quinta-feira, 20 de junho de 2013

CARTÃO VERMELHO

            Durante os jogos de futebol, o uso de cartões coloridos, ajuda a definir o nível de gravidade da falta cometida. O amarelo é o que assinala atenção e o vermelho, só é usado quando a falta é gravíssima, levando o atleta a ser retirado do jogo, ou seja,  expulso de campo.
No momento em que se realiza a Copa das Confederações e diversas manifestações democráticas no Brasil, algumas pessoas merecem cartão vermelho. São indivíduos que estão cometendo faltas sérias e, devem ser expulsos de campo.
Vamos aos indicados!
 O cartão vermelho vai para:
Ronaldo, o fenômeno: que declarou essa pérola: “os hospitais NÃO são mais importantes do que os estádios”,  isto é, médicos, enfermeiros e os doentes, todos que usam os hospitais para ajudar e ser ajudados são menos importantes que os jogadores. O Brasil precisa de estádios e não de hospitais. De atletas do futebol e não de médicos.
Que triste observação fez o fenômeno!
Não invalidando a importância dos estádios para a alegria do povão, lembramos que saúde é a base para a felicidade.
Rapaz aproveite a ocasião para pedir desculpas a todos àqueles que aplaudem o seu trabalho, mas não possuem o seu dinheiro para pagar um plano de saúde,  portanto, precisam utilizar os hospitais públicos.
Joseph Blatter, presidente da FIFA, por afirmar que o “futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas”, quando se referiu, aos movimentos ocorridos no Brasil nos últimos dias.
Senhor Joseph, pegue o seu cartão vermelho e volte para o seu país. O Senhor não é bem vindo no Brasil. 
Fora de campo! Saia já!
Os baderneiros que provocaram destruição, ferimentos e pichações em monumentos históricos. Vocês não servem para nada. Vocês não podem caminhar junto a trabalhadores e estudantes que lutam por um país melhor.
Fora de campo! Para vocês cartão vermelho e cadeia!
Para Marco Feliciano (PSC) e o seu projeto de “cura gay”.
Para ele e todos os que aprovaram a sua insanidade, muitos cartões vermelhos. Pessoas que não merecem   ser considerados  brasileiros. Quem se mostra preconceituoso deve ser expulso de campo, neste  caso todos devem ser banidos expurgados do Brasil.
Marco e seus seguidores corruptos, “gente” que nunca soube o significado da palavra ética e que de forma sutil, tentam implantar a discórdia e o preconceito. Hitleristas disfarçados de democratas. São capazes de manipulações ardilosas para disseminarem  a violência discriminatória em nosso país.
Saia de campo imediatamente! Fora! Sua presença e dos seus seguidores mancham a dignidade do Brasil.
Para prefeitos e governadores que, sob  pressão, baixaram o preço das passagens, mas  ameaçam repassar para impostos, o que eles consideram prejuízo.
Cartão vermelho, para vocês que sempre conseguem uma forma de driblar o povo que os elegeu.
Atenção!
Alguns cartões amarelos estão separados para serem distribuídos em sinal de alerta. Há jogadores que precisam mudar o estilo do jogo imediatamente, entre eles em destaque para a camisa dez, Senhora Presidente Dilma.
Edison Borba
 

 

 

 

