sábado, 3 de fevereiro de 2018

BEBÊ DELINQUENTE!

(por) Edison Borba
Foi preso em flagrante, algemado e lavado para a Delegacia de Policia, um bebê de apenas oito meses. O meliante tentou furtar o colar de pérolas de sua babá. Aproveitando-se do descuido da pobre mulher, durante o processo de aleitamento, o esperto bebê tentou arrancar do pescoço da vítima a valiosa joia. Provavelmente, o objeto seria escondido dentro da fralda e vendido para outro bebê durante o passeio no parquinho. Investigadores encontraram dentro do carrinho do menino, pertences de outras babás, que já compareceram à Delegacia e reconheceram o “menor” e puderam reaver seus pertences.
A sociedade indignada fez manifestações frente à Delegacia exigindo a manutenção do perigoso bebê na cadeia e a diminuição da idade penal para seis meses.
O pedido está sendo encaminhado para votação na Câmara e espera-se que a aprovação seja rápida.
É óbvio que esta história não passa de ficção. Tudo inventado e criado por alguém que está assustado, ou melhor indignado com a situação do Rio de Janeiro.
Cada vez mais jovens são seduzidos pelo mundo do crime. As imagens de meninos portando armas, mostradas nos telejornais, foi chocante. Nas comunidades carentes, eles são envolvidos pelo tráfico que se encarrega pelo seu processo educacional. Enquanto discutimos regras, leis, regimentos e estatutos, nossas crianças e jovens são manipulados e transformados em vítimas assassinas.
Que pena!
Que pena!
Talvez, se estes meninos tivessem nascido em outro país...
Que pena!
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DE REPENTE poema de Edison Borba


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

METAMORFOSE


(por) EDISON BORBA
Sou hoje, o que não fui ontem e não serei amanhã
Os espelhos mostram-me as diferentes faces de um único ser
Em vinte e quatro horas sou vários
Sem que eu perceba já não sou o mesmo
Em segundos deixo de ser o que era
Já desaprovei o que fui
E não fui o que um dia sonhei
Engordei e emagreci e engordei de novo só para emagrecer
Já fui mau e já fui bom.  Já fiz o bem e também fiz o mal.
Já aprendi e desaprendi. Já esqueci e já lembrei o que havia esquecido
E já esqueci o que nem havia lembrado
Já me vesti e me desnudei
Muitas vezes fui o que não sou
E às vezes tento ser o que nunca fui
Já nasci, já morri e já renasci
E ainda renascerei outras vezes com outras peles
Em outros corpos de cores e tamanhos diferentes
Em diferentes tempos, onde eu sempre procurarei ser
Aquilo que se adapte melhor, ao meio social
Que é meu habitat natural...
Quero sobreviver, mesmo tendo que ser
Artificial ...
 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

TEMPO! VAI ...


LÁ VAI O TEMPO PASSANDO! (por) Edison Borba
Fevereiro chegou hoje, o seu dia primeiro
Já gastamos mais de trinta, só no mês de janeiro
Vários dias, muitas horas
Minutos e segundos também!
É o relógio do tempo, que segue sua marcha
Implacável! Irrevogável!
Infelizmente tem gente, que gasta este precioso tempo
Com bobagens e briguinhas – coisas sem nenhum valor
Meus amigos o tempo é curto
Vamos usá-lo, se possível sempre para o amor!
 

UMA CASA NO CAMPO poema de Edison Borba


NÃO FUI! NÃO FIZ! poema de Edison Boorba


CRIMINALIDADE S/A

(por) Edison Borba
A criminalidade no Rio de Janeiro, funciona como uma grande empresa. Existem as chefias, os funcionários, os soldados entre outros colaboradores, tudo funcionando integradamente, como numa grande empresa. Funcionários perdidos, são imediatamente substituídos pelos que já estão em treinamento. O setor de almoxarifado mantém o suprimento de armas sempre em dia. Até os feridos em combate recebem atendimento médico. Como uma organização preocupada com seus funcionários, até vacinação contra a febre amarela foi providenciada, através de enfermeiras levadas aos “escritórios” da empresa através de um “convite” dos supervisores empresariais.
Fazem controle do tráfego das principais vias urbanas da cidade, interrompendo e / ou desviando o tráfego conforme às suas necessidades. Como podemos perceber, trata-se de uma Criminalidade S/A, que cresce financeiramente, através de seus mantenedores, que nem sempre moram nas comunidades onde estão instalados os escritórios.
Sendo assim, ainda temos muito o que aprender com as facções criminosas, que tem suas regras e leis, e as seguem rigidamente, enquanto nós da sociedade (dita) organizada temos que conviver com a, nem sempre competente, governância estadual.
Que Deus nos proteja!