quinta-feira, 5 de maio de 2016

AMOR DE LOUCO – LOUCO DE AMOR


Amo suas mentiras, seus mistérios e seu adultério
Você está em minhas artérias circulante como sangue
Provocando em mim prazeres loucos
Tenho um louco amor, ou sou um louco de amor
Gosto de sua silenciosa presença, mesmo sabendo que pensas em outro
Sei que sou apenas um porto, onde podes ancorar, como um barco
                                     após vencer tormenta. 
Sou seu abrigo seu consolo, sou um louco
Sou um artesão e tenho como ofício, cuidar de você
Respeito seu silêncio, sua mudez e até seus delírios
Sei que você logo irá sair, fazendo da sua chegada um pequeno
                                    momento de partida
Sou seu último porto e também o seu desafio
Haverá um dia, que quebrarei o silêncio, levantarei âncora
Partirei sem rumo, deixando você sem abrigo
Ouvirei seus gritos e lamentos, mas manterei a calma
E o equilíbrio, mesmo vendo seu delírio, sua desventura
Seguirei meu caminho calmamente, certo do dever cumprido
Esse amor de louco, ou esse louco amor terminará, eu juro
Eu, finalmente liberto, encontrarei alguém que saberá
Comigo caminhar, sem medo deste louco ou do amor louco
Que eu saberei doar!
Edison Borba
 



MAIS UM DIA ...


 

Hoje acordei sem vontade de acordar! Nos jornais as notícias eram de ontem que também já eram da semana passada. Liguei a televisão e pensei que hoje era ontem, corri até o calendário e confirmei que o hoje era hoje.

Fiquei nervoso, pois não conseguia entender o que estava acontecendo comigo. Tudo parecia ser igual, nada havia se movido de lugar e os acontecimentos eram os mesmos, repetidos e repetidos, dezenas de vezes.

Corri para o chuveiro, e mesmo sob a ducha fria que caia sobre a minha cabeça, nada mudava, a mesmice de sempre, os problemas de sempre, as situações, essas, as mesmas de sempre.

Achei que algo de mágico havia acontecido e o tempo tinha ficado estacionado, no mesmo ponto, com os ponteiros dos relógios marcando as mesmas horas.

Ainda com o corpo molhado corri para a janela e a mesma vizinha cumprimentou-me com o mesmo sorriso. Rapidamente fechei as cortinas e escondi-me na penumbra do quarto. Esperei alguns minutos e tentei novamente chegar até a janela, desta vez de um outro cômodo do apartamento, do qual eu posso ver uma banca de jornal e até ler as manchetes.

Comecei a gritar!!! Em letras grandes dos noticiários, havia um comunicado apavorante:  ainda era o ano de 2011, dia primeiro de janeiro, em letras garrafais um notícia terrível:

Hoje, dia primeiro de janeiro de 2011, começa um novo período  da história política brasileira  com a posse de Dilma Vana Rousseff, como presidente do Brasil.

Estou escrevendo esse texto do quarto de um hospital, sob o efeito de sedativos!

Edison Borba

quarta-feira, 4 de maio de 2016

AGONIZANDO


 Agoniza o governo da Senhora Dilma Roussef, que em seu primeiro mandato, mudou a língua portuguesa ao exigir ser chamada de PRESIDENTA, esta atitude causou estranheza, reclamações e piadas, que passaram a sugerir que as alunas brasileiras fossem consideradas ESTUDANTAS.

Esta pequena atitude da Presidente, na época, recém eleita, nos fez lembrar de Jânio Quadros, que ao assumir o seu mandato, criou lei proibindo as “brigas de galo”.

Muitas vezes são as pequenas atitudes que revelam o caráter de uma pessoa. Na História do Brasil, a renúncia de Jânio ainda é estudada, pois as “forças estranhas” que ele alegou para seu abandono do governo. Até hoje ninguém soube de onde vieram essas “forças estranhas”.

No caso da Senhora Roussef, diversas atitudes bizarras começaram a ser observadas ao longo dos seus discursos, pronunciamentos e entrevistas. A cada aparecimento da Senhora Presidente em público, era motivo para risos, comentários e muitas piadas. Ao longo da sua governabilidade, muitos comediantes, chargistas, atores e jornalistas tiveram material em grande quantidade para suas atividades.

Neste momento em que o governo Dilma agoniza, creio ser interessante fazermos uma viagem ao passado desta Senhora. A agonia de seu mandato começou no dia em que ela se investiu como PRESIDENTA, nesta hora os caminhos do Brasil já começaram a ser traçados para uma agonia.

Edison Borba

APENAS NÓS DOIS


Nós ...
Só temos amor
Para nos aquecer
Não há cobertor
Nem aquecedor
Apenas paixão
Nós ...
Só temos os corpos
As mãos e os braços
Para nos proteger
Com abraços
Nós ...
Só temos um ao outro
Não há mais ninguém
Só nossas vidas
Juntos
Calados
Na cama
No quarto
Na casa
A nossa cama
O nosso quarto
A nossa casa
Nós ,,,
Só temos nós dois
Ninguém mais!
Apenas nós a sós!
E o calor do nosso amor!
Edison Borba

domingo, 1 de maio de 2016

REFLEXÕES POÉTICAS!

