domingo, 11 de janeiro de 2015

NÓS SOMOS ALEX!

Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa, cheia de encantos mil. Praias de areias brancas, coqueiros e gente bonita desfilando pelas calçadas. A alegria do povo é contagiante, a maioria dos turistas, quando parte promete voltar mais vezes para usufruir de tanta beleza e hospitalidade.
Infelizmente, este cartão postal, esta linda pintura, serve para atrair turistas que só permanecem alguns dias na cidade e geralmente visitam os lugares mais pitorescos geralmente acompanhados por seguranças. Isto é muito bom para nós, que vivemos numa cidade cujo turismo é uma boa fonte de arrecadação. É bom que os visitantes queiram voltar, gastar, comprar e deixar para a cidade um lucro financeiro.
Porém, para nós os moradores, a outra face da Cidade e do Estado Maravilhosos, é diferente. Problema de saneamento básico, falta de água, ruas sem calçamento, falta de acessibilidade para deficientes, transportes coletivos de qualidade ruim e a violência, são alguns dos graves problemas que afligem os moradores deste pedacinho de céu (??!!) aqui na terra.
Como falar das maravilhas do Rio de Janeiro para a família do jovem estudante de Biologia, Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, assassinado com quatro tiros, em frente ao Campus da Universidade Federal do Rio de Janeiro?
Como elogiar a cidade, que mata um jovem no bairro de Botafogo, na rua que se usa para se chegar ao Pão de Açúcar e  Praia Vermelha, pontos turísticos do Rio de Janeiro?
Como convidar turistas para a formatura do Alex, que aconteceria neste mês de janeiro?
Choramos por nossos irmãos franceses, que lutavam através de seus desenhos, pela liberdade, fraternidade e amor entre os povos e choramos pelos jovens brasileiros que também são assassinados por bandidos que praticam um terrorismo gota à gota, deixando a população na expectativa de quem será o próximo a morrer!
Lamentamos pelos nossos amigos de Paris e choramos a morte do Alex. Neste momento aqui no Brasil – NÓS SOMOS ALEX!
Alex estudava Biologia
ALEX - JOVEM BRASILEIRO!
Edison Borba

sábado, 10 de janeiro de 2015

DILMA NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Assim como Alice, a presidente Dilma está mergulhada no país das maravilhas. Cercada de personagens absurdos, ela vive  sonhos repletos de criaturas interessantes e inusitadas. Após receber pela segunda vez as chaves do reino dourado, Dilma vive à procura de fechaduras que possam abrir portas que a ajudarão no comando do seu país. Dependendo da situação, a grande chefe aumenta ou diminui o tamanho dos componentes de sua corte, usando apenas poções mágicas que lhe foram presenteadas pelo coelho maluco.