DIAS DE PROFESSOR

         Quinze de outubro ficou oficializado como sendo o dia do Mestre ou do Professor. Atualmente esses dois termos estão sendo substituídos por: Profissionais da Educação ou então “Tia”.
Sinceramente não sei se me agradam esses dois últimos rótulos. Reconheço que Profissional da Educação é um termo abrangente e mais democrático. Nele estão incluídos, todos os que labutam com a educação: professores, funcionários, merendeiras, gestores, supervisores, coordenadores entre outros.
Quanto à “Tia”, é difícil aceitar esse falso grau de parentesco. Professor ou professora são profissionais que recebem remuneração para trabalhar. O exercício do magistério não envolve familiaridade. Não desmerecendo o carinho dos alunos, quando usam esse termo, ele torna o profissional menos profissional.
Portanto, sou professor. Minha função é trabalhar com um conteúdo específico e com um processo educativo abrangente. Minha formação é para atuar pessoa a pessoa, através do processo de ensino e de aprendizagem.
Tenho um juramento a cumprir e, lembro-me dele todos os dias. Pertenço ao grupo de profissionais da educação, porém eu tenho uma tarefa claramente determinada dentro dele. Tenho sobrinhos, filhos de meus irmãos, logo sou tio e como tal não recebo nenhuma remuneração financeira, apenas o carinho dos meus familiares.
Sou Professor! Tenho a honra de ostentar esse título. Sou um profissional indispensável para a melhoria da qualidade de vida de meu país. Uso a inteligência e a fala para estabelecer contato com meus alunos. Diariamente, busco alternativas diferentes para que as minhas explicações possam ser compreendidas por todos os que me ouvem.
Estou acima dos computadores e de todos os outros instrumentos, que obviamente, uso para facilitar a transmissão de conteúdos. Mas, o que acontece em minhas classes, é algo que as máquinas não conseguem dar e nem fazer: diálogo, afeto, carinho, atenção, paciência e capacidade de me diversificar e ser muitos sendo apenas um.
Meus dias são longos. Minhas tarefas se estendem para além das salas de aula e dos colégios onde leciono. Preocupo-me se meus alunos não conseguem bons resultados. Alegro-me e vibro com o sucesso de cada um deles.
Tenho que ter muita sensibilidade para não tirar deles a capacidade de sonhar. Preciso estar alerta para acompanhá-los e guiá-los pelos intrincados caminhos da aprendizagem. Tenho medo de perdê-los para as drogas e outros perigos que rondam as nossas classes.
Dias de professor são sempre ricos em emoção. Nossos relacionamentos são instáveis. Mas nossa amizade é verdadeira. Nas salas de aula, acontece o encontro de gerações. Ensinamos e aprendemos todos os dias. Nas nossas divergências aprimoramos conhecimentos e consolidamos o respeito e a amizade.
Os dias de professor são repletos de dúvidas. Será que todos entenderam? O que fazer com os que estão em dificuldades? Como voltar a abordar esse assunto?
Nosso trabalho só é percebido com o passar dos anos. Trabalhamos com crianças e jovens e temos que esperar muito para vê-los adultos. A cada ano eles voam para longe e os perdemos de vista. E novas dúvidas repletas de saudade, nos fazem lembrar alguns e esquecer outros. Como estarão? Será que meus ensinamentos os ajudaram?
Profissão misteriosa. Cada dia é um novo dia. Cada turma é uma nova turma e cada aluno, um enigma a ser decifrado.
Dias de professor são dias de plantar e esperar para colher.
Dias de professor são dias de luta e principalmente de esperança de que essa Terra chamada Brasil, consiga despertar para a importância da educação para a melhoria da qualidade de vida de seu povo.
Edison Borba
 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

OUVINDO VOZES

           Infelizmente  Presidente Dilma  a Senhora deve estar ouvindo vozes do além, quando afirmou que ouve a voz dos brasileiros, não deve ser dos que moram no Brasil ou talvez seja a voz dos que passaram para outro astral.
Os que ainda estão vivos, os que ainda conseguem clamar por justiça, os que clamam por melhores dias, os que lutam por justiça, os que morrem nas filas dos hospitais, desses a Senhora não houve os apelos.
A Digníssima Presidente, não consegue ouvir a  voz das crianças, brasileirinhos, que estudam em escolas de péssima qualidade, tendo diante deles professores trabalhando sem as mínimas condições de executarem adequadamente a sua missão de ensinar.
Desculpe-me Senhora Presidente, mas a voz do povo há muito tempo não é ouvida. Muitas formas de calar o povo está sendo usada, como a distribuição de esmolas, sob a forma de bolsas, o  que não resolve às questões sociais.
Há anos o povo brasileiro tem sido conduzido como gado, de tal forma cruel, que os trabalhadores ficaram emudecidos ou então emitindo sons que não representavam as suas verdadeiras vontades.
Faz tempo, que circos são armados para desviar o olhar do povo. Trazer para a nossa pátria, eventos como a Copa de Futebol e os Jogos Olímpicos, nos envaideceu por alguns momentos, mas à medida que a farra financeira começou a ser de domínio público, uma nova consciência ressurgiu na população.
Lamento também que a senhora talvez prefira ouvir o presidente da FIFA ou o “fenômeno”, jogador de futebol,  afirmarem que o estádios e o futebol são mais importantes que o clamor do povo.
Senhora Presidente, ainda é tempo de passar a ouvir a voz do povo. Não se esconda no palácio e nem finja que as manifestações populares se resumem nas ações dos vândalos. Esses compõem uma minoria e não apagam a força de todos os que estão tomando as ruas e praças para gritarem cada vez mais alto a indignação de um povo, que não aguenta mais pagar tantos impostos.
A Senhora que aparece em capas de revistas como uma das mulheres, mais poderosas do mundo, por favor, use esse poder para cuidar dos que lhe dedicaram seus votos.
O “Impostômetro”, medidor instalado na sede da Associação Comercial do Paraná, já registrou mais de 700 bilhões em impostos, com média de arrecadação de mais de dois milhões de reais por minuto.
Muito desse dinheiro desaparece e não se transforma e bens para o seu povo. Temos bons exemplos em outros países. Como seria bom conversar seus chefes para sabermos como direcionar o dinheiro arrecadado através de tantos impostos.
Essas manifestações mostram  a situação do Brasil em seu governo. É lamentável que a Senhora afirme que ouve a voz do povo. Talvez algum ruído tenha interferido na comunicação e o que a Senhora ouviu foi à voz de um “povinho” que se mantém ao seu redor, os ratos de paletó, que habitam os gabinetes  do seu palácio em Brasília.
Por favor, Senhora Presidente, mulher e mãe, ouça seu povo, ouça seus filhos!
Edison Borba
 