Sinto medo de existir, sem saber o porquê

Os que eu amo, não sabem, de todos os meus amores

Desconhecem minha vida, meus desejos, minhas dores

Ando por aí, desconhecendo para onde vou

Um frio congelante, toma conta do meu corpo

Empalideço, tenho pavor, já nem sei mais quem sou

Nada tenho a dizer, não quero pedir perdão

Sofro uma tortura infinita, eu creio que quero morrer

Morrer mesmo sem saber porquê.

Tédio sinto, por tudo que está ao meu redor

Tédio, louca sensação de não sentir prazer

Estou perdido, entediado, sigo na contramão

Quero morrer, sumir, desaparecer ir para um lugar

Qualquer lugar, que nem sei, longe de tudo que amei.

Cada dia mais, eu mergulho, num escuro e fundo poço

Não quero luz nos meus olhos, não quero mais existir

Vivo em pavor e medo, tentando sobreviver,

Sinto frio congelante, tenho mágoas em minha’alma

Que tento até esquecer, mas elas estão agarradas

Em meu ser, em meu viver, em minhas memórias mais íntimas

Elas já fazem parte de toda a minha história

Mais pareço um cemitério, silencioso, calado

Repleto de corpos sombrios, frios em decomposição

Onde vermes atacam, os mortos sem distinção

Ricos e pobres, igualmente, deixando bem evidente

Que naquele espaço eles reinam, consomem os mais elegantes

Os inteligentes e até os desprezados, deixando claro e sério

Que que a democracia existe dentro de um cemitério

Os afamados serão consumidos também

Sem nenhuma distinção, os mortos são os queridos

Dos vermes que moram no chão, rastejantes pavorosos

Que fazem um trabalho sério, de limpar a sociedade

Mantendo no cemitério, para sempre a igualdade.

Esta visão me acalma e até espanta meu tédio

Creio que eu procuro, um lugar assim bem tranquilo

Estou cansado da vida, desta rotina estressante

De viver dependurado, por um fio de barbante

Desculpem os parentes e também os meus amigos

Não fiquem tristes pensativos, eu apenas estou querendo

Seguir o caminho, de todos os seres vivos.

Edison Borba

 





 

 




 

AYRTON SENNA



Acelera Ayrton!

Acelera corações!

Acelera Brasil!

Acelera mundo!

Os domingos com Ayrton eram acelerados. Pela manhã, todos se preparavam para pilotar um carrão e competir. Nos lares, nas ruas e bares um frenesi envolvia cada pessoa. Paixões explodiam. Ayrton era nosso irmão, nosso filho, nosso amigo. Um brasileiro de nacionalidade múltipla. Ayrton era italiano, japonês, alemão, argentino, australiano ele era o mundo. Em todos os lugares crianças, jovens e adultos explodiam em emoção a cada curva, nas retas, na saída e na chegada quando a bandeira assinalava a sua passagem pela linha da vitória. Ayrton era um Deus que voava pelas pistas levando multidões ao delírio. Mesmo quando não vencia a emoção era a mesma. Ayrton era homem, gente, pessoa, cidadão, trabalhador. Ayrton era e ainda é paixão. Seus olhos tristes e rosto sério, nos levava a reflexão. Mesmo nos momentos de felicidade, quando explodia o champanhe, havia algo sublime naquele CARA. Os domingos nunca mais foram os mesmos depois daquele dia primeiro de maio. Seu carro parou, seu coração parou e o mundo parou. Na Terra fez-se um pesado silêncio. Durante alguns minutos a respiração mundial parou. Um longo e sofrido momento de espera, até a triste revelação. Ayrton havia voado para o céu. Pegou a reta em direção ao paraíso e como um anjo foi morar nas nuvens deixando órfãos milhões de cidadãos. Quis o destino que Ayrton nos deixasse num primeiro de maio. Não podia ser diferente. O trabalhador das pistas. O construtor de sonhos. O carpinteiro de ilusões. O pintor de desejos. O maestro da ternura. O professor de ética. O doutor especialista em alegria e felicidade foi exercer a sua maior função a de unir os mais diferentes povos numa só emoção: PAZ!

Ayrton era paz! Seu trabalho nas pistas era um exemplo de que é possível competir sem destruir. Suas vitórias eram partilhadas até com seus adversários de pista. Hoje, primeiro de maio há uma saudade na gente. Nossos corações ainda guardam as emoções daqueles domingos onde acelerar era o verbo.

Acelera Ayrton! Acelera garoto! Acelera ...

Edison Borba

NESTE 1º DE MAIO, DEIXEMOS QUE DEUS FAÇA MORADA EM NOSSO CORAÇÃO!


 

No momento em que no Brasil, centenas de homens e mulheres estão sem trabalho, vivendo da bondade de amigos e parentes, em suas mesas falta o pão e de suas mãos desocupadas, os calos desaparecem, pela falta de uso deste instrumento de produção; neste dia primeiro de maio de 2016, deixemos que Deus faça morada em nosso coração.

Haverá discursos inflamados, políticos gritarão culpas e apontarão malditos, mas provavelmente da boca de nenhum deles sairão palavras de amor, bondade, gratidão e paz. Infelizmente, Jesus o Filho de Deus, não habita no coração dos nossos governantes.

Amigos; homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, trabalhadores de todo o Brasil, cuidemos para que a chama do ódio e da vingança não seja colocada em nossas vidas, façamos deste dia O momento de reflexão e DEIXEMOS QUE DEUS FAÇA MORADA EM NOSSO CORAÇÃO!

Edison Borba