Caminhando  pelo reino das maravilhas, Dilma distraidamente  mergulhou até o pescoço no lago de lágrimas que ela própria criou no primeiros mandato, com a choradeira de seus súditos.  Porém, o rato esperto, que está sempre por perto da soberana,  a salva do perigo de se afogar. Passado o susto, Dilma segue os conselhos do coelho e do rato que  a levam a fazer cortes no orçamento para salvar as finanças do reino. Imediatamente, a rainha mandou cortar verbas da saúde, da educação, da segurança e de outros segmentos que envolvem o povo, porém não ordenou que cortasse nada referente aos seus seguidores palacianos.
Satisfeita com a resolução tomada, a majestade resolve dar uma grande recepção: a festa do chá louco, para a qual convida o Chapeleiro Maluco, a Lebre de Março e outros secretários e ministros de seu palácio. Durante a festa, ela é desafiada por um grupo de penetras, jornalistas, a decifrar alguns  enigmas envolvendo o desaparecimento de verbas em seu mandato anterior, porém sua cabeça ficou confusa e ela revelou  incoerência nas suas declarações dando respostas confusas.
A soberana sentindo-se insultada e cansada de ser bombardeada com tantos enigmas, perguntas e cobranças de alguns convidados e fica zangada e retira-se do local, e vai repousar em sua casa no campo. Lá ela  conhece o Rei e a Rainha de Copas, de Terras  vizinhas, que também passavam férias no local. Seu contato com a outra rainha foi proveitoso e ela aprendeu a mandar cortar a cabeça de todos os que não trabalhassem com ética em seu reino.
Porém, a rainha Dilma percebeu que se mandasse cortar a cabeça de todos os que fazem maracutaia em sua corte, em pouco tempo ela estaria sozinha.
Mais calma, e de volta ao palácio, ela é obrigada a resolver um problema: “quem roubou as tortas, com recheio de petróleo?”
A rainha, então,  convoca uma reunião para resolver a questão; exige a presença do lagarto Bill, do Rei de Copas, do Coelho Branco, do Chapeleiro Louco e da cozinheira da Duquesa além de outros componentes de sua corte para avaliar e julgar os culpados pelo desaparecimento das tortas de petróleo. Durante a sessão acontece uma discussão entre a rainha Dilma e os demais componentes da sessão. Nervosa, sem saber como explicar tantas confusões com a sumiço do recheio das tortas, a rainha Dilma enfurecida grita: “Cortem-lhe a cabeça!”
Como a ordem, foi dada sem indicar de quem a cabeça seria cortada, todos se acalmaram e votaram pela manutenção das cabeças e dos cabeças, responsáveis pela confusão com as tortas petrolíferas.
A calma volta ao reino de Dilma, que aconselhada pelo Coelho Maluco, seu fiel escudeiro, que já eras hora de fechar o expediente, e olhando no relógio sem ponteiros afirma: “vamos todos para casa, amanhã a gente resolve isso!”
Edison Borba
 
 
 
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

TERRORISMO SILENCIOSO.

O mundo todo sofre, chora e repudia a ação dos terroristas em Paris.  A morte dos chargistas do jornal Charlie Hebdo é sem dúvida uma punhalada na liberdade de expressão, uma das maiores conquistas da sociedade moderna.
Neste campo, os franceses são mestre na luta pela igualdade, liberdade e fraternidade, demonstrado o quanto os heróis da resistência lutaram até Paris ser libertada das correntes do nazismo.
Infelizmente, nós brasileiros, choramos não só pelos irmãos franceses, e também, pelos nossos irmãos brasileiros que são assassinados diariamente, através de um tipo de terrorismo doméstico, que age dizimando vidas numa louca violência, que foi percebida pela sensibilidade do francês  George Wolinski, morto no atentado terrorista, através desta charge:
O ano de 2015 começou no Brasil,  assinalando mortes  por diversos tipos de violência: latrocínio, alcoolismo e direção, drogas, balas perdidas e desastres ambientais provocados pela falta de estrutura das cidades para enfrentar as chuvas de verão.
Essas formas de assassinato, não se enquadram como terrorismo, como este que agora acontece na França e com o que matou centenas de pessoas nas Torres Gêmeas Americanas. É um tipo de terrorismo silencioso, que corrói a sociedade aos poucos. Assassinos  encapuzados e outros engravatados fazem terror diariamente nos hospitais, escolas, comunidades, ruas, estradas, lares, fábricas, florestas, rios, lagos, isto é, em todos os lugares onde possa existir vida, animal ou vegetal.
Temos que nos espelhar nos franceses, que estão lutando para prender e julgar seriamente estes e outros terroristas, que pensem em agredir, matar ou violar a paz e a democracia Francesa.
Nós brasileiros, somos solidários, e queremos aprender como fazer valer  a liberdade, igualdade e fraternidade em nossa Terra.
Obrigado amigo George Wolinski, pela sensibilidade em perceber o terrorismo silencioso que acontece no Brasil.
Estamos de luto!
Edison Borba
 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE!

