domingo, 19 de abril de 2015

HOMENS? QUE HOMENS?

A crise que envolve a Empresa Petrobrás e a credibilidade do Brasil, como uma Nação séria em relação aos demais países do mundo, coloca em jogo a palavra homem.
Há muitos anos, bastava um fio de bigode para que homens garantissem o seu comprometimento com algum credor. As assinaturas eram dispensáveis, pois a palavra de um homem valia mais que qualquer documento.
Infelizmente a terra girou em torno de seu eixo e ao longo desses inúmeros giros, também o caráter dos homens brasileiros girou, girou e girou até perder a noção de moral e ética. Homens, que aparentemente poderiam ser confiáveis por suas aparências e cargos que ocupam na sociedade, como: parlamentares, empresários, tesoureiros, advogados entre outros, conhecidos publicamente por suas ações frente aos acontecimentos do País, deixaram escorrer por entre seus dedos o significado de hombridade.
Nos últimos dias habituamo-nos a ouvir palavras como: cartéis, quadrilhas, laranjas, empreiteiras, doleiros, propina, depoimentos, deleção premiada, julgamento entre outros termos, muitos até então, desconhecidos pela população.
Também começaram a entrar em nossas casas, através das imagens trazidas pela televisão, o rosto de homens engravatados, cabelos brancos, óculos, aparência elegante, mas algemados.
A população também tem visto, assustada e às vezes incrédula, a cara de gente que se fez conhecida em períodos de eleição, ao lado de políticos, ostentando no peito siglas de partidos, que se colocavam acima do bem e do mal.
                                                    
Para tornar a situação mais constrangedora, alguns são políticos, muito bem votados!
Que homens são esses, que desviam de sua Pátria, das famílias de trabalhadores, de crianças, idosos e doentes, imensas quantias em dinheiro unicamente para aumentar seu patrimônio pessoal?
Que homens são esses que se escondem atrás de palavras doces, para enganar sua própria gente?
Quem são esses homens que agem com tamanha crueldade, demonstrando total desprezo por seus semelhantes?
Quem são eles, que algumas vezes se apresentam como religiosos, em igrejas e templos, falando em nome de Deus, mas que estão se vendendo ao diabo?
Quem são eles? Assinam contratos fabulosos, se juntam em quadrilhas e cartéis, formando grupos para descerem ao último degrau que um homem pode chegar, quando se trata de moral e ética.
Aos poucos eles estão se revelando, o povo está conhecendo suas verdadeiras faces, seus verdadeiros instintos, restando apenas a dúvida: o que fazer com eles?
Como extirpá-los da sociedade?
Como elimina-los do nosso convívio?
Como execra-los para sempre do nosso País?
Será necessário muita união do povo trabalhador, para poder extinguir toda essa erva daninha, que infelizmente já produziu frutos que se espalharam pelo nosso território.
Precisamos ter coragem e irmos além de passeatas e camisas amarelas!
Será necessário ações mais severas!
Não há como evitar! Precisamos tentar!
ATENÇÃO! Quando se lê HOMENS, estou referindo-me à espécie humana, logo, também muitas MULHERES devem ser enquadradas em tudo o que foi escrito acima.
Edison Borba

sábado, 18 de abril de 2015

MACHISMO e MORTE!

Mais uma tragédia envolvendo amor, ciúme, paixão e morte abalou a sociedade brasileira.Um formato que Shakespeare, em Otelo narrou com maestria. A loucura que a desconfiança que leva ao ciúme e conduz ao assassinato continua a se repetir. Homens confusos, mulheres lindas, medo da traição, loucura e morte, tudo acontecendo num cenário que não se modifica, anos após ano.
Desta vez, a história aconteceu no mundo do funk; a dançarina Amanda Bueno, foi cruelmente assassinada pelo homem que quatro dias antes tinha se tornado seu noivo, numa bela festa em que os amigos puderam participar do nascimento de mais um caso de amor.
Qual Desdêmona, no dedo de Amanda ainda era possível ver a aliança que há quatro dias selava o amor entre ela e seu noivo.
Ela dançarina, linda, exuberante e famosa no mundo da música ele um empresário que ao ser preso, ainda tinha no dedo a aliança que seleva promessas de amor feitas à dançarina.
Ao que tudo indica, o ciúme pode ter sido o motivo que enlouqueceu e levou o noivo a matar de forma cruel aquela a quem jurou amor eterno.
Mais uma história que se perderá no tempo, mais uma mulher assassinada pelo machismo que ainda governa o mundo. Amanhã, os jornais estarão embrulhando peixe e a tragédia se perderá entre as muitas que aconteceram e ainda irão acontecer.

