segunda-feira, 30 de junho de 2014
REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Desafios)
domingo, 29 de junho de 2014
O MUNDO É UMA BOLA
O arredondado planeta terra, não chega a ser uma
pelota futebolística, um pouco amassado nos polos gira e gira em torno dele
mesmo e também em volta do grandioso
sol. A esse bailado, outros parceiros se juntam: satélites e planetas.
O mundo gira. Redondo mundo galaxialmente ovalado.
Aqui em baixo a bola rola, quica, pula, é chutada vai ao fundo da rede ou cai numa cesta furada.
Em mesas de sinuca, são arremessadas dentro das caçapas.
No golfe, acolhidas em pequenos buracos espalhados por um lindo campo verde.
Meninos tecam
as pequenas de gude, redondinhas como a
lua. -“marraio, feridor sou rei”, gritam os moleques durante as jogadas.
No beisebol, elas são arremessadas com força pelos
rudes tacos de madeira, porém são acolhidas em luvas nas mãos dos pegadores.
Na
areia das praias que elas se sentem livres. Despem-se do couro marrom e sob a
luz do sol, voam coloridas, tocadas pelas mãos dos bronzeados banhistas.
Nas piscinas são mais discretas e infantis.
Há uma diferença entre as bolas que rolam dentro
dos grandes estádios e arenas, em relação as que só rolam no “salão” ou
quadras. Enquanto as primeiras são aplaudidas por milhares de pessoas, e chutadas por pés
milionários, as outras percorrem pequenos espaços e ainda não são tão
valorizadas.
Porém, as injustiçadas estão nas várzeas. Sempre
sujas de lama, são impiedosamente massacradas por pés descalços.
As que giram dentro de pequenos cestos gradeados
vivem nos cassinos, além de serem perseguidas pela polícia, recebem
números, que as identificam quando levadas para as delegacias. Pobres bolinhas coloridas,
noites e noites trabalhando, para que os sortudos completem seus cartões antes,
que tudo acabe num camburão.
As destruidoras se escondem em frias regiões, onde
a neve cai e as temperaturas despencam a muitos graus abaixo de zero. Bolas de
neve, capazes de crescer em minutos,
despencam montanha abaixo arrasando tudo que estiver em seu caminho, para
depois se espatifarem em pequenos pedaços.
As elegantes correm entre as patas de belos
cavalos empurradas de um lado para o
outro por cavaleiros distintos nas competições de polo. São sofisticadas, diferentes das atléticas e
molhadas, que passam horas dentro das piscinas nas disputas do polo aquático.
Vivendo num diferente mundo, encontramos as que não
são redondas, apesar de serem consideradas bolas. Seu corpo sensualmente oval
faz sucesso nos suntuosos estádios americanos. Endeusadas por lindas mulheres usando uniformes
coloridos levam a multidão ao delírio, quando atravessam o campo nos braços dos
truculentos heróis.
Mas entre todas, rendemos a nossa homenagem àquelas
que além de alegrar nossos finais de
semana e férias, cuidam da nossa saúde. Estão em hospitais, clínicas e academias sendo responsáveis pelo equilíbrio físico e
mental de muitas pessoas, colaboram para a estética dos corpos humanos que abraçados a elas, executam um balé de saúde.
O mundo é uma bola, amassada nos polos, que
gira e gira, gira e gira, gira e gira ...
Edison Borba
A HUMILDADE EM TEMPOS DE COPA
A frase: “o importante é competir”, há muito tempo perdeu seu valor. Quando
jogadores, atletas e seleções entram em campo ou nas quadras, a vontade de
vencer torna-se obsessiva levando a comportamentos pouco corretos. As atitudes
inadequadas crescem além dos estádios e arenas
chegam aos meios de comunicação envolvendo a população de fãs e
torcedores. A situação agravou-se de tal forma, que políticos e empresários
apostam alto em seus afilhados e protegidos.
Nesta Copa de Futebol, já assistimos
joelhadas, trombadas, cabeçadas, caneladas, brigas entre torcedores e até mordidas durante as competições. Apesar
de aparentemente haver um clima de harmonia entre atletas e torcedores,
pequenos atos podem ser observados, principalmente quando se tenta impor a
supremacia de um país sobre o outro. Podemos observar que entre os jogadores de
um mesmo time, a vaidade de alguns prevalece, principalmente quando é dado a ele
o direito aos gols e ao brilhantismo, sendo permitido “a ele”, e somente “a ele”,
usar e abusar dos direitos legais que regem as competições.
Outra questão interessante é o clima
do “já vencemos”. Jornalistas, especialistas em estatísticas e pesquisadores
tentam provar antecipadamente a supremacia de uma seleção sobre a sua rival. Em
alguns momentos, o tiro acaba saindo pela culatra do revolver e a zebra entra
em campo para calar a boca dos especialistas.