O mundo acordou sob o impacto da ação terrorista em Paris. A morte de doze pessoas, entre elas nomes renomados da charge mundial  é uma demonstração que a humanidade ainda possui em seu sistema nervoso resquícios pré-históricos que nos levam à barbárie. Alegando defender ideais religiosos e políticos, os assassinos sentem-se com o direito de matar.
Este triste episódio, nos leva a mergulhar no mundo dos chargistas que nos fazem pensar de forma lúdica sobre assuntos sérios e polêmicos. Os trabalhadores da Revista Satírica Charlie Hebdo, tomavam atitudes corajosas  e irreverentes para denunciar algumas mazelas do mundo. O grupo  Charlie,representa bem a alma francesa, que sempre lutou pela liberdade, minando os nazistas durante a segunda guerra mundial, através da resistência.
No Brasil, o jornal Pasquim, foi durante o tempo da ditadura militar, a voz da liberdade do povo brasileiro. Chargistas talentosos, como os franceses também sofreram perseguição de um governo mão de ferro.
O atentado sofrido pela revista francesa despertou em cada cidadão, que luta por um mundo de paz, o desejo de apontar outras situações, que acreditamos os “Charlies” concordariam em satirizar, para mostrar o repúdio que todos devem ter contra situações abomináveis que ainda acontecem no mundo.
JE SUI CHARLIE:
-contra o terrorismo; contra o tráfico de mulheres e crianças; contra os que oprimem trabalhadores; contra os estupradores; contra os políticos que desviam verbas do povo; contra o analfabetismo; contra a fome; contra o desmatamento; contra o tráfico de animais; contra os traficantes; contra o mau atendimento nos hospitais; contra o preconceito religioso, racial, sexual ou de qualquer outra forma; contra os que maltratam os idosos; contra a justiça desigual entre o pobre e o rico; contra os que usam seus carros para matar, ao dirigir alcoolizados ou falando em seus celulares; contra toda e qualquer forma de violência, física, moral, psicológica, social.
 

JE SUI CHARLIE para reverenciar os mortos neste bárbaro atentado:
Stéphane Charbonnier, o Charb; Jean Cabut, o Cabu; Georges Wolinski e Bernard Verlhac, o Tignous e todos os que tombaram na luta pela paz no mundo – JE SUIS CHARLIE!
Edison Borba

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PARIS ESTÁ EM PRANTOS

Atiradores matam cerca de doze pessoas, nesta manhã do dia 7 de janeiro de 2015. Provavelmente algum grupo terrorista, esteja esteja enviando mensagens para jornalistas e demais trabalhadores da imprensa mundial, que eles possuem  uma força capaz de abalar a liberdade de expressão do mundo atual.
A revista satírica Charlie Hebdo, representa uma sociedade livre para divulgar ideias e opiniões, através do trabalho de cartunistas, cuja função é fazer pensar sobre assuntos sérios através de desenhos que representam críticas a diversas questões sociais do mundo.
Os ataques terroristas representam a ação covarde através da qual,  grupos extremistas tentam passar suas mensagens de protesto. Matar inocentes para justificar a defesa de uma causa, ideia, religião, crença ou qualquer outra posição é barbárie, que serve apenas para aumentar a revolta de uma sociedade que busca a paz mundial.
Tentar mostrar poder agindo no anonimato é sem dúvida uma atitude que demonstra a baixa civilidade dos agressores.
Ainda estão em nossas mentes os ataques as torres gêmeas nos Estados Unidos, onde centenas de pessoas  morreram sem ter nenhuma participação em lutas por qualquer causa ou crença.
Paris chora por suas perdas, porém jamais apagará suas luzes, que a fazem uma das mais lindas cidades do mundo!
Paris continuará sempre a Cidade Luz!
Edison Borba
 
 

ANO NOVO? PROBLEMAS VELHOS!

