segunda-feira, 30 de junho de 2014

REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Desafios)

Oprocesso educativo acontece a partir de desafios. Desde as primeiras atividades escolares, os desafios são propostos, cuidando-se para que estejam adequados  à faixa etária de cada criança e também outros fatores, que irão permitir que o mesmo seja vencido satisfatoriamente. Propor algo acima das possibilidades de quem foi desafiado, é impedir  bons resultados. Nas empresas, a situação para todos os trabalhadores, dos mais aos menos graduados, diariamente há desafios a serem vencidos. Esse processo de suplantar barreiras,  é uma base para o aparecimento de ideias novas, criatividade e inovações. Porém, a monotonia e a rotina exageradas podem ser um grave perigo para as escolas e empresas. Quando tudo acontece da mesma forma, dia após dia, o desafio parece não existir. As respostas já estão prontas e as fichas  nos arquivos possuem os resultados, portanto nada mais precisa ser pensado, renovado ou criado. Estagnação! Mesmo possuindo os meios mais modernos e tecnologia avançada, o processo se repete numa constante, onde o quadro se mantém com a mesma cor, podendo até ir se descolorindo, isto é, a desmotivação impregna-se no ambiente onde tudo se repete dia a dia. Quando esta situação começa a ser percebida nos locais de aprendizagem, como as escolas e as empresas,  é hora de alguém propor desafios, que possam “sacudir” os neurônios e fazê-los pensar em algo novo ou renovador. Portanto, ajudar a pensar, sugerindo que todos criem  algo diferente é muito saudável para o processo de  aprendizagem. As diversas turmas escolares e os diversos setores empresariais precisam aprender a espantar as moscas do balcão. E por falar em balcão: que novos caminhos podemos pensar para  áreas como: vestiário, alimentação, locomoção, limpeza, saúde, higiene, transporte, energia, ecologia, comunicação, turismo,  segurança entre outras? Isto é um desafio da Equipe do PINCE!                Edison Borba
 

domingo, 29 de junho de 2014

O MUNDO É UMA BOLA

        O arredondado planeta terra, não chega a ser uma pelota futebolística, um pouco amassado nos polos gira e gira em torno dele mesmo e também em volta do  grandioso sol. A esse bailado, outros parceiros se juntam: satélites e planetas.
O mundo gira. Redondo mundo galaxialmente ovalado. Aqui em baixo a bola rola, quica, pula, é chutada  vai ao fundo da rede ou cai numa cesta furada.
Em mesas de sinuca, são arremessadas  dentro das caçapas.



 No golfe,  acolhidas em pequenos buracos espalhados por um lindo campo verde.
Levam raquetadas e são arremessadas violentamente por mãos ágeis num vai e vem frenético do ping pong.
Meninos  tecam as pequenas  de gude, redondinhas como a lua. -“marraio, feridor sou rei”, gritam os moleques durante as jogadas.
No beisebol, elas são arremessadas com força pelos rudes tacos de madeira, porém são acolhidas em luvas nas mãos dos pegadores.
         Na areia das praias que elas se sentem livres. Despem-se do couro marrom e sob a luz do sol, voam coloridas, tocadas pelas mãos dos bronzeados banhistas.
Nas piscinas são mais discretas e  infantis.
Há uma diferença entre as bolas que rolam dentro dos grandes estádios e arenas, em relação as que só rolam no “salão” ou quadras. Enquanto as primeiras são aplaudidas por  milhares de pessoas, e chutadas por pés milionários, as outras percorrem pequenos espaços e ainda não são tão valorizadas.
Porém, as injustiçadas estão nas várzeas. Sempre sujas de lama, são impiedosamente massacradas por pés descalços.
As que giram dentro de pequenos cestos gradeados vivem nos cassinos, além de serem perseguidas pela polícia, recebem números,  que as identificam quando  levadas para as delegacias. Pobres bolinhas coloridas, noites e noites trabalhando, para que os sortudos completem seus cartões antes, que tudo acabe num camburão.
As destruidoras se escondem em frias regiões, onde a neve cai e as temperaturas despencam a muitos graus abaixo de zero. Bolas de neve,  capazes de crescer em minutos, despencam montanha abaixo arrasando tudo que estiver em seu caminho, para depois se espatifarem em pequenos pedaços.
As elegantes correm entre as patas de belos cavalos  empurradas de um lado para o outro por cavaleiros distintos nas competições de polo. São  sofisticadas, diferentes das atléticas e molhadas, que passam horas dentro das piscinas nas disputas do polo aquático.
Vida  de bola é intrigante e agitada. Sempre indo de um lado para outro, não possuem estabilidade.
Vivendo num diferente mundo, encontramos as que não são redondas, apesar de serem consideradas bolas. Seu corpo sensualmente oval faz sucesso nos suntuosos estádios americanos. Endeusadas  por lindas mulheres usando uniformes coloridos levam a multidão ao delírio, quando atravessam o campo nos braços dos truculentos heróis.
Mas entre todas, rendemos a nossa homenagem àquelas que além de  alegrar nossos finais de semana e férias, cuidam da nossa saúde. Estão em hospitais,  clínicas e academias  sendo responsáveis pelo equilíbrio físico e mental de muitas pessoas, colaboram para a estética dos corpos humanos que  abraçados a elas, executam um balé de saúde.
          O mundo é uma bola, amassada nos polos, que gira e gira, gira e gira, gira e gira ...
                Edison Borba


