domingo, 5 de abril de 2015

ALELUIA! ALELUIA! ALELUIA!

Fiquemos todos alegres, Jesus resuscitou1
Fiquemos todos felizes, Cristo venceu a morte!
Alegria! Todos nós temos direito a renascer para uma vida melhor!
                                                  
A chegada da Páscoa, serve para lembrar-nos que sempre é tempo de renascer, renovar, refazer e reviver. Não é preciso morrer para que isto aconteça, basta que tenhamos vontade de mudar a vida que estamos vivendo.
O mundo atravessa uma fase onde os bens materiais estão se sobrepondo aos bens espirituais, os amigos reais deram lugar aos virtuais, os contatos familiares acontecem por telefone, pais desconhecem filhos e filhos abandonam pais. Nossos corpos são expostos como produto em vitrine, e aos poucos o amor está perdendo a essência para o valor cifrado. Estas muitas outras situações nos enredam e distraidamente nos vamos tomando atitudes que antes condenávamos.
A preocupação com visual é obra que tem começado no berço, os pais iniciam seus filhos na nova onda do ter, incluindo aqui o possuir o outro, e nos casos homem e mulher, esta iniciação de posse tem sido uma das responsáveis pelos inúmeros feminicídios.
Nas Igrejas, a palavra dos que conduzem o rebanho já não soa como trombetas dos anjos, mas como o tinir de moedas caindo dentro de cofres. Os milagres têm preço e pobre não entra no reino deste Deus, que retribui com bens materiais a todos os que podem contribuir para obter a sua graça.
Aleluia! É Páscoa, é hora de refletirmos sobre os inúmeros acontecimentos mundiais e vermos qual é a nossa parcela de contribuição para que tantos desastres e mortes estejam acontecendo. Pode parecer absurdo o que escrevo, porém os grandes conflitos começam com pequenos atos e atitudes que tomamos diariamente.
A falta de cortesia e gentileza e o desprezo e abandono para com o nosso semelhante, são caminhos para situações mais graves.
As desavenças familiares, as intrigas entre amigos ou entre vizinhos, as brigas nas comunidades são atalhos para conflitos maiores e o início de guerrilhas.
Aleluia! Mais uma vez é Páscoa! Mais uma vez lembramos o martírio de Jesus e a sua ressureição. Mais uma vez nos é dada a oportunidade de renascermos para uma nova vida!
Viver em Cristo, não significa desprezar os bens materiais, nem buscar esconderijo dentro de uma caverna e cair em oração 24 horas do dia.
Viver em Cristo é muito mais fácil, basta que ao final de cada dia façamos uma reflexão e busquemos mudar naquilo que erramos.
Viver em Cristo é ter amor e distribuir amor. É ter bondade e distribuir bondade. É repartir o pão. É dar à mão ao semelhante. É saber olhar os lírios do campo.
É amar a Deus sobre todas as coisas e ao seu semelhante como a si mesmo!
Aleluia! Aleluia! Jesus ressuscitou! Aleluia!
 
Edison Borba

sábado, 4 de abril de 2015

BRASIL, PAÍS DE JUDAS! (infelizmente)

Foi descoberto um novo documento, que está revolucionando os pesquisadores e causará uma grande mudança na história de Cristo. Foram encontrados, recentemente, pergaminhos, contendo uma grande revelação sobre o que aconteceu com Judas, após trair Jesus, vendendo-o aos soldados.

A versão de que ele havia se enforcado, está sendo reavaliada, através da tradução dos novos documentos. Há sérios indícios que Judas fugiu, e usando uma embarcação, se lançou nas águas oceânicas, viajou por dias e dias até chegar a uma bela terra, que hoje chamamos Brasil.

Existem provas de que, Cabral ao rezar a primeira missa neste território, percebeu que os índios, tinham noções do cristianismo.

Esta questão foi mantida em segredo para que não houvesse problemas com as questões dos verdadeiros descobridores do Brasil.
                                                                                  
A comprovação desta nova tese, está sendo analisada nos laboratórios de genética humana. Foi encontrada uma ossada que provavelmente era do traidor de Jesus. Talvez, ao chegar aqui, tenha sido acolhido por uma tribo que cuidou dele, salvando-o da morte. Uma índia da tribo que cuidou dele, Brazilis, era seu nome, viveu com Judas uma tórrida paixão da qual resultou uma grande prole.

Mas Judas, seguindo seus instintos traiu sua mulher com outras índias de diversas tribos, dando origem a uma grande quantidade de descendentes.

No seu genoma, os genes deletérios para a traição se espalhou e na história do Brasil, várias traições foram acontecendo, como a de Joaquim Silvério dos Reis, que levou Tiradentes à forca.

