terça-feira, 15 de abril de 2014

MULHER UPP

        Uma preciosa periguete (UPP),  tornou-se a musa das comunidades pacificadas (??!!).  A “belezura”  feminina, portadora de corpo escultural, promovia festinhas com alguns policiais, que entraram de gaiato num dos golpes mais antigos do mundo. A favorita de alguns PMs, guardava segredos tatuados em suas íntimas partes. Prometendo deixar que esses enigmas fossem desvendados a deliciosa senhora, promovia sessões particulares ou em grupo.
Este fato, apesar de num primeiro momento se mostrar cômico, ele deixa claro que as implantações das Unidades de Polícia Pacificadora, ainda precisam de muitos ajustes. Educação, informação, instrução, leitura, reflexões além do preparo com armas e estratégias de luta e combate.
Algumas questões que toda população deve estar fazendo:
>Quais os objetivos desta mulher? Será sexo pelo sexo?
>Haverá alguém se beneficiando com mais este caso envolvendo as UPPS?
>Como confiar num trabalhador, que usa seu horário de trabalho para orgias?
>Como um policial cai num golpe tão barato?
>Quem está preparando estes homens para atuar num projeto de segurança?
>Qual a intenção real da musa, em postar fotos vestindo farda e ostentando armas? Quem são seus patrões?
Estamos vivendo numa guerrilha urbana onde todos os artifícios são usados pelos rivais, pode ser até paranoia, mas permitir que uma mulher entre nas instalações das UPPS é antes de tudo um desrespeito a todas as autoridades. É desrespeito  ao povo e aos moradores da comunidade onde aquela UPP está instalada.
Como podemos confiar num policial que não sabe honrar a sua farda, a sua família e à sua pátria?
Edison Borba
 

APENAS OBRIGADO!



Hoje, dia 15 de abril, há muitos anos, chegava ao mundo um garoto sonhador. Ele cresceu e hoje ao lembrar a sua jornada, ele agradece a tudo que conseguiu e a todos que passaram pela sua vida. Mesmo que tenha sido apenas por alguns momentos, deixaram algo que ajudou a esse menino tornar-se um cidadão, um homem, um ser humano que acredita que vale a pena viver. Obrigado aos que me ajudaram a não perder a fé e a manter a esperança que cada dia é um milagre que vale a pena ser vivido.
Obrigado, muito obrigado! Recebam o meu carinho e o meu amor!

Aos meus amigos

Que me ouvem atentos

Que me olham calados

Que nada perguntam

Que me aceitam como sou

Com defeitos

Tristezas

Medos

Carências

Aos meus amigos que me acolhem em seus colos

Que me animam

Que me fazem rir

E acham graça das minhas piadas sem graça

Aos meus amigos

Que me ajudam a viver

Apenas obrigado!

Edison Borba - Agradeço a todos que estão comemorando comigo e por mim, mais este aniversário! Abraços!

