domingo, 11 de dezembro de 2016

NOTÍCIA TRISTE




Uma das situações mais difíceis para um professor é ter que informar a um aluno, sobre a morte de algum familiar, e quando se trata da própria mãe, a situação torna-se assustadora. Conviver com este tipo de situação, não faz parte do currículo escolar das Universidades. Sem dúvida o acúmulo de conhecimentos nas diversas áreas do saber como a Filosofia, a Sociologia, a História ou qualquer outra disciplina é que nos dará subsídios pa...
ra enfrentar este complicado problema.
Esta foi uma das tarefas que eu tive que cumprir; comunicar a uma aluna a morte de sua mãe. Adolescente da primeira série do Ensino Médio, 1º turno. Durante o horário de aulas a escola recebeu a triste informação através de um parente que compareceu ao Colégio, e nos pediu para darmos a notícia à menina antes que ele a levasse para casa.
Os minutos que antecederam ao meu encontro com a aluna, foram difíceis e me deixaram sob uma intensa pressão. Como contar para ela a trágica notícia? Como explicar, que a pessoa que havia lhe servido o café pela manhã havia morrido?
Essas e outras questões borbulhavam na minha cabeça e eu pude chegar até a aluna graças a ajuda de vários companheiros de trabalho, que ao saberem da situação vieram para me auxiliar. Não sei contar exatamente como tudo aconteceu, apenas lembro de um longo abraço. Das lágrimas. De algumas palavras de consolo e da menina saindo do colégio amparada pelo tio, e da grande dor que tomou conta de mim.
Escola é um local de muitas e múltiplas emoções! Alegrias e tristezas que se misturam num só dia, por este motivo é que educação se faz em conjunto, como uma grande rede onde todos juntos colaboram para o sucesso das atividades de cada dia.
Edison Borba

TERNURA E ENCANTAMENTO.



Durante a minha juventude, curti muito o movimento da “Jovem Guarda” e como todo rapaz suburbano e sonhador, tive na figura da Wanderléa uma inspiração para minha vida. Paixão que se perdeu no meu baú de memórias.
Sábado, dia 10 de dezembro de 2016, pude pela primeira vez ver ao vivo e a cores a Wandeca. Meu cansado coração bateu forte diante da “ternurinha” que os anos não conseguiram destruir. A plateia lotada recebeu-a como toda Diva deve ser recebida – de pé, aplaudindo freneticamente.
No palco uma frágil mulher, absolutamente terna ao interpretar suas canções e na forma de agradecer ao seu fiel público. Emocionante!
A maioria da plateia, assim como eu, sabia que a “ternurinha” também envelheceu, seus movimentos estão mais lentos e sua voz mais tímida, mas ela estava ali, na nossa frente cantando e nos encantando.
Ela trouxe, por alguns minutos a nossa juventude de volta, naquele sábado, que poderia ser dos anos 60.
A vida é construída a partir destes momentos de alegria, ternura e agradecimento. Como foi bom reviver por algumas horas, uma década incrível – anos 60 e manter acesa em nosso coração a linda imagem de Wanderléa, a "ternurinha"!
Edison Borba

ESCOLAS – UMA PAIXÃO PARA QUEM AMA EDUCAÇÃO!

 
Talvez eu seja um pouco Cazuza – exagerado! Mas, como professor, tenho paixão por tudo que se refere à minha profissão. Em primeiro lugar estão os alunos; um professor estuda, pesquisa, trabalha, lê e escreve tendo como referencial o seu objeto de trabalho – o aluno.
Somos como artistas, que modelam o barro em lindas peças de arte, ou aquele que dobra o aço, o ferro ou esculpe o mármore, como Michelângelo, que magistralmente transf...
ormou blocos de pedra em maravilhosas obras, entre elas David, uma das mais perfeitas expressões humanas talhadas no mármore.
Assim, são os professores. Quando os alunos aprendem a ler ou conquistam o diploma; nesta hora sentimos que o nosso trabalho, como artistas, foi cumprido, agora a “bela peça de arte” conquistou vida própria, seguirá para conquistar o mundo, levando com ela um pouco da nossa moldagem.
A cada ano, voltamos às nossas oficinas, as Escolas, e iniciamos tudo de novo mais uma vez e mais vezes quantas forem necessárias para forjarmos com amor e carinho indivíduos corretos, éticos, cidadãos que saberão honrar a sua Pátria.
Escola, oficina do saber! Paixão para quem ama educação!
 