Quando uma seleção vive no clima do
“já ganhamos”, e encontra outra seleção
com força, garra e amor ao seu país, o clima se altera e, uma lição de humildade espera-se que venha a
acontecer.
Outra questão, esta mais grave, é o
envolvimento do dinheiro nas competições. A compra e venda de favores que
poderão garantir a posse do troféu é uma verdade constrangedora ao longo de anos.
Atletas recebendo através de seus “cartolas”, favores financeiros para “entregar” a partida ou no caso das olimpíadas não
correr e nem nadar o suficiente.
Infelizmente fomos aos poucos nos acostumando a conviver
com essa trágica comédia e continuamos torcendo e tentando acreditar que em
nosso grupo, isto não acontece. Será?
Edison Borba
sexta-feira, 27 de junho de 2014
REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Uma boa Leitura!)
Francisco Azevedo, autor da obra
intitulada “O Arroz de Palma”, vai tecendo uma rede em torno de quem inicia a
leitura, provocando emoções de diversas tonalidades. As palavras deslizam pelas
páginas nos conduzindo por caminhos trilhados pelos personagens.
Uma história de família, com todos os
personagens que estão em nossas casas, e que convivem com agente. Há momentos
que nos vemos sentados à mesa, comungando do amor daquele grupo.
Tenho a mania de ler sempre
acompanhado de um grande amigo, o lápis, com ele vou rabiscando e delineando trechos,
palavras, momentos que me permitirão uma “releitura” dinâmica, para matar
saudades do conteúdo da obra. Também, sou o tipo de leitor que abraça o livro,
coloca-o no colo, carrega-o na mochila, leva-o para o sofá e também para a
cama. Durante o tempo de consumo da história, aquele livro torna-se um amigo
inseparável.
Alguns trechos, que transcrevo abaixo,
são apenas uma pitada do conteúdo para deixar o leitor desta coluna, com a boca
cheia d’água e com uma grande vontade de saborear “O Arroz de Palma”.
>>> ”família é prato que emociona.
E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza”.
>>>”tem gente que acredita na
receita da família perfeita”.
>>>”família é prato que deve
ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável,
impossível de se engolir”.
>>>”receita de família não se
copia, se inventa”.
>>>”família é um prato que,
quando se acaba, nunca mais se repete”.
>>>”se avô é pai com açúcar,
neto é filho com proteína, vitaminas e sais minerais”
>>>”as sensibilidades mudam
de geração para geração”
>>>”cada filho é aprendizado,
lição de vida”
>>>”em horas de luz, pedido
de coração é ordem que a cabeça não discute, cumpre”.
Acredito que estes pedacinhos de
texto, deliciosos como pão doce, possa ter aguçado o apetite de quem gosta de
saborear uma boa leitura.
Apesar de toda a tecnologia, tão
importante para o mundo moderno, os livros continuam a ser um excelente caminho
para estimular ideias, ajudar na criatividade, permitir inovações e ajudar na formação
de empreendedores, que para se revelarem, precisam de estímulos, e um dos
melhores é o literário.
Atenção professores, gestores,
empresários e familiares estimulem e facilitem o acesso a boas leituras e
teremos uma sociedade mais humana.
Edison Borba
quinta-feira, 26 de junho de 2014
NÃO SOMOS CONTRA, MUITO PELO CONTRÁRIO ...
Em
tempos de euforia pela realização dos Jogos da Copa do Mundo de Futebol,
corremos o risco de sermos considerados “aves de mau agouro”, ou seja, aqueles que só estão satisfeitos quando
o assunto é miséria e morte, apenas por estarmos preocupados com o que
acontecerá nesta Terra, após o apito final no último jogo.
Não
somos contra, muito pelo contrário ...
Acreditamos
que existam muitos outros brasileiros que estão nesta mesma situação: felizes,
com a alegria dos turistas, com a festa nos estádios e com a relação entre os
diversos povos que estão visitando o Brasil. Se este clima de confraternização
fosse uma constante entre as nações, a ONU nem precisaria existir e, o mundo
seria de total paz e harmonia.
Porém,
o que nos emociona e nos leva às lágrimas, não é a chuteira dourada do Neymar, nem os gols que
balançam as redes como o vento, balançando as palmeiras beira mar.
O
que nos faz chorar são os bilhões de
reais que se perderam nos caminhos da organização deste mega evento.
Quando
acordarmos após o último jogo, ficará sobre cada um dos brasileiros uma dívida
infinitamente grande. Teremos doze arenas vazias, e que abandonadas se tornarão
grandes cemitérios.
O
que fazer com os estádios, construídos para apenas alguns jogos?