 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

MULHERES DE AREIA

          Elas estão pelas praias do mundo, são momentâneas, nascem e desaparecem com a força dos ventos. Como as dunas,  mudam constantemente de local. Algumas podem ser vistas  nos desertos, surgindo como miragens, enganando os cameloeiros e suas caravanas. Nunca são encontradas próximo às cachoeiras e cascatas, suas existências são incompatíveis com este tipo de elemento da natureza.
No verão elas surgem em grupos por todas as praias. Podem ser vistas correndo, dançando e encantando homens bronzeados.
Não podemos confundir mulheres de areia com a esposa de Ló, que ao fugir de Sodoma, desobedeceu aos mensageiros de Deus, olhou para trás e virou uma estátua de sal.
As mulheres de sal são amargas, endurecidas como pedras, não costumam amar ninguém, seu sabor corrompe as relações. São opostas as mulheres de açúcar, meladas, muito doces que também acabam por melar seus amores, que as abandonam, quando começam a se sentir grudados, como melados em panela de barro.
As de areia não são desobedientes, porque não recebem ordens, logo se não as recebem não as desobedecem. Elas vivem ao sabor dos ventos, de praia em praia, de deserto em deserto, sempre brincando com brisas e ventanias.
Seus sabores são indefinidos,  nem salgadas e nem doces, e assim elas despertam o apetite de quem nunca poderá prová-las.
Possuem formas indefinidas e como a fumaça costumam criar, desenhar, esculpir silhuetas incríveis que duram apenas alguns segundos. Apesar de parecerem volúveis, as mulheres de areia, possuem coração, não se assemelham as mulheres de pedra, difíceis de conviver e não possuem um “cuore”. São incapazes de sentir algo por alguém, vivem  demonstrando como  suas mãos são impiedosas. Elas e as de areia estão sempre em lugares opostos.
As mulheres de areia sabem sorrir, iluminam os lugares por onde passam, elas se demoram pouco tempo, mas espalham o amor. Diferentes das mulheres de mármore, que de tão brancas, ninguém pode se aproximar delas, os raios de sol refletem impedindo que as olhemos e nas noites são frias, impossíveis de serem tocadas. As mulheres de mármore estão condenadas a viveram absolutamente só.
Mulheres de areia vivem no imaginário dos homens, que desejam sonhar com musas intocáveis e mutáveis. Desejam o que não podem conseguir nem tocar. Homens sonhadores e capazes de construir castelos onde nunca irão morar. Os apaixonados pela vida, e como Dom Quixote saem pelo mundo a brigar contra os moinhos de vento, que em seus delírios, ao girarem suas pás, desfazem as imagens de areia, que são mulheres voláteis, existindo apenas nos sonhos e devaneios dos que ainda são capazes a enlouquecer de amor.
Edison Borba
 

sábado, 12 de abril de 2014

IDADE PARA O CRIME?

     Enquanto no Brasil,  menores de 18 anos continuam praticando os mais incríveis crimes e a sociedade discute a maioridade penal, no Paquistão Mhuammad Mosa Khan de apenas nove meses de vida, foi acusado de tentativa de assassinato. O bebê e sua família foram levados para a delegacia, e fichados. Lá, no Paquistão, segundo informações a idade penal é de sete anos, mas existe uma possibilidade de passar para doze, com exceção para casos de terrorismo.
Duas nações, duas realidades, duas situações extremas, fichar um bebê de nove meses numa delegacia de polícia, contraria o que sabemos sobre desenvolvimento humano. O que deve ter “pensado” o neném ao ter seus dedinhos marcados numa ficha policial, no colo do avô, ele chorou, provavelmente por perceber a loucura da situação. Da mesma forma, que ficamos assustados, com este caso, aqui no Brasil também ficamos atônitos com fatos que envolvem crianças e adolescentes em crimes. A dentista Magaly, queimada e morta por um adolescente é apenas uma das muitas vítimas de menores brasileiros.
Questões envolvendo crianças e adolescentes com crimes não é novidade e nem exclusividade de nenhum país, porém a forma com que esta questão é tratada é que muda conforme a cultura. Na Inglaterra a idade penal é de dez anos e existe discussão para aumentar para doze e assim cada país tem suas próprias legislações, porém uma coisa é certa: não podemos ignorar o fato, como gravíssimo.
Num país como o Brasil, de baixa escolaridade, território continental, muita pobreza e falta de empregos, um  grande contingente das crianças e jovens não recebem orientação adequada, portanto a questão da maioridade penal é algo que precisa ser resolvido rapidamente.
Como proceder diante de casos como o de Champinha? Criminoso cruel, chefe de quadrilha, preso aos 16 anos na Fundação Casa. Ele e outros são um perigo para a sociedade, que não sabe o que fazer com eles.
Nem Paquistão nem Brasil, é preciso encontrar um equilíbrio para a balança da justiça. Os brasileiros anseiam por uma solução rápida para esta questão.
Enquanto aguardamos uma decisão da justiça, quadrilhas de criminosos usam a “mão de obra” dos “di menor idade”,para assumir crimes,  colaborando na formação de “bandidos”, cujas idades estão cada vez mais baixas.
É urgente chegar a uma solução!
Edison Borba
 
 

AGRADECIMENTO!