O novo ano começou no Rio de Janeiro com o assassinato da jovem de Tayenne Rodrigues Pereira Abreu,  de 22 anos. Ela foi baleada duas vezes na cabeça no Centro de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, por volta das 7h do dia primeiro de janeiro, quando retornava da festa de réveillon na praia de Copacabana. A estudante de psicologia, agora é apenas mais um número na estatística.
Enquanto o ano de 2015 segue seu caminho, criança é abandonada em lata de lixo, ainda com o cordão umbilical. Policial de 27 anos; Caio Robson, morre em troca de tiros no Morro de São Carlos, enquanto na comunidade do Querosene, bandidos enfrentam policiais. Nos hospitais, pacientes continuam deitados nos corredores e durante uma falta de luz no estado, partos foram feitos no escuro e cirurgias iluminadas pelos celulares dos médicos. Dois trens se chocam e levam quase duzentas pessoas para os hospitais. A tarifa dos ônibus aumentou e os assaltos continuam acontecendo a qualquer hora do dia ou da noite. Estamos apenas no mês de janeiro dia sete e as chuvas já provocaram enchentes e desabamentos em vários estados do Brasil. Nas praias da Cidade maravilhosa, os arrastões acontecem e viram atração turística. A Presidente Dilma, já está discordando das ações de alguns de seus Ministros. Enquanto a Operação Lava Jato, começa a cair no esquecimento as velhas raposas da política já iniciaram suas ações, para manter suas altas contas nos Paraísos Fiscais. A vida continua! A Pátria Educadora, ainda não acordou para perceber que  educação vai muito além das salas de aula e das escolas, é um processo que envolve todo o País em todas as áreas e que não basta apenas discursar, é preciso agir e cortar na própria carne para sentir a dor que causa um país nos cidadãos que dependem das ações das políticas públicas para a sobrevivência!
Edison Borba




terça-feira, 6 de janeiro de 2015

LICENÇA PARA MATAR

“O novo delegado-geral de São Paulo, Youssef Abou Chaim, disse em entrevista aos jornalistas, no dia 5 de janeiro de 2015, após assumir o cargo que os menores infratores hoje “são 007, têm licença para matar”, em menção ao nome de um dos filmes do personagem James Bond”.
Esta triste afirmação do Senhor Youssef, apesar de chocar, contém uma triste realidade. Infelizmente estamos vendo uma parcela de crianças e jovens brasileiros, caminhando por estradas, que os levarão à morte ou aos presidios. As ONGS (do bem) e a Fundação Casa, não conseguem dar conta da quantidade de casos, que diariamente colocam o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) à prova.
Aproveitando à observação da Presidente Dilma – “Brasil, Pátria Educadora”, questinamos: onde estes brasileirinhos estão contemplados com as novas Leis e Regras que estão sendo analisadas e serão propostas pelo novo Ministro da Educação?
Que caminhos pedagógicos e que metodologias serão usadas, aliadas ao acompanhamento psicológico e social, para a recuperação destas crinças e jovens?
Diminuir à idade penal, é um caminho, que a princípio funcionará somente no ato de punir. Onde estão as ações educadoras? Que professores poderão atuar junto à Fundação Casa, ao lado das  Equipes de Médicos, Psicólogos, Psiquiatras e Sociólogos?
Meninos e meninas  que vivem na marginalidade das ruas, próximos às  drogas, sendo explorados por adultos de várias e terríveis formas; que planejamento está sendo pensado para eles?
O que fazer com os contaminados pelo crack? O que fazer com as meninas grávidas?
O Brasil, só será uma Pátria Educadora, quando todos os nossos jovens e crianças estiverem recebendo a mesma atenção. Não podemos mais conviver com escolas de ricos e escolas de pobres. Educação pública diferenciada da educação privada. Alunos da rede particular, terem mais oportunidades no ingress nas Universidades e na rede professional. É preciso acolher a infinidade dos que vivem nas ruas!
Não podemos mais, “conceder licença para matar”!



Brasil Pátria Educadora?
Edison Borba