O tempo passou e até hoje, a presença deste desvio genético tem demonstrado o seu poder. Há geneticistas, afirmando, que a mudança do meio ambiente, aumentou o poder devastador deste gene. Os traidores modernos, são muito mais perigosos do que Judas. Eles se modernizaram, alguns são capazes de falar mais de um idioma, frequentam universidades aperfeiçoando suas técnicas para mentir e trair. Infelizmente, surgiram mutantes, que mesmo sem terem recebido educação acadêmica,  conseguem construir mentiras “verdadeiras”, sob as quais se escondem para a seguir trair os que acreditaram em suas promessas.

Alguns países estão pensando em impedir a entrada de brasileiros em seus territórios e proibir, radicalmente, a união entre seus cidadãos com qualquer brasileiro.

O medo do gene mutante que concentra mentira e traição numa só reação, é uma praga que poderá levar o mundo a se transformar numa Babel.

Brasil, um país de Judas, é a nova discussão na ONU e OEA, que analisam a possibilidade de se criar um antídoto, para deter o avanço deste problema.

O grande perigo para a humanidade, é que os descendentes de Judas, se juntaram formando grupos conhecidos como políticos. Este grupo se subdividiu em subgrupos, como: vereadores, deputados, senadores e outros tantos, que se espalharam por todo território nacional.

A população, formada por trabalhadores honestos, que não possui este gene ruim em seu genoma, tem sofrido mais dos que os Hebreus no Egito e esperam pela vinda de um salvador que os libertará deste terrível castigo.

Edison Borba

sexta-feira, 3 de abril de 2015

SEXTA - FEIRA DA MINHA PAIXÃO

No nosso calendário, entre todos os dias marcados como santos feriados, o que mais me enternece é a sexta-feira da paixão. Fui criado numa família religiosa, e durante a semana santa minhas avós, uma portuguesa e outra mineira, vestiam-se em luto e jejuavam. Eu, meus irmãos e primos, não entendíamos o que se passava, mesmo com as explicações de nossas mães.
Na sexta-feira da paixão, íamos até a igreja para as atividades religiosas, que eram mais rígidas do que as que acontecem nos dias atuais. Nos altares os santos estavam cobertos com panos roxo. Algumas pessoas choravam, velas eram acesas, e em todos os rostos podíamos ver que havia tristeza. Para mim, e creio que para as outras crianças também, havia uma atmosfera um pouco assustadora.
Eu, particularmente, ficava fascinado com todo aquele aparato e emocionado quando mamãe, minhas tias e avós, se colocavam em oração, à noite em nossa casa.
O sábado de aleluia, era só alegria, acordávamos cedinho para ver se haviam pendurado, em algum poste, um boneco – o Judas.
No subúrbio onde minha família morava, era quase certo, que algum boneco estaria pronto para ser malhado ao meio dia.
O domingo de Páscoa, que não tinha o significado comercial da atualidade, sem ovos e coelhinhos, apenas uma bacalhoada no almoço (o peixe foi na refeição da sexta-feira) e à tarde o programa era assistir no cinema do bairro ao filme sobre a Paixão de Cristo. Eu ainda lembro que muitas pessoas choravam durante o filme. A criançada ficava em silêncio, eu sempre fiquei comovido e também sofria calado com o martírio de Cristo. Em minha cabeça de garoto ficava a dúvida: “por que ele não reagia?”
Durante muito tempo esta dúvida me acompanhou e a minha compaixão por Cristo passou por um período de zanga. Cheguei a não querer ir mais ao cinema, comecei a ter a minha própria paixão nas sextas-feiras santas. Ficava amuado, triste e irritado. Meus pais não entendiam o motivo da minha tristeza e inquietação.
Hoje, percebo que o meu comportamento, era uma forma de manifestação do meu amor pela figura de Jesus. Por admirá-lo e amá-lo, eu não conseguia vê-lo sofrer. Ele transformou-se em meu herói, no dia em que entendi os motivos que o levaram a sofrer tantos martírios. Somente um grande homem é capaz de doar-se e dar a sua própria vida para demonstrar amor pelos seus semelhantes.
Quando chega a sexta-feira da semana santa, eu ainda sou capaz de sentir em meu coração as dores da paixão por Cristo. É para mim o dia mais sagrado do calendário, porque é neste momento que temos a oportunidade de experimentar o maior amor do mundo.
Sexta-feira da minha paixão, pelo Mestre dos Mestres, Jesus!
Edison Borba