Amanda é apenas uma dentre as centenas de mulheres mortas, violentadas, estupradas, humilhadas, e submetidas a força do gênero masculino que ao longo da história tem recebido educação para ver e tratar o gênero feminino como submisso e inferior.
                                                                                                           
Nos anos setenta, o assassino de Angela Diniz foi aplaudido por mulheres e homens na saída do fórum após ser absolvido pelo crime que cometeu. Outro péssimo exemplo, é o que a mídia tem dado em relação ao caso do desapareceimento e possível assassinato de Emília Samúdio, envolvendo Bruno,o jogador de futebol, que recebe tratamento de celebridade em entrevistas,além de exibir suas novas mulheres, que se encantam pelo assassino, esquecendo de que ele é um perigo para o gênero feminino.
São situações que nos assustamm e deixam claro que existe algo errado com o comportamento da sociedade em relação à educação do masculino brasileiro.

Quando mergulhamos no processo educacional informal (passado pelas famílias) e formal ( que é conseguido nas escolas), sentimos que existem fortes tendências à educação machista. Pais, mães, tios, tias, vizinhos homens e mulheres e até professores transmitem aos meninos direta e indiretamente que ser homem é ser macho: bater, gritar, impor-se pela força, exibir seu poder pelo sexo entre outros quesitos que ao longo do desenvolvimento do menino, vai transformá-lo num violentador de leis e regras sociais, orientado pela própria sociedade que irá tentar puní-lo.
O tempo passa, e a imagem do macho é, constantemente, transmitida pelos comerciais, novelas, letras de música, comportamento de algumas celebridades e muitas outras formas que a sociedade moderna educa seus filhos.
É triste vermos meninas, adolescentes e mulheres incentivando a aplaudindo esse tipo de formação do homem brasileiro.
Ainda levará muito tempo, até que a sociedade perceba que nós temos grande parcela de responsabilidade na formação dos machos causadores de feminicídios.
                                                              
Enquanto se negar aos meninos o direito de chorar e de demonstrar sua fragilidade. Enquanto se ridicularizar ações masculinas de amor e afeto. Enquanto o menino, o adolescente, o rapaz tiver que ter atitudes estabelecidas “trogloditas”, exigidas pela sociedade, para provar a sua virilidade, muitas mulheres continuarão a ser vítimas deste tipo de crime.
Ainda é tempo de mudar este tipo de história, caso contrário, muitas mulheres ainda serão cruelmente assassinadas!

FOTOS: AMANDA, ELIZA, CLAUDIA, ÂNGELA e AÍDA.
Edison Borba






sexta-feira, 17 de abril de 2015

LINGUA ! AMIGA?

A espécie humana levou milhares de anos até conseguir desenvolver um cérebro capaz de funcionar com muito mais precisão do que os mais modernos computadores do mundo. Coordenando um intrincado sistema de nervos que percorrem a coluna vertebral, este maravilhoso complexo permite ao homem comunicar-se com o mundo.
Entre os diversos órgãos dos sentidos, a língua, que nos permite diferenciar os sabores, também é indispensável para a comunicação oral entre os humanos. A natureza desenvolveu um aparelho fonador incrível, tendo a língua a função de coordenar e dar vida aos pensamentos humanos.
Pensamos e falamos, isto é, falamos o que pensamos!
Infelizmente este incrível sistema de comunicação vive sofrendo intervenções que complicam a comunicação entre os terráqueos. Um deles, os idiomas, formam barreiras que dividem o mundo entre os que falam chinês, inglês, alemão, russo, português, guarani, javanês entre outras centenas de formas de expressão do pensamento em linguagem. Neste campo, existem línguas mortas, isto é, aquelas que não são mais usadas, como é o caso do Latim.
Porém, falar idioma diferente não é barreira quando pessoas, têm afinidade.
Gente de diversos países são capazes de se entender quando entre elas se estabelece uma química que chamamos amizade.
Amigos, podem se manter juntos falando idiomas diferentes, pensando de formas diferentes, tendo crenças diferentes, gostando de “coisas” diferentes, sendo diferentes, cada um na sua individualidade. A relação afetiva deixa a “língua” num segundo plano. O amor, em suas diversas formas, supera qualquer barreira. As reações bioquímicas humanas juntam ou afastam pessoas, mesmo as que usam a mesma língua.
Infelizmente, existe o outro lado da moeda, os desencontros e os desentendimentos. Pessoas que não conseguem se entender e mesmo falando idiomas iguais, usam a língua para ofender, humilhar, desagregar e até cortar como uma navalha na carne.                                                         
Este órgão, tão importante, que nos brinda com o paladar, e com ele nos deliciamos com comidas e bebidas e nos momentos íntimos de amor, nos permite saborear o parceiro, misturando-se com os lábios e apimentando a paixão, também pode tornar-se um terrível inimigo.
Quando cérebro se descontrola e a deixa livre, ela pode ser cruel e usada para descarregar todos os maus pensamentos que se formam entre inimigos.
Importante é tratarmos bem a nossa língua, além da higiene bucal e dental, fornecer para ela bons pensamentos, boas palavras e lindas frases. Ela, a nossa língua, precisa ser educada, mesmo quando ela é capaz de ajudar na pronúncia de diversos idiomas, ela perderá o respeito se for usada para ferir e magoar.
Minha língua, amiga ou inimiga? Depende de mim!
Edison Borba



quinta-feira, 16 de abril de 2015

ANIVERSÁRIO!!!