A HUMILDADE EM TEMPOS DE COPA

        A frase: “o importante é competir”,  há muito tempo perdeu seu valor. Quando jogadores, atletas e seleções entram em campo ou nas quadras, a vontade de vencer torna-se obsessiva levando a comportamentos pouco corretos. As atitudes inadequadas crescem além dos estádios e arenas  chegam aos meios de comunicação envolvendo a população de fãs e torcedores. A situação agravou-se de tal forma, que políticos e empresários apostam alto em seus afilhados e protegidos.
Nesta Copa de Futebol, já assistimos joelhadas, trombadas, cabeçadas, caneladas, brigas entre torcedores  e até mordidas durante as competições. Apesar de aparentemente haver um clima de harmonia entre atletas e torcedores, pequenos atos podem ser observados, principalmente quando se tenta impor a supremacia de um país sobre o outro. Podemos observar que entre os jogadores de um mesmo time, a vaidade de alguns  prevalece, principalmente quando é dado a ele o direito aos gols e ao brilhantismo, sendo permitido “a ele”, e somente “a ele”, usar e abusar dos direitos legais que regem as competições.
Outra questão interessante é o clima do “já vencemos”. Jornalistas, especialistas em estatísticas e pesquisadores tentam provar antecipadamente a supremacia de uma seleção sobre a sua rival. Em alguns momentos, o tiro acaba saindo pela culatra do revolver e a zebra entra em campo para calar a boca dos especialistas.
Quando uma seleção vive no clima do “já ganhamos”,  e encontra outra seleção com força, garra e amor ao seu país, o clima se altera e,  uma lição de humildade espera-se que venha a acontecer.
Outra questão, esta mais grave, é o envolvimento do dinheiro nas competições. A compra e venda de favores que poderão garantir a posse do troféu é uma verdade constrangedora ao longo de anos. Atletas recebendo através de seus “cartolas”, favores financeiros para “entregar”  a partida ou no caso das olimpíadas não correr e nem nadar o suficiente.
Infelizmente  fomos aos poucos nos acostumando a conviver com essa trágica comédia e continuamos torcendo e tentando acreditar que em nosso grupo, isto não acontece. Será?
Edison Borba

sexta-feira, 27 de junho de 2014

REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Uma boa Leitura!)


