quinta-feira, 16 de junho de 2016

NÃO EXPLICA QUE COMPLICA.

Às vezes é melhor calar do que tentar explicar

Quanto mais a gente explica mais a situação se complica

Todos querem ter razão não importando a situação

Um fato, um relato um ponto de vista ou a vista de um ponto

Eu, você e nós todos e todos nós, queremos justificar

Por que estamos ávidos, daquela causa apoiar

Quem roubou, quem desviou, quem defendeu, quem morreu?

E vamos discutindo, brigando numa rotina, que cresce a cada dia

Quem tem razão? Quem ganhará a questão? Quem será o vencedor?

Argumentos são os elementos que usamos sem temor

Queremos comprovar os nossos pensamentos

Não importando se para tanto perderemos bons momentos

Amizades, companheirismo, horas de bom humor

O importante é ter razão, vencer determinada questão

Porém, ninguém vai mudar, nem aceitar argumentos

Provas, depoimentos, recortes de jornal e tudo que se puder arrumar

Cada um irá ficar com a sua opinião, estando certo ou não

Portanto, caros amigos, fiquemos com o bom senso

Cada qual com seu incenso, com perfumes diferentes

Times de futebol, suas crenças e religião

Escolhas de cores e amores é até tipo de flores

Cada qual em seu cada qual, pois tudo é efêmero e ilusão

O importante é ser feliz e não buscar ter razão!

Edison Borba

PARÁ - UMA TERRA ABENÇOADA!


Homenagem a querida amiga Elazir
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Contrariando Caymmi, o querido Dorival

Peguei um Ita no Rio e fui VISITAR o Pará

Terra de grandes belezas de exuberante natureza

Ao chegar em Belém, fui curtir um AÇAI, o alimento sagrado

Depois comi AVIU, um camarão defumado, mas com gosto natural

JAMBU no PATO COM TUCUPI, foi o que mais comi, no Ver o Peso, o mercado

Lugar alegre e festivo, com gente amiga e de carinho sem igual

Passeando pela cidade finalmente encontrei a Igreja de Nazaré

Orei e jurei a querida padroeira que voltaria para o CÍRIO acompanhar

E com muita fé sua berlinda ajudar a carregar

Almocei a MANIÇOBA, saboreei o PIRARUCU e também o TACACÁ

Foi então que eu parti, deixando a querida Belém e fui visitar Santarém

Uma cidade de encantos com seu belos recantos e lugares para amar

Curti a noite pelos bares, alguns na Orla de Alter do Chão, um primor

Quase que fico por lá, pois me encantei e curti uma paixão

Mas resolvi seguir a minha viagem rumo a Ananindeua, onde amigos eu fiz

Visitei Castanhal, Alenquer, Barcaúna e Marituba também

Antes de terminar meu passeio, visitei Marajó a linda ilha querida

Repleta de cerâmica, por todo mundo conhecida

Como ARTE MARAJOARA, uma das belas joias do Brasil, coisa rara

Imitando o bom Caymmi, quis para casa retornar

Peguei um Ita no norte e vim para no Rio ficar!

Adeus Belém do Pará! Adeus terra querida!

Um dia quem sabe, eu torno a te visitar!



Edison Borba

 

UM EXEMPLO MULHER BRASILEIRA!


Maria Benice de Freitas Mattos, irmã de minha mãe. Aos 14 anos já trabalhava como copeira em residências da zona sul do Rio de Janeiro, para ajudar sua mãe e seus 15 irmãos. Ela soube tirar proveito do que aprendeu nas luxuosas mansões onde trabalhou, tornando-se uma mulher de hábitos refinados.

Autodidata, analfabeta aprendeu a costurar e bordar, transformando-se numa excelente costureira para roupas masculina e feminina. Além de costurar por encomenda de fregueses, ela criava seus próprios modelos de vestidos, camisas e pijamas e os vendia.

Mulher desquitada nos anos 50, lutou muito, para educar seu filho. Além de costurar, vender as roupas que confeccionava ela também cuidava de crianças. Tornou-se mais que uma babá, ela ensinava às mães inexperientes como tratar dos filhos nos primeiros anos de vida da criança.

Em nossa família, vários bebês, passaram por suas carinhosas mãos. Chamada por todos como vó Benice, ela foi conselheira, amiga e sem dúvida um orgulho para este país.


Maria Benice de Freitas Mattos uma grande brasileira!