A curiosidade levou-me a procurar a origem da palavra aniversário, o que foi encontrado está a seguir: a palavra aniversário vem do latim anniversarius (anni = ano + vers = que retorna + arius = data), que significa “o que volta todos os anos” ou “o que acontece todos os anos”.
Outra versão para a origem da palavra, também derivado do latim, vem da junção das palavras annus (ano) e vertere (voltar), ou seja, “aquilo que volta todos os anos”.
Portanto aniversariar etimologicamente nos leva a pensar no passado, voltar, repetir todos os anos, porém numa leitura dinâmica da vida, aniversariar, é encerrar uma etapa e iniciar um outra completamente nova.
Cada dia, semana e ano que vivemos é único e não se repete. O barato de comemorarmos a data de aniversário, é poder manter a vontade de viver e viver de novo tudo novo.
Aniversariar é renascer, renovar, refazer e reviver, sempre com fé que estamos recebendo novas possibilidades de conquistas.
Como é bom fazer aniversário! Aguardar a nova idade com suas surpresas e possibilidades. Aniversariar é se aventurar por novas estradas e poder caminhar pelas incertezas, com a certeza da vida.
Como é bom no dia do nosso aniversário, recebermos abraços, carinhos, lembranças e votos de felicidade. Como é bom termos ao nosso redor a família e os amigos, todos dando forças para possamos caminhar pelo novo tempo que começa a cada comemoração do nosso nascimento.
Renascemos todos os anos e a cada vez, mais ricos em experiências e esperanças de continuarmos caminhando pela vida sem perder a fé e a vontade de continuar a gozar do maior bem que recebemos, a nossa própria vida!

OBRIGADO A TODOS QUE LEMBRARAM DE MIM NO DIA 15 DE ABRIL, MEU ANIVERSÁRIO!

Edison Borba







MORTE NA JANELA.

Mais um dia de outono do mês de abril. Brisa suave entra pelas janelas agitando levemente as cortinas. Claudia, moradora da Comunidade da Maré, no Complexo do Alemão, movida pela vontade de ver o belo dia outonal, se debruça no parapeito de sua janela. Ouve-se barulhos que poderiam ser de fogos de artifício, saldando a jovem senhora. Uma forte dor, sangue, Claudia cai, e se transforma em mais uma vítima de bala perdida.                                          

Hoje, seu nome e foto está nas manchetes dos jornais, ela é a vítima de número 47 a ser atingida por bala perdida no Rio de Janeiro, no ano de 2015. Aprimorando mais a pesquisa, chega-se a conclusão que Cláudia foi a terceira vítima no mês de abril.

Autoridades começaram a discutir, a quem pertence a bala que atingiu a jovem mulher. Será um projétil dos policiais? E se for dos traficantes? Qual facção criminal será a dona desta bala?

Discussões que irão se arrastar por dias e meses e irá se juntar a outras, que ainda não sabem os proprietários das balas que mataram o menino Eduardo, de dez anos, a dona de casa – Elizabeth Alves, além de outras pessoas cujos nomes já não conseguimos lembrar.

Vivemos uma guerra urbana, que deixa claro a situação de violência em que nos encontramos. Confrontos entre as diversas facções de traficantes e destas com a polícia e no centro desta luta o povo, trabalhadores, crianças e mulheres que não vivem o glamour das passarelas e nem a fama dos gramados de futebol. Gente que anda na corda bamba, tentando manter o equilíbrio de viver numa terra de grandes diferenças sociais.

Vamos fechar nossas janelas e deixar do lado de fora as belezas do outono!

A gente não devia, mas se acostuma! Será?

Edison Borba

quarta-feira, 15 de abril de 2015

INVASÃO!