Edison Borba
 
Foto: Prédio do Colégio Estadual Júlia Kubitschek

sábado, 10 de dezembro de 2016

UMA FORMA DE ADEUS!




 Teu pálido corpo, por um véu coberto
Repousa tranquilamente dentro de um caixão
Entre Tuas mãos cruzadas sobre o peito, uma rosa...

Branca flor, que aos poucos perde o viço
Tua face, outrora rosada, empalideceu
Teu silêncio incomoda
Quem habituado estava,
Com tua risada escandalosa.
Teus olhos fechados, engana a todos
Ela finge dormir, um leve sono,
Tal qual uma pluma
Suavemente colocada sobre uma almofada.
Não consigo ver-te assim tão relaxada
Sem incomodar-te com nada
Nem com minhas lágrimas, roladas e gotejadas
Sobre teu rosto, o belo rosto da
Minha amada!

 
Edison Borba

MUITO SEXO E POUCA AÇÃO

 
Uma das novelas que está no ar, no horário nobre, da Rede Globo de Televisão, “A Lei do Amor”, precisa urgente se transformar num folhetim de melhor qualidade. O autor enveredou pelo sexo das mais variadas formas: a “pegadora” de rapazes do posto de gasolina, a vidente “quente”, a sogra sedutora, a massagista erótica, o prefeito bígamo, a menina rica perdida, a garota de programa arrependida e o casal protagonista que se ama a toda hora, com diálogos l...ongos e cansativos sem nenhuma química que justifique a “tal paixão”.
Entre ninfas e ninfetas, podemos destacar José Mayer e Grazi Massafera, que estão correspondendo bem aos seus personagens e dignos de parabéns.
Não sou escritor de novelas e nem diretor de teatro, mas como espectador vejo que o autor está desperdiçando um elenco entre camas e lençóis, quando poderia transformar o texto numa trama política / policial de suspense, se explorasse mais a fome de poder, através de ações mais inteligentes. Tudo está muito óbvio e os casais transformando-se em gente chata. Alguns personagens estão perdidos sem saber o que são e o que querem e para onde vão, e o autor não decidiu se é comédia, drama ou suspense (??!!)
Está faltando consistência na trama e menos apelo erótico.
Tempo perdido!
Edison Borba

CLARICE LISPECTOR


CLARICE – PARABÉNS PARA NÓS QUE TEMOS O PRIVILÉGIO DE CONHECER A SUA OBRA!
Clarice Lispector – 10 de dezembro de 1920 – Cidade: Chechelnyk – Ucrânia
Três frases (pensamentos) desta incrível escritora:
 

 
>>>“Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos.”
>>>“Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar.”
>>>”O que eu fiz, apenas, foi ir me obedecendo...”


Edison Borba

O QUE SOMOS?



Esta incógnita nunca será revelada.
Nem que possamos viver cem anos
Jamais saberemos, o que somos na nossa essência...

Somos o que os outros pensam que somos.
Somos aquilo que gostaríamos de ser
Somos o imponderável, o incalculável
Somos moldados pela sociedade
Controlamos nossas maldades,
Sorrimos para agradecer ou até para obter
Somos gentis por conveniência
Mas também somos bons por essência
Amamos, mas também odiamos
Num piscar de olhos, perco o controle
E por um momento me desconheço
O que sou na verdade?
Qual é a minha realidade?
Importante é constatarmos que acatamos as Leis
Nos sensibilizamos, com as tragédias
Somos capazes de amar indiscutivelmente
Temos amigos, família e sabemos que nossos pecadinhos
Não prejudicam ninguém...
Deus está em nós e se manifesta nos bons
Somos sua obra, sua criação e inspiração!
 

Edison Borba