Edison Borba

quarta-feira, 15 de junho de 2016

AMOR EM RISCO


 

Tiros, gritos, mortes e mortos

Música, dança e amores

Sofrimento, lágrimas e dores

Por que matar o amor?

Seja ele preto, branco ou colorido

O mundo enlouquece

Produzindo angústia

Nas ruas, avenidas e becos

Caçando amantes matando amores

Preconceitos nas casas nos bares nas ruas

Nenhuma morte apagará o amor

Nenhuma dor emudecerá os amantes

Nenhuma violência impedirá a liberdade

De ter amor de verdade, livre sem amarras

Sem segredos, medos e preconceitos

Sem terrorismo e sem terror contra o amor

Amor à vida, à paz, à alegria, as cores e a harmonia

Edison Borba

QUEM É VOCÊ?


 

Quem é você?

Que chega de madrugada

Que impregna meu quarto com seu cheiro

Que deixa seu cigarro em meu cinzeiro

Quem é você?

Que me abraça com carinho

Que me confunde

Que invade meu mundo

Que me atormenta e alimenta

Quem é você?

Que me abandona na madrugada

Que não me diz quando volta

Que me faz seu objeto

Quem é você?

Que amassa meus lençóis

Que dorme em meus braços

Que me encanta

Que é você?

Que é meu espelho

Que tanto desejo

Quem é você?

Que não respeita regras

Que me pega com força

Que marca meu corpo

Quem é você que invade minhas noites?

Que sai pela manhã

Que me satisfaz, me enlouquece

Que me adormece e me deixa sonhando

Com quem é você?

Edison Borba

terça-feira, 14 de junho de 2016

CONTRASTES

Quartos brancos, frios e silenciosos

Pessoas monitoradas, adormecidas

Entorpecidas pelos soros que produzem sono

Sussurros são ouvidos ...

São as leves respirações ...

Sutis, frágeis, quase inaudíveis

Ainda há vida ...

Aparelhos, fios e tubos

Conseguem manter o tênue fio das vidas

Homens e mulheres de branco

Desfilam pelos corredores

Entram em saem dos quartos

Num movimento constante

Pois cada instante garante

Que haja mais tempo de viver

Há uma tristeza em alguns corredores

Que contrasta com a alegria de outros

Contrastes do dia a dia ...

Num hospital onde algumas vidas se esvaem

Também é o local onde muitas vidas nascem

Assim é o ciclo da espécie humana!

Edison Borba

AMIGOS AMIGOS, POLÍTICA À PARTE!


 
Nos últimos meses, com a situação, política social fervendo em todo o Brasil, é comum que cada um de nós defenda um lado da questão. Coxinhas, perninhas, amarelos, verdes, vermelhos e tantos outros grupos, cada qual com motivos e argumentos próprios, para defender sua posição política partidária. Grupos, classes, sindicatos se juntam para apresentarem suas ideias e ideais, e quando isso acontece, eu lembro dos ditados de minha avó: “farinha pouca meu pirão primeiro” ou “cada um puxa brasa para a sua sardinha”. Nestes casos, fica evidente que os seres humanos tendem a lutar por causas e causas, das mais abrangentes até àquelas que são próprias de um grupo em especial. Um bom exemplo é a Lei Rouanet, que foi bem elaborada, mas tem sido, muitas vezes, usada de forma inadequada. 
Quero crer, realmente, que não exista brasileiros éticos, honestos e trabalhadores que estejam “torcendo” pelo: “quanto pior melhor”. Caso esse tipo de cidadão exista, é bom fugirmos dele!
Porém, nesta correnteza de emoções, temos que ter cuidado para não ferirmos uns aos outros, afinal estamos todos no mesmo barco. Alguns tripulantes já navegam a mais tempo,  estão embarcados por anos e anos e enfrentaram fortes tormentas, grandes ondas e até maremotos. Este grupo, olha as questões sob um ponto de vista um pouco diferente  dos mais jovens. Os anos de passeatas, militâncias sindicais, greves, enfrentamentos e tantas outras interferências políticas contam no currículo. Os mais jovens, estão com energia a flor da pele e nem sempre entendem as formas de luta que os mais antigos, embora aparentemente afastados do campo de batalha ainda sustentam suas ideias e ideais, usando diferenciadas formas de luta, como a palavra, por exemplo.
O que importa, é que apesar de táticas diferentes de luta, a vontade de todos os que trazem esse País no sangue, é vê-lo transformar-se numa Pátria, democraticamente ética.
Edison Borba