Invadir é um verbo muito conjugado pelos brasileiros. Homens e mulheres sem teto invadem prédios abandonados, alegando no ter condições de pagar aluguel e o governo não providenciar condições favoráveis para que eles tenham uma casa ou melhor, um lar.
No campo, grupos do Movimento Sem Terra invadem fazendas, destroem plantações, prejudicam pesquisas botânicas, alegando que precisam trabalhar, plantar e colher com as mãos, e ter condições de viver de seu próprio esforço.
Outro tipo de invasão acontece com os mosquitos que transmitem o causador da dengue. Milhares de pessoas estão sofrendo, muitas morrendo, em consequência dos malefícios deste mal.
Nas comunidades pacificadas pela presença das UPPS, bandidos invadem espaços que deveriam ser apenas dos moradores e implantam a violência.
Nestas mesmas comunidades, constantemente, policiais invadem as ruas, becos e praças numa caçada aos traficantes, numa busca incansável por bandidos e drogas.
Quando as fortes chuvas caem sobre cidades brasileiras, as águas que descem do céu invadem avenidas, lojas e casas causando prejuízos financeiros e matando pessoas.
Invadir é portanto um verbo bastante conjugado no Brasil. Ele, o verbo, tem os seus auxiliares, para a formação de frases, textos e contar as histórias, geralmente trágicas.
Invadir nos remete a ocupar, desapropriar, morar, habitar, residir, resistir, lutar, sofrer e até morrer.
A onda de invasões é como as marés, vão e vêm, acontecendo de tempos em tempos. Neste momento, estamos vivendo sob o medo da invasão dos mosquitos que transmitem o causador da dengue. Doentes lotam hospitais e mortos já estão sendo contabilizados.
Paralelamente a invasão dos mosquitos, os sem teto, invadiram prédios no Rio de Janeiro e também em São Paulo, causando enchentes de gente nas ruas enfrentando policiais e representantes da justiça com as ordens de despejo e de reintegração e posse de prédios invadidos.
Estamos no período de vazante nas invasões dos sem terra. Uma calmaria ocupa os campos, até que uma nova onda volte a ameaçar os donos de grandes territórios.
Nos últimos dias, um novo tipo de invasão começou a acontecer em todo o Brasil, é a invasão das ruas, praças e avenidas com gente vestindo camisas amarelas e agitando bandeiras brasileiras. Uma invasão de gente insatisfeita, com a invasão de corruptos na política nacional.
Os historiadores poderão escrever grande parte da História do Brasil, usando como pano de fundo as invasões.
Invadir, deve ter sido o primeiro verbo que os navegadores que chegaram aqui em 1500, começaram a conjugar, e desde então, nunca mais saiu do vocabulário brasileiro.

Edison Borba

terça-feira, 14 de abril de 2015

TROFÉU IMPRENSA

Sem dúvida, a Emissora de Televisão SBT merece parabéns pela manutenção do Troféu Imprensa, um programa que há anos premia atores, cantores, locutores entre outros profissionais de televisão.
Gosto de assistir a este show, que até se assemelha ao Oscar americano. Os artistas que recebem o troféu preocupam-se com o visual, usando roupas dignas de grandes espetáculos. Tudo é bem cuidado e o senhor Silvio Santos, é sem dúvida um grande anfitrião.
Não sei como é realizada a escolha dos finalistas, que são escolhidos por cinco dos diversos jurados como o melhor em sua categoria. Os componentes da Comissão de Júri é de alta qualidade no meio jornalístico. A eles cabe apenas escolher entre os três indicados, o que mais se destacou no ano que terminou.
Infelizmente, apesar da produção do espetáculo esmerar-se na apresentação do show, os responsáveis pela indicação dos candidatos ao prêmio máximo, não conseguem renovar, principalmente em algumas categorias, os indicados para receber o prêmio máximo.
Acredito que outros telespectadores sentem o mesmo que eu, vendo as mesmas pessoas sendo indicadas e premiadas e um total desconhecimento do que acontece entre todas as emissoras de televisão do Rio de Janeiro.
Apenas para lembrar, aqui na cidade maravilhosa, destacam-se, além do SBT, a TV Brasil, a Globo, a Rede TV, a Bandeirantes, a CNT e a Record.
Usando como exemplo os telejornais, em pelo menos quatro das emissoras citadas há bons jornalistas, excelentes âncoras e boas edições. Porém, quando surgem os indicados, há um total desconhecimento do que é feito no horário matinal e vespertino. Somente os telejornais da noite aparecem como concorrentes e mesmo assim, apenas um deles é premiado há muitos anos.
Tenho o hábito de assistir noticiários e todos os anos, vários excelentes profissionais são esquecidos. Temos a sensação que existe apenas um Telejornal e um apresentador em todo o mundo do telejornalismo do Rio de Janeiro.
Em outras categorias acontecem situações semelhantes. No grupo dos atores e atrizes, entre os três indicados, este ano, dois eram completamente descartáveis. O mesmo se repetindo entre os cantores e até no campo das novelas, vários trabalhos bons não mereceram nenhuma citação e nem comentários dos jornalistas convidados para compor a banca de jurados.
Espero que o SBT, continue a manter o Troféu Imprensa por muitos anos, porém já está na hora de rever algumas categorias, criar novos itens, desmembrar algumas indicações, para manter a credibilidade na premiação, que sem dúvida é um excelente entretenimento.
Apesar de tudo, parabéns aos vencedores do Troféu Imprensa 2014.

Edison Borba