às frases, o nosso cérebro recebe as ordens para que o que pensamos seja traduzido em linguagem, logo tudo o que falamos representa o que pensamos.
A grande questão está no controle do que pensamos. Para tanto são precisos exercícios, principalmente de concentração e meditação.
À medida que conseguimos organizar nossos pensamentos e passamos a sentir  paz interior, também passamos a ter mais controle sobre as nossas palavras.
Essa conquista é longa e árdua. O caminho é penoso e poucos conseguem chegar ao fim da estrada, e infelizmente, enquanto tentamos conseguir esta condição, continuaremos a engolir mosquitos e a falarmos impropriedades nos momentos mais inconvenientes.
Edison Borba

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MORTE RONDA AS ESCOLAS

            Ontem dia 12 de agosto, um aluno atirou em seu professor, por não concordar com a sua nota baixa. O jovem de 17 anos, matriculado na Escola Estadual Olga Barreto, localizada no município de São Cristovão, no estado de Sergipe.
 O professor Carlos Cristian foi atingido por cinco tiros. Felizmente o mestre não morreu, apesar de seus ferimentos serem graves.
Hoje, dia 13 de agosto, às 10 horas da manhã, na comunidade Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio de janeiro, um adolescente de 15 anos, Thiago da Silva Batista, foi atingido na cabeça por uma bala perdida.
O jovem, aluno da 7ª série da Escola Municipal Alberto Rangel, foi atingido dentro da sala de aula enquanto assistia aula de Ciências Naturais.
Os colegas de classe e o professor viram o menino  debruçado sobre a carteira escolar.
Considerado um aluno tranquilo e aprovado na escolinha de futebol da comunidade, neste momento está sendo operado no Hospital Miguel Couto, na cidade do Rio de Janeiro.        
A tão sonhada paz, ainda está muito longe de ser alcançada.
Os ambientes considerados mais sagrados: hospitais, igrejas e escolas não são mais respeitados!
Até quando ainda iremos ter que conviver com este tipo de tragédia?
Edison Borba

CALÇADA DA FAMA

         Mais uma estrela se apaga no céu de Hollywood: Lauren Bacall foi juntar-se a Robin Willians. Ela, a eterna garota de Humphrey Bogart, loura, linda e talentosa, brilhou por grandes interpretações e por atitudes que marcaram os anos 40 e 50.
Ele, Robin Williams, uma criança grande. Um palhaço, um ator, um coração que batia forte nas telas. Do riso às lágrimas, foi sem dúvida um dos maiores da Meca do cinema.
Bacall desfilou charme e elegância por um longo tempo nas telonas. Uma das mais legendárias atrizes sobreviveu aos modernismos, conseguindo manter-se no palco por muitos anos, de 1944 até 2006. Olhos enigmáticos brilhou no cinema “noir” onde ela era tão misteriosa como os próprios filmes. Dona de uma voz rouca e personalidade marcante, que ficava evidente em suas interpretações.
Willians, um ator que deixava sua alma na tela. As crianças riam de suas brincadeiras em cena, e os adultos se enterneciam com um dos mais carismáticos atores do mundo.

Mais duas estrelas, continuarão a brilhar na calçada da fama e no coração dos cinéfilos, que poderão revivê-los através de suas obras.
Lauren Bacall e Robin Willians, mais do que atores, personalidades!
Edison Borba

LIXÕES BRASILEIROS

        Para o ano de 2014, que já está  no segundo semestre, estava previsto a extinção dos lixões no Brasil. Em 2010, quando foi instituída a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, o ano atual (2014) seria a marcado pelo fim dos lixões em todo país.
        Espalhados por todas as cinco regiões brasileiras,  em torno deles cresce uma população de ratos, insetos, microorganismos patológicos e gente. Pessoas, famílias, crianças que sobrevivem da cata de material reciclável e de alimentos. Uma população marginalizada, que “parece” não existir para o mundo. Seres estranhos que sobrevivem com restos das classes mais abastadas.
        Lugares tristes, onde as aves estão sempre de luto, os  urubus, que fazem parte do cenário. Nenhum escritor, autor das grandes tragédias, ou pintor ou qualquer artista, seria capaz de retratar o quadro dos lixões. A terra chora lágrimas escurecidas sob a forma de “chorume”, que penetra no solo carregando um mundo de impurezas, que  afeta os lençóis freáticos.
A natureza sofre com tamanha agressão.
Os tão propagados e sonhados aterros sanitários estão muito longe de se tornarem realidade. Os que existem representam muito pouco para a grande quantidade de lixo produzido diariamente em todo país.
         Durante os grandes temporais, as chuvas trazem à tona um mar de lixo que se acumula nas ruas, terrenos abandonados, rios e riachos, avisando-nos que os lixões se subdividem em outros menores, encontrados em várias comunidades e bairros das cidades brasileiras.
        Além da falta de compromisso dos que deveriam cuidar da limpeza do país, um grande obstáculo impede que o lixo encontre o seu devido lugar: educação.
        A  população adulta do país, nunca recebeu oficialmente informações sobre os perigos que o lixo pode trazer para a  sobrevivência. Atualmente, estão surgindo pequenos movimentos que tentam alertar crianças e jovens e punir os adultos, numa tentativa quase insana de colocarmos o bonde nos trilhos.
        A situação é mais complicada do que imaginamos: quando recentemente, a cheia dos rios da região amazônica aconteceu, o que se viu foi um assustador mar de lixo envolvendo as comunidades ribeirinhas. Uma riquíssima região, de importância mundial pelo seu manancial de água doce, ameaçada pelo lixo.
           Ainda há tempo para que esta situação seja revista e providências sejam tomadas. O tempo é um grande inimigo,  seu relógio não tem ponteiros ele marca os fatos. 
         O Brasil pede socorro;  ocupando um grande espaço do planeta Terra,  dependerá  muito dele, o futuro da humanidade.
            Edison Borba

terça-feira, 12 de agosto de 2014

O SORRISO E A MORTE

        Robin Williams, o homem sorriso: foi uma babá muito louca, Per Pan e travesti. Foi Doutor da Alegria além de outras magias que só ele sabia fazer. Seu mundo era encantado e encantava a todos. Psiquiatra sério ajudando adolescente a vencer as barreiras da vida. Estimulou os soldados na guerra do Vietnã, num inesquecível filme, onde a crueza da guerra pode ser lida através de sua escrita de talentoso ator. Professor revolucionário, numa sociedade dos poetas mortos, que renasciam através das mágicas aulas. Seus alunos ouviam o sussurro dos poetas pelos corredores do colégio.
O homem que fazia sorrir tinha alma sofrida e procurou na bebida uma fuga difícil de resolver seus íntimos pensares. Um pescador de ilusões nos levou a caminhar pela Terra do Nunca, voando pelos ares junto com fadas e crianças.
Vê-lo nas telonas era certeza de emoção e divertimento, não tendo aparência para usufruir do papel de galã, Robin tornou-se um dos mais belos atores do cinema. Quem não se apaixonou pelos personagens que ele vivia, ou melhor, transformava-se. Capaz  de emocionar, este homem  sorriso, infelizmente buscou a própria morte.
Ficará a pergunta: por  que?
Para nós, ficará sorrisos, alegria, saudade e toda a felicidade que este mágico homem conseguiu transmitir em todas as cenas que um dia tivemos o prazer de assistir.
Lá está Robin Williams voando para a Terra do Nunca, para se juntar aos poetas que nunca morrerão, sua obra ficará pela eternidade.
Edison Borba