Agradeço o que tenho!

Agradeço porque tenho!

Saúde!

Alegria!

Amor!

Talento!

Amigos!

Alimentos!

Sou grato, porque sei que das dificuldades que existem no mundo!

Mas ...

Tenho paz em minha casa.

Aconchego em meu lar.

Fartura em minha mesa.

Por isso ...

Agradeço todos os dias

Eu penso e acredito em um futuro de potencial ilimitado!

Sei que as minhas possibilidades também são ilimitadas!

Eu acredito!

Edison Borba

 

PENSADORA POPOZUDA!

 O planeta mudou, o mundo não é mais o mesmo, o homem sapiens  entrega para as suas crias, brinquedos eletrônicos. A comunicação tornou-se monossilábica, e o gestual está substituindo as  palavras. Cada vez mais a voz humana transforma-se em urros e grunhidos difícil de ser reconhecido,  estamos vivendo na era da comunicação, as notícias cruzam oceanos em segundos, porém o pensar humano está se reduzindo. É até possível que o cérebro humano, esteja mudando de local na estrutura do corpo humano, talvez em poucos anos, ele funcione onde agora estão os glúteos.
Diante destas transformações, os grandes pensadores da humanidade  foram esquecidos e suas observações não são mais compreendidas por  grande parte de uma “nova” população.
Dificilmente o pensamento de Epicuro, “A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais”, terá o alcance de: “Bateu de frente é só tiro, porrada e bomba”.
No mundo atual onde matar é apenas um ato que acontece todos os dias, matar e morrer, almoçar e jantar tornaram-se situações comuns. Pensar para executar virou ao contrário executar e nem pensar no que fez. Isto é muito triste!
Bomba e porrada fazem parte do cotidiano, principalmente no Brasil!
Claude Lévi-Strauss deixou-nos essa maravilha de pensamento: “O sábio não é o homem que fornece as verdadeiras respostas, é o que formula as verdadeiras perguntas”, e a Popozuda, nos brinda com: “Aqui dois papos não se cria e nem faz história”.
E agora José? O que fazer?
      Parabéns ao professor Antônio, que nos avisou que o “rei está nu”! Ao apresentar  na prova de Filosofia, Wanessa Popozuda, como pensadora contemporânea, ele abriu uma polêmica e irritou os “pensadores” brasileiros, que nunca se fazem ouvir. Não adiante enterrar a cabeça na areia e fingir que nada está acontecendo no mundo.
Os possuidores de mestrados e doutorados das  universidades brasileiras, em grande maioria, vive em castelos de areia ignorando o que está acontecendo no Brasil. Teses, pesquisas e um mundo distante do povo, foi construído, e que  infelizmente não está contribuindo em nada para a melhoria da qualidade intelectual do povão.
      Houve época em que tivemos um movimento musico teatral, que se identificou com a “massa” provocando reflexões. Chico Buarque,  Gil, Tom , Vandré, Vinícius, Gonzaguinha entre outros foram responsáveis por fortes mensagens. Porém, alguns morreram e os que ficaram estão cada vez mais calados. Enquanto isso, as Universidades conversam a portas fechadas ignorando as verdades culturais do país.
Os funkeiros surgiram com novos  e “filosóficos”  pensamentos, dominando grande parte da população, principalmente os jovens. Os MC’s cada vez mais ganham status na sociedade através de suas frases, como esta do Mc Da Leste: “Mó tempo que eu to aqui dentro e o tempo para, reabilitação não é essa a verdade, o homem que inventou as grades não sabe o que é saudade”.
      Waleska  Popozuda, sendo considerada “pensadora”  assustou muitos catedráticos e os que se consideram donos da verdade (que verdade?).
Filósofos,  historiadores, pesquisadores não tenham medo do povo, enquanto vocês viverem atrás dos muros do saber e da norma culta, a sociedade estará perdendo espaço para mais e mais “pensadores” das ruas, palcos e comunidades.
      É necessário, que os donos da educação no país, incluindo os professores, os trabalhadores nas escolas de todos os níveis estimulem a leitura. Livros caros, bibliotecas mortas,  desinteresse em buscar novas ideias, pouco  estímulo à leitura de livros, está cada vez mais afastando crianças e jovens do encantado mundo da literatura. O excessivo endeusamento da “leitura” dinâmica e computadorizada está tirando do nosso povo, a condição de pensar e de desenvolver suas capacidades intelectuais. Os espaços que são deixados estão ocupados por pensadores popuzudos, descamisados, enfeitados por cordões de ouro e capazes de influenciar o comportamento de uma nação.
      Que pena! O que nos aguarda nos próximos anos?
Quem viver,  verá?
Edison Borba
 