 

PERPLEXIDADE

       No momento em que o Brasil vai às ruas lutando por democracia. No momento em que o povo retira mordaças e consegue soltar o grita contra a falta de ética na política do Brasil. No momento em que começamos a vislumbrar uma luz no fim do túnel das impunidades. Exatamente nesse momento, em Brasília estão analisando a aprovação do projeto chamado de “cura gay”.
O Conselho Federal de Psicologia manifesta a sua indignação que não é só do CFP, mas de toda a população que precisa urgentemente incluir mais esse item entre os que já fazem parte de todos os que estão na pauta das indignações.
A Comissão dos Direitos Humanos no Brasil, infelizmente está nas mãos de preconceituosos perigosos.
Os grandes conflitos vividos pela humanidade tiveram seus focos em detalhes que passaram despercebidos pela sociedade da época.
São atitudes como essa que impulsionam a manutenção de um dos maiores males da sociedade humana, o preconceito.
Curar gays, embranquecer os negros, emagrecer os gordos, internar os idosos em asilos, exterminar os pobres, manter mulheres cobertas pela burca entre outras “pequenas” atitudes que surgem em “pequenas” notícias divulgadas pela mídia, e que são tratados como “builling” ou então enfraquecem a Lei Maria da Penha.
A loucura que toma conta dos nossos políticos em Brasília desconhece a própria OMS (Organização Mundial da Saúde), atropela  psicólogos e psiquiatras, destrói todos os conceitos pedagógicos mundiais.
Mobiliza Brasil, é hora de continuarmos nas ruas lutando pelos centavos cobrados nas passagens, nos bilhões roubados dos cofres públicos, da falta de ética dos políticos brasileiros, das falcatruas financeiras entre tantos males que assolam o país.
Enquanto milhares de brasileiros sofrem com a seca, nossa Amazônia é abatida cruelmente dia-a-dia, nossos hospitais e escolas pedem socorro, o tráfico de drogas invade às nossas fronteiras. Enquanto o povo clama nas ruas por mais igualdade social e acompanhamos a inflação chegar sorrateiramente, a Comissão dos Direitos Humanos age na sombra e inicia um grande e trágico episódio  que mancha a história brasileira.
MOBILIZA BRASIL, vamos incluir mais este item nas nossas bandeiras e nos nossos gritos de que um povo unido jamais será vencido!
Edison Borba
 

 

terça-feira, 18 de junho de 2013

OH! PÁTRIA AMADA!