DORES APENAS DORES

Quis o destino que nesta sexta-feira da Paixão, quando o mundo relembra a mortede Jesus e a dor de sua mãe Maria, outras duas mulheres também estejam chorando pela perda de seus filhos.
Uma delas é uma dama da sociedade brasileira, mulher do governador do maior estado do Brasil, São Paulo; a outra é apenas uma cidadã comum, moradora numa comunidade, o Complexo do Alemão, do Rio de Janeiro.
Três mulheres, três filhos e apenas uma dor!
Apesar da diferença social e temporal que existe entre elas, o sofrimento é único. O maior e mais triste que uma mulher poderá enfrentar.
Ter que viver com o vazio do quarto do filho e a dor do vazio no coração. Ter que continuar a sua vida para dar continuidade à memória de seu filho através da sua existência.
A dor de perder um filho, deve ser a mais lacerante, a mais difícil e a mais sofrida. Perder um filho, tê-lo morto nos braços, acalentá-lo e enterrá-lo, este sofrimento não tem medidas é incomensurável. Quando uma mulher perde um filho, a sensação deve ser a de uma amputação, a retirada de uma parte do corpo, sem anestesia.
Mulheres que perdem seus filhos por assassinato, as que perdem para raptores, que perdem na guerra, que perdem para as prisões – todas sofrem a dor de Maria.
Mulheres que se reúnem para unificar suas dores e se transformam nas Mães da Praça da Sé entre outras espalhadas por todo o mundo.
A dor das dores, a que sofreu a Virgem Maria ao ver seu filho morrer crucificado, a maior dor do mundo – a morte do que foi gerado, amamentado e acalentado, o seu filho!
Edison Borba

quinta-feira, 2 de abril de 2015

GUERRA URBANA

Há mais de noventa dias que a comunidade do Complexo do Alemão está em guerra. Civis e militares tombaram feridos e mortos. Hoje uma bala perdida “achou” um menino ferindo-o mortalmente.
Eduardo de Jesus Ferreira de dez anos, é a quarta vítima, da guerra entre o tráfico e a polícia. Antes dele, no dia primeiro de abril, Elizabeth Alves de 41 anos morreu atingida por bala perdida. Ela e sua filha que ficou ferida , estavam dentro de casa, supostamente protegidas dos tiros que aconteciam do lado de fora.                             
Rio de Janeiro, a maravilhosa cidade, reconhecida em todo mundo por suas belezas naturais e a suposta alegria de seu povo, está em guerra faz muito tempo.
As diversas comunidades que receberam as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), estão sendo o palco de violentos conflitos, que dificilmente irão terminar. Os donos do tráfico, possuem um exército disposto a matar ou morrer. O nível de armamentos deles é superior ao dos policiais, que estão ameaçados e portanto cometendo erros durante os confrontos. O que falta entre os soldados do tráfico é organização e união. O dia que eles conseguirem se unir e tiverem um líder, nós estaremos correndo um grave risco de vermos a nossa cidade ser totalmente dominada pelo tráfico.
A mercadoria comercializada pelo traficante, tem freguesia certa, em toda as classes sociais. Portanto, os donos do mercado sobrevive das festas universitárias, dos encontros sociais, dos diversos tipos de shows, dos festejos carnavalescos, dos bailes públicos além de outros tipos de encontros sociais. A droga é democrática, ela está no morro, nas comunidades carentes, nos palácios, nas luxuosas coberturas dos bairros nobres da cidade, nas escolas públicas, nas universidades, nas câmaras de deputados e senadores, nas emissoras de televisão entre outros locais famosos e de famosos.
Onde houver dinheiro, e alguém disposto a pagar pela viagem a droga chega, entra e se estabelece.
O grande problema, que infelizmente não há como controlar, é o consumidor. A maioria, não está nas ruas e becos morrendo através do crack, eles transitam livremente pelas salas de aula, salões de beleza, passarelas, auditórios, palcos, púlpitos, palanques, mesas de luxuosos bares e reuniões elegantes.
Infelizmente, não há como expurgar a droga da sociedade. Ela se infiltrou nos lares e faz parte do convívio social e familiar.
As polícias, mesmo cometendo erros, fazem um bom papel caçando os traficantes miúdos e às vezes prendendo algum “chefão”, que é imediatamente substituído, e portanto o equilíbrio das quadrilhas é sempre mantido.
Não há como acabar esta guerra! Apenas iremos aparando as arestas e tentando educar os mais jovens para que eles consigam entender que a droga não leva ninguém ao sucesso, mesmo quando alguém de suposto sucesso, a utiliza. Que a droga não confere diploma a ninguém, mesmo vendo as universidades formar viciados.
Educação, amor, união familiar e respeito são alguns antídotos contra a praga do século XXI. Enquanto isso, nas comunidades mais balas perdidas continuarão a encontrar suas vítimas.
Edison Borba




O SORRISO DA LIA

Todo o dia, bem cedinho

Na portaria do Júlia, o Colégio Kubitschek

Um sorriso iluminava, a vida de quem chegava.