          Na era da internet, receber um livro de presente é algo  inusitado. Porém, quando se tem a amigos que militam na área das letras, esse tipo de carinho está garantido. Foi o que aconteceu comigo. Recebi como presente de aniversário, um delicioso livro. Saboroso, delicadamente aromático e de conteúdo envolvente. É daqueles livros, que o leitor se apega de tal maneira que não há como deixar a leitura antes da última página.
Francisco Azevedo, autor da obra intitulada “O Arroz de Palma”, vai tecendo uma rede em torno de quem inicia a leitura, provocando emoções de diversas tonalidades. As palavras deslizam pelas páginas nos conduzindo por caminhos trilhados pelos personagens.
Uma história de família, com todos os personagens que estão em nossas casas, e que convivem com agente. Há momentos que nos vemos sentados à mesa, comungando do amor daquele grupo.
Tenho a mania de ler sempre acompanhado de um grande amigo, o lápis, com ele vou rabiscando e delineando trechos, palavras, momentos que me permitirão uma “releitura” dinâmica, para matar saudades do conteúdo da obra. Também, sou o tipo de leitor que abraça o livro, coloca-o no colo, carrega-o na mochila, leva-o para o sofá e também para a cama. Durante o tempo de consumo da história, aquele livro torna-se um amigo inseparável.
Alguns trechos, que transcrevo abaixo, são apenas uma pitada do conteúdo para deixar o leitor desta coluna, com a boca cheia d’água e com uma grande vontade de saborear “O Arroz de Palma”.
>>> ”família é prato que emociona. E a gente chora mesmo. De alegria, de raiva ou de tristeza”.
>>>”tem gente que acredita na receita da família perfeita”.
>>>”família é prato que deve ser servido sempre quente, quentíssimo. Uma família fria é insuportável, impossível de se engolir”.
>>>”receita de família não se copia, se inventa”.
>>>”família é um prato que, quando se acaba, nunca mais se repete”.
>>>”se avô é pai com açúcar, neto é filho com proteína, vitaminas e sais minerais”
>>>”as sensibilidades mudam de geração para geração”
>>>”cada filho é aprendizado, lição de vida”
>>>”em horas de luz, pedido de coração é ordem que a cabeça não discute, cumpre”.
Acredito que estes pedacinhos de texto, deliciosos como pão doce, possa ter aguçado o apetite de quem gosta de saborear uma boa leitura.
Apesar de toda a tecnologia, tão importante para o mundo moderno, os livros continuam a ser um excelente caminho para estimular ideias, ajudar na criatividade, permitir inovações e ajudar na formação de empreendedores, que para se revelarem, precisam de estímulos, e um dos melhores é o literário.
Atenção professores, gestores, empresários e familiares estimulem e facilitem o acesso a boas leituras e teremos uma sociedade mais humana.
 Edison Borba

quinta-feira, 26 de junho de 2014

NÃO SOMOS CONTRA, MUITO PELO CONTRÁRIO ...

         Em tempos de euforia pela realização dos Jogos da Copa do Mundo de Futebol, corremos o risco de sermos considerados “aves de mau agouro”,  ou seja, aqueles que só estão satisfeitos quando o assunto é miséria e morte, apenas por estarmos preocupados com o que acontecerá nesta Terra, após o apito final no último jogo.
Não somos contra, muito pelo contrário ...
Acreditamos que existam muitos outros brasileiros que estão nesta mesma situação: felizes, com a alegria dos turistas, com a festa nos estádios e com a relação entre os diversos povos que estão visitando o Brasil. Se este clima de confraternização fosse uma constante entre as nações, a ONU nem precisaria existir e, o mundo seria de total paz e harmonia.
Porém, o que nos emociona e nos leva às lágrimas, não é  a chuteira dourada do Neymar, nem os gols que balançam as redes como o vento, balançando as palmeiras beira mar.
O que nos faz chorar são  os bilhões de reais que se perderam nos caminhos da organização deste mega evento.
Quando acordarmos após o último jogo, ficará sobre cada um dos brasileiros uma dívida infinitamente grande. Teremos doze arenas vazias, e que abandonadas se tornarão grandes cemitérios.
O que fazer com os estádios, construídos para apenas alguns jogos?
É possível, que surjam alguns projetos, para a transformação das arenas em comunidades, que poderão abrigar as centenas de famílias sem teto. Outra sugestão será transformá-las em Unidades Escolares, onde brasileirinhos serão acompanhados da creche até o Ensino Superior. Ou então as arenas se transformarem em grandes oficinas que propiciem aos trabalhadores exercerem suas atividades criativas, ou alguma outra sugestão poderá surgir, para dar algum destino útil àqueles grandes espaços.
Enquanto isto não acontece, ficamos com a alegria passageira de cada gol. Ficamos na expectativa da conquista de um hexacampeonato, que alongará os festejos, até o período das eleições, dando tempo e rendendo votos e dinheiro para que muitos candidatos possam reinar sobre a Terra da Promissão.
Não somos contra, muito pelo contrário, somos brasileiros não só no período de Copa do Mundo,  brasileiros 24 horas por dia durante todo ano. Não vivemos na Europa ou em outro continente, respiramos  nesta Terra onde nascemos e que amamos, apesar de tantos dissabores que os seus dirigentes teimam em nos proporcionar.
Não somos contra, muito pelo contrário somos a favor de cantarmos o nosso Hino, todas as vezes que novas escolas e hospitais forem inaugurados,  bibliotecas  criadas,  a fome seja definitivamente exterminada, com a criação de empregos dignos e que a população possa caminhar pelas ruas, sem medo de balas que se perdem nos corações de crianças.
Não somos contra, muito pelo contrário ...
Edison Borba