            Oh! Pátria amada, idolatrada, o que estão fazendo com você?
Seus verdes campos estão se manchando de vermelho sangue.  
A fumaça das bombas,  encobrem o céu azul anil, e o amarelo de suas riquezas desaparece na tristeza de seu povo.
Uma onda de indignação toma conta dos corações brasileiros, lágrimas provocadas por um gás, rolam por nossas faces.
Hoje o dia amanheceu cinza, até a natureza, chora pelos tristes fatos que tomaram as nossas ruas e praças. Impossível permanecer, impávido diante de tudo que tem acontecido na política brasileira.
Já não sabemos de que lado está à razão quando nos deparamos com o que ocorreu em várias cidades brasileiras, porém nada surge do nada. Um oceano é feito de pequenas gotas de água, uma grande onda começa com um fraco balanço do mar.
Portanto, é hora de analisarmos o que está provocando a turbulência nas águas até então, aparentemente tão tranquilas.
Mesmo apontando que o tumulto foi ocasionado por alguns “bandidos”, não podemos negar que o povo foi às ruas. Não podemos negar que os trabalhadores e estudantes, deram início ao movimento que se espalhou pelo país. Não podemos negar que existe algo estranho nessa pátria mãe gentil. Não podemos negar que mesmo, dentro de uma Copa de Futebol o povo considerado o mais enlouquecido pelo esporte britânico, não se satisfez apenas com o circo.
Essas ponderações são sérias e o governo precisa rever suas ações e tentar entender a insatisfação.
Será que apenas vinte centavos de aumento nas passagens dos coletivos, foi o causador de tanta discórdia ou está sendo a gota de água no copo prestes a transbordar? Por que brasileiros que vivem fora do país, também se manifestaram?
São tantas indagações. São tantas perguntas. São muitas reflexões. São muitos gritos “entalados” nas gargantas, esperando o momento de sair e ecoar pedindo justiça. Nosso país cresce, mas é um crescimento estranho, que não convence muito a população. São muitos escândalos. São  homens e mulheres nomeados para cargos públicos, ostentando ficha criminal. Quem cuida dos direitos humanos é preconceituoso e desumano.
E assim vamos observando que no Brasil, quem toma conta das galinhas é a raposa, e quem cuida das ovelhas são os lobos.
O povão não é tão ingênuo quanto dizem ou pensam algumas autoridades.  
Oh! Pátria amada idolatrada, seu povo chora pelo gás policial, porém mais do que o gás são as injustiças que nos fazem chorar e lamentar, que numa terra tão elogiada pelas suas riquezas naturais, possam existir tantas desigualdades sociais.
Por mais, que os governos façam alardes sobre a distribuição de bolsas sociais, existem situações que precisam ser resolvidas. Talvez um simples ditado possa ajudar nessa reflexão: “não dê o peixe, ensine a pescar”.
Precisamos ensinar a pescar, isto é, educar e preparar o povo tirando-o da escuridão da ignorância. Não basta jogar a semente na terra, antes é preciso prepará-la para que a germinação aconteça e possamos colher bons frutos.
Ficam as ideias, é hora de refletir e agir para que nosso país não volte a viver dias escuros, que precisamos deixar no passado, servido apenas de lição para que não volte a acontecer.

Terra adorada / Entre outras mil / És tu, Brasil / Ó Pátria amada /

Dos filhos deste solo, és mãe gentil,

Pátria amada, Brasil!

Edison Borba

 

 

 

 

segunda-feira, 17 de junho de 2013

ACORDA BRASIL!