Bom dia! Como Vai?

Oi! Menino, põem gravata!

Menina, arruma a blusa!

Vamos rápido, subindo,

Sem parar pra conversar,

Vocês precisam estudar!

Olá, professor! Tudo bem?

Oi! Amor, como você vai?

Tudo dito com sorriso

E uma espontânea alegria.

De braços sempre estendidos

A todos querendo abraçar.

Mulher, mulata bonita,

Sempre rindo para a vida.

Atenção! Muita atenção!

Diretoria chegando, para difícil jornada.

Professores, funcionários e alunos, pra cuidar.

Muita gente misturada e muita papelada.

Sirene tocando forte, é sinal pra começar

É estudante atrasado e também tem professor, que ainda não chegou!

Tem fogo para apagar, neste longo e trabalhoso dia.

É nesta hora difícil, um bom remédio, sem dúvida

Era o sorriso da Lia!

Aluno correndo no pátio, é hora de merendar.

Professor aplicando prova, nervoso ele vai ficar

E neste delicado momento, chama a Lia pra ajudar.

Coordenação tá fechada, faltou gente, que horror!

Tem aluno passeando, correndo no corredor.

Todo mundo tá nervoso, quebou o ventilador.

No meio da confusão, chega a mulata bonita,

Sorrindo, iluminando e deixando sua alegria

Contagiar multidão, que logo se faz tranquila,

Se acalma, e percebe, que na paz e no amor

Tudo se resolverá, sem pânico e sem confusão,

Era só chegar a Lia trazendo a solução.

Talvez, não seja assim, que a história aconteceu.

Talvez, na poesia tudo se faça alegria.

Talvez, no dia a dia, muita gente nem sorria.

Talvez, a mulata bonita, também tivesse problemas.

Talvez, o seu sorriso, não chegasse a iluminar, o povo todo, do Júlia.

Mas, ninguém pode negar,

Que era uma guerreira, e da luta não fugia

E todos sentirão um dia, a falta desta mulher

Saudade da alegria, da amizade sincera

Do especial sorriso, que era somente da Lia!


Em memória de Lia Vieira Teles, funcionária do Colégio Estadual Júlia Kubistchek.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

BRASIL, É UM 1º DE ABRIL!

O dia da mentira, como é conhecido o primeiro de abril começou a existir lá pelas bandas da França envolvendo troca de calendário. Uma história que mistura o reinado de Carlos IX e o papa Gregório. A brincadeira se espalhou pelo mundo e aqui no Brasil, o maior país da américa do sul, a nação onde tudo é gigantesco, não se conteve em ter apenas um dia para a mentira, os políticos desta majestosa república determinaram que todo dia é dia de mentira.
O número de mentirosos é tão grande, que se criou períodos de mentira organizada. São chamados de tempo de eleição. Nesta época os mentirosos se organizam em grupos, que eles chamam de partidos, e para que o povo possa identificar seus preferidos, usam cores e bandeiras para serem melhor visualizados na multidão dos candidatos ao melhor mentiroso.
Nesta período, o governo permite que os candidatos aos postos de mentirosos legais, contem suas lorotas através do meios de comunicação. Diariamente a população, pode através da televisão e rádio, ouvir as promessas que não serão cumpridas. As histórias de pescadores que cada um (homens e mulheres) têm para contar. Toda essa preparação, é voltada para o grande dia da “mentirona”, também conhecido como dia da eleição.
Neste dia, geralmente um domingo, o povo sai as ruas com as cores de seus mentirosos preferidos, bandeiras, cartazes, fotos tudo para que vençam os que contaram as melhores potocas e até fofocas. Nesta época chamada eleições os candidatos ao cargo de mentirosos lançam mão de qualquer artifício para convencer o povo que a sua mentira é verdadeira.
A coisa é tão séria, no Brasil, que a população já não sabe mais identificar mentira de verdade e mentiroso de honesto. A confusão está ficando tão complicada que já tem gente reclamando e pedindo para DESMENTIRAR o país.
                                                                    
Já organizaram passeata numa tentativa de reorganizar o país através da implantação de um decodificador de mentiras, um aparelho chamado MENTIRÔMETRO, que seria instalado a princípio em Brasília, seja geral dos mentirosos.
Portanto, hoje dia primeiro de abril, onde no mundo todo se comemora o dia da mentira, com brincadeiras, aqui não passa de mais um dia comum.
É verdade tudo o que foi dito acima. Assino e registro em cartório!

Edison Borba