REFLEXÕES EDUCACIONAIS (Lembrando Piaget)

Um  importante pensamento atribuído ao educador Jean Piaget, é o que afirma: “o que importa num problema proposto por um professor, não é necessariamente o resultado final, mas todo o mecanismo  utilizado pelo aluno, para chegar à resposta”. Esse pensamento, nos leva a uma reflexão muito importante quando se trata de educação. Muitas vezes, quando um professor analisa as provas de seus alunos, usando apenas os resultados finais, como parâmetros e, não observa o caminho percorrido para chegar ao resultado, ele  corre um sério risco de avaliar inadequadamente. Muitas vezes, uma resposta “errada” é apenas um detalhe de um excelente raciocínio. Numa prova de múltipla escolha, corremos este risco, pois não temos como acompanhar as estratégias usadas pelo candidato, antes de marcar com um “X”, no resultado de uma questão. Por este motivo, é que uma sala de aula deve ser um espaço de diálogo, de troca de saberes, de discussões coletivas e de respeito à palavra de todos,  estudantes e professores. Estas discussões permitem ao educador conhecer gradativamente os seus alunos como pessoas. No momento de correção de uma prova, teste ou redação ele poderá avaliar melhor o desempenho de cada um.
Esta observação, também é válida, para empresas, fábricas e outros locais de trabalho. Faz-se necessário observar o trabalhador como um ser humano, que tem um caminho a percorrer antes de entregar o produto final. Empresa “moderna” não é aquela que só analisa os números finais, mas a que leva em conta os diversos detalhes que fazem parte da produção. Ouve os seus profissionais, abre espaço para a criatividade, está atenta às sugestões e não se sente ameaçada diante de uma observação ou crítica de um funcionário.  Atuar em conjunto é demonstração de inteligência empresarial.
Edison Borba
 

ÁFRICA – EM TEMPO DE COPA NO BRASIL

           Nossos irmãos africanos chegaram ao Brasil trazendo suas tradições, alegria, cultura e costumes, que em grande parte já está aqui, compondo as raízes do povo brasileiro.

Camarões, Costa do Marfim, Argélia, Gana e Nigéria fazem parte da brasilidade verde amarelo. Nossos ancestrais vieram do continente Africano trazendo em sua bagagem riquezas que cultivamos até os dias de hoje.

A saborosa feijoada, prato indispensável na mesa das famílias brasileiras, tem a sua origem em terras d’África. Muitos temperos, que tornam nossas refeições mais deliciosas, como leite de coco, azeite de dendê, pimenta malagueta misturados com outros “temperinhos”, deram origem a diversos pratos, como: acarajé, vatapá, mungunzá, angu, pamonha entre outras delícias.

O nosso ritmo e dança, também tem ligações com o continente irmão, o samba e todo o gingado dos capoeiristas lembram nossos avós africanos. A beleza da arte brasileira está intimamente relacionada com a arte africana. A força nas cores, o uso da madeira, são algumas das influências que trazemos até hoje numa mistura de culturas.

E a fé nos orixás, o respeito às diferenças através do candomblé, são riquezas inestimáveis que o continente africano nos proporcionou.


A figura de Nelson Mandela, o Mandiba, grande herói da paz, traduz todo o sentimento do continente, que cada vez mais demonstra o seu valor ao lado dos demais, além de todo o crescimento em diversos setores, no futebol, a cada Copa, torna-se mais respeitado.

Edison Borba