            Nos anos sessenta, quando o Brasil vivia dias difíceis sob o manto negro da ditadura militar, o povo em muitas ocasiões saiu às ruas para fazer valer à democracia. Um grito se tornou familiar: “o povo unido jamais será vencido!”.
De braços dados formando correntes humanas caminhavam pelas principais avenidas das mais diversas cidades brasileiras. Operários, artistas de teatro, circo, televisão, rádio, cantores, estudantes, professores, advogados, médicos, motoristas, trabalhadores de todas as camadas sociais juntos enfrentando policiais armados.
O povo ocupou teatros, palcos, estádios, cantou, recitou,  chorou e lamentou o estado repressor que o mantinha  sob o jugo militar.
Muitos tombaram diante dos carrascos torturadores, que em obediência às ordens superiores, agiam protegidos pelas autoridades.
Foram anos de lágrimas. Anos de tortura. Anos de medo. Anos de ditadura.
Compositores conseguiram escrever hinos de liberdade como Geraldo Vandré em “Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores” entre outros que usando de talento compuseram emocionantes versos, que traduziam tudo o que o coração verde e amarelo, queria e não podia dizer.
Os anos passaram, a democracia foi restabelecida, eleições realizadas, porém nem tudo aconteceu como nos contos de fadas. Apesar do povo, escolher seus representantes, o tempo distante do processo democrático parece (!!??!!) que foi desaprendido. Lamentavelmente, as escolhas não foram as melhores e, novamente o povo foi às ruas, de cara pintada e gritando o tão conhecido “o povo unido jamais será vencido!”
Governante mudado, democracia restabelecida  o sonho dava sinais de se tornar realidade. Um legítimo representante do povo chegou ao poder. Mas, o que parecia ser felicidade, transformou-se num mar de lama que cobriu o país  de corrupção.
Porém, o povo é tolerante aceitou pacificamente roubos, desvios, malandragens, negociações fraudulentas, em troca de benesses. Estatísticas criadas para esconder as reais condições do país conseguiram enganar o país por algum tempo, aos poucos as máscaras estão caindo e o povo volta às ruas e mais uma vez clamam por justiça, usando o tradicional “o povo unido jamais será vencido!”
É triste acompanharmos uma trajetória, que poderia ser bem diferente, não fosse à ganância e a falta de ética dos que ocupam os cargos políticos.
Ainda é possível reverter à situação!

Ainda é tempo de expulsar as aves de rapina!

Ainda é tempo de restaurar a democracia!

Ainda é tempo!

Edison Borba

 

domingo, 16 de junho de 2013

COISAS DA INFÂNCIA


        Quando criança, na minha infância, muitas vezes,  ouvi a minha mãe cantarolar esses versinhos:

                           “Menina dê-me uma  lima
                                      Da limeira do seu pai
                                          Se a limeira não é lima
                                          Assim mesmo  ainda vai”

                                        “Para doutor eu não dou
                                         Pois não tenho vocação
                                         Pra pegar nas ferramentas
                                         Pra fazer operação”

           Nunca soube a origem dessas rimas, provavelmente devem ser de alguma canção de raiz, do povo que vive “lá pras bandas” do norte do estado do Rio de Janeiro, ou então Espírito Santo, terras onde ela nasceu e viveu até a adolescência.

            O tempo passou e “vez em quando” eu “me alembro” deles e me pego a cantarolar  esses versinhos. É uma melodia simples meio toada que provavelmente deveria ser acompanhada pelas cordas de viola.

            Tenho quase  certeza de que foram com eles  que ela me embalou, no berço, nos primeiros dias de minha vida.

            Percebo que no meu inconsciente a voz daquela mulher, ainda existe, através das zangas, quando eu fazia alguma traquinagem, ou então carinhosamente, quando me acalentava em seus braços.

            Ouço a sua benção, quando corria para o colégio, de mãos dadas com meus irmãos e, quando rapaz, as suas orientações, para que eu me tornasse um homem digno e ético. Suas orientações, sua sabedoria foram de máxima importância na organização da família.

            Quando adulto, e dono das minhas ações, lembro-me de sua voz cansada, sempre preocupada com a minha saúde. Até os seus últimos dias, junto à família, ela sempre manteve a voz doce e preocupada com o bem-estar de todos.

            Mas, o que considero magnífico, é que esses versinhos e a melodia que os acompanhava, estava sempre presente através de tudo o que ela ensinou aos seus filhos: boas maneiras, bondade para com o próximo, nunca ter preconceitos, orações, informações simples para o dia-a-dia e tantos outros aconselhamentos que ainda estão enraizados em minha mente e acredito na dos meus irmãos.

                                    “Menina dê-me uma  lima
                                      Da limeira do seu pai”

               Quantas limeiras e limas, essa “menina” minha mãe trouxe para casa, para seus filhos, marido e a quantidade de amigos e parentes que sempre estiveram presentes em torno da grande mesa de madeira “ladeada” de dois bancos feitos com tábuas de caixotes.

                                    “Se a limeira não é lima
                                  Assim mesmo ainda vai”

   Quando nossos planos não se realizarem como o que foi planejado, a vida deve continuar e se “a limeira não é lima”, eu uso o que tenho transformando em alguma coisa útil, usando a minha inteligência e criatividade.

“Benção mãe!”

     Edison Borba