É
possível, que surjam alguns projetos, para a transformação das arenas em comunidades,
que poderão abrigar as centenas de famílias sem teto. Outra sugestão será
transformá-las em Unidades Escolares, onde brasileirinhos serão acompanhados da
creche até o Ensino Superior. Ou então as arenas se transformarem em grandes
oficinas que propiciem aos trabalhadores exercerem suas atividades criativas,
ou alguma outra sugestão poderá surgir, para dar algum destino útil àqueles
grandes espaços.
Enquanto
isto não acontece, ficamos com a alegria passageira de cada gol. Ficamos na
expectativa da conquista de um hexacampeonato, que alongará os festejos, até o
período das eleições, dando tempo e rendendo votos e dinheiro para que muitos
candidatos possam reinar sobre a Terra da Promissão.
Não
somos contra, muito pelo contrário, somos brasileiros não só no período de Copa
do Mundo, brasileiros 24 horas por dia
durante todo ano. Não vivemos na Europa ou em outro continente, respiramos nesta Terra onde nascemos e que amamos,
apesar de tantos dissabores que os seus dirigentes teimam em nos proporcionar.
Não
somos contra, muito pelo contrário somos a favor de cantarmos o nosso Hino,
todas as vezes que novas escolas e hospitais forem inaugurados, bibliotecas criadas, a fome seja definitivamente exterminada, com a
criação de empregos dignos e que a população possa caminhar pelas ruas, sem
medo de balas que se perdem nos corações de crianças.
Não
somos contra, muito pelo contrário ...
Edison
Borba
REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Lembrando Piaget)
Um importante pensamento atribuído ao educador
Jean Piaget, é o que afirma: “o que importa num problema proposto por um professor,
não é necessariamente o resultado final, mas todo o mecanismo utilizado pelo aluno, para chegar à resposta”.
Esse pensamento, nos leva a uma reflexão muito importante quando se trata de
educação. Muitas vezes, quando um professor analisa as provas de seus alunos, usando
apenas os resultados finais, como parâmetros e, não observa o caminho
percorrido para chegar ao resultado, ele
corre um sério risco de avaliar inadequadamente. Muitas vezes, uma
resposta “errada” é apenas um detalhe de um excelente raciocínio. Numa prova de
múltipla escolha, corremos este risco, pois não temos como acompanhar as
estratégias usadas pelo candidato, antes de marcar com um “X”, no resultado de
uma questão. Por este motivo, é que uma sala de aula deve ser um espaço de
diálogo, de troca de saberes, de discussões coletivas e de respeito à palavra
de todos, estudantes e professores. Estas
discussões permitem ao educador conhecer gradativamente os seus alunos como
pessoas. No momento de correção de uma prova, teste ou redação ele poderá
avaliar melhor o desempenho de cada um.
Esta observação, também é
válida, para empresas, fábricas e outros locais de trabalho. Faz-se necessário
observar o trabalhador como um ser humano, que tem um caminho a percorrer antes
de entregar o produto final. Empresa “moderna” não é aquela que só analisa os
números finais, mas a que leva em conta os diversos detalhes que fazem parte da
produção. Ouve os seus profissionais, abre espaço para a criatividade, está
atenta às sugestões e não se sente ameaçada diante de uma observação ou crítica
de um funcionário. Atuar em conjunto é
demonstração de inteligência empresarial.
Edison Borba
ÁFRICA – EM TEMPO DE COPA NO BRASIL
Nossos irmãos africanos chegaram ao
Brasil trazendo suas tradições, alegria, cultura e costumes, que em grande parte
já está aqui, compondo as raízes do povo brasileiro.
Camarões, Costa do Marfim, Argélia,
Gana e Nigéria fazem parte da brasilidade verde amarelo. Nossos ancestrais
vieram do continente Africano trazendo em sua bagagem riquezas que cultivamos
até os dias de hoje.
A saborosa feijoada, prato
indispensável na mesa das famílias brasileiras, tem a sua origem em terras d’África.
Muitos temperos, que tornam nossas refeições mais deliciosas, como leite de
coco, azeite de dendê, pimenta malagueta misturados com outros “temperinhos”,
deram origem a diversos pratos, como: acarajé, vatapá, mungunzá, angu, pamonha
entre outras delícias.
O nosso ritmo e dança, também tem
ligações com o continente irmão, o samba e todo o gingado dos capoeiristas
lembram nossos avós africanos. A beleza da arte brasileira está intimamente
relacionada com a arte africana. A força nas cores, o uso da madeira, são
algumas das influências que trazemos até hoje numa mistura de culturas.
E a fé nos orixás, o respeito às
diferenças através do candomblé, são riquezas inestimáveis que o continente
africano nos proporcionou.
A figura de Nelson Mandela, o Mandiba,
grande herói da paz, traduz todo o sentimento do continente, que cada vez mais
demonstra o seu valor ao lado dos demais, além de todo o crescimento em
diversos setores, no futebol, a cada Copa, torna-se mais respeitado.
Edison Borba
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