Em tempo:
Acreditem senhores, que a secretaria de educação do Distrito Federal, “sabiamente” informou que não vai PUNIR o professor! Assim é demais ...
 

QUEREMOS CASA!

          O Rio de Janeiro, mais uma vez é obrigado a viver, com ônibus, carros da polícia e parte do antigo prédio da Telerj, em chamas e um grave  confronto entre policiais e invasores de antigas instalações do edifício onde funcionou uma empresa de telecomunicações.
Há dias, uma migração de famílias sem teto, aproveitadores e bandidos ocuparam o edifício,  construindo uma favela, que nos lembrava um formigueiro. Mais de cinco  mil pessoas se reuniram em condições precárias nos prédios vazios e no seu em torno, organizando uma grande comunidade, visão mostrada pelas câmeras de emissoras de televisão era indescritível. Lonas, papelão, madeira, crianças, mulheres, homens, lixo, lama, armas, móveis, panos, plásticos, insetos e ratos convivendo num espaço onde a  ordem e provavelmente, as leis foram preestabelecidas por grupos “inteligentemente” organizados.
Com o grito de ordem de “queremos casa”, a multidão enfrentou a polícia provocando danos e confusão nas imediações do local. Fica difícil separar flores de ervas daninhas, quem são realmente os sem teto e os que “armaram” o esquema para usufruírem de um grave problema brasileiro, a falta de moradia.
Com a chegada da polícia e da ordem de desocupação do local, aconteceram incêndios de ônibus, carro de polícia, parte do prédio ocupado, invasão de bancos e saque em mercados.
Bombeiros controlam fogo ateado em veículos durante reintegração de posse (Tomaz Silva/Agência Brasil)Apesar de toda esta baderna, o momento é de reflexão: a falta de moradia, a falta de segurança e a ação de traficantes e outros “fora da lei”, que continuam agindo.
A falta de habitação adequada é um problema antigo, governos entram e saem e não conseguem resolver uma situação que se agrava a cada ano. A população cresce numa proporção maior do que a oferta de moradia. As ocupações inadequadas já é uma epidemia que vêm à tona durante as enchentes.
A falta de segurança é vivida dia - a - dia pela população. Assassinatos, roubos, furtos, latrocínios, estupros fazem parte do cotidiano dos brasileiros, que já não causam indignação para a maioria dos brasileiros. As vítimas e suas famílias sofrem abandonadas e se tornam números para as estatísticas dos pesquisadores.
Quanto a ação dos traficantes, será muito difícil de resolver. O produto só é vendido na medida em que existe comprador. Se existe comprador existe consumidor, portanto a raiz da questão dificilmente  será arrancada.
Queremos casa!
Queremos segurança!
Queremos paz!
O povo quer aquilo que é seu por direito.
Um governo que se diz do povo, para o povo e pelo povo precisa rever suas ações, o mais rapidamente possível, caso contrário ...
Edison Borba